7 erros na gestão de hospitais que você precisa evitar

Cometer falhas ao administrar qualquer negócio pode trazer prejuízos à produtividade e aos resultados. No entanto, quando se trata de erros na gestão de hospitais, a questão fica ainda mais séria — afinal, é um trabalho que envolve a vida das pessoas.

É um grande desafio lidar com equipes de diferentes setores visando oferecer um atendimento de qualidade e a sustentabilidade financeira da instituição. Isso porque, quando se trata do setor hospitalar, os custos são altíssimos.

Dessa maneira, é papel do gestor pensar em estratégias para otimizar todos os processos, reduzir as falhas e, assim, garantir a segurança do paciente, oferecendo bons resultados.

Elaboramos este post para que você conheça 7 erros que deve evitar para fazer uma gestão eficiente de um hospital. Acompanhe!

1. Ter problemas na comunicação

Os setores hospitalares devem trabalhar de forma orquestrada para que os processos sejam realizados de modo completo e eficiente. Mas, para isso, é preciso que a comunicação esteja bem estruturada entre as equipes. O alinhamento nesse setor aumentará a produtividade, otimizará as rotinas, diminuirá desperdícios e reduzirá erros na gestão de hospitais.

A troca de informações deve acontecer em todos os procedimentos — como registros feitos no prontuário dos pacientes, realização de exames, emergências, mudanças de plantão, transferências de pacientes, entre outras ações.

Implementar políticas de comunicação entre os departamentos é o que ajudará o gestor a ter uma visão global do funcionamento de todo o hospital, identificando pontos que precisam ser corrigidos ou aprimorados. Além disso, quando os colaboradores entendem como se dá o fluxo de informações eles ficam mais cientes de seu papel dentro dos processos — o que aumenta o comprometimento e o engajamento das equipes.

Dessa maneira, é imprescindível trabalhar a cultura organizacional, realizar reuniões periódicas e investir na automatização dos processos a fim de fazer a integração entre os setores. Assim, todos poderão trabalhar por um objetivo comum, ou seja, um atendimento de excelência.

2. Não realizar a gestão de estoques

Realizar a gestão de estoques vai reduzir desperdícios, evitar a falta de materiais e medicamentos, além de facilitar a negociação com fornecedores. Todos esses benefícios vêm da organização que permite ao hospital ter um planejamento prévio das suas compras.

É importante gerenciar todos os estoques do hospital, não somente da farmácia e do almoxarifado. Isso porque outros setores também estocam — como UTIs, centros cirúrgicos, unidades de pronto atendimento, ambulâncias etc.

A dica é unificar os dados de todos os estoques da instituição para que o gestor evite perder itens por estarem vencidos ou realizar compras desnecessárias. Fazer um inventário com entrada e saída de todos os produtos — você pode ter a ajuda de softwares específicos — ajuda a otimizar essas ações.

3. Escolher de forma inadequada os equipamentos

Para um hospital funcionar, é fundamental que os seus equipamentos sejam de qualidade, evitando que pacientes e técnicos corram riscos. Por isso, uma boa gestão precisa acertar na escolha desses aparelhos. Nesse caso, é importante observar:

  • especificações técnicas do equipamento, para que atendam às necessidade dos serviços;
  • relação custo-benefício, já que se trata de um investimento alto. Verifique a tecnologia empregada, a sua durabilidade e as despesas com manutenções;
  • reputação do fornecedor, analisando itens como atendimento, garantia e suporte técnico.

4. Deixar os equipamentos sem manutenção

Falando em equipamentos, um dos erros na gestão de hospitais é justamente descuidar de sua manutenção. Mesmo que o equipamento seja durável e de alta qualidade, o seu uso diário provocará desgastes, por isso é fundamental realizar ações preventivas.

Esse cuidado é uma forma de atender às exigências da Vigilância Sanitária e de garantir a segurança de pacientes e dos colaboradores. Além disso, você evita contratempos como deixar de realizar procedimentos importantes por conta de um aparelho quebrado ou com defeitos.

A manutenção preventiva periódica tem como objetivo prever possíveis falhas. Por meio delas, você consegue solucionar um problema com antecedência, prolongando a vida útil da máquina. Nesse momento, é fundamental seguir um roteiro nos cuidados com os equipamentos — como avaliação de desempenho e segurança — função realizada pelo serviço de engenharia do hospital.

Quando o aparelho já está apresentando falhas, e por isso está inoperante, realiza-se a manutenção corretiva, visando assim reparar os problemas apresentados.

5. Não analisar as glosas médicas

É preciso que a gestão hospitalar realize uma análise minuciosa das glosas médicas aplicadas pelas operadoras de plano de saúde, já que isso atinge diretamente as contas da instituição. Muitas vezes, o motivo é causado por erros operacionais, como:

  • falhas na digitação do número do cartão de identificação do usuário;
  • preenchimento incorreto das informações;
  • ausência de assinatura do médico ou paciente.

É importante investir na capacitação das equipes para reduzir qualquer tipo de falha que possa gerar as glosas médicas. Desse modo, o planejamento financeiro e o relacionamento com as empresas de planos de saúde não ficam comprometidos.

6. Não oferecer treinamento aos colaboradores

O treinamento não deve ficar disponível apenas para os colaboradores envolvidos com as glosas médicas, mas sim para todas as equipes hospitalares. A capacitação deve ser periódica para que todos:

  • tenham ciência da missão e dos valores da instituição;
  • possam aprimorar suas competências;
  • saibam como trabalhar de forma harmônica;
  • estejam atualizados sobre tecnologias e processos utilizados em seu departamento;
  • mantenham uma conduta padrão, objetivando um atendimento de excelência a pacientes e acompanhantes.

7. Não adotar uma padronização para os procedimentos

Um dos erros na gestão de hospitais é não adotar uma padronização para a realização dos procedimentos. É fundamental que todos os colaboradores “falem a mesma língua” e trabalhem de forma mais organizada e integrada. Seguir um padrão pode ajudar até mesmo em tarefas mais simples, como fornecer uma orientação ao paciente de forma eficiente.

Assim, os processos são otimizados, não há divergências nas ações e, consequentemente, o serviço ganha qualidade.

É importante adotar estratégias capazes de reduzir os erros na gestão de hospitais. Além de impactar positivamente no desempenho dos colaboradores e no atendimento aos pacientes, a instituição terá resultados também nas finanças — com a diminuição de desperdícios e despesas desnecessárias.

Quer mais dicas para fazer uma administração mais eficiente em estabelecimentos de saúde? Conheça então a importância da metodologia 5S na gestão hospitalar!

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    Normas para recebimento de equipamento hospitalar

    Indispensáveis em qualquer centro médico, desde clínicas a hospitais, os equipamentos hospitalares são essenciais para a saúde dos pacientes. No combate para salvar vidas, eles auxiliam os profissionais da saúde para oferecer diagnósticos e tratamentos com maior precisão em todo o processo médico – da sala de emergência à mesa de cirurgia.
    E como esses equipamentos são tão importantes para manter vidas, é preciso tomar o maior cuidado possível com a manutenção deles e, principalmente, com a aquisição e instalação.
    Dessa forma, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), criou um manual para boas práticas e cuidados de equipamentos hospitalares, que tem como função principal garantir a segurança tanto dos colaboradores e profissionais da saúde, quanto dos pacientes.
    O manual de Boas Práticas de Aquisição de Equipamentos Médico-Hospitalares, visa oferecer procedimentos seguros para aquisição de equipamentos hospitalares para instituições de saúde públicas e privadas, que utilizem o processo de licitação, mas segundo o próprio documento, é possível adaptar para demais instituições de saúde.

    Manual de recebimento de equipamento hospitalar

    Então se você busca orientações para como realizar o correto procedimento de recebimento de equipamentos hospitalares, este trecho da Parte B, sobre procedimentos operacionais da instituição, irá te ajudar:

    1. Procedimentos de Recebimento e Aceitação.

      a)
      Inspeção de recebimento. Técnica designada para recebimento do equipamento. A equipe deverá realizar uma inspeção visual do equipamento entregue pelo fornecedor, para assegurar que:

    • 1. O equipamento corresponde àquele especificado no edital.
    • 2. O equipamento está completo, com todos acessórios e documentação técnica especificados no edital.
    • 3. Não existem partes do equipamento e seus acessórios danificados. E
    • 4. O equipamento está compatível com os requisitos de pré-instalação aprovados pelo fornecedor.

    b) Formalização do recebimento. A equipe técnica comunicará à unidade competente da instituição, o recebimento formal do equipamento, para a adoção das providências necessárias ao cumprimento das condições e prazos previstos no contrato firmado entre o fornecedor e a instituição.
    c) Identificação do equipamento. Após seu recebimento formal, o equipamento deve receber um código de identificação apropriado, a fim de incluí-lo no patrimônio e no sistema de gerência e manutenção da instituição.
    d) Formalização da aceitação. A equipe técnica comunicará à unidade competente da instituição, o aceite final do equipamento, para adoção das providências necessárias ao cumprimento das condições e prazos previstos no contrato firmado entre o fornecedor e a instituição.

    Mais a frente do mesmo documento, a Anvisa também fala sobre a instalação dos equipamentos. E segundo ela, “a instalação do equipamento médico-hospitalar deve ser realizada pelo fornecedor ou seu representante autorizado, devendo ser iniciada exclusivamente após seu recebimento formal e aprovação dos requisitos de pré-instalação.” Após isso, o fornecedor, ou representante autorizado, deve realizar testes no equipamento, demonstrando o seu funcionamento a equipe técnica, que deve acompanhar o processo de instalação.

    Aumente sua eficiência

    Seguir essas instruções da Anvisa é importante, pois garantem a entrega correta e o bom funcionamento dos equipamentos, evitando o risco de uma falha ou problema no momento de salvar uma vida.
    A Medicalway é referência na comercialização de equipamentos modernos e tecnológicos aos hospitais e clínicas médicasAcompanhe a nossa página do Facebook para saber mais sobre o nosso trabalho! Tem mais dúvidas sobre os cuidados com equipamento hospitalar? Use os comentários e deixe suas perguntas!

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    Qual a relação entre saúde, segurança e equipamentos médicos de qualidade dentro de hospitais?

    Hoje em dia é muito difícil imaginar atividades que não utilizem a tecnologia. Há um aparelho eletrônico para nos acordar, um outro para preparar nossa comida, outro para nos comunicarmos, até para escovar os dentes.  E isso só para algumas atividades domésticas. No trabalho também usamos equipamentos eletrônicos, independente do ramo de atividade.
    A tecnologia nos rodeia e não há como fugir, até porque os avanços tecnológicos trouxeram benefícios e simplificaram tarefas, facilitando nossa vida e otimizando o tempo. Além disso, as tecnologias trouxeram novas visões, possibilidades e nos ajudaram a descobrir muitas coisas novas.
    Ao compararmos os avanços da medicina em 500 anos sem tecnologias e os últimos 30, podemos ver o quão rápido a alta tecnologia no proporcionou evoluir. Tanto que hoje é impossível pensar em medicina sem equipamentos eletrônicos, como os aparelhos de diagnóstico (radiografia, tomografia, ressonância, ultrassom), desfibriladores, eletrocardiógrafos, monitores, entre outros. Esses equipamentos tornam-se extremamente importantes em qualquer centro médico, pois possibilitam salvar vidas com maior precisão, facilidade e segurança.

    Equipamentos médicos e qualidade dentro de hospitais

    E não há como ignorar a segurança quando falamos em saúde. Ela é o fator principal em todas as instâncias da medicina, desde a criação de aparelhos médicos, até o ato final em uma sala cirúrgica. A segurança do paciente é a principal responsabilidade de quem trabalha com vidas.
    Por essa razão, quando falamos em segurança e equipamentos médicos, falamos sobre saúde. A alta qualidade dos aparelhos é o que garante a segurança para exames, consultas e tratamentos de doenças, trabalhando em prol da saúde dos pacientes.
    Quanto mais modernos, mais seguros os aparelhos podem ser para os pacientes. Isso porque os aparelhos são projetados e preparados para resolver os problemas encontrados anteriormente, a fim de solucionar da melhor forma possível as dificuldades médicas.
    Desse modo, o hospital ou clínica médica que opta por trabalhar com aparelhos modernos está oferecendo ao paciente segurança e garantia de qualidade no atendimento e tratamento.
    A Medicalway é referência na comercialização de equipamentos modernos e tecnológicos aos hospitais e clínicas médicas. Além desses segmentos e produtos mencionados acima, você encontrará os melhores equipamentos para o seu hospital.
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    Os desafios de gestão em um hospital regional

    Para quem acha que a gestão hospitalar é tarefa simples, está totalmente equivocado. As organizações que prestam serviços de saúde são complexas. Além dos médicos e enfermeiros, que atuam diretamente no atendimento aos pacientes e estão ligados ao resultado do hospital, há os que atuam na administração, mas também têm papel importante no êxito de salvar vidas.
    A administração de um hospital é um ramo de atividade na qual as novas tecnologias se fazem presentes no dia a dia, exigindo dos responsáveis cada vez mais especialização. Isso fez com que surgisse um novo profissional capaz de gerenciar da melhor forma as áreas burocráticas e técnicas de um hospital, sempre levando em consideração os objetivos empresariais e econômicos da organização.

    Administração empresarial

    Hoje é possível enxergar a complexidade dessas organizações, que apresentam uma série de singularidades. É muito fácil encontrarmos excelentes profissionais da saúde, mas que se tornam péssimos administradores hospitalares. Isso porque ignoram o fato de que um hospital deve ser tratado como uma empresa, levando em consideração o lado econômico.
    Assim como em uma empresa, o hospital oferece um serviço e também deve gerar sua viabilidade econômica. Isso mostra que essas organizações devem ser administradas dinamicamente e com os mesmos princípios gerais que regem as empresas.

    Tarefas de um gestor hospitalar

    O que torna difícil o alcance da eficiência de um administrador hospitalar é a falta de preparo dos profissionais da saúde para lidar com atividades, tarefas e ferramentas, como:

      • Ferramentas de suporte e de gestão;
      • Conhecimentos em gestão da qualidade e instrumentos práticos;
      • Administração dos bens patrimoniais do hospital;
      • Patrimônio operacional;
      • Gestão de logística e de suprimentos na administração hospitalar;
      • Finanças e custos, administração financeira;
      • Planejamento estratégico;
      • Gestão estratégica de negócios;
      • Gerenciamento dos sistemas administrativos, tais como organogramas;
      • Elaboração de estatuto;
      • Regulamento, regimento;
      • Estudos de processos, clientes;
      • Licitações e negociações;
      • Administração de contratos/convênios;
      • Planejamento de recursos humanos/corpo clínico, centro de estudos;
      • Controle de estagiários;
      • Questões que envolvam a adoção de aparatos contra infecções hospitalares em geral ou epidemias.

    Características de um gestor hospitalar

    Também podemos elencar as principais características de um administrador de hospital:

      • Facilidade para realizar a definição e a mensuração dos resultados, que são mais difíceis do que em outras organizações;
      • Facilidade de trabalhar em situações de natureza emergencial;
      • Facilidade e precisão em tomadas de decisões rápidas;
      • Capacidade para realizar atividades altamente interdependentes, sendo necessário um alto grau de integração entre os diversos grupos profissionais;
      • Alto nível de especialização;

    Na gestão hospitalar há pouco controle organizacional efetivo sobre os responsáveis diretos pelo trabalho – os médicos. Por isso, em algumas instituições existe uma dupla linha de autoridade. É comum encontrar gestões mais democráticas, onde as decisões são baseadas nos conhecimentos técnicos (atividade-final). Enquanto há outra, mais burocrática para a área de apoio, que necessita de regras e procedimentos do mesmo nível. Mas essas diferentes formas de hierarquias podem gerar problemas com coordenação e responsabilidades.

    Distribuição de recursos

    Os profissionais do administrativo controlam, junto com seu próprio trabalho, as decisões administrativas especialmente no âmbito da distribuição de recursos. E como a área da saúde está intimamente ligada às novas tecnologias, importantes para diagnósticos e tratamentos cada vez mais sofisticados, os administradores precisam estar atentos e sempre estudando para conhecer as novas tecnologias do mercado. E como os custos no setor são altos, é preciso estar preparado tanto para a necessidade de novos aparelhos para o centro médico, quanto para a distribuição eficiente de recursos. Dessa forma, podemos enxergar um pouco da complexidade que é a gestão de uma organização hospitalar.
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