Acreditação ONA: o que é e como conseguir essa certificação hospitalar?

Acreditação ONA: o que é e como conseguir essa certificação hospitalar? No momento em que um hospital, serviço de diagnóstico por imagem, laboratório ou outra organização do setor de saúde conquista a acreditação ONA, a instituição comprova que adota um padrão de qualidade e segurança em seus processos. Com isso, ela consegue melhorar sua credibilidade para o mercado, para os profissionais de saúde e também para os pacientes.

Dessa forma, é uma certificação de grande importância, pois demonstra a excelência na parte de assistência e de gestão. Tem interesse em entender melhor o que é a acreditação ONA, as principais vantagens em conquistá-la, os níveis de certificação e quais etapas precisam ser cumpridas para obtê-la? Todas essas informações você encontra neste post. Boa leitura!

Afinal, o que é acreditação ONA?

Desde 1999, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) — entidade não governamental e sem fins lucrativos — atua para que hospitais, clínicas e outras instituições de saúde possam alcançar um alto padrão de assistência, especialmente nos quesitos qualidade e segurança.

Sendo assim, a ONA é responsável pelo desenvolvimento e pela gestão dos padrões brasileiros nesses aspectos. A entidade conta com uma metodologia internacional, já que é integrante da International Society for Quality in Health Care (ISQua) — parceira da Organização Mundial de Saúde (OMS). Da ISQua, fazem parte instituições de qualidade à saúde dos Estados Unidos, do Canadá, da França e do Reino Unido.

Princípios

A acreditação serve para avaliar e certificar a qualidade dos processos de locais que prestam assistência à saúde, tendo como objetivo a melhoria contínua desses serviços. Ela segue três princípios:

  • voluntário: a entidade de saúde é que demonstra o interesse em passar pela avaliação;
  • periódico: é feita a avaliação para a acreditação e também durante o tempo de validade do certificado;
  • confidencial: os dados coletados nos serviços de saúde durante o processo de avaliação não são divulgados.

Entidades acreditadoras

O processo para a obtenção da certificação é realizado apenas por entidades acreditadoras credenciadas pela ONA e que utilizam como referência as diretrizes do Sistema Brasileiro de Acreditação e o Manual Brasileiro de Acreditação.

Quais os principais pontos avaliados?

Em geral, para serem acreditadas, as instituições têm o desempenho organizacional avaliados. Assim, elas precisam apresentar:

  • gestão por processos;
  • desenvolvimento de pessoas;
  • ética e transparência;
  • visão sistêmica;
  • exercício da liderança;
  • cuidado centrado no paciente, ou seja, adoção de uma abordagem humanizada;
  • foco na questão da segurança;
  • responsabilidade socioambiental;
  • cultura da inovação;
  • melhoria contínua.

Quais os benefícios de alcançar a acreditação?

Ao conseguir a acreditação, o hospital demonstra que modificou seus processos para atingir um alto padrão de qualidade definido pela ONA. Como são instituições que lidam com a vida das pessoas, torna-se um selo importante, uma garantia de que os pacientes vão receber um atendimento seguro e de excelência.

No decorrer de todo o processo para obter o certificado, há ainda uma mudança na cultura da organização, que passa a envolver todos os colaboradores para que aumentem sua produtividade, a identificar erros e riscos, e a atuar de acordo com boas práticas. Desse modo, além de aperfeiçoar o atendimento ao público, há uma melhora no ambiente de trabalho.

Nessa questão, é preciso destacar também a adequação do local com novas tecnologias, como equipamentos médicos e também softwares de gestão para integrar o trabalho das equipes e melhorar a comunicação entre os profissionais. Com isso, há agilidade nos fluxos de trabalho, o que pode até mesmo significar melhores resultados financeiros para a organização no futuro.

Em resumo, as principais vantagens de ter esse selo de qualidade são:

  • satisfação dos pacientes e confiança nos serviços prestados;
  • credibilidade da instituição de saúde;
  • educação dos profissionais;
  • integração maior entre os setores;
  • adoção das melhores ferramentas de gestão;
  • criação de uma cultura de melhoria contínua;
  • impulso para o aprimoramento tecnológico;
  • possibilidade de sair na frente da concorrência.

Quais os níveis de acreditação?

A acreditação da ONA pode ser conquistada em três níveis:

  • 1 (Acreditado): é válido por dois anos e concedido às entidades de saúde que cumprem os quesitos de segurança do paciente em todas as áreas, incluindo estruturais e assistenciais;
  • 2 (Acreditado Pleno): é valido por dois anos e concedido às entidades de saúde que, além da segurança, apresentam uma gestão integrada;
  • 3 (Acreditado de Excelência): é válido pelo período de três anos e concedido às entidades que cumprem os quesitos segurança, gestão integrada e também demonstrem a excelência em gestão.

Esse é um aspecto importante, pois permite que a organização de saúde se adapte gradativamente até conquistar o nível de excelência. Em outras palavras, pode ser considerado um programa educacional continuado, já que é revisto periodicamente.

Quais os principais passos para conseguir a certificação ONA?

Como dissemos, a participação no processo de avaliação é voluntário, sendo que instituições do setor da saúde de diferentes níveis, portes e complexidades podem conseguir a acreditação ONA. Para que a organização seja elegível, é preciso seguir os critérios:

  • estar legalmente constituída há, no mínimo, um ano;
  • ter alvará de funcionamento;
  • ter licença sanitária e licenças exigidas de acordo com a atividade que realiza;
  • apresentar registro do responsável técnico, segundo o perfil da instituição.

Além disso, é necessário arcar com as taxas de visita de acreditação ONA e das taxas de manutenção dessa certificação.

Ao concluir que sua entidade é elegível, ou seja, está com a documentação regularizada, o próximo passo é entrar em contato com uma instituição acreditadora credenciada pela ONA, que vai dar andamento a todos os processos de avaliação, elaborando, inicialmente, um plano de visitas.

Para se preparar e alcançar os quesitos exigidos, as organizações de saúde podem contar com o trabalho de auditoria interna e externa.

Hospitais, laboratórios, ambulatórios e outras organizações que prestam serviços de saúde podem melhorar seus processos de gestão e oferecer mais qualidade e segurança na assistência ao cumprir o que é exigido pela acreditação ONA. É, portanto, um selo muito valorizado no setor e que pode trazer uma série de benefícios para a instituição.

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    6 dicas para reduzir custos na gestão de equipamentos hospitalares

    Reduzir custos de forma estratégica faz parte de uma administração eficiente, já que isso pode equilibrar a saúde financeira de uma empresa, evitando problemas jurídicos e queda na imagem da instituição, além de ser uma forma de investir em melhorias na empresa. Essa medida se torna ainda mais relevante em períodos de crise.

    Assim, aprender a reduzir custos na gestão de equipamentos hospitalares pode ser uma das maneiras de atingir os objetivos mencionados anteriormente. Afinal de contas, é comum que equipamentos se tornem obsoletos, por exemplo, o que é apontado por representantes da administração hospitalar como uma influência relevante nas dívidas dos hospitais públicos.

    Diante das consequências que a má administração dos recursos pode gerar, preparamos este post com 6 dicas para você reduzir custos na sua instituição. Continue a leitura e entenda!

    1. Faça o planejamento com base em evidências 

    Toda e qualquer instituição, independentemente do segmento em que atua, precisa realizar planejamentos antes de tomar qualquer decisão. Planejamentos eficientes e construídos a partir de evidências podem colaborar com a redução de custos, diferentemente dos que ocorrem baseados em achismos e na intuição.

    É por motivos como esses que a análise de indicadores é tão importante para a construção de um planejamento embasado. Eles monitoram dados da sua instituição e podem sinalizar os caminhos mais recomendados e não recomendados que devem ser percorridos para que a sua instituição economize e tenha também outros benefícios, como a maior satisfação dos pacientes.

    Caso contrário, se não houver o embasamento nas decisões em evidências, é possível que ocorra a compra de equipamentos ultramodernos apenas porque a concorrência faz o mesmo, sem que exista uma análise das necessidades e do interesse dos seus pacientes nesses equipamentos, por exemplo. Ações como essas podem gerar custos desnecessários e atuar mais como um gasto do que como um investimento. 

    2. Classifique os equipamentos

    Quando a administração se compromete com a análise completa dos equipamentos hospitalares e fica por dentro de informações como quantidade e tipos de ativos existentes, as chances de a instituição deixar faltar ou comprar os elementos em excesso são altas.

    Outros dados importantes incluem:

    • histórico de manutenção;
    • grau de risco;
    • localização;
    • dados de identificação do equipamento (como nome, código de rastreio e data de aquisição).

    Além disso, é importante classificar os equipamentos seguindo alguns critérios, como o sistema fisiológico ou a especialidade clínica, que podem ser o diagnóstico pulmonar ou a cardiologia. Seja qual for o critério de classificação definido pela instituição, saiba que isso facilita o gerenciamento, como os custos de manutenção, controle de estoque e revisão de equipamentos.

    3. Mapeie os custos

    Parte essencial do melhor gerenciamento de custos da instituição hospitalar deve passar necessariamente pelo mapeamento de custos, que deve entender quais são os maiores gastos/investimentos da corporação para, posteriormente, adotar estratégias com base nessas informações.

    Assim, defina quais são os custos fixos, que continuam existindo com ou sem fluxo de pacientes, tais como:

    • aluguel;
    • contas de luz;
    • contas de água;
    • internet;
    • telefone;
    • impostos;
    • financiamento.

    Defina quais são os custos variáveis, que se alteram de acordo com a demanda existente:

    • EPIs (como máscaras e luvas);
    • treinamento da equipe;
    • material para escritório;
    • materiais de limpeza e manutenção (como lubrificantes);
    • peças de reposição, como componentes eletrônicos, peças de pequeno porte e peças mecânicas.

    Dentro dos custos fixos e variáveis, ainda pode existir outra divisão, de custos diretos e indiretos. Os custos diretos são fáceis de identificar e calcular seu valor:

    • tempo do profissional com o paciente;
    • EPIs.

    Já os custos indiretos não são possíveis de serem calculados em relação ao serviço prestado, como:

    Ao mapear todos esses custos é importante registrar todos os gastos existentes, como os mencionados acima, mesmo que pareçam irrelevantes para o orçamento da instituição. Ao fazer isso, fica mais fácil obter uma visão realista do fluxo de gastos da corporação médica.

    4. Sistematize a manutenção e segurança

    Padronizar as operações de segurança e manutenção é um método de conseguir mais eficiência no fluxo de trabalho, produtividade e redução de custos, já que isso pode permitir que as instituições atuem com rapidez assim que a necessidade surgir. 

    Por exemplo, as manutenções podem passar por agendamento, gerenciamento de gastos e contratos de serviços e conformidade de recall. Quando tudo isso é padronizado, evita-se que os equipamentos fiquem parados, necessitando de manutenção, até que a equipe responsável pela tarefa os aparelhos individualmente.

    5. Compre apenas produtos de qualidade

    Não é difícil que instituições optem por produtos com menores valores na intenção de economizar, sem considerar a durabilidade do que foi comprado, além da confiança que os produtos oferecem. Afinal, especialmente na área da saúde, contar com produtos de qualidade duvidosa pode comprometer o tratamento dos pacientes e o manuseio da equipe hospitalar.

    Além disso, não se pode desconsiderar que a baixa qualidade dos equipamentos hospitalares também tende a aumentar a necessidade de manutenção e a trocas dos produtos, o que eleva os gastos muito mais do que o desejado.

    6. Invista na tecnologia

    A automatização dos processos por meio da tecnologia pode reduzir custos ao otimizar a eficiência nos processos e aumentar a produtividade, já que a partir dela é possível substituir trabalhos burocráticos, repetitivos e manuais, o que leva mais tempo para a sua realização.

    Assim, quando as máquinas ou os sistemas tecnológicos passam a ocupar essas responsabilidades, a equipe da instituição pode focar seu tempo e sua energia em outras demandas mais urgentes e importantes, como confirmação de consultas, controle de agendas, prontuários eletrônicos, gestão financeira e escalas de equipes.

    Como você pôde acompanhar, reduzir custos na instituição hospitalar pode permitir que ela opere com mais eficiência, ofereça mais satisfação aos pacientes, evite problemas jurídicos e equilibre a saúde financeira. Para isso, é indispensável contar com fornecedores confiáveis para encontrar os melhores equipamentos hospitalares, como a Medicalway, que atua há quase 20 anos na área.

    Entre em contato conosco e saiba como podemos ajudar a sua instituição hospitalar com os melhores equipamentos!

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    Como melhorar o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares?

    Manter um bom gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalar é fundamental para um atendimento de qualidade, capaz de proporcionar a promoção da saúde e bem-estar durante os cuidados com os pacientes, garantindo uma boa imagem da instituição.

    Isso porque se trata da aplicação de práticas capazes de identificar a necessidade de certo aparelho e seu tempo de utilização. Além do cronograma de manutenção, programação de novas aquisições e demais medidas capazes de evitar problemas e riscos desnecessários.

    Mas você sabe como realizar essa gestão de maneira eficaz? Leia este conteúdo e descubra!

    Quais tipos de manutenções podem ser aplicados na rotina hospitalar?

    Existem três tipos de manutenções. São elas:

    • Manutenção preventiva: realizada de maneira programada, conforme a utilização de cada equipamento e as orientações do fabricante. Normalmente, a inspeção é agendada com antecedência e envolve testes de segurança, limpeza e detecção de problemas enquanto ainda são pequenos.
    • Manutenção corretiva: é realizada para desenvolver formas de correção no caso de um dano no equipamento. Sendo assim, ele é devolvido, consertado e calibrado.
    • Manutenção preditiva: é realizada de maneira planejada, com o intuito de averiguar minuciosamente, usando aparelhos específicos. Seu objetivo é antecipar, por meio de resultados da análise, manutenções preventivas e corretivas, elevando o tempo de vida útil e segurança do aparelho.

    Como melhorar o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares?

    Existem algumas práticas que podem ser implementadas como forma de promover um melhor gerenciamento de manutenção de equipamento hospitalares. Veja a seguir as principais!

    Realize planejamentos

    É preciso elaborar um planejamento para que os equipamentos possam ser revisados periodicamente, o que requer a obtenção de um aparelho reserva, já que a máquina deverá ser aberta para a realização dos procedimentos adequados.

    Dessa forma, é preciso criar um plano, estabelecendo a melhor data e hora para a realização da revisão e substituição do aparelho reserva.

    Compreenda a dinâmica de cada equipamento

    Cada equipamento possui utilidades e características diferentes. Alguns são mais usados do que outros. Para que as manutenções sejam eficazes, é preciso conhecer a relevância de cada um e as demandas mais frequentes. Por esse motivo, estipule as prioridades de maneira consciente.

    Mapeia os riscos hospitalares

    Para reduzir as possibilidades de riscos biológicos, o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares deve estar em dia para assegurar a esterilização dos materiais, evitando a utilização de aparelhos infectados e a disseminação de doenças.

    Defina o fluxo de trabalho

    Entender o histórico de uso e conservação do equipamento hospitalar é essencial para identificar a situação da sua vida útil. Essa prática pode aperfeiçoar de maneira considerável o fluxo de trabalho dos profissionais de saúde para realizar exames de forma precisa e usar os aparelhos de forma adequada, além de reduzir problemas.

    Realize um controle eficiente

    Outra prática indispensável é saber a quantidade correta de equipamentos hospitalares, além de garantir que estejam todos calibrados, lubrificados, conservados, com as peças trocadas no período adequado e com o funcionamento certo.

    Um bom controle proporciona todos os aspectos, considerando que contribui para a elaboração de informações precisas a respeito dos aparelhos, o que promovem uma gestão eficaz.

    Conseguiu entender a importância de um gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares e como realizá-lo? Caso esse processo não aconteça, o aparelho corre o risco de ficar quebrado e em mau estado de conservação, o que impossibilita a prestação adequada dos serviços aos pacientes, podendo até mesmo colocar as suas vidas em risco, além de aumentar os tempos de espera ou cancelamentos de exames e atendimentos, impactando da imagem da instituição no mercado.

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    Afinal, como é feita uma auditoria hospitalar? Entenda!

    Reconhecida por ser uma ferramenta altamente relevante para a gestão em instituições de saúde, a auditoria hospitalar avalia diversos processos e auxilia no controle de qualidade.

    O que é e como funciona uma auditoria hospitalar? Quando falamos em auditoria, é comum logo imaginar a conferência de dados financeiros, contábeis e fiscais. Só que o tipo hospitalar não envolve apenas esses fatores. Na verdade, quando descobrimos como é feita uma auditoria hospitalar, fica claro como essa alternativa oferece diferentes possibilidades.

    Inclusive, é essencial conhecer esses aspectos, porque eles podem ajudar até no melhor desempenho da gestão hospitalar. Então, o melhor é que ela seja executada de forma otimizada para servir de apoio e melhorar a qualidade geral dos processos.

    Ao longo deste artigo, apresentamos o que é, como funciona a auditoria hospitalar, qual é a sua importância e quais são as suas principais características. Confira e tenha uma ótima leitura!

    O que é uma auditoria hospitalar?

    A auditoria hospitalar é um estudo ou conjunto de avaliações sobre a eficiência de processos e atividades de uma instituição de saúde. Ela serve para gerar dados relevantes e demonstrar qual é a melhor maneira de agir, diante de objetivos estratégicos e de necessidades específicas.

    Dessa forma, o principal objetivo da auditoria hospitalar é ajudar clínicas e hospitais a avaliarem o gerenciamento de seus serviços, oferecendo uma série de ferramentas para alcançar níveis mais altos de qualidade e performance a longo prazo.

    Ela pode ser realizada periodicamente ou de forma contínua, além de ser externa ou interna. Entre os motivos para a sua realização, estão a obtenção de certificações de qualidade, melhoria de procedimentos e cumprimento de disposições do setor.

    Como funciona a auditoria hospitalar?

    Não podemos ignorar a importância de entender como esse processo é executado. Primeiramente, a auditoria pode ser realizada de modo obrigatório, como no caso de um programa de qualidade externo, ou eletivo.

    O time de auditores, por sua vez, é composto por profissionais internos, externos ou de forma mista. Em qualquer situação, a análise é objetiva e imparcial, com o objetivo de fazer um raio X mais detalhado da instituição.

    Para compreender como é feita uma auditoria hospitalar, podemos fazer um paralelo com um diagnóstico médico. O processo envolve diversos exames e análises, para entender o que tem um paciente, certo? Com a auditoria, também é assim. São usadas checklists de indicadores para cada etapa, além de serem coletados dados com pacientes e profissionais.

    Ao final, todas as informações servem para dar um diagnóstico aprofundado sobre o que merece mais atenção ou deve ser executado, a fim de gerar melhorias à instituição de saúde.

    Quais são os tipos de auditoria hospitalar?

    Dependendo do objetivo de realização e do processo a ser analisado, a auditoria se divide em algumas opções. Na sequência, mostraremos quais são os principais tipos de auditoria hospitalar para tirar todas as suas dúvidas. Confira!

    Preventiva

    A auditoria hospitalar preventiva é feita de maneira antecipada, mesmo antes de um processo ser colocado em prática. Ela repassa todas as etapas associadas ao procedimento e faz uma análise para saber se é realmente viável de ser implementada e se atende às necessidades da organização.

    Vamos imaginar que um determinado hospital vai adotar um novo software de gestão para o prontuário online, por exemplo: como isso vai afetar a experiência de todos os colaboradores e processos, não faz sentido aplicar logo de início. Então, uma auditoria preventiva é executada para alinhar os pontos e objetivos necessários e, assim, definir a melhor maneira de agir nos próximos passos.

    Analítica

    Para saber como é feita uma auditoria hospitalar analítica, é preciso considerar a importância de realizar um estudo completo das informações coletadas. A ideia é reconhecer, com precisão, quais são os pontos com mais dificuldades ou riscos e quais trazem oportunidades mais relevantes.

    Não se trata apenas de obter informações e, sim, de analisá-las, considerando o contexto para entender em quais setores o hospital precisa melhorar.

    Operacional

    Já a auditoria operacional é aquela mais voltada para os processos operacionais da rotina, sabe? O foco está nas atividades do dia a dia, como as etapas de atendimento ao paciente, desde a recepção até o momento da alta.

    Ela inclui vários processos e objetivos, como o de melhorar a qualidade de atendimento para os pacientes ou de evitar problemas com o envio de dados aos convênios médicos, por exemplo.

    De contas

    Reconhecida como uma parte importante da operacional, a auditoria de contas antecede o envio da conta para o paciente ou para a operadora, a fim de analisar possíveis irregularidades e fazer as devidas negociações entre as partes.

    Qual é o papel do auditor?

    O auditor deve cumprir diversas atividades, com o objetivo de monitorar o desempenho da instituição e contribuir para a aplicação adequada de recursos, visando a melhoria de todos os serviços e procedimentos da instituição. As principais tarefas do auditor, em hospitais e clínicas, são:

    • monitorar as práticas realizadas;
    • melhorar a qualidade dos serviços e atendimento aos pacientes em geral;
    • padronizar processos e equilibrar resultados;
    • definir regras para o bom desempenho e funcionamento da instituição;
    • fiscalizar contratos;
    • auxiliar no desenvolvimento financeiro sustentável;
    • promover o avanço da organização.

    Para trabalhar como auditor em instituições de saúde, é importante ter formação e experiência nessa área, além de participar de capacitações e cursos de aperfeiçoamento com frequência.

    Qual é a importância da auditoria em instituições de saúde?

    Tão relevante quanto saber como é realizada uma auditoria hospitalar, é entender o quanto ela é útil para as instituições. Acima de tudo, essa é uma ótima escolha para quem deseja otimizar a gestão de atividades, que passa a ser alimentada com informações concretas e objetivas, facilitando o acompanhamento e a redução de falhas. Ou seja, há como entender quais são os pontos fortes e fracos, visando possíveis melhorias.

    Em relação à saúde suplementar, podemos dizer que é uma forma de evitar as temidas glosas e de conseguir a acreditação. Como é preciso atender a padrões mínimos de processo, a auditoria coloca tudo no seu devido lugar, aprimorando as tarefas realizadas.

    Essa também é uma oportunidade de identificar aspectos de falha e gargalos, em geral. Com a auditoria, é possível saber onde estão os principais problemas, o que deve ser priorizado e quais são os impactos gerados por determinados cenários.

    Então, a auditoria ajuda a evitar desperdícios, reduzir prejuízos, melhorar a lucratividade e aprimorar a experiência do paciente, que fica mais satisfeito, aumentando as possibilidades de atração e retenção do público. Trata-se, portanto, de uma ferramenta de extrema importância para a gestão.

    Quais são os principais benefícios da auditoria hospitalar?

    Entre as principais vantagens que podem ser adquiridas pelas instituições de saúde, ao investir em uma auditoria hospitalar, estão:

    • redução de custos;
    • otimização de tempo e finanças;
    • mais qualidade no atendimento;
    • aumento da produtividade da equipe;
    • melhorias no relacionamento com os pacientes;
    • geração de competitividade no mercado;
    • atração e fidelização do público;
    • redução de falhas ao longo dos processos;
    • acompanhamento das atividades;
    • análise de dados e métricas relevantes;
    • aumento da rentabilidade da instituição.

    Para garantir todos esses benefícios e implementar as etapas da auditoria, com mais confiança e segurança, é importante preparar a sua instituição antecipadamente. Siga conosco para descobrir como fazer isso!

    Como o hospital pode se preparar para esse processo?

    Depois de aprender como é feita uma auditoria hospitalar, é o momento de saber como ficar pronto para ela. Isso aumenta as chances de cumprir a avaliação da melhor forma possível e, assim, aproveitar ao máximo o que ela oferece para a gestão. Na sequência, mostramos como se preparar para essa fase, a fim de garantir melhores resultados. Confira!

    Conheça os critérios avaliados

    Ter um bom planejamento é indispensável para passar por essa avaliação. O ideal é começar entendendo quais são os pontos essenciais que serão avaliados, como as etapas conferidas e quais serão os critérios utilizados.

    Esse passo permite compreender quais são os aspectos mais relevantes e que, de fato, vão indicar o sucesso da instituição, facilitando o monitoramento das informações e gerando insights para as estratégias a serem aplicadas.

    Mapeie e padronize os processos internos

    Em seguida, é interessante realizar um mapeamento de todas as etapas que estão envolvidas: descubra como elas se relacionam, quais impactos causam e quais são os resultados esperados.

    A partir disso, faça modificações de modo a padronizar os processos e otimizar o tempo. Ter a capacidade de executar as atividades com consistência, faz toda a diferença para obter impactos mais positivos e duradouros na auditoria hospitalar.

    Treine os colaboradores

    Também é fundamental treinar a equipe, pois é o que vai garantir que todos estejam prontos para encarar as novas demandas quanto aos processos a serem implementados. Então, após realizar a padronização, nossa dica é consolidar as mudanças por meio de treinamentos.

    Faça com que todos conheçam os padrões e as exigências e realize testes de implementação, até que tudo saia conforme o esperado. Assim, é possível otimizar a performance. Uma ótima dica para esse passo funcionar de forma mais assertiva, é prezar pela comunicação transparente — vale mostrar quais são os objetivos e benefícios de cada equipe para ajudar os colaboradores a ficarem cientes dos processos.

    Utilize os resultados para embasar ações futuras

    Não podemos ignorar que a preparação para a próxima auditoria, na verdade, começa no final da última. Então, logo depois de receber os resultados, é importante mergulhar nas informações e trabalhar sobre elas — analisar dados e métricas, de forma aprofundada, é uma das etapas mais importantes para quem deseja ter uma gestão mais eficaz.

    Isso permitirá entender o que ainda está desalinhado e pode ser otimizado, de modo a estruturar ações futuras, ter insights valiosos e definir estratégias mais direcionadas para alcançar a melhoria contínua.

    Depois de mostrar como é feita uma auditoria hospitalar, temos que lembrar que ela é importante para a gestão. Quando utilizamos essa ferramenta a nosso favor, é possível conquistar mais qualidade nos serviços oferecidos e atingir objetivos previstos para a instituição de saúde. Então, prepare-se para ela, combinado?

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