Reconhecida por ser uma ferramenta altamente relevante para a gestão em instituições de saúde, a auditoria hospitalar avalia diversos processos e auxilia no controle de qualidade.
O que é e como funciona uma auditoria hospitalar? Quando falamos em auditoria, é comum logo imaginar a conferência de dados financeiros, contábeis e fiscais. Só que o tipo hospitalar não envolve apenas esses fatores. Na verdade, quando descobrimos como é feita uma auditoria hospitalar, fica claro como essa alternativa oferece diferentes possibilidades.
Inclusive, é essencial conhecer esses aspectos, porque eles podem ajudar até no melhor desempenho da gestão hospitalar. Então, o melhor é que ela seja executada de forma otimizada para servir de apoio e melhorar a qualidade geral dos processos.
Ao longo deste artigo, apresentamos o que é, como funciona a auditoria hospitalar, qual é a sua importância e quais são as suas principais características. Confira e tenha uma ótima leitura!
A auditoria hospitalar é um estudo ou conjunto de avaliações sobre a eficiência de processos e atividades de uma instituição de saúde. Ela serve para gerar dados relevantes e demonstrar qual é a melhor maneira de agir, diante de objetivos estratégicos e de necessidades específicas.
Dessa forma, o principal objetivo da auditoria hospitalar é ajudar clínicas e hospitais a avaliarem o gerenciamento de seus serviços, oferecendo uma série de ferramentas para alcançar níveis mais altos de qualidade e performance a longo prazo.
Ela pode ser realizada periodicamente ou de forma contínua, além de ser externa ou interna. Entre os motivos para a sua realização, estão a obtenção de certificações de qualidade, melhoria de procedimentos e cumprimento de disposições do setor.
Não podemos ignorar a importância de entender como esse processo é executado. Primeiramente, a auditoria pode ser realizada de modo obrigatório, como no caso de um programa de qualidade externo, ou eletivo.
O time de auditores, por sua vez, é composto por profissionais internos, externos ou de forma mista. Em qualquer situação, a análise é objetiva e imparcial, com o objetivo de fazer um raio X mais detalhado da instituição.
Para compreender como é feita uma auditoria hospitalar, podemos fazer um paralelo com um diagnóstico médico. O processo envolve diversos exames e análises, para entender o que tem um paciente, certo? Com a auditoria, também é assim. São usadas checklists de indicadores para cada etapa, além de serem coletados dados com pacientes e profissionais.
Ao final, todas as informações servem para dar um diagnóstico aprofundado sobre o que merece mais atenção ou deve ser executado, a fim de gerar melhorias à instituição de saúde.
Dependendo do objetivo de realização e do processo a ser analisado, a auditoria se divide em algumas opções. Na sequência, mostraremos quais são os principais tipos de auditoria hospitalar para tirar todas as suas dúvidas. Confira!
A auditoria hospitalar preventiva é feita de maneira antecipada, mesmo antes de um processo ser colocado em prática. Ela repassa todas as etapas associadas ao procedimento e faz uma análise para saber se é realmente viável de ser implementada e se atende às necessidades da organização.
Vamos imaginar que um determinado hospital vai adotar um novo software de gestão para o prontuário online, por exemplo: como isso vai afetar a experiência de todos os colaboradores e processos, não faz sentido aplicar logo de início. Então, uma auditoria preventiva é executada para alinhar os pontos e objetivos necessários e, assim, definir a melhor maneira de agir nos próximos passos.
Para saber como é feita uma auditoria hospitalar analítica, é preciso considerar a importância de realizar um estudo completo das informações coletadas. A ideia é reconhecer, com precisão, quais são os pontos com mais dificuldades ou riscos e quais trazem oportunidades mais relevantes.
Não se trata apenas de obter informações e, sim, de analisá-las, considerando o contexto para entender em quais setores o hospital precisa melhorar.
Já a auditoria operacional é aquela mais voltada para os processos operacionais da rotina, sabe? O foco está nas atividades do dia a dia, como as etapas de atendimento ao paciente, desde a recepção até o momento da alta.
Ela inclui vários processos e objetivos, como o de melhorar a qualidade de atendimento para os pacientes ou de evitar problemas com o envio de dados aos convênios médicos, por exemplo.
Reconhecida como uma parte importante da operacional, a auditoria de contas antecede o envio da conta para o paciente ou para a operadora, a fim de analisar possíveis irregularidades e fazer as devidas negociações entre as partes.
O auditor deve cumprir diversas atividades, com o objetivo de monitorar o desempenho da instituição e contribuir para a aplicação adequada de recursos, visando a melhoria de todos os serviços e procedimentos da instituição. As principais tarefas do auditor, em hospitais e clínicas, são:
Para trabalhar como auditor em instituições de saúde, é importante ter formação e experiência nessa área, além de participar de capacitações e cursos de aperfeiçoamento com frequência.
Tão relevante quanto saber como é realizada uma auditoria hospitalar, é entender o quanto ela é útil para as instituições. Acima de tudo, essa é uma ótima escolha para quem deseja otimizar a gestão de atividades, que passa a ser alimentada com informações concretas e objetivas, facilitando o acompanhamento e a redução de falhas. Ou seja, há como entender quais são os pontos fortes e fracos, visando possíveis melhorias.
Em relação à saúde suplementar, podemos dizer que é uma forma de evitar as temidas glosas e de conseguir a acreditação. Como é preciso atender a padrões mínimos de processo, a auditoria coloca tudo no seu devido lugar, aprimorando as tarefas realizadas.
Essa também é uma oportunidade de identificar aspectos de falha e gargalos, em geral. Com a auditoria, é possível saber onde estão os principais problemas, o que deve ser priorizado e quais são os impactos gerados por determinados cenários.
Então, a auditoria ajuda a evitar desperdícios, reduzir prejuízos, melhorar a lucratividade e aprimorar a experiência do paciente, que fica mais satisfeito, aumentando as possibilidades de atração e retenção do público. Trata-se, portanto, de uma ferramenta de extrema importância para a gestão.
Entre as principais vantagens que podem ser adquiridas pelas instituições de saúde, ao investir em uma auditoria hospitalar, estão:
Para garantir todos esses benefícios e implementar as etapas da auditoria, com mais confiança e segurança, é importante preparar a sua instituição antecipadamente. Siga conosco para descobrir como fazer isso!
Depois de aprender como é feita uma auditoria hospitalar, é o momento de saber como ficar pronto para ela. Isso aumenta as chances de cumprir a avaliação da melhor forma possível e, assim, aproveitar ao máximo o que ela oferece para a gestão. Na sequência, mostramos como se preparar para essa fase, a fim de garantir melhores resultados. Confira!
Ter um bom planejamento é indispensável para passar por essa avaliação. O ideal é começar entendendo quais são os pontos essenciais que serão avaliados, como as etapas conferidas e quais serão os critérios utilizados.
Esse passo permite compreender quais são os aspectos mais relevantes e que, de fato, vão indicar o sucesso da instituição, facilitando o monitoramento das informações e gerando insights para as estratégias a serem aplicadas.
Em seguida, é interessante realizar um mapeamento de todas as etapas que estão envolvidas: descubra como elas se relacionam, quais impactos causam e quais são os resultados esperados.
A partir disso, faça modificações de modo a padronizar os processos e otimizar o tempo. Ter a capacidade de executar as atividades com consistência, faz toda a diferença para obter impactos mais positivos e duradouros na auditoria hospitalar.
Também é fundamental treinar a equipe, pois é o que vai garantir que todos estejam prontos para encarar as novas demandas quanto aos processos a serem implementados. Então, após realizar a padronização, nossa dica é consolidar as mudanças por meio de treinamentos.
Faça com que todos conheçam os padrões e as exigências e realize testes de implementação, até que tudo saia conforme o esperado. Assim, é possível otimizar a performance. Uma ótima dica para esse passo funcionar de forma mais assertiva, é prezar pela comunicação transparente — vale mostrar quais são os objetivos e benefícios de cada equipe para ajudar os colaboradores a ficarem cientes dos processos.
Não podemos ignorar que a preparação para a próxima auditoria, na verdade, começa no final da última. Então, logo depois de receber os resultados, é importante mergulhar nas informações e trabalhar sobre elas — analisar dados e métricas, de forma aprofundada, é uma das etapas mais importantes para quem deseja ter uma gestão mais eficaz.
Isso permitirá entender o que ainda está desalinhado e pode ser otimizado, de modo a estruturar ações futuras, ter insights valiosos e definir estratégias mais direcionadas para alcançar a melhoria contínua.
Depois de mostrar como é feita uma auditoria hospitalar, temos que lembrar que ela é importante para a gestão. Quando utilizamos essa ferramenta a nosso favor, é possível conquistar mais qualidade nos serviços oferecidos e atingir objetivos previstos para a instituição de saúde. Então, prepare-se para ela, combinado?
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Cada vez mais, os impactos da tecnologia na medicina são atestados pelas inovações da saúde 4.0. O que muitos médicos ainda não perceberam, porém, é que esses avanços também já chegaram à área de gestão. Afinal, a utilização de um software médico pode trazer muitos benefícios.
Se você ainda não está certo de que vale a pena investir em uma ferramenta com essa, ou tem dúvidas sobre como escolhê-la, não se preocupe: este post foi feito para você!
Para te ajudar a entender como implementar um software em sua clínica, listamos aqui as principais vantagens que a adoção de um software médico pode trazer para a sua clínica. Então, continue lendo e confira!
Basicamente, trata-se de um sistema de computador desenvolvido especificamente para clínicas, hospitais e consultórios. Assim, ele conta com funcionalidades e ferramentas pensadas justamente para as demandas desses locais, agilizando sua rotina e os processos de trabalho.
Os softwares médicos podem ser desde simples ferramentas para o agendamento de consultas até sistemas de gestão completos. De todo modo, devem seguir as normas elaboradas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).
Entre suas funcionalidades podem estar o controle financeiro e de fluxo de caixa, a gestão de compras e de estoque, além do armazenamento e a análise de dados dos pacientes, com a emissão de gráficos e relatórios. Além disso, pode haver integração com outros softwares específicos, como prontuários eletrônicos, agenda, plataformas de assinatura digital etc.
Administrar agendas e o cadastro de pacientes por meio de fichas ou usar planilhas para o controle das finanças são atitudes do passado. Hoje, o uso de aplicativos e softwares médicos trazem inúmeros benefícios para o dia a dia de uma clínica. Vejamos, a seguir, os principais deles!
Um software de agenda médica, por exemplo, pode agilizar bastante o atendimento e reduzir a espera no consultório. Com ele, os dados do paciente são cadastrados uma única vez, sendo facilmente encontrados a cada consulta — algo bem diferente do que acontecia com as pilhas de fichas de papel arquivadas em ordem alfabética.
Antigamente, bastava o paciente dar um sobrenome diferente ou surgir algum erro na grafia do seu nome e, pronto, ficava bem difícil encontrar a sua ficha, ainda mais com uma sala de espera lotada.
Agora, além dessa busca ser facilitada, os dados podem ser acessados pelo médico durante a própria consulta, pelo prontuário eletrônico. Mais que isso: se for on-line, o software ainda permite o acesso e edição de qualquer lugar com acesso à internet.
Além de agilizar o atendimento, dar fim às fichas cadastrais e prontuários de papel representa uma otimização da organização tanto das informações em si, que podem ser facilmente acessadas e lidas sem chance de não entendimento da caligrafia, quanto do próprio espaço de armazenamento.
Arquivos em formato digital e armazenados em nuvem não requerem espaço físico para serem guardados, o que libera o ambiente da clínica e o torna mais agradável ao paciente. Além disso, esse armazenamento virtual mantém os dados mais seguros, sem risco de perda, extravio ou dano, como pode ocorrer com uma ficha física.
Também vale lembrar que o uso de prontuários eletrônicos, por exemplo, melhora todo o fluxo de trabalho dentro da clínica, uma vez que a comunicação entre a recepção, o consultório, a sala de exames, curativos, ou quaisquer outros profissionais envolvidos é feita via sistema.
Com os processos operacionais e de atendimento mais organizados, sobra mais tempo para atuar na gestão da clínica. Sem contra que, dependendo do software utilizado, ele próprio já funciona como uma ferramenta de gestão.
Um sistema integrado pode controlar as contas a pagar e catalogar todos os procedimentos e seus valores, permitindo a identificação daqueles que são mais lucrativos. Além disso, ao centralizar os dados financeiros facilita-se muito a gestão administrativa e o controle de estoque, o relacionamento com fornecedores, a emissão de relatórios, o controle de convênios e formas de pagamento etc.
Dessa forma, um médico pode ter acesso a informações como o número de consultas realizadas ou a quantidade de cancelamentos, por exemplo, o que lhe ajuda a identificar pontos de melhoria e a tomar decisões mais estratégicas no futuro.
Essa é outra grande vantagem dos softwares médicos: já que são regulamentados pelo CFM, eles devem ter a mesma segurança que é aplicada aos bancos e sigilo absoluto dos dados.
Assim, esses sistemas realizam backups diários, apresentam certificação digital SSL e utilizam criptografia para garantir toda a segurança e privacidade das informações. Além disso, é possível estabelecer controles de acesso e diferentes níveis de permissão para cada usuário.
No caso do armazenamento em nuvem, o sistema conta ainda com a manutenção garantida pelo fornecedor, e em caso de perda acidental é possível recorrer à recuperação automática, já que cópias de segurança são feitas quase em tempo real.
A possibilidade de acesso remoto às informações de um paciente pode agilizar bastante a rotina corrida de um médico, que nem sempre está no seu consultório. Afinal, utilizando um software médico on-line, é possível visualizar o cadastro ou prontuário de um paciente de qualquer lugar, por celular ou tablet.
Além disso, como os smartphones continuam se tornando mais populares, essa tecnologia ainda vem mudando a relação médico-paciente. Hoje, uma clínica se beneficia desse comportamento ao enviar SMS para confirmar consultas, por exemplo, ou lembretes quanto à marcações de rotina, mensagens de aniversário, entre outras.
Embora todo sistema tenha um custo de implementação, é notável o seu retorno financeiro em forma de aumento da produtividade, liberação de funcionários para tarefas mais estratégicas, redução de custos (como de telefone ou papel), melhora da experiência do paciente e muitos outros que trazem resultados consistentes para o seu negócio. Em outras palavras, a adoção de um software médico representa uma grande economia para a clínica.
Na hora de escolher um sistema para a sua clínica ou consultório, é importante ter em mente alguns pontos, principalmente em relação às suas necessidades, objetivos e ao orçamento disponível para essa empreitada. Vale pensar, por exemplo, nos processos que você deseja informatizar, além de avaliar se você já tem a infraestrutura necessária — ou seja, se os equipamentos da sua clínica têm a configuração compatível com a instalação.
Nesse sentido, para escolher o melhor software médico é preciso avaliar:
O software médico da iClinic, por exemplo, é líder de mercado e muito simples de usar. Ele oferece agenda on-line e prontuário personalizável, descomplicando a gestão e facilitando o dia a dia de todos que atuam em uma clínica, desde a recepcionista até o próprio médico!
Enfim, como vimos, um software médico figura entre os avanços tecnológicos que vêm mudando a medicina e o atendimento em saúde. Então, se a sua clínica deseja acompanhar o mercado, não pode ficar fora dessa revolução. Pense nisso!
Gostou da leitura? Agora que você já conhece os benefícios de um bom software médico, que tal compartilhar este post com seus colegas nas redes sociais?
A humanização na medicina é uma modificação na forma de prestar cuidados médicos, oferecendo um atendimento integral e que acolha efetivamente o paciente. A proposta é que o serviço de saúde mude a sua lógica de funcionamento e coloque o paciente no centro, cada pessoa em sua singularidade.
Esse modelo supera a postura de frieza excessiva e distanciamento dos médicos, sendo uma alternativa para que os pacientes sejam valorizados e colocados como protagonistas do processo de promoção de saúde.
Isso gera um circuito positivo na clínica ou hospital, ao promover relações de confiança e estimular a fidelização de pacientes. Quer saber mais sobre a humanização na medicina? Confira o nosso post e entenda!
A humanização na medicina é uma modificação na mentalidade de todos os agentes do sistema de saúde. Ela se baseia em realizar o atendimento com valorização da dignidade humana, envolvendo uma relação de confiança, aliança e assistência. O profissional presta o serviço contemplando o direito que o paciente tem à saúde, além de apresentar sensibilidade e compreensão da realidade social e cultural do sujeito.
Nesse contexto, o paciente é visto enquanto uma pessoa com uma realidade singular. Ele tem direitos e responsabilidades com o tratamento, então, tem uma postura ativa e contribui para a construção de soluções. O saber científico do médico caminha junto ao lado humano, sem sobreposições. Há uma abertura ao diálogo e apoio na ética.
A impessoalidade, o utilitarismo e a mercantilização da saúde são descartados, dando lugar a uma postura de trabalho em prol do indivíduo, assistência e cuidado. Trabalha-se para a prevenção, recuperação e promoção de saúde.
Estamos em tempos de grandes avanços tecnológicos, individualismo e excesso de consumo. A medicina foi submetida às pressões do capital, com profissionais sobrecarregados por grandes jornadas de trabalho, escassez de recursos e enorme volume de pacientes. Esse processo resultou em uma forma de atendimento pouco pessoal, rápida e muito focada nas medicações.
Mas observamos também movimentos de resgate das comunidades, dos valores humanos e da proximidade entre as pessoas. A humanização na medicina surge nesse contexto e busca colocar o paciente no centro, entendendo-o como um protagonista no seu processo de recuperação.
Passamos a trabalhar também com programas de prevenção e com a construção de uma relação sólida e atenciosa com o paciente. Esse cuidado é fundamental para a geração de tratamentos mais eficazes e para a preservação da saúde enquanto um direito das pessoas.
A medicina passou por um momento em que o foco do tratamento era a doença e a medicação designada para tratamento. O paciente ficava em segundo plano, e priorizava-se a remediação do problema.
Com os avanços nas pesquisas e tecnologias médicas, bem como o entendimento de que havia problemas na forma imparcial e completamente distanciada com que a medicina atuava, passou a surgir o movimento de humanização na saúde.
Assim, o foco da medicina saiu da doença e passou para o sujeito, olhando para o indivíduo em sua singularidade. Percebemos também a importância da prevenção e o desenvolvimento de alternativas para evitar acometimentos e promover saúde.
A humanização na medicina contribui para a qualidade de vida das pessoas nas clínicas e hospitais, o que envolve pacientes e profissionais da saúde. O resultado é o desenvolvimento de um ciclo positivo de cuidado, com sólidas relações de confiança e satisfação com os serviços.
Para os colaboradores, a humanização proporciona uma experiência de trabalho mais gratificante, construtiva, com o fortalecimento de habilidades pessoais. Essa nova mentalidade também promove a fidelização do paciente, aumenta as chances de indicação e fortalece a rede de confiança com o serviço de saúde.
Há várias posturas para você adotar no seu hospital ou clínica a fim de promover a um atendimento mais humanizado. Veja mais a seguir!
Termos técnicos difíceis e palavras rebuscadas podem não ser muito efetivos com o paciente. É preciso oferecer informação, mas de forma adequada e acessível. Adapte a linguagem utilizada de acordo com as possibilidades que o próprio paciente revela para você.
Sempre aposte nas potencialidades do indivíduo para o tratamento, mas respeite as limitações da pessoa. Assim, expressar-se com simplicidade facilita a adesão ao tratamento e permite que o paciente siga as suas recomendações.
A humanização na medicina é papel de todos os agentes de saúde. Recepcionistas, enfermeiros, médicos de outras especialidades: os profissionais devem ser capacitados para promover o cuidado integral do paciente. Todo processo que envolve o paciente deve estar imerso em parâmetros humanizados e escuta da singularidade. Dessa forma, invista em treinamentos para toda a equipe.
Quando procura um serviço de saúde, o paciente encontra-se fragilizado e abalado com o acometimento. Ele está em sofrimento e precisa de amparo. Nesse contexto, ele necessita ser ouvido, mas é fundamental que essa escuta seja não punitiva e sem julgamentos. Isso permitirá que a pessoa fale das dificuldades que está passando, o que facilita o diagnóstico e a construção conjunta de uma solução.
Além disso, nossos julgamentos não têm nada a acrescentar ao indivíduo. É preciso olhar para a pessoa de forma a compreender que ela está fazendo o melhor que pode, dentro de suas limitações.
A humanização na medicina traz uma série de benefícios para a instituição de saúde. Ela promove qualidade de vida para os pacientes e estimula a geração de confiança e a fidelização. Além disso, beneficia colaboradores, ao proporcionar experiências profissionais gratificantes e edificantes, gerando engajamento e satisfação com a carreira.
Humanizar a medicina é uma tarefa desafiadora, mas que gera excelentes frutos no futuro. Para alcançar essa importante mudança de paradigma no cuidado, é fundamental capacitar a equipe, colocar o paciente como protagonista e oferecer uma escuta desprovida de julgamento.
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Ter 100 anos de história não é para qualquer instituição, e o desafio se torna maior ainda quando falamos do setor hospitalar. Mas, apesar de todos os obstáculos, o Hospital Pequeno Príncipe, situado em Curitiba (PR), completa seu primeiro centenário em 2019.
Referência nacional no cuidado de crianças e adolescentes e considerado a maior organização de saúde exclusivamente pediátrica do Brasil, a organização se orgulha de ter uma trajetória pautada no atendimento integral, humanizado e igualitário. É um trabalho construído por médicos, profissionais da saúde, colaboradores, gestores, voluntários e parceiros.
A instituição conta com 370 leitos, sendo que 60 deles são de UTI. Além disso, 70% de sua capacidade é destinada ao atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2015, a entidade realizou mais de 311 mil atendimentos ambulatoriais, 23 mil internações, 20 mil cirurgias, 772 mil exames, além de 180 transplantes (órgãos, tecido ósseo e medula óssea).
Quer conhecer mais um pouco do Hospital Pequeno Príncipe? Então continue a leitura e saiba mais sobre a história, infraestrutura, tratamentos realizados e tecnologia que fazem parte dos atendimentos da instituição.
Era 1919, um grupo de mulheres de Curitiba começou a construir a história do Hospital Pequeno Príncipe: elas se mobilizaram para oferecer atendimento de saúde à população carente da cidade, especialmente para as crianças.
Esse grupo se uniu a médicos e autoridades locais e, assim, conseguiu inaugurar o Dispensário Infantil, que passou a receber os primeiros pacientes em outubro de 1919. A semente estava lançada: nascia aí o projeto para um hospital infantil. Após onze anos de muita dedicação e trabalho, a instituição é inaugurada em 1930.
Em 1951, a organização passa a se chamar Hospital de Crianças Dr. Cesar Pernetta e, 20 anos depois, eles inauguram o Hospital Pequeno Príncipe — atualmente chamado de Complexo Pequeno Príncipe, pois abriga, além do hospital, as Faculdades Pequeno Príncipe (2003) e o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (2005). A mantenedora da entidade é a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro.
O crescimento do hospital se deve à mobilização dos voluntários, ao intenso trabalho de profissionais de saúde e colaboradores, além do apoio da sociedade e de empresas, que se uniram à causa.
O voluntariado é uma das bases do trabalho do Hospital Pequeno Príncipe e seu trabalho rendeu momentos marcantes para a entidade, como:
A entidade se destaca nos procedimentos de alta e média complexidade, como tratamentos oncológicos e cirurgia pediátrica. Oferece ainda atendimento em outras áreas, como:
É referência ainda nas cirurgias cardíacas em bebês e transplantes de órgãos. No caso do transplante de rins, o trabalho realizado é equiparado aos melhores centros mundiais no aspecto de sobrevida dos pacientes.
O Hospital Pequeno Príncipe tem caráter filantrópico, destinando 70% de sua capacidade ao SUS. Mas o repasse do governo não cobre todos os custos. Em 2017, por exemplo, os recursos repassados representaram pouco mais de 24% da receita da instituição.
Diante disso, os gestores foram atrás de outras saídas para continuar oferecendo o atendimento. Assim, começaram a obter recursos das Faculdades Pequeno Príncipe que, em 2017, somavam 14,43% do total arrecadado. Fizeram também campanhas junto às empresas e cidadãos: no mesmo ano, essa forma de obtenção de recurso superou os R$ 40 milhões — o equivalente a 16,9% da receita total.
Para vencer os desafios, a instituição uniu a assistência, o ensino e a pesquisa, seguindo os modelos dos principais hospitais do mundo. Com isso, a pesquisa e tecnologia estão presentes nos atendimentos do Pequeno Príncipe, auxiliando nos diagnósticos e tratamentos realizados.
A parte de pesquisa fica a cargo do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, que trabalha juntamente com a Pós-graduação das Faculdades Pequeno Príncipe. Os estudos são direcionados para salvar e melhorar de forma significativa a vida de crianças, jovens e adultos acometidos por doenças e acidentes graves. São diferentes módulos de pesquisa, entre eles:
Atualmente, o hospital utiliza a telemedicina e equipamentos robóticos. Uma inovação, por exemplo, é o Robô Laura, que monitora os indicadores e sinais vitais do paciente para a detecção precoce da sepse. Ele utiliza a inteligência artificial para fazer o gerenciamento de riscos, integrando as informações de todos os pacientes e emitindo alertas para que profissionais de saúde possam agir rápido.
Além disso, a entidade implantou o primeiro biobanco da região Sul do Brasil, responsável pela coleta, armazenamento e gerenciamento de diferentes amostras, como tecidos, sangue, RNA e DNA. Consegue armazenar até 230 mil amostras de materiais e permite a troca de conhecimento científico com biobancos do Brasil e exterior, o que traz subsídio para a realização de pesquisas e aprimoramento dos tratamentos.
O Pequeno Príncipe tem também um laboratório genômico, estrutura que possibilita a identificação e tratamento de muitas doenças, além de precisão no diagnóstico precoce. Auxilia ainda no prognóstico e tratamento do câncer.
Os profissionais de saúde e estudantes do Complexo Pequeno Príncipe têm agora uma forma de treinamento inovadora: o Centro de Simulação Realística. Com o simulador pediátrico, eles podem vivenciar as situações como se fossem reais, o que permite aprimorar a técnica e experiência, porém em um ambiente totalmente seguro.
O trabalho do Hospital Pequeno Príncipe deve servir de referência para outras instituições de saúde, principalmente na qualidade técnico-científica dos procedimentos e atendimento humanizado. Por isso, nesses 100 anos, há muito o que comemorar.
Você já tinha ouvido falar sobre a história desse hospital pediátrico de Curitiba? Conhece outra entidade que realiza um trabalho similar? Compartilhe conosco, deixando um comentário neste post!
