Cirurgia robótica: entenda como funciona e quais as suas vantagens

Se a cirurgia robótica antigamente parecia apenas assunto de filme futurístico, atualmente a prática se expande cada vez mais pelo Brasil e se desloca para outras capitais além do eixo Rio-São Paulo. As razões para isso não são poucas: o procedimento pode ser mais seguro e preciso, além de ser menos invasivo.

Essa modalidade de cirurgia conta com braços robóticos no lugar dos instrumentos cirúrgicos, que são manuseados pelo médico por meio de um console. Além disso, os robôs também oferecem o auxílio de uma câmera 3D, que otimiza a visualização do procedimento e aumenta a segurança. A maior parte da cirurgia robótica envolve urologia, cirurgia geral e ginecologia.

Considerando que se trata de um procedimento ainda em expansão, preparamos este post com informações essenciais para o maior entendimento sobre a cirurgia robótica. Continue a leitura e entenda!

O que é a cirurgia robótica?

Conforme dito anteriormente e como o próprio nome sugere, esse tipo de cirurgia conta com a intervenção de robôs, que atuam como instrumentos cirúrgicos. Porém, diferentemente do que o senso comum pode imaginar, os robôs não agem sozinhos e necessitam da experiência e técnica precisa dos médicos para potencializar os benefícios da tecnologia, como a flexibilidade — superior à humana —, visão 3D e HD da cirurgia.

Nesse sentido, o abdômen ou o tórax do paciente, por exemplo, servem como portais de entrada para conexão do braço robótico, que é controlado por um cirurgião experiente sentado no console, que utiliza pedais e joysticks para o manuseio dos robôs. Juntamente com ele, deve existir um cirurgião auxiliar bem treinado e responsável pela retirada de agulhas e pelo auxílio com aspiração, entre outras funções.

Diferenças entre a cirurgia robótica e a laparoscopia

É comum que as pessoas relacionem esses dois procedimentos cirúrgicos. Porém, enquanto a laparoscopia se conecta por meio de uma fibra óptica de alta intensidade e uma câmera de vídeo de alta resolução, para que os médicos operem com detalhes e alta precisão, a robótica inclui robôs na condução dos instrumentos e uma câmera 3D para melhor visualização.

Quais são as vantagens da cirurgia robótica?

Diferentemente dos métodos tradicionais, a cirurgia robótica pode reduzir o tempo de hospitalização e recuperação dos pacientes, além de diminuir dores e riscos de infecção, já que se trata de um procedimento menos invasivo e com maior precisão na operação. A seguir, entenda mais as vantagens.

Melhor ergonomia para os profissionais

Mesmo que os médicos e demais profissionais da saúde que realizam procedimentos cirúrgicos estejam preparados para passar hora em pé operando o paciente e/ou auxiliando na operação, não se pode negar que quando os profissionais trabalham sentados, como na cirurgia robótica, existe um maior conforto e ergonomia.

Dessa maneira, o cansaço é reduzido, o que contribui para movimentos médicos mais precisos e eficientes em cirurgias longas, além de favorecer a qualidade de vida dos envolvidos no procedimento, fator considerado essencial para 64% dos entrevistados em uma pesquisa da Catho.

Maior precisão milimétrica

Devido à câmera 3D utilizada nesse procedimento, as imagens da cirurgia são vistas em alta definição e ampliadas em até 15 vezes, o que colabora para uma maior precisão durante a operação. Além disso, o auxílio dos robôs manuseados pelos médicos também filtram os tremores nas mãos do cirurgião, que podem surgir eventualmente, especialmente em casos de ansiedade e estresse.

Por razões como essas, as chances de falhas na cirurgia são menores, inclusive por parte da atuação dos robôs, que têm chances mínimas de falhas. Ainda assim, caso sua equipe médica precise lidar com alguma eventual falha, na maior parte dos casos é possível recuperar a atuação rapidamente. Se isso não ocorrer, o cirurgião pode terminar o procedimento usando a técnica da laparoscopia.

A maior precisão milimétrica é vantajosa especialmente em cirurgias de difícil acesso, como ao diafragma, à saída do esôfago e às regiões da pelve.

Diminuição da perda de sangue

Na cirurgia robótica, são feitos entre 3 a 5 cortes com aproximadamente 0,5cm. Além do mais, para a realização dos cortes, é necessário inserir uma câmera fina, que possibilita a visualização das imagens em 3D, e delicadas pinças cirúrgicas. Tudo isso diminui a perda de sangue do paciente, especialmente se comparada à cirurgia aberta e à laparoscopia.

Estas exigem inúmeros cortes e de vários centímetros na área a ser operada, diferentemente das cirurgias robóticas, que são menos invasivas. Além de reduzirem a perda de sangue pelo paciente, elas minimizam os riscos de trauma cirúrgico e promovem benefícios pós-operatórios, como uma recuperação mais rápida do procedimento.

Maior segurança para pacientes e profissionais

É importante reforçar que a cirurgia robótica não é realizada de forma isolada. Profissionais experientes são responsáveis pelo manuseio. Em casos de falhas do robô, mesmo que sejam raras, eles têm a capacidade e a expertise para assumir o lugar. Esses fatores aumentam a segurança no procedimento realizado.

Juntamente com isso, existem mecanismos que oferecem uma segurança extra, contendo imprevistos que eventualmente podem ocorrer com os médicos. Nesses casos, os robôs travam as máquinas instantaneamente para maior segurança do paciente e dos profissionais envolvidos.

Procedimento menos invasivo

Há cerca de 20 anos, abriu-se caminho para o procedimento cirúrgico menos invasivo a partir do Sistema de Cirurgia Da Vinci, com fibra óptica e vídeo, na intenção de realizar cirurgias menos traumáticas. Assim, ela foi considerada o primeiro caso de sistema cirúrgico robótico aprovado pela FDA.

Atualmente, esse tipo de procedimento cirúrgico menos invasivo só evoluiu, com o desenvolvimento de técnicas, ferramentas e materiais que visam uma maior segurança aos envolvidos e um melhor efeito terapêutico, até para que a recuperação do paciente ocorra com mais rapidez, já que a robótica expande a capacidade do cirurgião.

Como ficou nítido, a cirurgia robótica oferece benefícios inegáveis para a sociedade, inclusive no processo de recuperação do paciente. Afinal, como o procedimento ocorre com menos riscos de infecção e qualquer outra eventualidade, além de ser menos invasivo, o pós-operatório tende a ser mais rápido e tranquilo do que em cirurgias convencionais.

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    Por isso, antes de adquirir o equipamento é importante que uma equipe técnica e clínica faça as análises necessárias dos equipamentos existentes no mercado, optando pela melhor opção, ou seja, a que oferece maior segurança e qualidade.

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    É importante que todas as ações realizadas no equipamento – instalação, manutenção, calibração, etc. – estejam registradas, armazenadas, datadas e assinadas pelo responsável. O registro permite o controle sobre o que foi feito antes ou depois de determinada atividade, servindo para à investigação de possíveis problemas.

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    Os cuidados higiênicos são uma das maiores preocupações na área da saúde. E com os equipamentos não deve ser diferente. Além da segurança para médicos e pacientes, a limpeza e esterilização garante a durabilidade do aparelho.
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    Portátil e de uso fácil

    O ProSim SPOT Light é o primeiro dispositivo completo de testes funcionais SpO2, portátil e de uso fácil. Ele é um simulador leve e flexível que dispõem de 3 predefinições personalizadas projetadas especialmente para torná-lo em o dispositivo mais rápido e fácil de usar. O seu projeto ergonômico é exclusivo e a sua bateria trocável é de longa duração, sendo perfeito para ser usado por longas horas, pois não possui a necessidade de conexão em uma fonte de alimentação. Além disso, ele foi projetado para uso intenso diário, incluindo as tensões do transporte, a deslocação entre salas e entre dispositivos, e a queda ocasional da bancada.

    Precisa verificar um desfibrilador com oximetria de impulsos?

    Seguindo a tendência do mercado de ter um sistema de oximetria de impulsos incorporado em seus dispositivos, o ProSim SPOT Light pode ser emparelhado com outras ferramentas de teste da Fluke Biomedical para tornar mais rápidas e fáceis as tarefas de teste dos dispositivos modernos. Assim, combinado com o analisador de desfibrilador Impulse 7000 você pode testar qualquer desfibrilador externo do mercado, e combinando com o Simulador de sinais vitais ProSim 4 você consegue realizar rapidamente a inspeção de novos monitores de pacientes. Esses são apenas alguns exemplos de como o SPOT Light pode ser usado para diferentes tarefas combinado com outros dispositivos.
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