Classificação BI-RADS: saiba o que é e como interpretar

BI-RADS é a sigla da expressão Breast Image Reporting and Data System, método desenvolvido pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR), que padroniza laudos de mamografia para reduzir riscos de má interpretação entre médicos diferentes e serviços de saúde, bem como propiciar a comparação de resultados anteriores. Portanto, o BI-RADS funciona como uma forma de averiguar a existência de achados (benignos ou malignos) na mamografia.

Agora que você já sabe o que é classificação BI-RADS, para que serve e como funciona, conheça o significado de cada tipo, como interpretá-los e as melhores condutas a seguir!

Significado das classificações BI-RADS

Entenda o significado das numerações do BI-RADS na mamografia e na ultrassonografia.

BI-RADS 0 – Exame inconclusivo.

Quando o exame é inconclusivo ou incompleto.

Inconclusivo. Aqui estão os:

  1. achados que requerem exames complementares (imagens mamográficas adicionais e/ou uma ultrassonografia da mama ou ainda a  necessidade de  comparação das imagens de mamografia de exames anterior).
  2. resultados com problemas técnicos, como mau posicionamento das mamas e movimentação da paciente durante o exame.

BI-RADS 1 – Exame normal ou exame negativo.

Quando a mamografia não apresenta nenhuma alteração.  O exame é completamente normal. As mamas são simétricas e não foram visualizadas massas, distorções de arquitetura ou calcificações suspeitas.

“Mamas normais”, ou seja, não há alterações nos seios — sendo o resultado mais almejado.

BI-RADS 2 – Exame com achados certamente benigno.

Quando  é visualizado  alguma alteração na mamografia, mas que tem características completamente benignas, ou seja, não é câncer, nem se transformará na doença

Nestes achados comuns, podemos citar :

·        Fibroadenomas calcificados.

·        Cistos simples da mama.

·        Linfonodos intra-mamários.

·        Calcificações vasculares.

·        Lipomas.

·        Hamartomas.

·        Calcificações de origem secretória.

·        Implantes de silicone.

·        Cicatriz cirúrgica.

BI-RADS 3 – Exame com achados provavelmente benignos.

Quando as alterações encontradas provavelmente são benignas, mas  não é possível ter 100% de segurança. A conduta sugerida é repetir a mamografia a cada 6 meses. Após 2 anos, a lesão permanecer igual, pode ser classificada como BI-RADS 2.Por outro lado, se em algum momento do seguimento a lesão mudar de características e se tornar mais suspeita, a classificação deve ser mudada para BI-RADS 4 e a lesão deve ser biopsiada.

BI-RADS 4 – Exame com achados suspeitos

Quando as alterações encontradas tem características suspeitas malignidade, mais  o câncer só pode ser confirmado após a paciente  ser submetida à biópsia da lesão para que o diagnóstico correto e estabelecido a conduta de tratamento.

Pode ser um câncer de mama. Designa desde lesões com baixo risco de ser câncer (menor que 10%) — como cistos, lesões sólidas levemente circunscritas aparentando ser fibroadenomas, abcesso mamário etc. — até aquelas com alto risco (maior que 50%) de malignidade. Compreende as subdivisões:

  • BI-RADS 4A: baixo risco de malignidade, entre 2% e 10%;
  • BI-RADS 4B: risco entre 11% e 50%;
  • BI-RADS 4C: risco entre 51% e 95%.

BI-RADS 5 – Exame com elevado risco de câncer

Altíssimo risco de ser um câncer mamário — superior a 95%. Aqui as massas são irregulares, mal definidas e podem apresentar novos grupamentos de calcificações pleomórficas.

BI-RADS 6

Lesão maligna preexistente. Nesse caso, já há um diagnóstico histológico de câncer e o exame de imagem servirá para controle do tratamento. É comum em laudos de exames de pacientes em tratamento contra o câncer de mama ou que já a terapia.

Na prática, ela mostra ao médico solicitante se a lesão em questão é a mesma que motivou o tratamento ou se é um novo tumor, com características diferentes do diagnosticado anteriormente.

Melhores condutas para os resultados de BI-RADS

Vimos que o BI-RADS é um método praticado internacionalmente e que classifica lesões mamárias. Agora, veja as melhores condutas a seguir após observar o laudo.

Resultado BI-RADS 0

Repetir a mamografia e, a critério médico, também solicitar uma ultrassonografia.

Resultado BI-RADS 1

Seguir a rotina de acompanhamento escolhido para cada paciente, como repetir o exame no período mais indicado para ela, baseando-se em seu histórico e outros critérios.

Resultado BI-RADS 2 

A conduta é semelhando à anterior, mas a frequência dos exames podem ser maiores.

Resultado BI-RADS 3

Repetir a mamografia a cada seis meses durante dois anos para verificar a existência de mudanças relacionadas ao exame anterior. Pode-se solicitar, ainda, que uma ultrassonografia seja feita semestralmente.

Resultado BI-RADS 4 A

Realizar uma biópsia como biopsia a vácuo – VAB, Core Biopsia ou punção (paaf). Se o resultado de exame for cito ou histopatológico benigno, ainda assim, deve ser feito um controle mamográfico semestral.

Resultado BI-RADS 4 B

Aqui há duas possibilidades:

  1. Tratando-se de uma massa com margens indistintas e áreas circunscritas, o diagnóstico de necrose gordurosa ou fibradenoma é provável — a conduta é repetir o exame a critério médico.
  2. Mas se for um papiloma, aconselha-se prosseguir a investigação com biópsia excisional (cirurgia que remove a lesão e área circundante para diagnóstico), por haver maior risco de malignidade

Resultado BI-RADS 4 C

Requer estudo histopatológico — como biopsia a vácuo – VAB, Core Biopsia ou punção (paaf).

Resultado BI-RADS 5 C

Requer biópsia como biopsia a vácuo – VAB, Core Biopsia ou punção (paaf).

Resultado BI-RADS 6

Aqui, a conduta é intrinsecamente dependente de vários fatores, sendo individualizada para cada paciente, pois trata-se de uma pessoa que tem ou já teve câncer de mama.

Esperamos que nosso post com todas as informações importantes sobre classificação BI-RADS seja útil em seu dia a dia no consultório.

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    Segurança do trabalho em hospitais: 6 práticas para adotar agora

    Os cuidados com segurança do trabalho em hospitais são essenciais para a proteção dos colaboradores e para o bom funcionamento do local. Afinal, é assim que podemos proteger o time das situações que são muito comuns nessas instituições.

    A dica é investir em práticas já consolidadas e que atendem às regras definidas pelas autoridades. Desse modo, a gestão hospitalar não terá que lidar com tantos problemas no cotidiano.

    A seguir, separamos 6 práticas essenciais para serem adotadas quanto à segurança do trabalho em hospitais. Confira!

    Quais são os principais riscos associados ao ambiente hospitalar?

    Os riscos envolvem os quadros que apresentam potencial de se tornarem acidentes e doenças do trabalho, de fato. No ambiente hospitalar, eles se dividem em algumas categorias e todas são importantes. Para facilitar o entendimento, trouxemos alguns exemplos. Veja!

    Químicos

    Os riscos químicos estão ligados ao contato com certos materiais usados no hospital. É o caso do contato direto com fórmulas usadas para limpeza e desinfecção de superfícies e com medicamentos específicos, por exemplo.

    Físicos

    Os riscos físicos estão relacionados aos impactos causados no corpo de forma física. O barulho excessivo, as variações de temperatura e mesmo a exposição à radiação entram nesse conceito.

    Biológicos

    Os riscos biológicos estão entre os problemas mais lembrados. Eles envolvem a potencial contaminação que pode ocorrer por patógenos presentes no ambiente hospitalar ou pelo contato com pacientes ou profissionais contaminados.

    Ergonômicos

    Os riscos ergonômicos se parecem com as questões físicas, mas têm a ver com a interação com o espaço. A realização de esforços repetitivos, a necessidade de levantar peso ou mesmo a duração e a frequência dos plantões fazem parte dessa categoria.

    Quais são 6 boas práticas de segurança do trabalho em hospitais?

    Diante de tantas situações que podem causar problemas, a nossa dica é atuar na prevenção. Afinal, é sempre mais fácil impedir que algo do tipo aconteça que lidar com as suas consequências.

    Pensando nisso, separamos algumas boas práticas que devem passar a integrar o cotidiano do ambiente hospitalar. Confira!

    1. Classifique as áreas de risco

    Identificar os riscos existentes é o primeiro passo para lidar com eles corretamente. Então, o indicado é classificar as áreas de acordo com a intensidade e a probabilidade de os riscos se concretizarem.

    Em geral, riscos com “pontuação” maior exigem atenção prioritária. Esse mapeamento também serve para criar uma ideia completa sobre o que precisa ser feito em cada parte do hospital.

    2. Conheça e respeite as normas de segurança

    Em seguida, é hora de adaptar cada local às regras específicas. Por isso, nossa dica para a segurança do trabalho em hospitais não poderia ser outra: aprofunde-se nas regras referentes a esse assunto.

    A Norma Regulamentadora mais completa sobre o tema é a NR-32, que aborda todas as questões de segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde.

    Também podemos citar outras regras que merecem atenção, como:

    • NR-1, com disposições gerenciais e gestão de riscos ocupacionais;
    • NR-5, que define a necessidade de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA);
    • NR-6, que fala dos Equipamentos de Proteção Individual;
    • NR-7, que dispõe sobre o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO);
    • NR-9, que fala sobre riscos físicos, químicos e biológicos;
    • NR-15, que envolve as atividades e as operações insalubres;
    • NR-17, que aborda a ergonomia;
    • NR-24, que fala das condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho.

    Todas essas normas preveem os riscos de destaque e como eles devem ser tratados para que seja possível evitar problemas.

    3. Distribua EPIs

    Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são especialmente úteis para diminuir diversos riscos. Protetores auriculares, por exemplo, reduzem a exposição aos ruídos. Roupas de segurança impedem a absorção excessiva de radiação, enquanto máscaras e luvas bloqueiam patógenos.

    Há muitas alternativas que devem ser usadas e todas têm que ser disponibilizadas pelo hospital. Assim, pode-se garantir uma atuação mais protegida para todos e que ocorre segundo as regras.

    4. Elimine ruídos hospitalares corretamente

    Como dissemos na parte de riscos físicos, os ruídos estão entre os problemas para a segurança do trabalho no ambiente hospitalar. Por isso, precisam ser reduzidos de forma eficiente.

    Além do uso de EPIs, vale pensar em proteção acústica em locais como salas, consultórios e corredores. É importante utilizar forros de alta qualidade e que sejam especificamente orientados para espaços desse tipo.

    5. Siga as normas da Anvisa

    Além das normas regulamentadoras, recomendamos acompanhar as indicações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    A RDC nº 50, de 2002, aborda as regras de biossegurança referentes ao planejamento e à elaboração de ambientes de saúde. Já a RDC nº 222, de 2018, trata das boas práticas de gerenciamento de resíduos, que também podem causar contaminações.

    Então, é preciso atender a essas e outras definições específicas para reduzir os riscos, combinado?

    6. Oriente os colaboradores

    Não podemos nos esquecer de uma das principais práticas de segurança do trabalho em hospitais: o treinamento do time. Afinal, não adianta desenvolver as melhores medidas se elas não forem colocadas em prática.

    É indispensável apresentar a maneira correta de usar os EPIs, como proceder diante de cada risco e como alcançar os resultados desejados. Assim, é possível atender a todas as regras, com máxima eficiência.

    Quais são as consequências de não se preocupar com essa questão?

    Não investir em segurança do trabalho no ambiente hospitalar tem diversos impactos. O descumprimento das determinações pode levar à interdição da instituição, a multas variadas e ações indenizatórias aos profissionais.

    Também há um aumento nos casos de doenças e acidentes, o que eleva o volume de afastamentos e prejudica a produtividade e a organização do local. Além disso, é algo que transmite pouca responsabilidade social, né?

    Então, para evitar problemas com a fiscalização, riscos desnecessários e até perdas de profissionais, nossa dica é adotar essas práticas de forma consistente.

    Manejar os riscos e atender às regras é essencial para garantir a segurança do trabalho em hospitais. Com essas dicas práticas, você terá a chance de colocar tudo em prática para tornar o espaço de saúde mais protegido!

    Além do mais, aproveite para conhecer qual é a relação entre saúde, segurança e equipamentos médicos de qualidade!

    LEIA MAIS
    EPIs em hospitais: veja 4 exemplos que não podem faltar

    EPIs em hospitais: veja 4 exemplos que não podem faltar. Em contextos desafiadores como o que vivemos, o uso de EPIs em hospitais se torna ainda mais importante. Afinal, os profissionais que estão de frente na luta contra o coronavírus precisam adotar medidas de proteção mais rígidas do que estavam acostumados — o que inclui entender o uso e a importância de cada um dos Equipamentos de Proteção Individual.

    Pensando nisso, neste conteúdo veremos quais são os que não podem faltar na gestão de uma instituição em um momento como esse, além de explicarmos como eles contribuirão para a proteção dos seus profissionais. Continue lendo para conferir!

    Quais são os principais EPIs em hospitais, veja 4 exemplos que não podem faltara serem utilizados em hospitais

    Em primeiro lugar, vamos entender quais são os principais Equipamentos de Proteção Individual a serem utilizados pelos profissionais de um hospital.

    1. Luvas

    As luvas são EPIs muito utilizados para evitar acidentes comuns no dia a dia do trabalho dos mais diversos profissionais de saúde. Seu principal objetivo é proteger as mãos desses trabalhadores, seja de cortes, seja de altas temperaturas ou mesmo de umidade excessiva.

    No caso da COVID-19, como já sabemos, as principais formas de contágio se dão pelo contato direto com uma pessoa contaminada ou com superfícies que foram tocadas por essas pessoas. Logo, é fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos ao manuseio de objetos rotineiros, além de higienizar sempre suas luvas e mãos, mesmo com o uso do EPI.

    Vale dizer, aliás, que os colaboradores da área de saúde não se restringem aqui apenas aos médicos e enfermeiros. Profissionais da área de limpeza também devem ser orientados sobre essas precauções, e a instituição precisa oferecer materiais de látex (maleáveis e confortáveis) para os seus afazeres diários.

    2. Óculos de proteção

    Como o contato do vírus com os olhos é outra forma importante de contágio da doença, o uso de óculos é essencial. Normalmente, as lentes utilizadas pelos profissionais de saúde são incolores e feitas de materiais propícios para não prejudicar a visão, especialmente em ambientes mais claros. Mas, então, como escolher o produto mais adequado para a sua clínica?

    Inicialmente, é preciso que o apoio nasal seja confortável e que as hastes sejam mais maleáveis. Além disso, o ideal é escolher um equipamento que conte com espuma, para evitar a entrada de partículas na região protegida dos olhos.

    Quanto ao seu acabamento, a principal preocupação por parte da equipe é que ele seja antiembaçante. Afinal, de nada adianta contar com um produto preventivo se o profissional precisará fazer a sua limpeza a todo momento para conseguir enxergar sem dificuldade, certo?

    3. Avental

    O avental de PVC é muito utilizado por pessoas que trabalham diretamente em pesquisas com agentes corrosivos ou químicos, que oferecem algum dano à sua integridade física. No entanto, no caso de profissionais da saúde que estão nessa linha frente do COVID-19, o EPI tem a função de proteger o usuário e as suas vestimentas, diminuindo a probabilidade de serem contaminados com vestígios do vírus.

    O avental contribui para que respingos e secreções não o atinjam, aumentando até a confiança de quem está atuando diretamente com pessoas infectadas. Atualmente, existem modelos de tamanho ajustável, tornando esse EPI ainda mais seguro para o usuário.

    4. Máscara cirúrgica

    De fato, a máscara já entrou na rotina de todos os brasileiros, seja qual for a sua área de atuação. Isso porque, com todos os indivíduos usando esse EPI, a probabilidade de contração da doença diminui consideravelmente. Ainda assim, existem alguns cuidados específicos que precisam ser tomados em hospitais e clínicas de saúde.

    Como se trata de uma área de mais risco e exposição, é fundamental buscar os materiais de maior qualidade do mercado. Além disso, os profissionais devem ser orientados a trocar suas máscaras com frequência — sempre que atenderem um paciente — e elas devem ser descartadas de forma segura, conforme pede o protocolo das autoridades de saúde.

    Quais cuidados tomar com os EPIs em hospitais?

    Agora que já vimos os Equipamentos de Proteção Individual que não podem faltar numa instituição de saúde, chegou o momento de apresentarmos algumas dicas sobre os cuidados necessários com esses itens. Confira!

    O momento de colocar e retirar os EPIs

    Antes de qualquer procedimento, é preciso higienizar as mãos com água e sabão ou álcool 70, de acordo com as recomendações da ANVISA e da OMS. Após essa etapa, deve-se colocar a máscara cirúrgica, de modo que ela fique bem adequada ao rosto e o proteja de forma correta.

    O próximo passo é colocar os óculos — lembrando que objetos comuns utilizados no dia a dia não o protegem contra o Sars-Cov-2. A touca deve ser colocada protegendo a orelha como um todo, bem como a parte do óculos que será tocada no momento em que se for retirar o equipamento. Por fim, é preciso vestir o avental impermeável e descartável, ajustando-o de forma adequada ao corpo.

    Para retirar, o primeiro passo é tirar as luvas a partir da região que não teve muito contato com o ambiente. Depois, higienize as mãos para evitar a transmissão e remova todos os itens, dispondo-os em sacolas vermelhas. Repita o procedimento com os demais EPIs que estiver utilizando.

    Os demais cuidados a serem destacados

    De acordo com o Ministério da Saúde, há ainda outros cuidados que devem ser levados em consideração pelo profissional de saúde. Entre eles:

    • treinar toda a equipe para identificar sintomas logo na triagem;
    • deixar o paciente sob suspeita em uma sala isolada durante a espera do atendimento;
    • orientar todos os pacientes sobre as medidas básicas de higiene;
    • selecionar alertas visuais sobre a doença e dispô-los nos mais diversos locais da instituição;
    • seguir as principais recomendações padrão;
    • desinfectar todos os ambientes;
    • direcionar adequadamente os pacientes para evitar trânsito desnecessário nos corredores.

    Enfim, vimos aqui quais são os principais EPIs em hospitais, além de algumas dicas sobre como deve ser a atuação dos profissionais em um contexto desafiador como o atual. Além de tudo o que foi apresentado, vale ressaltar a necessidade de buscar bons fornecedores, que garantam a qualidade de seus produtos e ofereçam apenas materiais com Certificado de Aprovação.

    Gostou desta leitura? Então, que tal aproveitar a visita para ler também um pouco sobre a manutenção preventiva de equipamentos médicos?

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    EPIs em hospitais: veja 4 exemplos que não podem faltar

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    Quais são os principais EPIs a serem utilizados em hospitais?

    Em primeiro lugar, vamos entender quais são os principais Equipamentos de Proteção Individual a serem utilizados pelos profissionais de um hospital.

    1. Luvas

    As luvas são EPIs muito utilizados para evitar acidentes comuns no dia a dia do trabalho dos mais diversos profissionais de saúde. Seu principal objetivo é proteger as mãos desses trabalhadores, seja de cortes, seja de altas temperaturas ou mesmo de umidade excessiva.

    No caso da COVID-19, como já sabemos, as principais formas de contágio se dão pelo contato direto com uma pessoa contaminada ou com superfícies que foram tocadas por essas pessoas. Logo, é fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos ao manuseio de objetos rotineiros, além de higienizar sempre suas luvas e mãos, mesmo com o uso do EPI.

    Vale dizer, aliás, que os colaboradores da área de saúde não se restringem aqui apenas aos médicos e enfermeiros. Profissionais da área de limpeza também devem ser orientados sobre essas precauções, e a instituição precisa oferecer materiais de látex (maleáveis e confortáveis) para os seus afazeres diários.

    2. Óculos de proteção

    Como o contato do vírus com os olhos é outra forma importante de contágio da doença, o uso de óculos é essencial. Normalmente, as lentes utilizadas pelos profissionais de saúde são incolores e feitas de materiais propícios para não prejudicar a visão, especialmente em ambientes mais claros. Mas, então, como escolher o produto mais adequado para a sua clínica?

    Inicialmente, é preciso que o apoio nasal seja confortável e que as hastes sejam mais maleáveis. Além disso, o ideal é escolher um equipamento que conte com espuma, para evitar a entrada de partículas na região protegida dos olhos.

    Quanto ao seu acabamento, a principal preocupação por parte da equipe é que ele seja antiembaçante. Afinal, de nada adianta contar com um produto preventivo se o profissional precisará fazer a sua limpeza a todo momento para conseguir enxergar sem dificuldade, certo?

    3. Avental

    O avental de PVC é muito utilizado por pessoas que trabalham diretamente em pesquisas com agentes corrosivos ou químicos, que oferecem algum dano à sua integridade física. No entanto, no caso de profissionais da saúde que estão nessa linha frente do COVID-19, o EPI tem a função de proteger o usuário e as suas vestimentas, diminuindo a probabilidade de serem contaminados com vestígios do vírus.

    O avental contribui para que respingos e secreções não o atinjam, aumentando até a confiança de quem está atuando diretamente com pessoas infectadas. Atualmente, existem modelos de tamanho ajustável, tornando esse EPI ainda mais seguro para o usuário.

    4. Máscara cirúrgica

    De fato, a máscara já entrou na rotina de todos os brasileiros, seja qual for a sua área de atuação. Isso porque, com todos os indivíduos usando esse EPI, a probabilidade de contração da doença diminui consideravelmente. Ainda assim, existem alguns cuidados específicos que precisam ser tomados em hospitais e clínicas de saúde.

    Como se trata de uma área de mais risco e exposição, é fundamental buscar os materiais de maior qualidade do mercado. Além disso, os profissionais devem ser orientados a trocar suas máscaras com frequência — sempre que atenderem um paciente — e elas devem ser descartadas de forma segura, conforme pede o protocolo das autoridades de saúde.

    Quais cuidados tomar com os EPIs em hospitais?

    Agora que já vimos os Equipamentos de Proteção Individual que não podem faltar numa instituição de saúde, chegou o momento de apresentarmos algumas dicas sobre os cuidados necessários com esses itens. Confira!

    O momento de colocar e retirar os EPIs

    Antes de qualquer procedimento, é preciso higienizar as mãos com água e sabão ou álcool 70, de acordo com as recomendações da ANVISA e da OMS. Após essa etapa, deve-se colocar a máscara cirúrgica, de modo que ela fique bem adequada ao rosto e o proteja de forma correta.

    O próximo passo é colocar os óculos — lembrando que objetos comuns utilizados no dia a dia não o protegem contra o Sars-Cov-2. A touca deve ser colocada protegendo a orelha como um todo, bem como a parte do óculos que será tocada no momento em que se for retirar o equipamento. Por fim, é preciso vestir o avental impermeável e descartável, ajustando-o de forma adequada ao corpo.

    Para retirar, o primeiro passo é tirar as luvas a partir da região que não teve muito contato com o ambiente. Depois, higienize as mãos para evitar a transmissão e remova todos os itens, dispondo-os em sacolas vermelhas. Repita o procedimento com os demais EPIs que estiver utilizando.

    Os demais cuidados a serem destacados

    De acordo com o Ministério da Saúde, há ainda outros cuidados que devem ser levados em consideração pelo profissional de saúde. Entre eles:

    • treinar toda a equipe para identificar sintomas logo na triagem;
    • deixar o paciente sob suspeita em uma sala isolada durante a espera do atendimento;
    • orientar todos os pacientes sobre as medidas básicas de higiene;
    • selecionar alertas visuais sobre a doença e dispô-los nos mais diversos locais da instituição;
    • seguir as principais recomendações padrão;
    • desinfectar todos os ambientes;
    • direcionar adequadamente os pacientes para evitar trânsito desnecessário nos corredores.

    Enfim, vimos aqui quais são os principais EPIs em hospitais, além de algumas dicas sobre como deve ser a atuação dos profissionais em um contexto desafiador como o atual. Além de tudo o que foi apresentado, vale ressaltar a necessidade de buscar bons fornecedores, que garantam a qualidade de seus produtos e ofereçam apenas materiais com Certificado de Aprovação.

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