O que devo observar na hora de comprar um desfibrilador?

Comprar um desfibrilador e garanti-lo na instituição de saúde é indispensável para tentar reverter quadros graves de fibrilação. É o caso de parada cardiorrespiratória ou arritmia aguda, que podem ser ocasionadas por afogamento, intoxicação, choque elétrico etc.

Além disso, quadros de arritmias e morte súbita afetam 300 mil brasileiros anualmente, segundo pesquisas da SOBRAC. Então, é importante saber o que deve ser pesado ao comprar um desfibrilador para ajudar os profissionais de saúde a executarem o melhor trabalho.

Afinal, ter desfibriladores em cada ambiente do hospital garante mais rapidez para atender a casos emergenciais. Isso porque nesses casos, o socorro precisa ser feito o quanto antes, para aumentar as chances de sobrevivência de pacientes.

Quer saber mais? Prossiga a leitura e descubra o que é preciso avaliar no momento de comprar um desfibrilador. Saiba como garantir o melhor equipamento e oferecer todo o suporte necessário de excelência à saúde em qualquer situação. Siga conosco!

Afinal, como comprar um desfibrilador?

A compra do desfibrilador deve garantir mais eficácia na hora de preservar a vida de outras pessoas. Nesse sentido, é importante avaliar o equipamento médico, atentando para cada detalhe, a fim de escolher a melhor opção. Assim, existem vários critérios a considerar, como:

  • custos – inclui o valor do equipamento médico, da manutenção e dos consumíveis (como bateria e pás);
  • rapidez – priorize aparelhos que apliquem choque elétrico no menor tempo possível;
  • facilidade de uso – os mais fáceis costumam ter orientações verbais, recursos visuais e sonoros simples;
  • tamanho e durabilidade – os de menores dimensões podem ser instalados mesmo em espaços limitados e os classificados como IP56 tem maior proteção contra água e poeira;
  • conectividade Wi-fi – permite o acesso a dados sobre a parada cardíaca antes mesmo de se dirigir ao local da vítima;
  • confiabilidade e operacionalidade – é o caso de modelos conectados e com alarmes automáticos, que emitem sinais de bateria descarregada, avaria, ausência de eletrodos etc;
  • tecnologia – é importante que os recursos tecnológicos envolvidos sejam atualizados e menos agressivos;

Qual é o valor de um desfibrilar?

Conforme mencionado, os custos do equipamento médico e outros envolvidos na compra são um dos fatores para considerar. O valor varia conforme uma série de detalhes, como o modelo. No caso do desfibrilador externo automático, os custos ficam entre:

  • entre 400 e 1.500 €, se o modelo for para adultos;
  • entre 400 e 2.000 €, se o modelo puder ser utilizado tanto no público adulto quanto no infantil;
  • entre 300 e 1.200 € para um desfibrilador de treinamento (usados em quartéis de bombeiros, centros de treinamento de primeiros socorros etc.);
  • cerca de 300 euros, no caso de um desfibrilador de bolso.

A manutenção do desfibrilador, que costuma incluir a substituição das pás, dos eletrodos e da bateria, costuma ficar em torno de 25 e 350 €, o valor depende do modelo de desfibrilador.

Quais são os tipos de desfibriladores?

Existem 4 modelos disponíveis de desfibriladores, tendo uso exclusivo de médicos e especialistas da saúde. Os tipos desse equipamento médico são:

  • desfibrilador externo automático (DEA) – ao comprar, você pode fornecer choque do peito para o coração, tendo a informação da necessidade desse choque e a voltagem informada;
  • desfibrilador manual – o profissional que manuseia o aparelho precisa de treinamento para determinar a voltagem do choque elétrico e o momento adequado;
  • cardioversor – é manual e auxiliado por um monitor de sinais vitais;
  • desfibrilador implantável – age similarmente a um marcapasso, por ser interno, monitorar o tempo e a atividade elétrica, atuando de forma automática, se necessário, para equilibrar a função cardíaca.

Quais são as funções do desfibrilador?

Para entender melhor para que serve um desfibrilador, é fundamental entender mais sobre o processo de desfibrilação. As fibrilações ou arritmias cardíacas representam um estado de “desorganização” dos batimentos cardíacos, indicando graves riscos para a saúde.

Assim sendo, a desfibrilação se refere ao momento da aplicação de uma carga elétrica na parede torácica ou sobre as fibras musculares do coração de uma pessoa que apresenta sintomas de fibrilação auricular, como falta de ar, dores no peito e parada cardíaca.

Para isso, é utilizado o desfibrilador, um equipamento que tem a função de reverter o quadro de fibrilação com mais agilidade, com o objetivo de evitar perdas de funções cardíacas e cerebrais.

Os desfibriladores são extremamente necessários para atender pacientes de forma mais ágil e segura, sendo fundamentais em ambulâncias, emergências de clínicas e hospitais e em empresas. No entanto, como será explicado adiante, outros ambientes também precisam ter esse equipamento médico por perto.

Por que é importante ter um desfibrilador em vários ambientes do hospital?

É importante ter um desfibrilador em vários ambientes do hospital para evitar que pacientes em grave estado cardiorrespiratório fiquem em salas de espera ou aguardando atendimentos emergenciais.

Desse jeito, é possível salvar mais vidas. Afinal, você já viu que quadros de arritmias e morte súbita afetam 300 mil brasileiros anualmente. Esses problemas de saúde podem ser especialmente comuns em pacientes que já sofrem de:

  • obesidade;
  • problemas cardíacos;
  • colesterol alto;
  • diabetes;
  • doenças pulmonares;
  • sedentarismo;
  • etc.

Logo, qualquer ambiente pode precisar desse equipamento médico. Além disso, quem passou por procedimentos cirúrgicos recentes também têm riscos de apresentar arritmia devido a complicações na cirurgia. Assim, também é importante contar com um desfibrilador, cuja rapidez no socorro pode elevar as chances de sobrevida.

Por outro lado, quando o desfibrilador cardíaco é utilizado apenas nas salas de emergência, há o risco de ocorrer a redução de chances de sobrevivência para o paciente. Então, de acordo com as determinações do congresso nacional, o equipamento passou a ser obrigatório em:

  • ambientes com circulação igual ou superior a 2000 pessoas por dia, como centros comerciais, hotéis, estádios, estações rodoviárias aeroportos;
  • eventos em que a expectativa de público também é igual ou superior a 2000 pessoas;
  • transportes com capacidade para 100 ou mais passageiros, como metrô, trens, aeronaves e embarcações;
  • ambulâncias, viaturas de bombeiros e de policiais.

Quem pode comprar um desfibrilador e manuseá-lo?

Hoje é possível comprar um desfibrilador automático (DEA) para garantir mais segurança à população e diminuir as taxas de mortalidade. Alguns países já permitem que pessoas legais aprendam com enfermeiros a respeito de como realizar procedimentos de atendimento de paradas cardiorrespiratórias, que podem ser feitos em qualquer lugar.

Apesar de já haver leis que regulamentam a obrigatoriedade do desfibrilador externo automático (DEA) em diversos locais, ainda há pouco conhecimento de como manuseá-lo. Portanto, vale ressaltar que é muito importante cobrar a presença do equipamento nos lugares onde você frequenta. Lugares como condomínios, espaços públicos, instituições de educação, academias e shoppings.

Caso uma pessoa leiga receba o devido treinamento por médicos e enfermeiros, ela pode operar o DEA de forma mais segura, sem precisar ter uma formação na área de saúde. Ainda mais, porque o equipamento é simples e prático de manusear, identificando, de forma automática, as arritmias cardíacas.

Portanto, bons equipamentos coletam as principais informações e indicam se é preciso aplicar o choque elétrico em poucos segundos. Caso isso seja necessário, o próprio equipamento define a carga que deve ser liberada, ajudando a preservar vidas com mais rapidez.

O que observar antes de comprar um desfibrilador?

Antes de decidir comprar um desfibrilador, é fundamental seguir alguns passos para garantir que você vai escolher o melhor equipamento, facilitando o seu trabalho e evitando preocupações. Confira, a seguir, alguns dos principais pontos para ter mais atenção.

Outros pontos que devem ser levados em consideração, são:

  • a segurança e os diferenciais do equipamento;
  • a tecnologia empregada;
  • a praticidade e agilidade no manuseio;
  • a qualidade dos itens adicionais;
  • os cuidados com manutenção preventiva;
  • a relação custo benefício do aparelho;
  • o suporte técnico;
  • a regulamentação da ANVISA;
  • os tipos de eletrodos fornecidos para complementar o equipamento;
  • o pós-venda da empresa.

Conheça os diferentes tipos de desfibriladores

Há diversos tipos de aparelhos, e o primeiro passo é saber como funciona cada um deles antes de escolher qual comprar. Veja abaixo!

  • Desfibrilador Externo Manual: pode ser utilizado somente por profissionais de saúde e, normalmente, é encontrado em hospitais e ambulâncias
  • Desfibrilador Externo Automático (DEA): projetado para ser utilizado por pessoas com pouco treinamento, dispensando formações na área de saúde, por utilizar uma tecnologia que opera de forma automática
  • Cardioversor: oferece as funções de desfibriladores comuns, mas possui a aplicação de choque sincronizado
  • Cardioversor Desfibrilador Implantável ou Desfibrilador Cardíaco Interno Automático (AICD): semelhante ao marca-passo, monitora o ritmo cardíaco dos pacientes e pode iniciar choques de forma automática, para prevenir arritmias potencialmente fatais.

Esperamos que este conteúdo tenha ajudado você a saber mais sobre a importância de utilizar esse equipamento. E também, em quais lugares ele deve estar e tudo o que é preciso atentar antes de comprar um desfibrilador, a fim de manuseá-lo com mais agilidade e responsabilidade.

A Medicalway possui as melhores soluções para melhorar o seu dia a dia no hospital. Temos as tecnologias ideais, com as condições mais acessíveis do mercado, e todo o suporte que você precisa para salvar vidas.

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    Entenda como funciona o uso de ultrassom em UTI e centro cirúrgico

    Rapidez e versatilidade: dois fatores imprescindíveis para equipamentos hospitalares. Dentro das instituições de saúde, os métodos de diagnóstico e observação têm uma importância singular. Afinal, o tempo é um fator determinante para identificar e tratar as condições clínicas dos pacientes.

    Nesse contexto, o ultrassom em UTI e centro cirúrgico se faz presente como um dos equipamentos mais utilizados. Ele traz informações rápidas, por exemplo, no caso de emergências, o que permite traçar o plano de tratamento em menos de 5 minutos.

    Mais do que conhecer sobre o funcionamento geral desse equipamento, é fundamental estar por dentro das novas tecnologias e diferentes aplicações para cada setor do hospital, de modo a otimizar o seu uso e manutenção.

    Se você se interessa por esse assunto e quer fazer a diferença na gestão de equipamentos do seu hospital, continue conosco e aprofunde seus conhecimentos sobre os principais tipos, funcionamento e vantagens da utilização do ultrassom em UTI e centro cirúrgico. Boa leitura!

    Funcionamento e mecanismo do ultrassom

    Antes de abordarmos os tipos de ultrassom mais utilizados em hospitais, vamos compreender, de maneira geral, como esses equipamentos funcionam.

    Sabemos que o primeiro passo para realizar o exame é a aplicação do gel na superfície corporal da área a ser examinada. Mas para que serve o gel? Basicamente, é ele que conduz o ultrassom do transdutor para a pele, auxiliando na propagação das ondas sonoras.

    Já o transdutor é o dispositivo que encosta na pele e emite as ondas sonoras por meio da transformação de energia voltaica em vibração e pode ser representado por diversos formatos, de acordo com o objetivo do exame.

    Assim, acontece a propagação das ondas sonoras pelos tecidos da região do corpo determinada, sendo que as reflexões das ondas ocorrem de maneira diferente por cada tipo de estrutura corporal.

    O transdutor, então, recebe o eco (que nada mais é do que o reflexo da onda sonora) e calcula automaticamente o tempo gasto entre a emissão e recepção das ondas. Ou seja, quanto mais tempo gasto, mais longe se encontra a estrutura refletida.

    Os dados obtidos são processados internamente pelo equipamento e a imagem é exibida em uma tela, sendo que o médico pode manipular em tempo real todas essas informações.

    Tipos de ultrassom

    Os equipamentos de ultrassom podem ser portáteis ou transportáveis, dependendo da estrutura da UTI e centro cirúrgico. Confira:

    Ultrassom portátil

    O próprio nome já revela a comodidade e a versatilidade que o ultrassom portátil fornece. Ele é leve, prático e eficiente e, além de beneficiar a obtenção de diagnósticos, é vantajoso para o paciente que muitas vezes nem precisa se locomover para ser examinado.

    Ultrassom transportável

    Os ultrassons transportáveis são maiores e normalmente dependem de instalação técnica. Apesar de serem considerados como equipamentos de ultrassom mais tradicionais, ainda são bastante utilizados em UTI e centro cirúrgico, dependendo das especificidades e porte do hospital.

    Aplicações do ultrassom em UTI e centro cirúrgico

    Já mencionamos que o ultrassom é um equipamento versátil que possibilita a obtenção de diagnósticos em tempo hábil, principalmente, em situações emergenciais de UTI e centro cirúrgico. Para saber como o aparelho pode ser útil, na prática, é importante mapear as situações clínicas em que ele pode ser utilizado.

    Ultrassom em UTI

    Quando a estrutura hospitalar conta com um aparelho de ultrassom dentro da UTI, é possível agilizar diferentes rotinas e identificar rapidamente quadros clínicos específicos. Veja:

    • descobrimento de ascites;
    • derrame pleural ou derrame pericárdico;
    • fluxo transcraniano (muito utilizado para verificar possível morte cerebral);
    • auxílio visual para punções;
    • auxílio visual para colocação de acesso central.

    Ultrassom em centro cirúrgico

    Já no centro cirúrgico, as funções requeridas são ainda mais urgentes e podem fazer toda a diferença nos resultados dos procedimentos. Nesse setor, o ultrassom auxilia nas seguintes atividades:

    • suporte para a equipe de anestesia realizar bloqueios anestésicos;
    • indicação de intubação correta;
    • visualização de derrames pleurais e pericárdicos;
    • visualização da profundidade e posicionamento de nódulos em determinadas cirurgias;
    • cirurgias vasculares guiadas;
    • situações pós-cirúrgicas imediatas.

    Além disso, de forma geral, o ultrassom em centro cirúrgico também auxilia visualmente o procedimento de punções e a colocação de acessos, quando necessário.

    Manutenção e cuidados com o ultrassom

    Assim como qualquer outro equipamento hospitalar, a vida útil do aparelho de ultrassom depende da periodicidade de manutenções preventivas e cuidados constantes. Por apresentar uma série de componentes sensíveis à poeira e ao gel, a limpeza diária é imprescindível.

    Além de garantir que os exames sejam eficientes para o melhor diagnóstico possível, a manutenção é importante para evitar que o fluxo de pedidos de exame fiquem travados ou sobrecarregados devido a uma possível lentidão ou dano no equipamento.

    Precauções no manuseio e acondicionamento de transdutores

    Deve-se ter cuidado ao manusear e guardar os transdutores, pois são eles as fontes de emissão sonora para a formação da imagem e as partes mais sensíveis e vulneráveis a danos.

    A verificação das placas de contato dos transdutores também é importante. Elas precisam estar em perfeito funcionamento para evitar sombras que não estejam presentes na imagem captada do paciente.

    Assim, evita-se que a imagem fique ofuscada, com linhas alteradas ou sem formação, obtendo diagnósticos com muito mais precisão e acuidade.

    Vantagens de utilização do ultrassom

    As vantagens são significativas tanto para a equipe de profissionais da saúde, quanto para os pacientes. O ultrassom utiliza radiação não ionizante, sendo, portanto, minimamente invasivo e bastante seguro na maioria dos casos.

    Além de possibilitar que o paciente seja tratado rapidamente em casos de emergência, com o uso desse aparelho é possível evitar, por exemplo, o risco de erros relacionados a outros procedimentos, como perfurações na colocação de acessos.

    Ainda, quando em determinada cirurgia alguma área de nervos precisa ser bloqueada, o ultrassom consegue visualizar com clareza, o que permite mais segurança para o procedimento cirúrgico.

    Prático, acessível e sem riscos à saúde do paciente. Diante de todo o conteúdo exposto, podemos concluir que tanto a utilização quanto a manutenção de ultrassom em UTI e centro cirúrgico é de grande importância na estrutura hospitalar.

    Vale ressaltar que a qualidade do equipamento deve ser excelente, produzindo imagens em ótima resolução para a obtenção de exames mais fidedignos e rápidos. Com a inserção de novas tecnologias, não há dúvidas de que o ultrassom terá cada vez mais aplicações no futuro da medicina.

    Para tanto, lidar com fornecedores que disponibilizem tecnologias de qualidade com acompanhamento pós-venda e suporte técnico ágil faz toda a diferença. Que tal entrar em contato conosco? Podemos tirar todas as suas dúvidas e atender possíveis necessidades relacionadas ao assunto!

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    Gestão de custos para hospitais: como fazer corretamente?

    Para que qualquer empreendimento tenha sucesso e seja sustentável, é importante que a organização e o controle financeiro sejam realizados com estruturação e planejamento.

    Nesse contexto, a gestão de custos para hospitais é fundamental, uma vez que essas instituições apresentam complexidades singulares nos processos de gerenciamento.

    Desenvolver uma visão clara de detalhamento dos valores e custos de maneira contínua e eficiente requer muito cuidado e controle estratégico. Foi pensando nisso que elaboramos este conteúdo.

    Abordaremos 5 dicas práticas a serem implementadas para otimizar a gestão de custos para hospitais, garantindo mais produtividade e previsibilidade no cotidiano da instituição. Continue acompanhando este post e se torne expert no assunto!

    Gestão de custos para hospitais: qual a importância e como fazer?

    Antes de adentrarmos nas principais dicas para fazer um bom gerenciamento dos custos em hospitais, é imprescindível que os colaboradores entendam em que consiste essa gestão e qual a importância que ela representa para qualquer empreendimento.

    A gestão de custos se resume em identificar, classificar e organizar os dados relacionados aos gastos de serviços e produtos, transformando essas informações em relatórios padronizados para auxiliar processos fiscais e tomadas de decisão.

    Quando tratamos de instituições de saúde, os custos estão relacionados tanto às despesas fixas e mais simples, como água e luz, quanto aos gastos com materiais, o tempo de ociosidade de equipamentos médicos e, até mesmo, os períodos de espera para atendimento de pacientes.

    Essas instituições compreendem complexidades peculiares em relação aos custos fixos e variáveis, uma vez que o atendimento hospitalar por si só é uma prestação de serviço. Logo, apenas a compreensão do preço final de produtos e equipamentos não é suficiente.

    É em virtude desses fatores que implantar tal gerenciamento apresenta desafios. Além do quadro de profissionais e serviços ser múltiplo, existe um grande volume de dados a ser registrado. Confira, a seguir, as dicas que preparamos sobre o assunto!

    Identifique e classifique todos os custos do hospital

    Considerando que os custos são os valores necessários de investimento para finalizar determinado serviço hospitalar, sua identificação é o primeiro passo para fazer uma gestão com qualidade. A partir disso, é possível classificá-los em diretos e indiretos.

    Os custos diretos são aqueles envolvidos diretamente em determinado produto ou serviço, podendo ser identificados em relação à quantidade consumida. Exemplos desse tipo de custo são os medicamentos administrados e o período dos profissionais de saúde.

    Já os custos indiretos correspondem àqueles que não podem ser diretamente relacionados ao serviço hospitalar prestado. Por exemplo, a energia elétrica requerida para um centro cirúrgico durante determinadas horas ou a mão de obra de serviços auxiliares.

    A soma dos custos indiretos e diretos possibilita, então, que a produção médica seja agregada às despesas operacionais (financeiras, tributárias e administrativas), sendo os serviços médicos entregues ao mercado de acordo com os devidos custos dos processos envolvidos.

    Mapeie a cadeia de processos hospitalares

    Assim que os custos do hospital são identificados e classificados, é preciso mapear a cadeia de processos. Ou seja, saber exatamente como e onde os recursos disponíveis são aplicados para, então, conseguir examinar todo o serviço com uma visão macro.

    Essa prática tem o potencial de levar a estratégias inteligentes, uma vez que a construção de um mapeamento robusto e completo pode nortear tomadas de decisão no ambiente hospitalar e aumentar a previsibilidade de custos com fornecedores.

    É importante ressaltar que um mapeamento inteligente requer que os três grupos de valores (custos, despesas e gastos) sejam segmentados corretamente para economizar recursos e otimizar o faturamento.

    Minimize os gastos supérfluos

    É fato que a qualidade do serviço de saúde prestado aos usuários da organização é uma questão fundamental e deve ser considerada um ponto-chave quando tratamos do gerenciamento hospitalar.

    Os gastos se referem aos valores que não estão previstos no planejamento da organização. Dessa maneira, mais do que garantir um serviço de confiabilidade, é fundamental ter um sistema estratégico para otimizar as tomadas de decisão, sobretudo quando o assunto é corte de gastos.

    Além de identificar os custos e ter conhecimento de como e onde os recursos são aplicados, é necessário verificar se há gastos supérfluos ou desperdício no hospital. A implementação de protocolos assistenciais, por exemplo, pode verificar se a realização de exames está excessiva e pode ser reduzida.

    Compreenda as despesas do hospital

    Diferentemente dos custos e gastos, as despesas são os montantes requeridos para a manutenção dos processos internos do hospital e estão diretamente relacionadas à lucratividade e à assistência da instituição de saúde.

    Compreender as despesas é imprescindível para realizar uma gestão de custos para hospitais de maneira eficiente. O entendimento desses valores auxilia a reconhecer áreas e operações hospitalares que podem ser melhoradas e fortalecidas para gerar resultados cada vez melhores.

    Analise o mercado

    Uma das vantagens do gerenciamento de custos hospitalares é a possibilidade de calcular os valores de produção para, em seguida, aplicar uma margem de lucro sobre esse montante, com o objetivo de rentabilizar o serviço prestado.

    Nesse contexto, a análise de mercado representa a identificação da demanda e como a instituição se posiciona diante dela. Porém, é importante considerar a proposta de valor percebida pelos pacientes, pois o preço dos serviços é referente não somente aos seus custos e à margem de lucro, mas também à forma como ele é valorizado no mercado.

    Além disso, é imprescindível escolher os fornecedores com bastante cautela. Empresas sérias que trabalhem com produtos de qualidade e prestem um bom serviço pós-venda. Afinal, muitas vezes o barato sai caro e essa escolha pode fazer toda a diferença.

    Os gestores ainda podem usufruir de alguns parâmetros de comparação dentro do segmento hospitalar, como o benchmarking. Conhecer os serviços e a precificação dos concorrentes é uma maneira de garantir a competitividade no mercado e saber se seus custos estão mais baixos ou altos do que deveriam.

    Ainda, o faturamento e a lucratividade finais da instituição estão ligados diretamente a uma gestão mais produtiva, assim como o envolvimento dos colaboradores do hospital. Sendo assim, um dos aspectos mais importantes é a integração dos funcionários para que essas pessoas compreendam os custos e contribuam com tomadas de decisão positivas.

    É fato que existem grandes desafios na gestão de custos para hospitais, sobretudo no gerenciamento de valores antigos e novos das instituições de saúde. Porém, o conhecimento dos detalhes de cada um desses valores, como custos, despesas e gastos é imprescindível para que essas organizações mantenham o padrão de qualidade de recursos, serviços e atendimento.

    O que você achou dessas dicas? Acha que consegue implementá-las para uma melhor gestão de custos no hospital em que você trabalha? Então, assine nossa newsletter e continue por dentro de conteúdos relevantes como este!

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    Preservação de equipamentos hospitalares: 7 cuidados essenciais

    Para que um hospital ofereça serviços de qualidade é fundamental — além de contar com uma equipe de saúde competente — que todos os aparelhos estejam nas melhores condições. Afinal, o trabalho desse setor envolve a saúde das pessoas. Dessa maneira, um ponto que merece atenção para uma boa gestão é a preservação dos equipamentos hospitalares.

    O maquinário de um hospital conta com tecnologia avançada, por isso apresenta peças delicadas, como chips e outros componentes, que precisam de atenção constante para evitar problemas. Dessa forma, garantir os cuidados necessários aos equipamentos aumentará a vida útil desses aparelhos, garantindo um atendimento completo ao paciente.

    Quer conhecer os 7 principais cuidados para a preservação de equipamentos hospitalares? Acompanhe este post!

    1. Transporte adequado

    Se você se preocupa com a preservação de equipamentos hospitalares, deve tomar cuidado no transporte do maquinário pela unidade de saúde. É importante avaliar o melhor trajeto para essas peças, bem como a inclinação e a textura do piso, a altura de portas e a largura de corredores por onde ele passará.

    Ao transportar o equipamento de modo inadequado, há o risco de danificar algum componente, o que pode significar um custo mais elevado de manutenção. A nossa dica é fazer movimentações somente quando necessário e escolher horários com menor fluxo de funcionários e pacientes para evitar qualquer imprevisto.

    2. Manuseio correto

    Operar o equipamento de forma correta também é muito importante para evitar qualquer dano, além de ser essencial para aumentar a vida útil dos aparelhos. Desse modo, certifique-se que a equipe de técnicos possui capacitação específica para manusear o aparelho e sabe identificar qualquer falha de funcionamento.

    Ao fazer isso, você garante que a manutenção dos equipamentos será feita o quanto antes, evitando a paralisação dos serviços do hospital. Profissionais treinados também são essenciais quando se trata da segurança do paciente no momento da realização de um exame, por exemplo.

    3. Condições adequadas de funcionamento

    Para adquirir um equipamento hospitalar é feito um investimento alto, já que se trata de tecnologia de ponta para auxiliar em tratamentos e diagnósticos de saúde. No entanto, o gestor pode pôr tudo a perder se não levar em conta a estrutura do local onde ficará esse aparelho.

    Cada máquina tem uma necessidade específica. Por isso, em primeiro lugar, consulte as especificações do manual. Em caso de dúvida, não hesite em entrar em contato com o fornecedor.

    É importante planejar todos os detalhes relativos às condições ambientais — como temperatura, umidade, fluxo de ar e luminosidade adequada. Assim, você garante um bom desempenho dos equipamentos, evita manutenções desnecessárias e faz valer o investimento realizado.

    4. Higienização em dia

    A higienização também é fundamental para a preservação dos equipamentos hospitalares. Além disso, esse também é um cuidado necessário para a segurança dos pacientes e dos profissionais que operam os aparelhos.

    Por isso, é importante fazer a sua descontaminação de forma periódica. Essa descontaminação consiste em limpeza, desinfecção e esterilização. Acompanhe os detalhes de cada etapa:

    • limpeza: é importante seguir as instruções do fabricante. Porém, de modo geral, usa água e sabão neutro para a remoção das sujeiras nas superfícies externas do aparelho;
    • desinfecção: consiste no uso de produtos específicos para a eliminação de microrganismos que podem causar alguma forma de contaminação;
    • esterilização: é a descontaminação mais completa, capaz de eliminar, inclusive, os esporos bacterianos (que são mais resistentes). Assim, garante o uso seguro do equipamento hospitalar.

    4. Calibração periódica

    A calibração é a análise do desempenho do equipamento hospitalar — com a coleta de dados que serão comparados a uma unidade de medição padrão, por isso deve ser realizada de forma periódica. É importante que todas as informações coletadas sejam registradas.

    Trata-se, na verdade, de um teste para garantir que o aparelho funcione de acordo com as especificações de fábrica e siga as regulamentações e normas vigentes.

    Ao adotar esse procedimento, você consegue fazer os ajustes necessários nos aparelhos, impedindo que eles apresentem falhas ou tenham o seu funcionamento interrompido — afetando de forma negativa toda a rotina hospitalar.

    A calibração, dependendo do aparelho, pode ser realizada pelos técnicos do próprio hospital, pelo suporte do fornecedor ou pelo laboratório certificado para esse fim.

    5. Manutenção preventiva

    Para que você consiga antecipar o surgimento de qualquer falha nos aparelhos é essencial ter um cronograma com as manutenções preventivas que precisa fazer. Podemos comparar essas manutenções com as revisões feitas nos automóveis.

    O serviço de engenharia do hospital deve fazer essa checagem cumprindo um roteiro para avaliar todos os componentes do maquinário, com o objetivo de analisar produtividade, desempenho e segurança. O procedimento também avalia as condições ambientais, que devem ser adequadas para evitar qualquer dano futuro aos equipamentos.

    É preciso destacar também que esse serviço pode ser contratado juntamente com a compra do equipamento, ou seja, com o próprio fornecedor. Assim, além de conseguir uma melhor negociação, o hospital não precisa arcar com os custos de ter uma equipe própria para isso e tem a certeza de que a manutenção será realizada por especialistas — que receberam treinamento diretamente do fabricante.

    Agora você entende por que é importante ter um planejamento para as manutenções preventivas, não é mesmo? Ao fazer isso, a prática não atrapalhará a rotina de atendimento e os pacientes.

    6. Manutenção corretiva

    Todos os cuidados para a preservação de equipamentos médicos que elencamos acima têm o objetivo de reduzir a ocorrência de manutenção corretiva — feita quando existe alguma falha ou algum problema já instalado. Nesse caso, são realizados os reparos necessários para que o equipamento volte a funcionar normalmente.

    É claro que chega um momento em que será necessária a substituição do aparelho, assim como acontece com as tecnologias de qualquer segmento. No entanto, é necessário que haja um planejamento de ações para prolongar o tempo de uso dessas máquinas.

    Com essa prática, o gestor passa a ter uma previsão de quando deverá fazer esse tipo de troca. Assim, é possível ter um controle de gastos de curto, médio e longo prazo — o que colabora para o equilíbrio financeiro da instituição.

    Os cuidados com a preservação de equipamentos hospitalares garantem que eles funcionarão de forma adequada e por mais tempo. Uma dica é ter atenção desde a aquisição desse maquinário, verificando a reputação do fornecedor para que você compre um produto em boas condições e que atenda às regulamentações.

    Gostou das nossas dicas para prolongar a vida útil dos equipamentos? Quer mais informações sobre boas práticas para a gestão hospitalar? Confira outro post sobre os benefícios de automação de processos em estabelecimentos de saúde!

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