Conheça o Hospital Pequeno Príncipe que completa 100 anos em 2019

Ter 100 anos de história não é para qualquer instituição, e o desafio se torna maior ainda quando falamos do setor hospitalar. Mas, apesar de todos os obstáculos, o Hospital Pequeno Príncipe, situado em Curitiba (PR), completa seu primeiro centenário em 2019.

Referência nacional no cuidado de crianças e adolescentes e considerado a maior organização de saúde exclusivamente pediátrica do Brasil, a organização se orgulha de ter uma trajetória pautada no atendimento integral, humanizado e igualitário. É um trabalho construído por médicos, profissionais da saúde, colaboradores, gestores, voluntários e parceiros.

A instituição conta com 370 leitos, sendo que 60 deles são de UTI. Além disso, 70% de sua capacidade é destinada ao atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2015, a entidade realizou mais de 311 mil atendimentos ambulatoriais, 23 mil internações, 20 mil cirurgias, 772 mil exames, além de 180 transplantes (órgãos, tecido ósseo e medula óssea).

Quer conhecer mais um pouco do Hospital Pequeno Príncipe? Então continue a leitura e saiba mais sobre a história, infraestrutura, tratamentos realizados e tecnologia que fazem parte dos atendimentos da instituição.

História

Era 1919, um grupo de mulheres de Curitiba começou a construir a história do Hospital Pequeno Príncipe: elas se mobilizaram para oferecer atendimento de saúde à população carente da cidade, especialmente para as crianças.

Esse grupo se uniu a médicos e autoridades locais e, assim, conseguiu inaugurar o Dispensário Infantil, que passou a receber os primeiros pacientes em outubro de 1919. A semente estava lançada: nascia aí o projeto para um hospital infantil. Após onze anos de muita dedicação e trabalho, a instituição é inaugurada em 1930.

Em 1951, a organização passa a se chamar Hospital de Crianças Dr. Cesar Pernetta e, 20 anos depois, eles inauguram o Hospital Pequeno Príncipe — atualmente chamado de Complexo Pequeno Príncipe, pois abriga, além do hospital, as Faculdades Pequeno Príncipe (2003) e o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (2005). A mantenedora da entidade é a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro.

O crescimento do hospital se deve à mobilização dos voluntários, ao intenso trabalho de profissionais de saúde e colaboradores, além do apoio da sociedade e de empresas, que se uniram à causa.

Momentos marcantes

O voluntariado é uma das bases do trabalho do Hospital Pequeno Príncipe e seu trabalho rendeu momentos marcantes para a entidade, como:

  • a “Campanha + Vida: Juntos Somos +” reuniu, em 2015, cerca de 500 voluntários nas ruas para a arrecadação de recursos e divulgação da causa da saúde infanto-juvenil;
  • no inverno de 2016, a população doou aproximadamente cinco toneladas de roupas e cobertores para familiares e acompanhantes de pacientes do hospital.

Tipos de tratamento

A entidade se destaca nos procedimentos de alta e média complexidade, como tratamentos oncológicos e cirurgia pediátrica. Oferece ainda atendimento em outras áreas, como:

  • Cardiologia;
  • Ortopedia;
  • Nefrologia;
  • Transplante de Medula Óssea.

É referência ainda nas cirurgias cardíacas em bebês e transplantes de órgãos. No caso do transplante de rins, o trabalho realizado é equiparado aos melhores centros mundiais no aspecto de sobrevida dos pacientes.

Desafios

O Hospital Pequeno Príncipe tem caráter filantrópico, destinando 70% de sua capacidade ao SUS. Mas o repasse do governo não cobre todos os custos. Em 2017, por exemplo, os recursos repassados representaram pouco mais de 24% da receita da instituição.

Diante disso, os gestores foram atrás de outras saídas para continuar oferecendo o atendimento. Assim, começaram a obter recursos das Faculdades Pequeno Príncipe que, em 2017, somavam 14,43% do total arrecadado. Fizeram também campanhas junto às empresas e cidadãos: no mesmo ano, essa forma de obtenção de recurso superou os R$ 40 milhões — o equivalente a 16,9% da receita total.

Pesquisa e tecnologia

Para vencer os desafios, a instituição uniu a assistência, o ensino e a pesquisa, seguindo os modelos dos principais hospitais do mundo. Com isso, a pesquisa e tecnologia estão presentes nos atendimentos do Pequeno Príncipe, auxiliando nos diagnósticos e tratamentos realizados.

A parte de pesquisa fica a cargo do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, que trabalha juntamente com a Pós-graduação das Faculdades Pequeno Príncipe. Os estudos são direcionados para salvar e melhorar de forma significativa a vida de crianças, jovens e adultos acometidos por doenças e acidentes graves. São diferentes módulos de pesquisa, entre eles:

  • Doenças complexas e oncogenética;
  • Estudos epidemiológicos e clínicos;
  • Medicina molecular e bioinformática;
  • Microbiologia e doenças infecciosas;
  • Neurociências;
  • Terapia celular.

Robótica

Atualmente, o hospital utiliza a telemedicina e equipamentos robóticos. Uma inovação, por exemplo, é o Robô Laura, que monitora os indicadores e sinais vitais do paciente para a detecção precoce da sepse. Ele utiliza a inteligência artificial para fazer o gerenciamento de riscos, integrando as informações de todos os pacientes e emitindo alertas para que profissionais de saúde possam agir rápido.

Biobanco

Além disso, a entidade implantou o primeiro biobanco da região Sul do Brasil, responsável pela coleta, armazenamento e gerenciamento de diferentes amostras, como tecidos, sangue, RNA e DNA. Consegue armazenar até 230 mil amostras de materiais e permite a troca de conhecimento científico com biobancos do Brasil e exterior, o que traz subsídio para a realização de pesquisas e aprimoramento dos tratamentos.

Laboratório genômico

O Pequeno Príncipe tem também um laboratório genômico, estrutura que possibilita a identificação e tratamento de muitas doenças, além de precisão no diagnóstico precoce. Auxilia ainda no prognóstico e tratamento do câncer.

Centro de Simulação Realística

Os profissionais de saúde e estudantes do Complexo Pequeno Príncipe têm agora uma forma de treinamento inovadora: o Centro de Simulação Realística. Com o simulador pediátrico, eles podem vivenciar as situações como se fossem reais, o que permite aprimorar a técnica e experiência, porém em um ambiente totalmente seguro.

O trabalho do Hospital Pequeno Príncipe deve servir de referência para outras instituições de saúde, principalmente na qualidade técnico-científica dos procedimentos e atendimento humanizado. Por isso, nesses 100 anos, há muito o que comemorar.

Você já tinha ouvido falar sobre a história desse hospital pediátrico de Curitiba? Conhece outra entidade que realiza um trabalho similar? Compartilhe conosco, deixando um comentário neste post!

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    Como fazer um atendimento humanizado? Descubra!

    A tecnologia na área médica serve para acelerar processos, melhorar diagnósticos e tratamentos. Contudo, essas inovações não devem afastar médico e paciente. Os equipamentos são essenciais em diversos procedimentos, porém, para que a prática clínica seja completa e de qualidade, é imprescindível oferecer um atendimento humanizado.

    O termo, que vem ganhando destaque nos últimos anos, refere-se ao acolhimento que o paciente precisa receber dos profissionais de saúde — principalmente em momentos de fragilidade, dúvidas e medo. Nesse sentido, as questões emocionais de quem é atendido não podem ser deixadas de lado.

    Quer entender melhor o que é o atendimento humanizado, de que forma ele deve estar na conduta dos profissionais e os benefícios dessa prática? Acompanhe nosso post!

    Como funciona o atendimento humanizado?

    O atendimento humanizado na saúde acontece por meio de uma abordagem individualizada e focada em resolver as queixas dos pacientes.

    Quando a pessoa procura ajuda médica ela está, muitas vezes, em uma situação delicada e cercada de incertezas. Assim, é natural que fique apreensiva. Nesse caso, o que a pessoa mais precisa é ser acolhida e ter alguém que possa escutá-la com atenção e respeito.

    Qual deve ser a conduta dos profissionais nessa forma de abordagem?

    Os profissionais de um consultório, hospital ou uma clínica, que têm um contato direto com os pacientes, precisam assumir um comportamento ético, seguindo os preceitos de sua profissão em primeiro lugar.

    Para isso, devem saber ouvir, respeitar e ter paciência com o público que será atendido. A palavra de ordem é empatia, ou seja, é preciso que o profissional saiba se colocar no lugar do outro, entendendo que o paciente está passando por um momento difícil e que procura um cuidado especial.

    Para que isso ocorra, é necessário que médicos e outros profissionais:

    • chamem o paciente pelo nome;
    • transmitam confiança e segurança;
    • prestem atenção às queixas e dúvidas dos pacientes e tenham o cuidado de olhar nos olhos;
    • passem as informações de forma clara, evitando termos muito técnicos;
    • sejam transparentes sobre todas as etapas do tratamento;
    • não tenham pressa nas consultas ou na hora de realizar um exame;
    • expliquem mais de uma vez as orientações passadas, caso seja preciso;
    • considerem o estado emocional de pacientes e familiares, principalmente na hora de dar um diagnóstico difícil;
    • mantenham o foco no indivíduo e não em seu problema de saúde;
    • acompanhem de perto todas as fases do tratamento, mostrando-se sempre disponíveis para sanar qualquer dúvida;
    • respeitem a intimidade e as crenças de quem recebe o atendimento.

    Trabalho em equipe

    Para que todos os processos da clínica ou do hospital ofereçam um atendimento acolhedor para pacientes e acompanhantes, é importante oferecer treinamentos para a equipe. Desse modo, toda a equipe estará pronta para realizar um atendimento de forma cordial — que vai desde o telefonema para agendar uma consulta até a transparência para avisar que a consulta vai demorar, por exemplo.

    Qual deve ser o papel das instituições de saúde nesse contexto?

    Esse tipo de abordagem se aplica também às instituições de saúde, como consultórios, clínicas e hospitais. Estamos falando do espaço físico, que deve ser confortável para o paciente, seus familiares ou acompanhantes. É importante ter uma recepção organizada com sofás, cadeiras, ar-condicionado e disponibilizar água e café. Ter televisão, revistas e rede wi-fi também é indicado.

    Além disso, devem ter uma infraestrutura segura para os procedimentos e a preocupação de oferecer sempre o melhor para o público, estando em dia, por exemplo, com as tendências tecnológicas da sua área e com a manutenção dos equipamentos.

    Os detalhes citados vão proporcionar um atendimento mais completo, mais conforto, e passar para o paciente a impressão de que a clínica se preocupa com o seu bem-estar.

    Colaboradores satisfeitos

    A organização que preza por um atendimento humanizado volta o seu olhar também para a equipe, oferendo boas condições de trabalho. É fundamental que os gestores tratem os colaboradores da mesma forma que esperam que os pacientes sejam tratados.

    Outro ponto importante é manter um canal de comunicação aberto para que os clientes possam expor suas queixas ou dificuldades.

    Esses cuidados com os recursos humanos da instituição ajudam a reduzir as faltas e a rotatividade, ou seja, evitam prejuízos ao atendimento. Quando o colaborador está satisfeito em seu ambiente profissional, consegue realizar um serviço de melhor qualidade, — certamente isso terá reflexo na relação com o paciente.

    Quais os benefícios dessa prática?

    Com o atendimento humanizado, todos os lados saem ganhando: pacientes, profissionais e instituições de saúde.

    O paciente fica satisfeito e tranquilo com esse tipo de abordagem. Esse cuidado pode ter reflexo, inclusive, na aceitação do tratamento e sua cooperação para que tudo seja seguido de acordo com o recomendado pelo médico. Sem contar que a confiança no profissional e em sua equipe faz com que o paciente fique mais comprometido e retorne para a realização dos check-ups.

    Para a equipe de saúde, principalmente o médico, o atendimento humanizado é uma forma de seguir os preceitos éticos da sua profissão e ganhar motivação com o trabalho, uma vez que os resultados são melhores quando o paciente está satisfeito.

    É também uma maneira de aprimorar as técnicas da prática clínica, entendendo com mais facilidade as queixas das pessoas e qual a melhor maneira de conduzir o tratamento.

    Por fim, para os estabelecimentos de saúde, os benefícios são:

    • fidelização de pacientes;
    • divulgação espontânea do público para outras pessoas, por conta do atendimento diferenciado;
    • equipe mais motivada e comprometida com o trabalho;
    • profissionais que trabalham de acordo com os mesmos valores, oferecendo um serviço integrado e de melhor qualidade;
    • valorização da imagem da instituição.

    Os hospitais e as clínicas que querem se diferenciar da concorrência e oferecer serviços de qualidade — centrados no paciente — devem adotar o atendimento humanizado em todos os seus procedimentos. Acolher as pessoas, respeitar momentos sensíveis e procurar oferecer o melhor traz ganhos não só para o tratamento, mas para a equipe de saúde e a instituição.

    Quer acompanhar outras dicas para melhorar ainda mais o atendimento em sua clínica ou em seu consultório? Assine a newsletter da Medicalway e receba outros posts como este diretamente em seu e-mail!

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    Robô Laura: conheça mais essa inovação na área da saúde

    A tecnologia na área da saúde não para de avançar, propiciando técnicas e diagnósticos mais precisos, que beneficiam pacientes e profissionais. O Brasil é destaque nessas inovações, como é o caso da Laura, o primeiro robô cognitivo gerenciador de riscos utilizado em hospitais.

    Laura é capaz de aprender, pois conta com uma tecnologia cognitiva. Assim, tem a missão de encontrar falhas operacionais e avisar as equipes responsáveis a tempo, o que ajuda a economizar recursos, otimizar processos e a salvar vidas.

    Ficou curioso para entender como funciona essa tecnologia, que já é uma realidade em alguns hospitais de Curitiba? Então confira nosso post e conheça também a história de superação que existe por trás da criação desse robô!

    Qual a história por trás do desenvolvimento do robô Laura?

    O robô Laura é uma criação de Jacson Fressatto, um analista de sistemas brasileiro. Ele tomou para si a missão de reduzir os números de mortes por sepse nos hospitais brasileiros depois que sua filha Laura, que nasceu prematura, veio a óbito com 18 dias de vida no ano de 2010.

    A infecção generalizada é um problema para os hospitais do país, pois representa cerca de 56% das mortes nessas instituições, segundo uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto Latino Americano da Sepse (Ilas).

    Fressatto queria entender quais foram os culpados pela morte da filha e, assim, atuou como voluntário em um hospital de Curitiba. A ideia era entender os protocolos e metodologias utilizados no atendimento ao paciente.

    A experiência serviu para mostrar ao analista de sistemas que não há culpados, que existe tecnologia e que os profissionais de saúde trabalham com boa vontade. No entanto, ele sabia que tinha conhecimento para mudar essa história.

    Assim, começou a trabalhar nesse projeto, criou a startup Laura Networks e desenvolveu o robô Laura com o objetivo de reduzir em 5% a taxa de mortes por infecções generalizadas em hospitais, salvando 12 mil vidas por ano.

    O robô Laura já ganhou reconhecimento nacional e internacional, com premiações como o 1º lugar no III Prêmio Empreenda Saúde e como Campeã Brasileira da Challenge Cup, a maior competição de startups de impacto social do mundo.

    Quais os objetivos dessa tecnologia?

    O robô Laura funciona por meio de duas tecnologias: computação cognitiva e machine learning. Com isso, é um software que tem a capacidade de aprender. Por meio da inteligência artificial, aprende a identificar sintomas de doenças por meio de normas de protocolo internacionais e históricos de pacientes internados.

    Ele consegue analisar e entender as áreas operacionais e dados de um hospital ou qualquer outra organização. Com isso, sabe a melhor forma de auxiliar os profissionais, com o gerenciamento de processos, tarefas e projetos. Dessa maneira, reduz os erros operacionais e até proporciona economia de recursos.

    O software foi projetado para ajudar as equipes na identificação mais rápida dos casos de sepse, permitindo um atendimento mais ágil, evitando o agravamento da doença e morte de pacientes.

    Como ele faz isso? Conectando-se remotamente aos equipamentos e sistemas utilizados pelo hospital. Assim, processa as informações dos pacientes e pode identificar situações de risco.

    Caso identifique alguma alteração grave, ele emite faz um alerta nos monitores espalhados pelo hospital. Caso o paciente não receba atendimento, o robô encaminha mensagens por SMS e e-mails para equipes específicas. Se ainda não for atendido, procura a coordenação e direção do hospital.

    Quais suas principais funções e especialidades?

    O robô Laura pode facilitar a rotina dos hospitais, pois apresenta diversas funcionalidades. Acompanhe abaixo.

    Sepsis

    O software faz o monitoramento em tempo real dos dados vitais dos pacientes com o objetivo de identificar precocemente a sepse. A tecnologia cognitiva consegue agilizar processos para o tratamento e mediação da doença.

    Compliance

    Realiza o monitoramento de processos e atividades de uma organização, com o intuito de identificar falhas operacionais. Trabalha com geração de alertas, caso as tarefas não estejam em conformidade com as boas práticas.

    Epidemology

    O robô monitora exames laboratoriais, auxiliando assim o trabalho da Vigilância Epidemiológica, com a identificação de surtos e epidemias em tempo real.

    Blood

    O software faz o monitoramento de bancos de sangue, possibilitando a criação de campanhas de doação visando atingir doadores de um tipo sanguíneo específico. Prevê ainda o perfil de risco para procedimentos cirúrgicos, detectando, por exemplo, a necessidade de transfusão.

    Medicine

    Faz o monitoramento do comportamento das bactérias nos ambientes hospitalares com intuito de fornecer um perfil de multirresistência. Realiza ainda o monitoramento de prescrições médicas, alertando quanto ao uso inadequado de antibióticos e controlando a ingestão em pacientes críticos.

    Saving

    O robô monitora os recursos das instituições e, se houver mau uso, pode fornecer uma visão estratégica de custos.

    Quais benefícios o robô pode proporcionar ao hospital?

    A inovação tecnológica desenvolvida por Fressato pode trazer vários benefícios ao ambiente hospitalar. Confira.

    Otimização de processos

    O robô Laura analisa o fluxo de informações e dados já cadastrados dos pacientes, agilizando o trabalho dos profissionais de saúde. Com isso, consegue identificar falhas nas rotinas hospitalares, permitindo que a gestão aperfeiçoe processos ou treine as equipes.

    Redução de custos

    O software trabalha no monitoramento do uso dos recursos do hospital, identificando erros. Assim, a administração consegue agir, garantindo a sustentabilidade financeira da instituição.

    Melhor atendimento ao paciente

    O paciente é monitorado de forma constante pelo robô. Desse modo, caso ele identifique sinais de alerta, como mudança de temperatura ou nos parâmetros sanguíneos, consegue avisar as equipes, que podem agir de modo mais rápido. No caso da sepse, esse alerta pode evitar sua evolução e consequentemente o óbito do paciente.

    No projeto piloto realizado no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, o robô percebeu os sintomas da infecção generalizada em um paciente, o que evitou o agravamento do caso.

    O Brasil está fazendo história nas inovações na área da saúde. O robô Laura já é uma realidade e pode transformar a rotina dos hospitais, melhorar o atendimento e salvar vidas.

    Gostou das informações que trouxemos neste post? Entenda também qual é o papel da tecnologia na revolução da saúde 4.0!

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    Experiência do paciente: entenda a importância e como melhorar

    A experiência do paciente tem sido debatida de forma recorrente em todas as esferas do cuidado e assistência à saúde — e um dos aspectos mais relevantes tem sido o de compreender as pessoas como seres humanos complexos, com objetivos e vivências particulares.

    Dentro desse contexto, fornecer um atendimento humanizado é fundamental, uma vez que impacta não somente a fidelização dos pacientes, mas também a credibilidade construída ao longo do tempo em relação à instituição de saúde. Como consequência, temos um tratamento mais efetivo.

    Assim, os hospitais estão investindo e preparando seus profissionais para trabalhar a experiência do paciente de forma cada vez mais constante e não apenas propagá-la como um termo banalizado na área da saúde.

    Continue conosco e confira o conteúdo completo que elaboramos quanto à importância da experiência do paciente, bem como dicas para melhorá-la e os resultados que tais atitudes trazem para um atendimento de excelência!

    O ambiente hospitalar contribui para a qualidade do atendimento

    Não é difícil concordarmos que os pacientes vão ao hospital — na maioria das vezes — devido a condições não tão desejáveis, certo? Seja para realizar um exame específico ou se submeter a algum tipo de procedimento cirúrgico, é comum que sentimentos como preocupação e medo acompanhem as pessoas nessas situações.

    Nesse ponto, os gestores devem atentar ao conforto e sensação de aconchego e bem-estar que o ambiente consegue proporcionar. Existem medidas e pontos de atenção ao ambiente que devem ser implantados se o objetivo é impactar positivamente a experiência dessas pessoas. Veja mais a seguir.

    Investimento em arquitetura e projetos estruturais

    Este é um aspecto bastante relevante, visto que, quando falamos sobre conforto, precisamos lembrar tanto dos pacientes quanto dos familiares e acompanhantes durante os procedimentos e no período de recuperação.

    Ambientes que tenham espaços de circulação otimizados, além de jardins ou áreas abertas para espairecer fazem toda a diferença. Além disso, móveis como macas, sofás e cadeiras mais aconchegantes são modificações sutis que deixam esses indivíduos mais satisfeitos.

    Higienização

    Mesmo que esse assunto seja um tanto quanto óbvio quando tratamos de um local tão crítico como o ambiente hospitalar, é importante que os colaboradores estejam atentos a esse princípio durante todo o tempo.

    Qualquer espaço que lida com o cuidado à saúde parte do pressuposto de que os pacientes apresentam um sistema imune mais vulnerável. Levando em consideração essa preocupação, é fundamental que esses ambientes estejam sempre higienizados para que todos os frequentadores se sintam mais seguros e protegidos.

    Os equipamentos complementam a experiência do paciente

    É fato que descansar pode ser particularmente difícil no hospital. Além de o ambiente não ser conhecido, certos barulhos e ruídos que acontecem durante o dia e a noite podem ser um tanto quanto desconfortáveis.

    Além disso, a necessidade de realizar procedimentos de rotina, como coleta de sangue, aferição de pressão arterial e outros exames, tem o potencial de afetar consideravelmente os padrões de sono e descanso. Por isso, procurar por equipamentos e instrumentos hospitalares que tenham soluções integradas desenvolvidas com foco na experiência do paciente pode ser o diferencial do seu hospital.

    Monitores médicos mais precisos, assim como alarmes e ruídos inteligentes devem ser priorizados. Ademais, as inovações tecnológicas em saúde vêm permitindo que cada vez mais dispositivos tenham notificações baseadas em evidências contextuais, o que reduz alarmes desnecessários e proporciona um ambiente mais tranquilo para o descanso.

    A personalização do atendimento finaliza o cuidado à saúde

    Nós mencionamos no início deste artigo a importância do atendimento humanizado, que nada mais é do que unificar as habilidades técnicas e conhecimentos científicos a um tratamento mais humano, junto à compreensão e à empatia que essa relação exige.

    Essa prática vem gerando resultados bastante positivos: além da fidelização ser otimizada, os tratamentos se tornam mais efetivos, uma vez que os pacientes confiam mais nos profissionais da saúde. Veja, a seguir, os principais fatores que integram o atendimento humanizado:

    • Tempo de espera: além de buscar reduzir o tempo de espera e aumentar a disponibilidade de profissionais, é importante que a estética e a arquitetura de recepções e salas de espera impactem positivamente a experiência do usuário;
    • Dúvidas sanadas com cordialidade: não adianta utilizar equipamentos de última geração se o paciente não entende para que os procedimentos são realizados. Nesse contexto, é imprescindível que a equipe saiba sanar dúvidas e reduzir inseguranças com empatia;
    • Opinião do paciente sobre a experiência: as estratégias do atendimento hospitalar podem ser guiadas a partir de feedbacks coletados frequentemente. Questões como habilidade técnica do atendimento, tempo de espera e qualidade dos equipamentos e materiais são ótimos indicadores.

    Exemplo de personalização do atendimento hospitalar

    Quando falamos em atendimento personalizado, um exemplo interessante pode ser observado pelo hospital Marcelino Champagnat, uma instituição de Curitiba que desenvolve estratégias baseadas no modelo Planetree, metodologia que foca o cuidado centrado na experiência do paciente.

    O hospital curitibano começou a implementar medidas especiais nesses quesitos, sendo que uma delas foi deixar livres os horários de visita e autorizar a presença de todos os familiares ou entes queridos durante o período de internação.

    Tais ações podem parecer um tanto quanto ousadas para outras instituições, mas o fato é que pensar em revolucionar a experiência do paciente gera maior envolvimento dessas pessoas com sua saúde e tratamento e, consequentemente, mais sucesso e lucratividade para o hospital.

    Por fim, é importante ressaltar que muitos gestores pensam que determinadas mudanças dentro do hospital parecem difíceis ou até impossíveis de serem implementadas, mas afirmamos que elas são mais fáceis do que se imagina. As ações podem começar da maneira mais simples, coletando informações sobre as preferências e as demandas dos colaboradores e pacientes por meio de uma pesquisa de satisfação, por exemplo.

    A partir daí, é possível planejar, propor e colocar em prática as melhorias que ambos os públicos identificam como necessárias, desenvolvendo estratégias que estruturem processos específicos dentro do hospital. Dessa forma, os colaboradores se tornam mais engajados e capacitados, sendo possível implantar métodos inovadores para otimizar a experiência do paciente.

    Viu como a experiência do paciente é um fator fundamental e relevante dentro do ambiente hospitalar? Agora que você já sabe como começar a implementar um atendimento de excelência, aprofunde seus conhecimentos sobre a importância do Atendimento Humanizado no cuidado à saúde!

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