Gestão de custos para hospitais: como fazer corretamente?

Para que qualquer empreendimento tenha sucesso e seja sustentável, é importante que a organização e o controle financeiro sejam realizados com estruturação e planejamento. Nesse contexto, a gestão de custos para hospitais é fundamental, uma vez que essas instituições apresentam complexidades singulares nos processos de gerenciamento.

Desenvolver uma visão clara de detalhamento dos valores e custos de maneira contínua e eficiente requer muito cuidado e controle estratégico da instituição de saúde. Foi pensando nisso que elaboramos este conteúdo.

Abordaremos diversas dicas práticas a serem implementadas para otimizar a gestão de custos para hospitais, garantindo mais produtividade e previsibilidade no cotidiano do estabelecimento de saúde. Continue acompanhando este post e se torne expert no assunto!

Qual a importância da gestão de custos para hospitais?

Antes de adentrarmos nas principais dicas para fazer um bom gerenciamento dos custos em hospitais, é imprescindível que os colaboradores entendam em que consiste essa gestão e qual a importância que ela representa para qualquer empreendimento.

A gestão de custos se resume em identificar, classificar e organizar os dados relacionados aos gastos de serviços e produtos, transformando essas informações em relatórios padronizados para auxiliar processos fiscais e tomadas de decisão.

Quando tratamos de instituições de saúde, os custos estão relacionados tanto às despesas fixas e mais simples, como água e luz, quanto aos gastos com materiais, o tempo de ociosidade de equipamentos médicos e, até mesmo, os períodos de espera para atendimento de pacientes.

Essas instituições compreendem complexidades peculiares em relação aos custos fixos e variáveis, uma vez que o atendimento hospitalar por si só é uma prestação de serviço. Logo, apenas a compreensão do preço final de produtos e equipamentos não é suficiente.

É em virtude desses fatores que implantar tal gerenciamento apresenta desafios. Além do quadro de profissionais e serviços ser múltiplo, existe um grande volume de dados a ser registrado. Uma gestão eficiente dos custos em hospitais pode ser um passo decisivo para o crescimento do estabelecimento, para a potencialização da margem de rendimento e também para a canalização de investimentos, de modo a otimizar o fluxo de trabalho e aperfeiçoar continuamente os serviços.

Como fazer a gestão de custos para hospitais?

A gestão de custos para os hospitais é um processo decisivo para o alcance de melhores resultados. Um gerenciamento eficiente permite minimizar as glosas e potencializar a canalização de investimentos em alternativas que geram efeitos positivos para a instituição.

Vamos mostrar, a seguir, diversas indicações para fazer a gestão de custos corretamente no estabelecimento de saúde. Confira as dicas que preparamos sobre o assunto!

Identifique e classifique todos os custos do hospital

Considerando que os custos são os valores necessários de investimento para finalizar determinado serviço hospitalar, sua identificação é o primeiro passo para fazer uma gestão com qualidade. A partir disso, é possível classificá-los em diretos e indiretos.

Os custos diretos são aqueles envolvidos diretamente em determinado produto ou serviço, podendo ser identificados em relação à quantidade consumida. Exemplos desse tipo de custo são os medicamentos administrados e o período dos profissionais de saúde.

Já os custos indiretos correspondem àqueles que não podem ser diretamente relacionados ao serviço hospitalar prestado. Por exemplo, a energia elétrica requerida para um centro cirúrgico durante determinadas horas ou a mão de obra de serviços auxiliares.

A soma dos custos indiretos e diretos possibilita, então, que a produção médica seja agregada às despesas operacionais (financeiras, tributárias e administrativas), sendo os serviços médicos entregues ao mercado de acordo com os devidos custos dos processos envolvidos.

Mapeie a cadeia de processos hospitalares

Assim que os custos do hospital são identificados e classificados, é preciso mapear a cadeia de processos. Ou seja, saber exatamente como e onde os recursos disponíveis são aplicados para, então, conseguir examinar todo o serviço com uma visão macro.

Essa prática tem o potencial de levar a estratégias inteligentes, uma vez que a construção de um mapeamento robusto e completo pode nortear tomadas de decisão no ambiente hospitalar e aumentar a previsibilidade de custos com fornecedores.

É importante ressaltar que um mapeamento inteligente requer que os três grupos de valores (custos, despesas e gastos) sejam segmentados corretamente para economizar recursos e otimizar o faturamento.

Minimize os gastos supérfluos

É fato que a qualidade do serviço de saúde prestado aos usuários da organização é uma questão fundamental e deve ser considerada um ponto-chave quando tratamos do gerenciamento hospitalar.

Os gastos se referem aos valores que não estão previstos no planejamento da organização. Dessa maneira, mais do que garantir um serviço de confiabilidade, é fundamental ter um sistema estratégico para otimizar as tomadas de decisão, sobretudo quando o assunto é corte de gastos.

Além de identificar os custos e ter conhecimento de como e onde os recursos são aplicados, é necessário verificar se há gastos supérfluos ou desperdício no hospital. A implementação de protocolos assistenciais, por exemplo, pode verificar se a realização de exames está excessiva e pode ser reduzida.

Compreenda as despesas do hospital

Diferentemente dos custos e gastos, as despesas são os montantes requeridos para a manutenção dos processos internos do hospital e estão diretamente relacionadas à lucratividade e à assistência da instituição de saúde.

Compreender as despesas é imprescindível para realizar a gestão de custos para hospitais de maneira eficiente. O entendimento desses valores auxilia a reconhecer áreas e operações hospitalares que podem ser melhoradas e fortalecidas para gerar resultados cada vez melhores.

Analise o mercado

Uma das vantagens do gerenciamento de custos hospitalares é a possibilidade de calcular os valores de produção para, em seguida, aplicar uma margem de lucro sobre esse montante, com o objetivo de rentabilizar o serviço prestado.

Nesse contexto, a análise de mercado representa a identificação da demanda e do modo como a instituição se posiciona diante dela. Porém, é importante considerar a proposta de valor percebida pelos pacientes, pois o preço dos serviços é referente não somente aos seus custos e à margem de lucro, mas também à forma como ele é valorizado no mercado.

Além disso, é imprescindível escolher os fornecedores com bastante cautela, selecionando empresas sérias e que trabalhem com produtos de qualidade, além de prestar um bom serviço pós-venda. Afinal, muitas vezes o barato sai caro e essa escolha pode fazer toda a diferença.

Os gestores ainda podem usufruir de alguns parâmetros de comparação dentro do segmento hospitalar, como o benchmarking. Conhecer os serviços e a precificação dos concorrentes é uma maneira de garantir a competitividade no mercado e saber se seus custos estão mais baixos ou altos do que deveriam.

Ainda, o faturamento e a lucratividade finais da instituição estão ligados diretamente a uma gestão mais produtiva, assim como o envolvimento dos colaboradores do hospital. Sendo assim, um dos aspectos mais importantes é a integração dos funcionários para que essas pessoas compreendam os custos e contribuam com tomadas de decisão positivas.

Otimize o uso dos recursos

É importante fazer um uso inteligente dos recursos no hospital, visando a minimização dos desperdícios. A proposta é promover economia onde são encontradas aberturas para isso. A energia elétrica, por exemplo, pode ser melhor aproveitada se computadores forem desligados durante pausas e momentos em que não são utilizados. Nesse contexto, destacamos que é necessário promover a conscientização dos colaboradores.

O fluxo de trabalho também pode ser gerenciado de forma mais cuidadosa e otimizada, evitando atrasos. Isso porque o acúmulo de procedimentos fora de pontualidade pode prejudicar a logística da instituição e a produtividade.

Destacamos também que é essencial contar com políticas de confirmação de consultas e exames, evitando as faltas que podem ser muito dispendiosas. Outra maneira de otimização é investir em equipamentos mais modernos e tecnologias em saúde, que em geral, consomem menos energia elétrica. Há dispositivos também que captam o material e enviam os conteúdos diretamente para o computador, o que evita custos com filmes radiológicos, impressões e revelação.

Conte com a ajuda da tecnologia

Há uma série de tecnologias no mercado que podem contribuir para uma boa gestão de custos no hospital. Os softwares de gestão, por exemplo, permitem controlar e organizar a informação com precisão e qualidade, de forma integrada e eficiente. Dessa forma, é mais fácil gerenciar os processos, gerando um fluxo de trabalho mais efetivo e a redução das glosas.

A comunicação também pode ser otimizada com apoio das soluções informatizadas. Isso permite minimizar erros e desencontros de informação, o que evita desperdícios.

Além disso, conforme mencionamos, equipamentos mais modernos podem se integrar a outras tecnologias e operar com maior eficiência energética. Isso permite poupar recursos, possibilitando uma canalização de investimentos em outras demandas.

Defina as prioridades financeiras

Uma instituição de saúde apresenta uma série de necessidades, demandando investimentos e uma avaliação cuidadosa para a canalização adequada dos recursos. Os aspectos devem ser elencados em uma lista de prioridades, com constantes avaliações sobre quais itens devem vir em primeiro lugar e quais aspectos podem ser analisados em outro momento.

A proposta não é ficar adiando a resolução dos problemas, mas sim tomar as providências corretas em tempo adequado. Os custos de manutenção de um hospital são muitos, sendo necessário avaliar cada demanda com cuidado, para evitar a sobrecarga das finanças.

Padronize os processos

A padronização de processos é a criação de protocolos específicos para cada demanda, gerando mais uniformidade para o fluxo de trabalho. Ela contribui para melhorar a agilidade de resposta e para potencializar o desempenho da instituição.

Isso significa que o hospital vai ter procedimentos mais rápidos e um uso mais efetivo do tempo. Dessa forma, é possível atender mais pacientes mantendo a boa qualidade e minimizando equívocos e atrasos.

Contrate profissionais com experiência e invista na capacitação da equipe

Contar com uma equipe capacitada é fundamental para garantir a qualidade dos procedimentos e a credibilidade da instituição. Nesse contexto, é necessário realizar contratações com muita atenção, buscando profissionais com os conhecimentos necessários e que tenham um perfil adequado às exigências do estabelecimento.

Outra medida essencial é buscar capacitar a equipe. Os treinamentos e práticas de formação contribuem para aumento da bagagem de conhecimentos e para a consolidação de saber teórico-prático na rotina hospitalar. Dessa forma, é possível fortalecer a rede de atendimento, aumentar a confiança do paciente e incentivar os colaboradores com os processos de aprendizagem.

Tenha equipamentos de boa qualidade

Contar com um parque de aparelhos de alta tecnologia e qualidade é essencial para a credibilidade da instituição e para uma gestão adequada dos custos. Equipamentos de desempenho inferior apresentam defeitos com facilidade e demandam manutenções corretivas com frequência, o que pode ser muito caro em longo prazo.

Além disso, é necessário destacar que aparelhos de baixa qualidade estão suscetíveis a falhas durante o uso, o que pode gerar uma série de problemas. O paciente pode ser seriamente prejudicado ou colocado em risco. Além disso, a agenda e a logística hospitalar são afetadas negativamente.

Para evitar imprevistos como esses, aposte em equipamentos de fornecedores de confiança, sempre avaliando a qualidade e a relação custo-benefício, e submeta os dispositivos à higienização e revisão com frequência.

Faça manutenções preventivas dos equipamentos

As manutenções corretivas são aquelas em que o equipamento tem algum dano e passa pela revisão e conserto. Em geral, ela exige a parada do fluxo de trabalho, tendo que ser realizada às pressas para minimizar os prejuízos na rotina. Além de ser arriscada, ela é cara, já que não há possibilidade de pesquisas de preços e avaliações. Conforme mencionamos, em alguns casos ela pode oferecer risco ao paciente.

A manutenção preventiva é mais barata, econômica, sendo realizada de forma planejada. Ela garante segurança e evita que os imprevistos aconteçam. A qualquer sinal de peça defeituosa ou ponto disfuncional, o técnico realiza as substituições, evitando problemas. A agenda pode ser manejada adequadamente, para que o fluxo de trabalho continue e os horários de consultas e procedimentos não sejam prejudicados. Além disso, a manutenção preventiva de aparelhos médicos permite aumentar a vida útil da máquina, o que é positivo para a gestão de custos em longo prazo.

Quais são as consequências de não se preocupar com a gestão de custos em hospitais?

Não dedicar a atenção necessária para a gestão de custos em hospitais pode prejudicar os resultados da instituição. Sem esse gerenciamento, os processos se tornam ineficientes, com muitas falhas, além de má distribuição do fluxo de trabalho e imprevistos. Além disso, a agenda fica desorganizada, incluindo muitos atrasos e com muito tempo de ociosidade para profissionais. Isso consolida uma imagem negativa diante do paciente, diminuindo a confiança dele no hospital.

Com uma gestão de custos eficiente, é possível melhorar a qualidade dos processos, minimizar glosas e desenvolver uma imagem sólida no mercado. Os planejamentos são concretizados em ações produtivas, sendo o bem-estar do paciente colocado em primeiro lugar.

É fato que existem grandes desafios na gestão de custos para hospitais, sobretudo no gerenciamento de valores antigos e novos das instituições de saúde. Porém, o conhecimento dos detalhes de cada um desses valores — como custos, despesas e gastos —, é imprescindível para que essas organizações mantenham o padrão de qualidade de recursos, serviços e atendimento.

O que você achou dessas dicas? Acha que consegue implementá-las para uma melhor gestão de custos no hospital em que você trabalha? Aproveite e compartilhe este conteúdo com seus colegas nas redes sociais!

Fique por dentro das nossas novidades!

    Veja também
    Veja os 6 principais desafios no setor de compras e como superá-los

    Contar com parceiros que atendam à qualidade desejada, com uma boa relação custo-benefício e que entreguem em um prazo razoável — ou seja, sem comprometer a rotina da sua clínica ou hospital — são alguns dos desafios no setor de compras.

    Profissionais desse departamento precisam estar de olho na gestão de estoques e ainda ter jogo de cintura e estratégia para negociar e conseguir atender às necessidades da instituição sem estourar o orçamento.

    Como se vê, não é uma tarefa nada fácil. Quer entender melhor os 6 principais desafios no setor de compras e as formas de superá-los? Acompanhe o nosso post!

    1. Selecionar bons fornecedores

    A primeira dificuldade do setor de compras consiste em encontrar bons fornecedores. Nesse caso, é fundamental que o profissional, antes de adquirir qualquer produto, avalie a qualidade, tecnologia a empregada, a reputação da empresa e seu tempo de mercado. Caso seja possível, é importante também pedir referência sobre o fornecedor para outros colegas da área.

    Escolher o fornecedor com critério é essencial, principalmente para itens que demandam um investimento alto, como equipamentos médicos. Assim, é necessário se certificar, principalmente, do atendimento pós-venda — como o suporte em caso de falhas e a realização de possíveis manutenções. Isso ajuda a evitar a paralisação das atividades de uma clínica ou hospital, que traria prejuízos e aborrecimentos.

    É fundamental ter, também, uma empresa fornecedora que cumpra os prazos de entrega e que possa garantir um fornecimento rápido de produtos em casos mais extremos — especialmente quando se trata de medicamentos e materiais hospitalares.

    2. Conseguir boas estratégias de negociação

    Quando o assunto envolve compra, independentemente do ramo da empresa, é imprescindível ter boas estratégias de negociação. Assim, o profissional desse departamento deve saber como negociar valores, prazos e outras condições de pagamento — sempre de acordo com a quantidade acertada ou, até mesmo, com o histórico de compras que ele tem com determinado fornecedor.

    É possível chegar a uma negociação em que os dois lados saiam ganhando: a empresa fornecedora concretiza uma venda grande e sua instituição consegue um desconto ou prazo maior de pagamento, por exemplo. Fazer uma transação em que as duas partes têm vantagens pode, inclusive, incentivar aquisições futuras com a mesma empresa.

    Negociar com o gestor

    Quando o produto ou equipamento que precisa ser adquirido está em desacordo com o orçamento disponível, é importante que o profissional do setor de compras saiba negociar também com seu próprio gestor, demonstrando a necessidade do item e o custo envolvido.

    3. Conciliar as compras com a gestão de estoque

    O setor de compras deve trabalhar em sinergia com a gestão de estoque. Assim, seus profissionais saberão exatamente o que precisa ser comprado e em qual quantidade, de modo a evitar prejuízos ou perdas, no caso de produtos vencidos.

    Como fazer isso? É preciso que o estoque catalogue todos os produtos e registre todas as entradas e saídas com um sistema automatizado. Dessa forma, o setor de compras consegue atender à demanda, evitando a falta de materiais ou a compra de itens que ainda estão estocados.

    Com essas informações, é possível fazer também um planejamento de compra, o que pode ajudar na hora de realizar uma pesquisa de preços com mais tempo ou de conseguir uma boa negociação com o fornecedor.

    Fazer um controle de saída dos produtos tem reflexo também no uso correto que se faz desses itens — visto que é possível detectar, por exemplo, que um funcionário está desperdiçando ou usando em excesso algum material.

    Aliás, o setor de vendas também pode conscientizar as equipes em relação ao uso dos materiais a fim de evitar prejuízos.

    4. Dimensionar as quantidades adequadas

    Conseguir acompanhar o fluxo de materiais no estoque é necessário para que o setor de compras saiba dimensionar as quantidades adequadas que devem ser adquiridas.

    Comprar demais pode gerar gastos desnecessários, causar a perda de produtos ou a falta de espaço de armazenamento. Por outro lado, a aquisição de uma quantidade inferior à demanda prejudica o andamento dos trabalhos da clínica médica ou do hospital e o atendimento aos pacientes.

    Dessa forma, um dos desafios no setor de compras é justamente orquestrar os pedidos com a quantidade correta e de acordo com as necessidades da instituição.

    5. Encontrar o melhor custo-benefício

    O que define se um produto tem alto ou baixo custo? Somente a pesquisa de preço entre os fornecedores? Ou os diferenciais do item? Diante desses questionamentos, um dos desafios no setor de compras é justamente encontrar a melhor relação custo-benefício na aquisição de equipamentos e materiais.

    Dessa forma, o profissional deve avaliar a marca do item, sua qualidade, durabilidade, tecnologia e os custos envolvidos com manutenções (no caso de equipamentos médicos).

    No custo-benefício, há outros critérios que também estão envolvidos, como a entrega em menor prazo, além de boas condições de pagamento ou, ainda, a possibilidade de financiamento em transações que envolvam um investimento maior.

    6. Transformar a relação comercial em boas parcerias com fornecedores

    O setor de vendas deve trabalhar para conseguir boas negociações, que permitam adquirir itens de melhor qualidade com o menor custo, de modo a equilibrar o orçamento da instituição. No entanto, apesar de ser uma relação estritamente comercial, a clínica médica ou o hospital pode estabelecer parcerias de confiança com as empresas fornecedoras de materiais e equipamentos.

    É claro que essa relação só deve ser construída com fornecedores que prezam pelo bom atendimento — o que inclui comprometimento com o que ficou acertado na venda.

    A parceria é importante para conseguir materiais com custos menores, agilidade no atendimento e nos prazos de entrega, além de condições de pagamento mais vantajosas.

    Os desafios no setor de compras estão estritamente relacionados à saúde financeira da clínica ou hospital. Dessa maneira, o profissional deve saber como negociar e dar preferência para empresas fornecedoras de referência, que trabalhem com produtos de primeira linha e que prezem pela qualidade do atendimento.

    Gostou das informações que trouxemos neste post? Então acompanhe também os 7 erros mais comuns na gestão de hospitais que você precisa evitar!

    LEIA MAIS
    Saiba como ser mais eficiente na gestão de estoque em hospitais

    A gestão de estoque em hospitais de medicamentos, produtos diversos e equipamentos é de extrema importância. Ter uma boa gerência nessa área é garantir que nenhum paciente vai passar por alguma dificuldade estrutural durante o período de tratamento ou internação.

    Hospitais que não mantêm uma boa direção nesse departamento são frequentemente criticados, principalmente os públicos, em que esse tipo de problema de falta de estoque é muito visto em meios de comunicação.

    Por isso, se você gerencia ou é dono de um hospital ou de uma clínica privada, deve ficar muito atento para poder gerir de forma correta todos os produtos e remédios que estejam no estoque para que não corra o risco de algum deles acabar e não haver meios de reposição de forma imediata.

    Para entender como fazer uma boa gestão de todo o estoque de um hospital, este texto vai oferecer algumas dicas essenciais de técnicas de gerenciamento. Confira todas elas nos próximos tópicos para que os seus pacientes tenham certeza da seriedade do seu trabalho!

    Faça um check-list de todos os produtos

    A primeira dica é a mais importante, porque, sem ela, fica muito difícil ter o controle sobre tudo que é usado e estocado em um hospital. São muitos os produtos, os medicamentos, os equipamentos e os suprimentos — não dá para guardar tudo de cabeça. Por isso, você tem que fazer um check-list detalhado, com tudo que precisa ter em estoque e a quantidade necessária de cada item para não enfrentar problemas.

    Acompanhe o consumo dos itens

    Com o check-list pronto, você vai ter um controle maior do estoque para poder analisá-lo e repor o que for necessário todos os dias. Isso deve ser feito pelo seu acompanhamento de consumo de todos os itens presentes no hospital. Por exemplo: há 10 mil pacotes de esparadrapo disponíveis que são usados, normalmente, em uma semana. Antes de essa quantidade chegar aos 5 mil, você precisa comprar mais esparadrapo para repor o estoque e não deixar faltar.

    Essa avaliação deve ser feita com todos os produtos necessários para o bom funcionamento do hospital, desde a gaze até o oxigênio utilizado nas internações e cirurgias.

    Armazene corretamente os produtos

    Outra questão de extrema importância na gestão de estoque é a forma como os produtos estão armazenados. Assim como um site ou uma loja, o hospital precisa ter usabilidade, ou seja, ser de fácil uso. Para ter essa formação intuitiva, a organização do estoque é essencial.

    Você pode usar diversas técnicas para guardar os equipamentos, produtos e medicamentos, desde que façam sentido e que todos os profissionais do hospital entendam essa organização e não percam tempo ao procurar algo na área de armazenagem de itens.

    Deixe o ambiente limpo e organizado

    Organização não é apenas dividir os produtos por área, ordem alfabética, importância de uso ou outras técnicas para categorizar a disposição dos itens em um estoque de hospital. Na verdade, constitui-se também da limpeza, da arrumação, da checagem de datas de validade e de várias outras etapas muito importantes para quem gerencia essa área essencial de uma instituição de saúde.

    Manter o ambiente limpo e organizado é dever da administração hospitalar. Do contrário, isso vai atrapalhar o trabalho dos enfermeiros, farmacêuticos e médicos e, em caso de fiscalização, pode gerar multa e até o fechamento do hospital, a depender do quão desarrumada e suja estiver a área de estoque.

    Descubra os erros na gestão de estoque em hospitais

    A única forma de não cometer os mesmos erros por mais de uma vez é descobrindo o que foi feito de forma equivocada, anotando, guardando essa informação, estudando como deve ser feito corretamente e, assim, não errando mais.

    O erro no gerenciamento de estoque pode acabar com a reputação de um hospital, clínica ou outra organização de saúde. Por isso, é preciso ficar bem atento. Pode-se, claro, cometer um erro por uma vez, mas a segunda já é completamente evitável. Preste muita atenção nisso, principalmente na organização, na limpeza e na administração da quantidade de produtos existentes no estoque.

    Use a tecnologia para ajudá-lo

    Se você quer fazer uma gestão eficiente e profissional, é muito necessário o uso da tecnologia. Softwares e aplicativos vão tornar o seu trabalho muito mais organizado e também mais fácil. Existem dezenas de possibilidades nesse mercado de produtos que vão deixar a sua gestão de estoque hospitalar perfeita e sem erros.

    Claro que você precisa ser treinado em cada um desses programas, bem como toda a equipe do hospital, para que tudo funcione da forma correta, a fim de garantir que os produtos, medicamentos e equipamentos estejam sempre muito bem organizados e repostos nos momentos certos.

    Com o treinamento feito, passa-se um período de adaptação, até que o sistema tecnológico seja plenamente implementado, e o seu trabalho como gestor, então, será bastante facilitado, além de tornar-se mais eficiente, cuidadoso e responsável. A inovação está aí para melhorar a vida de todos e é para esse fim que ela deve ser usada.

    Com essas dicas, você vai conseguir dar um norte ao seu trabalho na gerência dos produtos estocados no hospital. Faça tudo com tranquilidade, sempre com muito planejamento e estratégia antes de seguir a execução do serviço. Leia bastante, faça cursos, aprimore o seu currículo para que você consiga oferecer um excelente serviço e faça com que o hospital seja uma referência em cuidado ao paciente.

    A gestão de estoques em hospitais é questão de primeira necessidade. Sem ela, o hospital não funciona, tudo dá errado, os problemas surgem e a instituição perde toda a credibilidade que demorou anos para conquistar. É um trabalho de certa pressão, mas de alta precisão — sem ele, um hospital ou uma clínica sequer funcionam.

    Caso tenha gostado deste texto e queira receber mais informações a respeito do trabalho dentro de um hospital, de otimização de serviços, do uso correto de equipamentos, do controle, da higiene e da organização, assine a nossa newsletter e receba, no seu e-mail, diversos conteúdos do seu interesse. Com certeza, você vai gostar bastante de ter essas informações para poder usá-las quando bem entender.

    LEIA MAIS
    Negociação com fornecedores: conheça 7 estratégias arrasadoras

    Um dos aspectos mais importantes da gestão de um negócio é a negociação com fornecedores. No entanto, para muitos profissionais, ela pode ser um desafio.

    Uma negociação malfeita pode elevar o preço final dos seus produtos ou serviços, impactando todo o seu negócio. Porém, temos que lembrar que dificilmente a relação de sua empresa com o fornecedor se encerrará após uma transação, por isso é muito importante investir nessa parceria.

    Manter uma relação saudável com os fornecedores é o que vai garantir a flexibilidade para negociar preços, prazos e outros detalhes do contrato em uma hora de aperto. Essa margem é fundamental para gerir um negócio ou um departamento.

    Pensando nisso, listamos 7 estratégias para você aprender ou melhorar a sua negociação com fornecedores. Acompanhe!

    1. Definir uma estratégia

    Antes de iniciar uma negociação, seja de preço ou de prazo, é importante definir uma estratégia, em vez de sair pleiteando benefícios. Pense em qual será a sua abordagem e se mantenha focado em seu objetivo durante a conversa.

    Uma tática possível é deixar que o outro inicie a negociação, enquanto você reúne mais elementos sobre o cenário dele. Outra opção é mirar no seu valor alvo e forçar a situação até abrir a negociação. No entanto, para chegar a esse momento, é preciso de preparar. Avalie as suas necessidades e saiba que argumentos usará para evitar que o fornecedor imponha as condições de fechamento.

    2. Tenha um plano B

    Ficar na mão do fornecedor é uma péssima ideia, por isso é fundamental ter uma carta na manga, um plano B. Qual será o caminho se a negociação não for fechada, há outras opções no mercado? É possível substituir o produto?

    Quanto mais e melhores alternativas, maior o seu poder de barganha. Sendo assim, antes da negociação, faça o dever de casa, estude o mercado e elabore um plano B. Mas lembre-se, o foco deve ser o sucesso na negociação, ou seja, atingir o objetivo da empresa, e não a disputa de posição.

    Se há poucos fornecedores para o produto em negociação, sua posição fica mais vulnerável. Nesse caso, é preciso inovar para encontrar soluções alternativas, logo, se preparar antes da negociação é imprescindível.

    3. Fazer contratos de longo prazo

    Existem diversas situações em que é vantajoso fechar contratos mais longos. Por exemplo, quando se trata de um produto de uso frequente, é importante não correr o risco de descontinuar o contrato e ficar sem o item.

    Por outro lado, também é uma forma de não perder o fornecedor para a concorrência. De qualquer jeito, contratos mais duradouros dão segurança ao fornecedor, que em contrapartida pode garantir a não alteração dos valores, independentemente da variação de preço do produto.

    4. Estabelecer uma relação de parceria

    Apostar em uma relação mais próxima é garantia de benefícios para ambos os lados, tornando as negociações mais leves e confortáveis, sem disputas. Criar um elo de confiança confere mais flexibilidade à relação comercial, em se tratando de prazos, quantidades e preço, por exemplo.

    Nesse sentido, é importante sinalizar o interesse em que ambos se beneficiem, inclusive realizar concessões na busca por um ganha-ganha. Fechar um contrato exclusivo, por exemplo, pode ser uma boa estratégia. Nesse caso, é essencial estreitar os laços, seja com visitas ou reuniões periódicas.

    Fomentar o relacionamento com um fornecedor é garantir a tranquilidade na negociação com ele. Além disso, a proximidade dessa relação propicia a troca de informações, o que também abre mais possibilidades e permite mais liberdade nas negociações.

    5. Barganhar

    Já mencionamos a importância de pesquisar o mercado e ter outras opções em mente. E de fato, no momento da negociação, é primordial comparar as alternativas, listando os prós e contras de cada escolha para fechar o melhor negócio.

    De posse dessas informações e do levantamento de suas necessidades, você tem estofo para barganhar por melhores condições, apresentar objeções a condições desfavoráveis e conseguir melhores prazos, preços e formas de pagamento.

    No entanto, não se deve pressionar demais, quebrando o clima de confiança que foi criado. Lembre-se de que, assim como você, o outro lado também reuniu informações acerca de seus possíveis clientes, e pode abrir mão do relacionamento com a sua empresa.

    6. Alinhar visões de mercado

    É essencial que comprador e fornecedor estejam alinhados quanto à visão de mercado, de forma que um compreenda a proposta de valor do outro.

    Quando o fornecedor conhece as particularidades do mercado no qual a empresa está inserida, é mais provável que ele compreenda as exigências, podendo até fazer uma oferta melhor. O mesmo vale para a empresa que entende bem a realidade do fornecedor, tendo mais possibilidades para negociar.

    Além disso, esse alinhamento permite que ambos possam se desenvolver estrategicamente, cumprindo o padrão de qualidade e os princípios éticos. Assim, evitam-se polêmicas e desconfortos em virtude de um comportamento inadequado segundo a política da empresa.

    7. Não se deixar levar pela emoção

    Nunca deixe a emoção falar mais alto. Em uma negociação, é preciso ser o mais racional possível para não correr o risco de errar. Ao deixar transparecer medo, raiva ou qualquer sentimento do gênero, você se mostrará vulnerável, enquanto o outro se sentirá fortalecido e mais confiante.

    Por isso, cerque-se de informações precisas e prepare-se para o momento. Quanto mais preparado, maiores as chances de manter-se equilibrado, com o lado emocional sob controle. Assim fica mais fácil se comunicar com clareza e sobretudo captar corretamente as questões colocadas pelo fornecedor.

    Ao seguir essas estratégias, aumentam as suas chances de conseguir êxito na negociação com fornecedores e obter a compra a um melhor custo-benefício. Com um pouco de habilidade, é possível conseguir condições mais favoráveis que podem fazer a diferença, além de garantir a qualidade necessária para atender ao alto padrão exigido pelo seu público final.

    Esperamos que essas dicas sejam muito úteis para o seu dia a dia no contato com fornecedores. Agora que tal aprender mais? Acreditamos que esta leitura também deve lhe interessar: 4 dicas para ter um controle financeiro na sua clínica.

    LEIA MAIS
    Gostou? Compartilhe este artigo!
    Conecte-se com a Medicalway
    Fique por dentro das nossas novidades!

      Filiais
      Rio Grande do Sul
      (51) 3209-0813
       
      Santa Catarina
      (47) 99187-8805
      © 2022 Medicalway Equipamentos Médicos LTDA. Todos os diretos reservados | CNPJ: 02.949.582/0001-82
      Desenvolvido por Fresh Lab - Agência  de Marketing Digital
      crossarrow-right-circle linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram