Gestão de custos para hospitais: como fazer corretamente?

Para que qualquer empreendimento tenha sucesso e seja sustentável, é importante que a organização e o controle financeiro sejam realizados com estruturação e planejamento. Nesse contexto, a gestão de custos para hospitais é fundamental, uma vez que essas instituições apresentam complexidades singulares nos processos de gerenciamento.

Desenvolver uma visão clara de detalhamento dos valores e custos de maneira contínua e eficiente requer muito cuidado e controle estratégico da instituição de saúde. Foi pensando nisso que elaboramos este conteúdo.

Abordaremos diversas dicas práticas a serem implementadas para otimizar a gestão de custos para hospitais, garantindo mais produtividade e previsibilidade no cotidiano do estabelecimento de saúde. Continue acompanhando este post e se torne expert no assunto!

Qual a importância da gestão de custos para hospitais?

Antes de adentrarmos nas principais dicas para fazer um bom gerenciamento dos custos em hospitais, é imprescindível que os colaboradores entendam em que consiste essa gestão e qual a importância que ela representa para qualquer empreendimento.

A gestão de custos se resume em identificar, classificar e organizar os dados relacionados aos gastos de serviços e produtos, transformando essas informações em relatórios padronizados para auxiliar processos fiscais e tomadas de decisão.

Quando tratamos de instituições de saúde, os custos estão relacionados tanto às despesas fixas e mais simples, como água e luz, quanto aos gastos com materiais, o tempo de ociosidade de equipamentos médicos e, até mesmo, os períodos de espera para atendimento de pacientes.

Essas instituições compreendem complexidades peculiares em relação aos custos fixos e variáveis, uma vez que o atendimento hospitalar por si só é uma prestação de serviço. Logo, apenas a compreensão do preço final de produtos e equipamentos não é suficiente.

É em virtude desses fatores que implantar tal gerenciamento apresenta desafios. Além do quadro de profissionais e serviços ser múltiplo, existe um grande volume de dados a ser registrado. Uma gestão eficiente dos custos em hospitais pode ser um passo decisivo para o crescimento do estabelecimento, para a potencialização da margem de rendimento e também para a canalização de investimentos, de modo a otimizar o fluxo de trabalho e aperfeiçoar continuamente os serviços.

Como fazer a gestão de custos para hospitais?

A gestão de custos para os hospitais é um processo decisivo para o alcance de melhores resultados. Um gerenciamento eficiente permite minimizar as glosas e potencializar a canalização de investimentos em alternativas que geram efeitos positivos para a instituição.

Vamos mostrar, a seguir, diversas indicações para fazer a gestão de custos corretamente no estabelecimento de saúde. Confira as dicas que preparamos sobre o assunto!

Identifique e classifique todos os custos do hospital

Considerando que os custos são os valores necessários de investimento para finalizar determinado serviço hospitalar, sua identificação é o primeiro passo para fazer uma gestão com qualidade. A partir disso, é possível classificá-los em diretos e indiretos.

Os custos diretos são aqueles envolvidos diretamente em determinado produto ou serviço, podendo ser identificados em relação à quantidade consumida. Exemplos desse tipo de custo são os medicamentos administrados e o período dos profissionais de saúde.

Já os custos indiretos correspondem àqueles que não podem ser diretamente relacionados ao serviço hospitalar prestado. Por exemplo, a energia elétrica requerida para um centro cirúrgico durante determinadas horas ou a mão de obra de serviços auxiliares.

A soma dos custos indiretos e diretos possibilita, então, que a produção médica seja agregada às despesas operacionais (financeiras, tributárias e administrativas), sendo os serviços médicos entregues ao mercado de acordo com os devidos custos dos processos envolvidos.

Mapeie a cadeia de processos hospitalares

Assim que os custos do hospital são identificados e classificados, é preciso mapear a cadeia de processos. Ou seja, saber exatamente como e onde os recursos disponíveis são aplicados para, então, conseguir examinar todo o serviço com uma visão macro.

Essa prática tem o potencial de levar a estratégias inteligentes, uma vez que a construção de um mapeamento robusto e completo pode nortear tomadas de decisão no ambiente hospitalar e aumentar a previsibilidade de custos com fornecedores.

É importante ressaltar que um mapeamento inteligente requer que os três grupos de valores (custos, despesas e gastos) sejam segmentados corretamente para economizar recursos e otimizar o faturamento.

Minimize os gastos supérfluos

É fato que a qualidade do serviço de saúde prestado aos usuários da organização é uma questão fundamental e deve ser considerada um ponto-chave quando tratamos do gerenciamento hospitalar.

Os gastos se referem aos valores que não estão previstos no planejamento da organização. Dessa maneira, mais do que garantir um serviço de confiabilidade, é fundamental ter um sistema estratégico para otimizar as tomadas de decisão, sobretudo quando o assunto é corte de gastos.

Além de identificar os custos e ter conhecimento de como e onde os recursos são aplicados, é necessário verificar se há gastos supérfluos ou desperdício no hospital. A implementação de protocolos assistenciais, por exemplo, pode verificar se a realização de exames está excessiva e pode ser reduzida.

Compreenda as despesas do hospital

Diferentemente dos custos e gastos, as despesas são os montantes requeridos para a manutenção dos processos internos do hospital e estão diretamente relacionadas à lucratividade e à assistência da instituição de saúde.

Compreender as despesas é imprescindível para realizar a gestão de custos para hospitais de maneira eficiente. O entendimento desses valores auxilia a reconhecer áreas e operações hospitalares que podem ser melhoradas e fortalecidas para gerar resultados cada vez melhores.

Analise o mercado

Uma das vantagens do gerenciamento de custos hospitalares é a possibilidade de calcular os valores de produção para, em seguida, aplicar uma margem de lucro sobre esse montante, com o objetivo de rentabilizar o serviço prestado.

Nesse contexto, a análise de mercado representa a identificação da demanda e do modo como a instituição se posiciona diante dela. Porém, é importante considerar a proposta de valor percebida pelos pacientes, pois o preço dos serviços é referente não somente aos seus custos e à margem de lucro, mas também à forma como ele é valorizado no mercado.

Além disso, é imprescindível escolher os fornecedores com bastante cautela, selecionando empresas sérias e que trabalhem com produtos de qualidade, além de prestar um bom serviço pós-venda. Afinal, muitas vezes o barato sai caro e essa escolha pode fazer toda a diferença.

Os gestores ainda podem usufruir de alguns parâmetros de comparação dentro do segmento hospitalar, como o benchmarking. Conhecer os serviços e a precificação dos concorrentes é uma maneira de garantir a competitividade no mercado e saber se seus custos estão mais baixos ou altos do que deveriam.

Ainda, o faturamento e a lucratividade finais da instituição estão ligados diretamente a uma gestão mais produtiva, assim como o envolvimento dos colaboradores do hospital. Sendo assim, um dos aspectos mais importantes é a integração dos funcionários para que essas pessoas compreendam os custos e contribuam com tomadas de decisão positivas.

Otimize o uso dos recursos

É importante fazer um uso inteligente dos recursos no hospital, visando a minimização dos desperdícios. A proposta é promover economia onde são encontradas aberturas para isso. A energia elétrica, por exemplo, pode ser melhor aproveitada se computadores forem desligados durante pausas e momentos em que não são utilizados. Nesse contexto, destacamos que é necessário promover a conscientização dos colaboradores.

O fluxo de trabalho também pode ser gerenciado de forma mais cuidadosa e otimizada, evitando atrasos. Isso porque o acúmulo de procedimentos fora de pontualidade pode prejudicar a logística da instituição e a produtividade.

Destacamos também que é essencial contar com políticas de confirmação de consultas e exames, evitando as faltas que podem ser muito dispendiosas. Outra maneira de otimização é investir em equipamentos mais modernos e tecnologias em saúde, que em geral, consomem menos energia elétrica. Há dispositivos também que captam o material e enviam os conteúdos diretamente para o computador, o que evita custos com filmes radiológicos, impressões e revelação.

Conte com a ajuda da tecnologia

Há uma série de tecnologias no mercado que podem contribuir para uma boa gestão de custos no hospital. Os softwares de gestão, por exemplo, permitem controlar e organizar a informação com precisão e qualidade, de forma integrada e eficiente. Dessa forma, é mais fácil gerenciar os processos, gerando um fluxo de trabalho mais efetivo e a redução das glosas.

A comunicação também pode ser otimizada com apoio das soluções informatizadas. Isso permite minimizar erros e desencontros de informação, o que evita desperdícios.

Além disso, conforme mencionamos, equipamentos mais modernos podem se integrar a outras tecnologias e operar com maior eficiência energética. Isso permite poupar recursos, possibilitando uma canalização de investimentos em outras demandas.

Defina as prioridades financeiras

Uma instituição de saúde apresenta uma série de necessidades, demandando investimentos e uma avaliação cuidadosa para a canalização adequada dos recursos. Os aspectos devem ser elencados em uma lista de prioridades, com constantes avaliações sobre quais itens devem vir em primeiro lugar e quais aspectos podem ser analisados em outro momento.

A proposta não é ficar adiando a resolução dos problemas, mas sim tomar as providências corretas em tempo adequado. Os custos de manutenção de um hospital são muitos, sendo necessário avaliar cada demanda com cuidado, para evitar a sobrecarga das finanças.

Padronize os processos

A padronização de processos é a criação de protocolos específicos para cada demanda, gerando mais uniformidade para o fluxo de trabalho. Ela contribui para melhorar a agilidade de resposta e para potencializar o desempenho da instituição.

Isso significa que o hospital vai ter procedimentos mais rápidos e um uso mais efetivo do tempo. Dessa forma, é possível atender mais pacientes mantendo a boa qualidade e minimizando equívocos e atrasos.

Contrate profissionais com experiência e invista na capacitação da equipe

Contar com uma equipe capacitada é fundamental para garantir a qualidade dos procedimentos e a credibilidade da instituição. Nesse contexto, é necessário realizar contratações com muita atenção, buscando profissionais com os conhecimentos necessários e que tenham um perfil adequado às exigências do estabelecimento.

Outra medida essencial é buscar capacitar a equipe. Os treinamentos e práticas de formação contribuem para aumento da bagagem de conhecimentos e para a consolidação de saber teórico-prático na rotina hospitalar. Dessa forma, é possível fortalecer a rede de atendimento, aumentar a confiança do paciente e incentivar os colaboradores com os processos de aprendizagem.

Tenha equipamentos de boa qualidade

Contar com um parque de aparelhos de alta tecnologia e qualidade é essencial para a credibilidade da instituição e para uma gestão adequada dos custos. Equipamentos de desempenho inferior apresentam defeitos com facilidade e demandam manutenções corretivas com frequência, o que pode ser muito caro em longo prazo.

Além disso, é necessário destacar que aparelhos de baixa qualidade estão suscetíveis a falhas durante o uso, o que pode gerar uma série de problemas. O paciente pode ser seriamente prejudicado ou colocado em risco. Além disso, a agenda e a logística hospitalar são afetadas negativamente.

Para evitar imprevistos como esses, aposte em equipamentos de fornecedores de confiança, sempre avaliando a qualidade e a relação custo-benefício, e submeta os dispositivos à higienização e revisão com frequência.

Faça manutenções preventivas dos equipamentos

As manutenções corretivas são aquelas em que o equipamento tem algum dano e passa pela revisão e conserto. Em geral, ela exige a parada do fluxo de trabalho, tendo que ser realizada às pressas para minimizar os prejuízos na rotina. Além de ser arriscada, ela é cara, já que não há possibilidade de pesquisas de preços e avaliações. Conforme mencionamos, em alguns casos ela pode oferecer risco ao paciente.

A manutenção preventiva é mais barata, econômica, sendo realizada de forma planejada. Ela garante segurança e evita que os imprevistos aconteçam. A qualquer sinal de peça defeituosa ou ponto disfuncional, o técnico realiza as substituições, evitando problemas. A agenda pode ser manejada adequadamente, para que o fluxo de trabalho continue e os horários de consultas e procedimentos não sejam prejudicados. Além disso, a manutenção preventiva de aparelhos médicos permite aumentar a vida útil da máquina, o que é positivo para a gestão de custos em longo prazo.

Quais são as consequências de não se preocupar com a gestão de custos em hospitais?

Não dedicar a atenção necessária para a gestão de custos em hospitais pode prejudicar os resultados da instituição. Sem esse gerenciamento, os processos se tornam ineficientes, com muitas falhas, além de má distribuição do fluxo de trabalho e imprevistos. Além disso, a agenda fica desorganizada, incluindo muitos atrasos e com muito tempo de ociosidade para profissionais. Isso consolida uma imagem negativa diante do paciente, diminuindo a confiança dele no hospital.

Com uma gestão de custos eficiente, é possível melhorar a qualidade dos processos, minimizar glosas e desenvolver uma imagem sólida no mercado. Os planejamentos são concretizados em ações produtivas, sendo o bem-estar do paciente colocado em primeiro lugar.

É fato que existem grandes desafios na gestão de custos para hospitais, sobretudo no gerenciamento de valores antigos e novos das instituições de saúde. Porém, o conhecimento dos detalhes de cada um desses valores — como custos, despesas e gastos —, é imprescindível para que essas organizações mantenham o padrão de qualidade de recursos, serviços e atendimento.

O que você achou dessas dicas? Acha que consegue implementá-las para uma melhor gestão de custos no hospital em que você trabalha? Aproveite e compartilhe este conteúdo com seus colegas nas redes sociais!

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    Primeiros passos para abrir um consultório médico

    Abrir qualquer negócio necessita da criação de um planejamento pessoal, de carreira e de negócios para que não ocorra imprevistos futuros, como adiar prazos para abertura ou ter mudanças radicais ao longo do processo.
    Quando falamos em abrir um consultório médico, esta etapa é fundamental, pois a área tem como principal objetivo salvar e cuidar da vida de pessoas. Por isso, “colocar as coisas no papel” de forma clara e objetiva é fundamental para aumentar as chances de sucesso do seu consultório.
    Existem alguns passos que são fundamentais a se planejar e refletir antes de abrir qualquer consultório ou clínica médica. Veja os principais:

    Primeiro passo: crie objetivos pessoais 

    Antes de pensar na abertura do consultório ou clínica, é fundamental pensar nos seus planos pessoais. Isso porque a abertura de qualquer negócio deve estar alinhada aos seus objetivos futuros. Por exemplo, se você analisou que a abertura do seu consultório pode atrapalhar muito a manutenção da sua vida financeira ou até mesmo familiar, talvez seja melhor esperar.
    Por isso, nessa etapa é essencial estipular metas e objetivos que estejam alinhados ao seu negócio para não atrapalhar o início da sua carreira.

    Segundo passo: estipule metas de carreira

    Este é o segundo passo mais importante do planejamento. Após você refletir sobre seus objetivos pessoais é fundamental pensar na sua carreira médica. Geralmente, consultórios particulares são compostos por especialistas em certa área da saúde, por exemplo: médico especialista em perda auditiva. Por isso, investir na sua formação e currículo é necessário para que você seja reconhecido como um profissional competente.

    Terceiro passo: analise o cenário de mercado

    Compreender quais os desafios e oportunidades que o seu negócio trará é fundamental para visualizar se é o momento certo para abrir o consultório. Estipular metas alcançáveis e refletir sobre cenários incertos da economia é importante para que imprevistos em relação às finanças não prejudiquem seu consultório.

    Quarto passo: faça um plano de negócios

    Fazer um plano de negócios está totalmente interligado com a análise do cenário de mercado. Ele é uma ferramenta que irá auxiliar o profissional a diminuir riscos e indica novos caminhos, se necessário.
    O plano de negócios é capaz de materializar as suas ideias e mostrar um panorama geral do negócio que você deseja abrir. E é por isso que ele é tão importante. Por isso, para desenvolver o seu consultório a partir de um plano de negócios é necessário ter auxílio de profissionais especialistas do mercado, como economistas e contabilistas.

    Quinto passo: comece a planejar

    Por último, mas não menos importante, nesta etapa você irá começar a planejar os detalhes do seu consultório. Por exemplo:

    • Definir o público: que paciente eu quero atender? Minha especialidade atende qual faixa etária? O valor da minha consulta requer quanto de poder aquisitivo?
    • Escolher o local: o local do meu consultório é de fácil acesso? Possui uma estrutura viável para o meu serviço? Quais equipamentos hospitalares vou precisar?
    • Providenciar documentações: quais regulamentações eu preciso? Quais fiscalizações são obrigatórias para o funcionamento do meu consultório?

    Pensando nesta etapa de planejamento final, preparamos um texto completo que irá indicar tudo o que você precisa saber antes de abrir seu consultório. Leia o texto “o que preciso saber para abrir meu próprio consultório médico?” e confira todas as próximas etapas.
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    O que preciso saber para abrir meu próprio consultório médico?

    Abrir um consultório médico é desejo da maioria dos profissionais de saúde que se formaram recentemente, se especializaram ou que saíram da residência. Isso devido a flexibilidade e liberdade que o consultório traz financeiramente, além de otimizar o tempo para novos projetos.
    De acordo com uma pesquisa feita pelo Censo de Demografia Médica em 2015, aproximadamente 60% dos médicos no Brasil atuam em consultórios e clínicas privadas, recebendo maior retorno financeiro. Porém, antes de abrir o seu consultório médico é necessário ter alguns cuidados e lidar com questões burocráticas e de regularização.
    Você já conferiu o nosso texto com os primeiro passos para abrir um consultório médico. Agora, listamos alguns elementos burocráticos para você analisar. Confira.

    Planeje mais

    Às vezes, a parte de planejamento é um pouco cansativa e complexa. Porém, esta etapa é essencial para que seu consultório tenha sucesso e, principalmente, alcance novos resultados futuros.
    Pense no valor de investimento disponível, nos horários de funcionamento do consultório, nos equipamentos médicos necessários, preços dos serviços, número de pacientes que você pode atender, se vai inserir convênios de saúde ou não, etc. Planejar evita que seu consultório tenha que fazer mudanças a todo tempo e prejudique o seu crescimento.

    Escolha o público

    Definir o perfil do paciente você quer atender é muito importante para dar início a abertura do seu consultório. Pesquise a faixa etária, renda e qual a demanda para a especialidade que irá oferecer, por exemplo. Essa pesquisa é a base para estipular um valor de consulta, pesquisar o melhor local do seu consultório e como fazer a abordagem de divulgação.

    Categorize o Atendimento

    Existem 54 tipos de categorias de estabelecimentos médicos que são estipulados pela Agência Nacional de Saúde (ANS). Portanto, ao abrir o seu consultório é necessário estipular qual categoria enquadra o seu consultório. As mais comuns são:

    • Clínica médica popular

    A clínica médica é um dos estabelecimentos médicos que mais cresce no Brasil. Devido a multidisciplinaridade de atendimentos, baixo custo e rápido crescimento de pacientes. Dependendo do objetivo que você quer atingir, as clínicas populares podem ter convênios de saúde.

    • Consultório de até duas especialidades

    Nesse tipo de estabelecimento médico é pressuposto até dois sócios e dois profissionais especializados. Como exemplo: nutricionista que se especializa em nutrição esportiva, fisioterapia que associa com osteopatia.

    • Clínica geral que realiza procedimentos médicos simples

    A clínica geral também pode ser chamada de Medicina Interna.  É um estabelecimento que irá atender todas as queixas de pacientes já adultos, relacionando todos os sinais e sintomas com os organismos do corpo. Abrange um diagnóstico geral do paciente, podendo solicitar exames e encaminhamentos de especialistas.

    Escolha o local e analise a estrutura 

    Escolher o local do seu consultório requer muito cuidado e estudo, pois envolve o investimento de capital disponível (que foi definido no segundo passo antes de abrir o consultório), acesso dos pacientes (estacionamento, identificação, localização), conforto do local, espaço adequado para salas, recepção, decoração e, claro, limpeza.
    O começo para um consultório simples exige em sua estrutura: recepção, banheiros, sala de espera, de atendimento e de exames. A decoração é um aspecto importante para passar confiança e organização do local aos pacientes. Já a limpeza é imprescindível ser feita regularmente e atender todas as exigências e normas da Anvisa.

    Providencie e regularize as documentações

    Como qualquer negócio, é necessário providenciar e regularizar algumas documentações para que você tenha a licença de exercer a atividade no local. Para a abertura de clínicas médicas, é importante verificar toda a regulamentação de acordo com a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e a nível municipal.
    O objetivo dessas regularizações da Anvisa é a preservação da saúde da população. É por meio das inspeções que são realizados levantamentos de risco à saúde e adotadas medidas para eliminá-los ou reduzi-los, como também incluem a inspeção da estrutura física, procedimentos, responsabilidade técnica, recursos humanos e condições higiênicas em geral.
    Por isso, nos consultórios particulares de saúde é necessário agilizar as seguintes documentações:

    Licença da Vigilância Sanitária

    Esse documento é essencial para que o seu consultório tenha permissão para funcionar, pois comprova que o seu estabelecimento atende à legislação e foi inspecionado pela Vigilância Sanitária. Para solicitar o documento é necessário fazer um cadastro, enviar documentações e preenchimento de formulários a nível municipal.
    Um detalhe importante para a Vigilância Sanitária é a correta classificação do CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) que está cadastrado no CNPJ da sua clínica ou consultório. O CNAE informa quais atividades serão desenvolvidas no seu estabelecimento.

    CNES

    O CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) é instituído pelo Ministério da Saúde. O objetivo desse cadastro é obter dados de todos os estabelecimentos de saúde em território nacional. A solicitação de CNES só é possível após obter a licença da Vigilância Sanitária.

    Alvará da Prefeitura

    O Alvará da Prefeitura também é necessário para regularizar o seu consultório. Para isso, é preciso consultar especialistas, como engenheiros ou arquitetos para verificar se o seu estabelecimento atende as normas de segurança exigidas pela prefeitura. As documentações exigidas para conseguir o alvará, como plantas do edifício, podem depender do tamanho do local e devem ser atualizadas anualmente.

    LIMPURB – Órgão de limpeza urbana

    Todo estabelecimento de saúde gera lixos específicos, que não podem se misturar com qualquer material devido ao risco de contaminação e proliferação de bactérias. Por isso, a coleta desses materiais deve ter o tratamento e destino adequado.
    Em qualquer consultório, é imprescindível que a coleta de resíduos seja realizada pelo órgão responsável da prefeitura. Para solicitar a coleta é preciso fazer um cadastro e preencher alguns formulários exigidos pela prefeitura da sua cidade.

    Gestão

    Estudar modelos de gestão, como o workflow, e inserir softwares para auxiliar esse processo pode fazer toda a diferença na organização e otimização do consultório. Agendas online, controle de finanças e relatórios de pacientes são exemplos de sistemas que melhoram a rotina em clínicas, hospitais e consultórios.
    A tecnologia e automação em clínicas vem se tornando comum devido a facilidade de uso e melhoria nos resultados a curto prazo. Portanto, invista e analise o melhor modelo para seu consultório.

    Contratação

    Formar a equipe do seu consultório pode ser um desafio, mas é fundamental para o crescimento e qualidade de atendimento e acolhimento dos pacientes. Por isso, mesmo que no seu consultório seja necessário apenas uma secretária e alguém responsável pela limpeza, é mais indicado que a contratação seja feita a partir de indicações, ou até mesmo de conhecidos que tenham boas referências e com perfil amigável para atendimento ao público.

    Marketing e divulgação

    Divulgar o seu consultório médico é importante para atrair novos pacientes e fazer com que o local seja conhecido, tanto na região do entorno quanto no meio digital. Por isso, contratar uma agência de marketing é a melhor maneira para a divulgação do seu consultório. Aliás, é por meio da comunicação e trabalho de especialistas na área que qualquer estabelecimento otimiza seus resultados.
    Abrir um consultório requer atenção e cuidado em todas essas etapas. Além disso, é extremamente importante estar aberto para enfrentar desafios e aprender novas áreas para que o seu consultório alcance resultados cada vez mais positivos. Por isso, investir em especializações, fazer cursos sobre empreendedorismo e ter auxílio de profissionais é importante para que essa fase de abertura esteja alinhada com seus objetivos.
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    A importância do atendimento humanizado na área da saúde

    Os profissionais da área de saúde atuam diretamente com o cuidado e tratamento da vida de pessoas. Por isso, é extremamente importante atender os pacientes de forma humanizada e satisfatória. Há grande necessidade do paciente ter confiança e receber apoio na sua saúde física, mas também na parte psicológica.
    Todo o trajeto que o paciente irá fazer em um hospital necessita de atenção e cuidado dos colaboradores em todos os processos. Desde o SAC, marcação de consultas, atendimento clínico, emergências e internamentos, por exemplo. Esses processos quando não bem trabalhados podem criar uma imagem não favorável ao hospital ou clínica, pois críticas e reclamações passam a existir no ambiente.

    O que é atendimento humanizado?

    O significado da humanização engloba compreender e ouvir as necessidades e queixas de qualquer pessoa com respeito, cordialidade e empatia. Esse conceito está cada vez mais presente nas organizações, pois o atendimento humanizado integra a construção do relacionamento que existe entre um serviço prestado ou marca.
    Além disso, pode-se dizer que o atendimento humanizado une o comportamento ético e conhecimento técnico para oferecer os cuidados com o cliente, ou nesse caso com o paciente. Por isso, o atendimento deve ser construído a partir do ambiente organizacional da instituição.

    Como fazer um atendimento humanizado na área da saúde?

    O atendimento humanizado trabalha diretamente com a empatia dos profissionais e colaboradores diante ao paciente. A empatia significa a capacidade do indivíduo de se colocar no lugar do outro. Ou seja, tentar entender os sentimentos do outro para compreender e se sensibilizar com a sua realidade.
    No ambiente hospitalar, trabalhar com a empatia é essencial para que a saúde emocional do paciente esteja harmonizada e não crie conflitos com o seu tratamento. Quando você alia empatia e atendimento humanizado, o paciente tem mais chances de apresentar melhoras mais rápidas, pois o seu psicológico não foi abalado durante o tratamento.
    Além disso, o atendimento humanizado é um dos pilares que definem o conceito de saúde. Segundo a OMS, a saúde significa “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afeções e enfermidades”. Ou seja, o bem-estar físico do paciente deve estar alinhado ao bem-estar mental para uma saúde completa.

    Onde aplicar a humanização hospitalar?

    A humanização é um processo que atua nos princípios do relacionamento pessoal, interpessoal e institucional do hospital ou clínica. Por isso, toda a criação do atendimento humanizado está relacionada com a valorização da saúde do paciente e comportamento ético do profissional da unidade de saúde.
    Para gerar o atendimento humanizado é necessário que todos os relacionamentos (pessoal, interpessoal e institucional), sejam integrados e aplicados nas seguintes situações:

    • Relacionamento com o paciente

    Todo o atendimento humanitário deve se concentrar em primeiro lugar, no paciente. Identificar suas queixas e necessidades de uma forma humanitária é essencial em sua jornada no hospital. Por isso, os colaboradores e profissionais de saúde devem ter cuidado com a sua saúde psicológica para não agravar e gerar conflitos em seu tratamento.

    • Ambiente Físico

    A maioria dos hospitais e clínicas que possuem um ambiente físico agradável e confortável ao paciente, tem uma melhora na satisfação dos pacientes e principalmente amplia os elogios e recomendações da instituição a terceiros. Por isso, é essencial que o ambiente esteja favorável a todos, pois as chances do hospital ou clínica atrair novos pacientes e melhorar sua imagem diante ao público é maior.

    • Comunicação com o paciente e profissionais de saúde

    A comunicação com o paciente e profissionais da saúde deve acontecer de forma rápida, segura e eficiente. Por isso, é necessário que toda a jornada do paciente seja relatada com os profissionais de uma forma integrada, a fim de evitar lacunas e divergências de informações durante o tratamento.
    Para isso, hoje existem diversas ferramentas de tecnologia e automação que auxiliam na melhoria e agilidade da comunicação do paciente com os profissionais. Como exemplo: a marcação de consultas online e notificação de resultados de exames via SMS.

    • Familiares do paciente

    A recuperação do paciente depende muito da companhia de seus familiares, amigos e entes próximos, pois ter essa companhia melhora a saúde mental. Por isso, mesmo que o hospital tenha regras de horários de visitação ou restrição de número de visitas, por exemplo, é essencial que os profissionais de saúde compreendam a necessidade do paciente ter um acompanhamento familiar contínuo para que sua melhora seja mais rápida e eficaz.
    A humanização no atendimento é uma necessidade que deve estar presente nas instituições de saúde, pois impacta diretamente no tratamento e recuperação do cliente. Como também, auxilia na melhora da imagem do hospital, pois quando a experiência do paciente é satisfatória, surge novas recomendações, elogios e assim, novos pacientes.
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