Gestão de equipamentos hospitalares: 7 dicas para colocar em prática

Gestão de equipamentos hospitalares: 7 dicas para colocar em prática. Manter uma gestão de equipamentos hospitalares eficiente é fundamental para o funcionamento adequado de qualquer unidade de saúde, tendo em vista ser utilizados com frequência no diagnóstico, no tratamento, na assistência e na reabilitação dos pacientes. Trata-se do processo realizado com a finalidade de aplicar práticas que sejam capazes de garantir a vida útil e a qualidade dos aparelhos.

Entre as principais medidas envolvidas nesse processo, está a elaboração de um cronograma de revisão, manutenção, conformidades com a orientação dos fabricantes e demais ações capazes de evitar situações inesperadas que podem interromper as atividades dos hospitais, clínicas, consultório etc.

Porém, você sabe como fazer uma boa gestão de equipamentos hospitalares? Veja as dicas que preparamos para você!

1. Faça o mapeamento e o registro de todos os equipamentos

O primeiro passo para uma gestão de equipamentos hospitalares é realizar um levantamento minucioso de todos os aparelhos e registrá-los em um sistema ou planilha. Dessa forma, fica mais fácil ter o controle e a certeza de que todos estão funcionando da forma adequada.

2. Defina prioridades

Também é necessário definir prioridades no momento de realizar as revisões, inspeções e manutenções dos aparelhos. Nesse caso, o ideal é fazer o levantamento das informações de cada equipamento, como o tempo de uso e a demanda de trabalho, entre outros dados relevantes para que seja possível criar um cronograma de gestão que não influencia nas atividades do hospital.

Uma boa ideia é contar com um sistema específico que pode proporcionar uma visão mais ampla em relação à rotina de utilização e vida útil de todos os equipamentos hospitalares.

3. Elabore um plano de ação

Outra estratégia importante para a gestão desse processo é desenvolver uma rotina de revisão ou, até mesmo, substituição das peças, além de estar sempre atento às orientações dos fabricantes de cada aparelho.

Desse jeito, fica mais fácil para a instituição de saúde criar um controle preciso de manutenções preventivas e preditivas, bem como de depreciação. Em caso de problemas inesperados, é necessário fazer uma inspeção detalhada para encontrar a causa da falar e se é preciso fazer a substituição do item ou se a manutenção seria o suficiente.

4. Execute a manutenção preventiva e preditiva

A manutenção preditiva e preventiva também deve ser feita. Dessa forma, implementar processos de revisões frequentes para averiguar o funcionamento dos equipamentos torna a atividade de manutenção mais efetiva e menos onerosa. Além dos prejuízos que uma falha gerar em um hospital, a aquisição de peças de maneira emergencial também alavanca os gastos com esses aspectos.

5. Disponibilize treinamentos constantes aos funcionários

É essencial alinhar e engajar todos os colaboradores, desde os técnicos em manutenção até a equipe de saúde, com o intuito de aumentar a capacidade de previsão de falas nos equipamentos e instalações. Também é preciso conscientizar todos os profissionais em relação à preservação dos itens e ao manuseio de cada um.

Uma boa ideia nesse caso é otimizar a gestão de equipamentos hospitalares e fazer treinamentos constantes com os funcionários que utilizam os aparelhos. Essa prática vai assegurar a operação de maneira correta e segura para os pacientes, além de ajudar a equipe a identificar pequenos problemas e defeitos nas máquinas. Também vai prepará-los para entrar em contato com a assistência técnica responsável por realizar os reparos.

6. Conte com o auxílio da tecnologia

Outra dica de gestão de equipamentos hospitalares é contar com o auxílio da tecnologia, por exemplo, uma plataforma que possibilite o controle otimizado de toda a inspeção e manutenção.

Dessa forma, um sistema de gestão viabiliza que o gestor aplique métodos como diagrama de motivos e efeitos de falhas, bem como possa identificar de maneira automática os equipamentos que necessitam de manutenção. Isso gera impactos bastante positivos na forma como os técnicos atuam com imprevistos, tendo em vista que pode haver a ajuda de um procedimento efetivo para solucionar qualquer intercorrência com agilidade.

7. Adquira equipamento de qualidade

A última dica — e não menos importante — é procurar sempre adquirir equipamentos de qualidade e alta tecnologia, com fornecedores de confiança e experientes no mercado. Tenha em mente que a compra ou substituição dos aparelhos é um processo oneroso e que gera transtornos que podem ser evitados nesse momento.

Quais são os prejuízos gerados com a má gestão de equipamentos hospitalares?

Uma gestão pouco efetiva dos equipamentos hospitalares pode gerar uma série de efeitos negativos. Veja a seguir os principais!

Falta de manutenção adequada

Entre os problemas mais comuns em relação à falta de uma boa gestão de equipamentos hospitalares, estão o mau uso deles, a ausência de uma manutenção preventiva e a demora na realização dos reparos. Assim, quando o conserto é realizado, em muitos casos o aparelho já não apresenta mais condições de uso, impactando de forma direta a qualidade dos serviços executados.

Aquisição de equipamentos e má qualidade

Para que um equipamento seja considerado de qualidade, é necessário que ele seja testado por intermédio de procedimentos de alto padrão, com particularidades que sejam capazes de atender às necessidades mais latentes do hospital. O problema é que isso nem sempre acontece.

Essa inobservância pode levar à aquisição de aparelhos em péssimas condições de uso, ao sucateamento das máquinas do hospital e à utilização indevida dos colaboradores mal treinados ou sem capacitação alguma.

Falta de envolvimento da equipe

Os profissionais da saúde precisam estar motivados a contribuir para a gestão de equipamentos hospitalares, tendo em vista que a falta de envolvimento colabora para que os processos de prevenção e manutenção ocorra em meio a tantas falhas.

Capacitar os integrantes da equipe para lidar com essa atividade vai fazer com que eles se sintam mais comprometidos e responsáveis com a gestão. Colabora também para a demonstração de atributos como inovação e criatividade, que podem ajudar bastante no desenvolvimento na carreira.

Agora você entende melhor o que é a gestão de equipamentos hospitalares, como funciona e sua importância. Não deixe de colocar as dicas apresentadas em prática, compreender os processos envolvidos e, assim, evitar que falhas possam comprometer o funcionamento da clínica e a qualidade dos serviços oferecidos.

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    NBR 17025: entenda o que é e para que serve

    A Norma Brasileira Regulamentadora – NBR nº 17025 é uma legislação aplicada em laboratórios do mundo inteiro para desenvolver um sistema de gestão para operações técnicas, administrativas e de qualidade. O texto aponta os requisitos a serem cumpridos pelos laboratórios de ensaios para que obtenham reconhecimento no mercado internacional e nacional por comprovar competência técnica.

    Os elementos mais importantes decorrentes da NBR nº 17025 são: rastreabilidade, gestão da qualidade, padrão, avaliação de conformidade, acreditação, certificado e LIMs. Todos esses componentes precisam ser incorporados pelos laboratórios que desejam alcançar a excelência. Neste post, vamos explicar melhor esse conceito, sua relação com a ISO 9001 e seus benefícios.

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    Saiba o que é e quais são as regulações da NBR 17025

    A NBR nº 17025 é uma norma criada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com a finalidade de reger os Sistemas de Gestão da Qualidade dos laboratórios. Ela aponta os requisitos e princípios necessários para a realização de procedimentos de ensaios ou calibrações por meio de amostras. Há uma metodologia indicada nessa legislação.

    Os laboratórios devem utilizar a NBR nº 17025 para realizar os procedimentos de calibrações e ensaios com o auxílio dos métodos normalizados ou não normalizados a serem por eles elaborados. A origem dessa norma se deu com a revisão e substituição da DIN EN 45001 e da ISO/IEC Guia 25, bem como pelo seu alinhamento com a ISO 9001.

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    Portanto, a NBR 17025 utiliza a ISO 9001 como referência e o laboratório que a implementa opera por meio dessa norma utiliza um Sistema de Gestão de Qualidade. Para implantar esses regramentos utiliza-se um Manual da Qualidade, Procedimentos de Gestão, Procedimentos Técnicos, Instruções de Equipamentos e Formulários para registros das atividades.

    Confira os benefícios da ISO 9001 e como aplicar a NBR 17025

    Um dos principais benefícios decorrentes da aplicação dessas normas é a credibilidade e confiabilidade no mercado. Um laboratório acreditado emite certificados de qualidade, oferece serviços de análises e fatura muito mais. Além disso, aumenta o comprometimento da equipe e a competência do pessoal. Veja a seguir como aplicar a NBR nº 17025!

    Procure o INMETRO

    INMETRO é o órgão brasileiro que se responsabiliza pelas certificações dos laboratórios no território nacional. O instituto tem tratados e acordos internacionais para acreditar outras instituições pela NBR nº 17025. A ISO audita essa organização para que atue como acreditadora com o auxílio da Coordenação Geral de Acreditação (CGCRE) que faz o processo.

    Faça um cadastro

    É preciso fazer um cadastro e cumprir alguns requisitos ao entrar em contato com o INMETRO. O laboratório deve seguir as diretrizes da NBR nº 17025 e a CGCRE vai rubricar certos documentos. Existem duas categorias de documentação, os normativos são obrigatórios, enquanto os orientativos não. Envie ao instituto as documentações de constituição da sua empresa.

    Participe do ensaio de proficiência

    O laboratório terá que participar de um ensaio de proficiência para realizar a calibração e comparar seus resultados com outras empresas já acreditadas. Os processos são feitos de forma imparcial por um terceiro, mas será fundamental ter o sistema da qualidade e as instalações prediais avaliadas pelo INMETRO. Depois de obter a acreditação, é necessário mantê-la.

    Entendeu o que é e para que serve a NBR 17025? Saiba que o processo de acreditação pode demorar entre 6 até 12 meses em virtude da demanda que é bastante elevada e dos processos que são bem detalhados. O laboratório passará por uma pré-auditoria, receberá uma visita que avaliará o grau de assertividade de seus procedimentos.

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    Descubra agora o que é e o que não pode faltar na NBR 17025

    Para uma maior precisão e qualidade nos resultados de exames laboratoriais, existe a NBR 17025, uma norma que regulamenta o setor a fim de promover mais qualidade e confiança nas operações realizadas.

    Caso contrário, se não houver um padrão de qualidade ou uma norma que regulamenta as operações, dificilmente é possível obter confiança quanto aos resultados obtidos por um laboratório. Basta imaginar a aplicação de vacinas, por exemplo, sem aprovação da qualidade por meio de normas específicas.

    Conseguiu entender do que se trata e a importância da NBR 17025? Continue a leitura e entenda como ela se aplica nos laboratórios, suas vantagens em relação a ISO 9001 e os cuidados a serem tomados nos laboratórios!

    O que não pode faltar na NBR 17025?

    Conforme mencionado, a atuação da NBR 17025 visa garantir a competência e resultados válidos dos laboratórios, o que exige o cumprimento de uma série de ações a partir de três atividades laboratoriais: calibração, ensaio e amostragem.

    Calibração

    É preciso que a calibração, ou ajustes dos equipamentos, siga padrões internacionais de confiança. Tais informações estão descritas com mais detalhes no requisito 5.19 da NBR 17025.

    Ensaio

    Para comprovar a capacidade técnica de um produto ou material, é necessário adotar uma série de técnicas e procedimentos que medem a qualidade a partir das informações que descrevem o ensaio, a classe do ensaio, o produto ensaiado e a área de atividade.

    Amostragem

    A amostragem é o processo de coleta de amostras nos níveis e nas condições adequadas, para que seja possível posteriormente realizar o ensaio.

    Ao seguir todos os requisitos e orientações da NBR 17025, o laboratório passa a ter um maior nível de qualidade e confiança nos resultados oferecidos, o que é indispensável para a satisfação e escolha dos clientes. Além do mais, muitos produtos só podem entrar em laboratórios que seguem normas e padrões mundiais de qualidade.

    Qual a relação da NBR 17025 com a ISO 9001?

    Assim como a NBR 17025, a ISO 9001 ajuda empresas e gestores na otimização da qualidade dos processos oferecidos. Porém, a ISO foca em empresas de diferentes setores e a norma em questão atua com exclusividade para laboratórios de amostragem e calibração. 

    Além disso, a ISO 9001 faz isso por meio de certificações do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), que sinaliza as empresas dentro dos padrões de qualidade e as que precisam corrigir falhas e implantar melhorias. Por exemplo, padronizar as operações, reduzir custos e desperdícios etc.

    Quais os benefícios da NBR 17025 e da ISO 9001?

    A ação da ISO 9001 também aumenta a vantagem competitiva e a busca por atualizações constantes nos laboratórios, a ponto de oferecer mais agilidade no desenvolvimento dos produtos e serviços e buscar satisfazer cada vez mais os pacientes.

    Esses benefícios se tornam ainda mais relevantes e significativos porque a adesão do SGQ não é uma obrigação ou pré-requisito, é uma ação voluntária para quem busca elevar o nível de qualidade e competência. 

    Como foi possível notar, por mais que tanto a NBR 1725 e a ISO 9001 não sejam obrigatórias, elas são essenciais e atuam como diferenciais para que laboratórios busquem constantemente por estruturas e equipamentos adequados e resultados confiáveis. 

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    Classificação dos itens hospitalares: 5 dicas para fazer com eficiência

    Uma gestão eficiente da unidade de saúde exige muitos cuidados, tanto em relação à prestação dos serviços quanto na administração de recursos e materiais. Sendo assim, fazer a classificação dos itens hospitalares é fundamental para melhorar a logística, garantir os insumos necessários para a rotina de atendimento aos pacientes, otimizar os custos e evitar prejuízos financeiros.

    Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para apresentar boas práticas para serem aplicadas como forma de classificar esses itens de forma correta e assegurar melhores resultados. Confira!

    1. Conheça as categorias

    A classificação para utilização de material médico-hospitalar, no Brasil, é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que conceitua como produtos hospitalares todos os equipamentos, materiais ou acessórios que estão agregados à proteção e defesa da saúde coletiva ou individual.

    Os itens para a saúde são classificados em quatro classes de risco, levando em conta as normas estabelecidas na RDC 185/01, que estão alinhadas às particularidades específicas para o seu uso:

    • Classe I – baixo risco;
    • Classe II – médio risco;
    • Classe III – alto risco;
    • Classe IV – máximo risco.

    Além disso, as regras de classificação podem ser associadas da seguinte maneira:

    • itens não invasivos: regras 1, 2, 3 e 4;
    • itens invasivos: regras 5, 6, 7 e 8;
    • produtos ativos: regras 9, 10, 11, 12;
    • regras especiais: regras 13, 14, 15, 16, 17 e 18.

    Para entender melhor a respeito dessas regras, é possível acessar o tópico “Classificação” presente no anexo II, da RDC 185/01.

    2. Organize os materiais por categoria

    Depois de receber e conferir os materiais, o ideal é catalogá-los e armazená-los de acordo com suas características, frequência de utilização e prioridades. Determinados insumos necessitam de cuidados especiais, como refrigeração, enquanto outros precisam ficar mais perto do alcance das mãos, com a finalidade de agilizar o atendimento.

    Essa classificação também vai servir para garantir uma armazenagem segura e correta dos materiais de saúde, que podem ser divididos com base na sua capacidade de corrosão, oxidação, fragilidade, volume, inflamabilidade, peso e demais. Também é preciso ter atenção para que tudo seja respoto nos mesmos locais e, assim, impedir a desorganização, dificuldade de aceso e aquisições desnecessárias.

    3. Otimize o controle de estoque

    Outra prática que pode contribuir para a classificação dos itens hospitalares é realizar um bom controle de estoque e, assim, evitar qualquer tipo de descontrole relacionado ao armazenamento dos materiais da unidade de saúde. Para isso, é preciso analisar e padronizar as rotinas de abastecimento, compreendendo de onde vem e para que locais vão os insumos estocados.

    Dessa forma, fica mais fácil definir padrões de consumo, que vão ajudar para um melhor gerenciamento de custos e garantir que os atendimentos aos pacientes sejam realizados com excelência.

    4. Realize inventários periódicos

    Fazer a contagem dos itens de tempos em tempos ajuda a administrar e identificar se tudo está saindo de acordo com o planejado, o que vai reduzir a margem de erros. No caso de materiais com custo mais alto, as contagens precisam ocorrer em períodos menores.

    Essa periodicidade também pode ser estabelecida considerando a classificação de cada material, podendo ser quinzenal, mensal, semestral, entre outros. Os ajustes entre o volume físico e o informado ao sistema e, após, um comunicado para a equipe deve ser feito a respeito de eventuais divergências e questões a serem melhoradas.

    5. Invista em tecnologia

    Para colocar todas as práticas já apresentadas em ação, é importante contar com ferramentas tecnológicas disponíveis no mercado, como um software de gestão, já que oferece funcionalidades ideais para o alcance de atividades mais precisas, por exemplo, quantificar o consumo de materiais, cadastrar e rastrear os insumos, realizar conferências para evitar perdas e expiração da validade, impedir desvios, entre outras medidas importantes para o alcance de melhores resultados.

    Como pode perceber, tomar certos cuidados quanto à classificação dos itens hospitalares é indispensável para reduzir custos, evitar prejuízos e oferecer um atendimento de qualidade, capaz de proporcionar uma melhor experiência aos pacientes e fazer com que a instituição ocupe um lugar de destaque no mercado.

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