Glosas hospitalares: por que elas são prejudiciais ao faturamento?

Glosas hospitalares: por que elas são prejudiciais ao faturamento? Para a boa administração de um hospital, existe a necessidade de entender alguns conceitos e analisar como está o departamento financeiro para que não haja prejuízos e possam ser estabelecidas estratégias visando aperfeiçoar resultados negativos. As glosas hospitalares são um conceito que merece atenção, especialmente porque impactam diretamente no dia a dia da gestão.

Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para que você saiba o significado deste conceito, conheça os tipos de glosas hospitalares, além de ficar por dentro de dicas importantes sobre como evitar esse problema. Continue a leitura e entenda!

O que são as glosas hospitalares?

Quando há algum problema de comunicação entre a clínica e o plano de saúde, existe a possibilidade de haver o não recebimento do pagamento devido. É nesse fator negativo que se configura a glosa hospitalar, que pode ser classificada em administrativa, técnica e linear. Saiba mais!

Glosa administrativa

No momento que um paciente chega até a empresa de saúde (clínicas médicas), é preciso realizar o preenchimento de suas informações, além de guias de autorizações para que haja o prosseguimento no diálogo entre os prestadores e o convênio.

Caso haja algum tipo de erro durante esse processo, pode haver a recusa do pagamento, sendo caracterizado como glosa administrativa. Sendo assim, é aquela situação em que ocorrem falhas operacionais, ou até mesmo quando os valores não coincidirem com o valor do contrato.

Glosas técnicas

Como o próprio nome já diz, é um problema causado devido a algum procedimento realizado pelo profissional. Em qualquer plano de saúde, há aqueles trabalhos em que o plano cobre ou não o serviço prestado. Caso seja feito algum trabalho contestado pelo convênio, é preciso que haja uma auditoria para análise.

Também pode ocorrer de oferecer ao paciente medicamentos ou horas adicionais de internação não previstas — fatos raros de acontecer e que precisam de uma avaliação mais específica. Desatenção com o nome do profissional responsável também é um dos motivos que ocasionam, além de não descrever todo o trabalho no prontuário do paciente.

Glosas linerares

Já as glosas lineares são aquelas provocadas pelo próprio convênio, sem oferecer à clínica uma justifica conveniente sobre o ocorrido. Nesse sentido, é preciso que os gestores apurem algumas questões, como os gastos e os processos de pagamentos ocorridos, sobre os indicadores operacionais, além de fazer uma conferência nos sistemas de faturamento.

Como evitar as glosas hospitalares?

Agora que você já sabe o que são as glosas hospitalares, chegou o momento de entender algumas dicas práticas sobre como evitá-las. Confira!

Identifique inicialmente qual é a glosa hospitalar

O primeiro passo é justamente identificar a causa do problema. Em qualquer procedimento a ser feito em uma gestão, entender a raiz do gargalo permite com que ações eficazes sejam tomadas para que situações como essas não se repitam e que também consiga encontrar a resolução daquela situação.

No caso das glosas hospitalares, não é diferente. Conforme você percebeu, há 3 tipos distintos — entrar em contato com a rede conveniada e entender o motivo para que aquele recebimento fosse atrasado ou não recebido; permitir que a equipe gestora tenha mais insumos para entender o que de fato ocorreu; e as etapas para que o processo seja resolvido.

Adote um sistema de alerta em relação às inconformidades

Para que uma gestão seja bem-sucedida, existe a necessidade de utilizar a tecnologia como aliada para que seja possível auxiliar em alguns processos. No caso das glosas hospitalares, há a oportunidade de utilizar ferramentas que alertam em relação a qualquer tipo de inconformidade, de acordo com as especificidades de cada operadora.

Ao serem alertadas, as instituições de saúde entrarão em contato com os convênios, de modo que se possa entender exatamente o ocorrido para tomar as providências. Nesse momento, é importante contar com um histórico de pagamentos, uma vez que isso será importante para tomar as decisões e entender os procedimentos.

Além disso, deve sempre optar por processos automatizados. Ao lançar dados eletronicamente, os gestores têm a oportunidade de acessá-los sempre que possível, além de reduzir significativamente os erros relacionados a etapas executadas manualmente. Essa atitude também vai contribuir para caso precise levar o processo adiante em circunstâncias judiciais, tornando as provas mais concretas.

Utilize Prontuário Eletrônico do Paciente (EPP)

O Prontuário Eletrônico do Paciente é outra ferramenta que vai permitir a redução de erros. O EPP, além de diminuir as chances de haver alguma etapa efetuada de maneira equivocada pelos profissionais, traz ainda outros benefícios para a organização, como:

  • praticidade de acesso;
  • segurança de armazenamento;
  • usabilidade;
  • melhoria na experiência do médico com o paciente;
  • possibilidade de anexar informações extras;
  • personalizar campos;
  • promover assinatura digital.

Promova auditorias internas e treinamentos

As auditorias internas permitirão que a equipe gestora possa detectar qualquer tipo de erro, até mesmo se ele ainda estiver em processo. Por meio dela, existe a possibilidade de fiscalizar algumas etapas efetuadas pelos profissionais, além de fornecer informações precisas para caso ocorra as glosas hospitalares.

Também é preciso sempre estar atento quanto ao treinamento oferecido aos colaboradores. Por meio dessas capacitações, eles terão a oportunidade de cumprir formalidades burocráticas de maneira positiva, de forma que não haja contestações pelas empresas conveniadas. Devem ser direcionados tanto para a gestão financeira quanto para a gestão administrativa, trazendo ainda outros ganhos:

  • redução da taxa de turnover — ocasionando na diminuição de custos com contratação e demissão;
  • aumento do engajamento dos funcionários no que diz respeito aos processos da clínica;
  • foco no setor de saúde — o que permite aos colaboradores entenderem as principais especificidades da área;
  • compreensão exata da lógica dos registros;
  • possibilidade de detectar incoerências antes de elas chegarem aos convênios.

Neste conteúdo, você pôde entender o que são as glosas médicas, quais são os principais tipos de glosas e os meios que podem ser efetuados para evitá-las. Em uma gestão hospitalar, o ideal é entender todos os motivos que tendem a prejudicar a saúde financeira da clínica/hospital, além de deixar toda a equipe ciente das estratégias a serem tomadas caso ocorra alguma situação como essa.

Conforme você observou, contar com a tecnologia como aliada tem beneficiado não apenas no tratamento aos pacientes, como também para que possa evitar erros e reduzir as chances de haver algum tipo de risco para a gestão. Deseja se aprofundar no assunto? Então continue em nosso blog e entenda como os avanços nesse sentido têm beneficiado a área da saúde.

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    Entenda como fazer a manutenção de ultrassom de forma adequada

    Manter os equipamentos do hospital ou da clínica com elevada qualidade e bom desempenho é fundamental no processo de promoção de saúde dos pacientes. A manutenção de ultrassom é um procedimento essencial para a realização de diagnósticos precisos, o que é decisivo para o tratamento e a recuperação do usuário. Assim, a imagem do hospital é impactada pela performance do equipamento, já que vidas dependem do bom desempenho do aparelho.

    Preparamos, então, este conteúdo especial com informações sobre como fazer a manutenção de ultrassom. Aproveite a leitura e saiba mais sobre o tema!

    Qual a importância de fazer a manutenção adequada dos aparelhos de ultrassom?

    O ultrassom é utilizado para diagnóstico, oferecendo dados precisos para o médico sobre o estado de saúde da pessoa. Ele é decisivo para que o médico possa realizar um bom trabalho e promover mais qualidade de vida para os pacientes.

    Se o ultrassom não estiver funcionando bem, sua equipe pode ter sérios problemas. Afinal, as imagens formadas podem ficar menos nítidas, o aparelho pode parar de funcionar e o trabalho do médico pode ser prejudicado. O atendimento perde a qualidade e ainda passa a ser necessário repetir os exames, gerando custos adicionais para o hospital e retrabalho.

    Um outro problema que pode surgir dessa situação é que a imagem do hospital fica prejudicada. Erros de diagnósticos, equipamentos danificados e consertos de última hora se tornam parte da rotina e podem causar uma impressão ruim no paciente. Isso pode trazer insegurança ou até motivá-lo a procurar outro hospital.

    A manutenção de ultrassom é decisiva para a qualidade do trabalho no hospital ou na clínica. Ela contribui para que a equipe médica tenha uma boa rotina de trabalho e para que seja oferecido um serviço de alto padrão. Um equipamento revisado e bem cuidado otimiza a rotina e facilita o trabalho dos profissionais de saúde.

    Quais são as maneiras de realizar a manutenção de ultrassom?

    Há formas diferentes de realizar a manutenção de ultrassom. Veja, a seguir, quais são elas!

    Manutenção corretiva

    A manutenção corretiva acontece quando surge um comprometimento de forma não programada — você remedia algum defeito que o equipamento apresentou. O hospital não tem custo com revisões periódicas. No entanto, existe uma margem de insegurança no trabalho, pois as peças se desgastam, falta lubrificação, há acúmulo de sujeira e isso pode prejudicar o desempenho do ultrassom.

    Além disso, a qualquer momento, o aparelho pode apresentar algum dano imprevisto. Consertos de última hora, no geral, são mais caros e exigem compras de peças com urgência. Não há tempo suficiente para pesquisar fornecedores e nem obter condições mais vantajosas de pagamento. Outra questão complexa é que a máquina pode parar de funcionar durante um atendimento, o que prejudica a credibilidade da instituição de saúde.

    Manutenção preventiva

    Na manutenção preventiva, a empresa realiza revisões programadas nos aparelhos, de acordo com um cronograma. A manutenção envolve a limpeza externa e interna, o ajuste das folgas, a avaliação do estado dos componentes e a lubrificação de partes do dispositivo.

    A preventiva é a mais recomendada, porque ela antecipa danos no equipamento. A qualquer sinal de problema em uma peça, o componente já é substituído por outro em bom estado. Isso prolonga a vida útil do ultrassom e possibilita que a instituição de saúde evite imprevistos.

    É importante lembrar que o console e os filtros de ar devem passar por uma limpeza semanalmente e que a sonda deve ter o gel removido a cada vez que é utilizada. Na manutenção preventiva, é realizada uma higienização mais profunda, em que o dispositivo é desmontado e os componentes são limpos com pano umedecido com água. Lembrando que os procedimentos citados devem ser realizados com a máquina desconectada da rede elétrica, para evitar o risco de choque.

    Quais são as vantagens da manutenção preventiva de ultrassom?

    Quando há uma manutenção preventiva, você faz uma parada planejada no trabalho. A agenda dos médicos não é prejudicada, basta ajustar os horários e não marcar atendimentos para o período de revisão. No caso da manutenção corretiva, é preciso fazer uma pausa nas consultas e resolver tudo às pressas. Médicos e pacientes acabam por enfrentar problemas com atrasos e reagendamentos.

    A manutenção preventiva é mais barata, pois você tem tempo para preparar o orçamento, pesquisar preços e escolher condições melhores de pagamento. Não há retrabalho, apenas um fluxo de operações otimizado e eficiente.

    A vida útil do aparelho também é aumentada, pois ele opera em melhores condições. Além disso, a manutenção preventiva garante mais qualidade para os processos, pois a máquina trabalha no seu melhor estado e é revisada periodicamente.

    Qual a importância de contratar uma empresa especializada para realizar a manutenção dos equipamentos da clínica ou do hospital?

    Realizar a manutenção de ultrassom sem o conhecimento técnico necessário pode gerar o risco de danificação do aparelho. Isso traz prejuízos financeiros, além de gerar problemas para a agenda dos médicos. O equipamento é muito sensível a intervenções e somente alguém preparado pode fazer uma boa revisão.

    Contratar uma empresa especializada para realizar a manutenção do maquinário do hospital ou da clínica garante mais qualidade e segurança para médicos e pacientes. A medida evita incertezas na manipulação dos equipamentos e minimiza a chance de erros. Além disso, os técnicos de corporações especializadas fazem testes para ver se a máquina está funcionando bem. Isso garante mais tranquilidade para o dia a dia e possibilita que os dispositivos tenham o melhor desempenho possível.

    A manutenção de ultrassom é um processo muito importante para garantir mais qualidade e precisão para os exames realizados no estabelecimento. Com equipamentos revisados periodicamente e de forma planejada, é possível manter um fluxo de trabalho eficiente. Os médicos ficam satisfeitos com a gestão da instituição de saúde e os pacientes se sentem mais seguros e confiantes para contarem com os serviços do seu hospital ou da clínica.

    Neste conteúdo, nós mostramos também o quanto é vantajoso realizar manutenções preventivas em vez das corretivas. Além disso, enfatizamos o quanto é importante contratar uma empresa especializada para realizar a manutenção do maquinário utilizado nas consultas e exames. E então? Gostou de saber mais sobre a manutenção de ultrassom? Aproveite e entre em contato com a nossa empresa! Teremos prazer em ajudar!

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    Descubra os benefícios da manutenção preventiva para equipamentos médicos

    Uma das questões mais desafiadoras na gestão de equipamentos médicos (por mais tecnológicos que eles sejam) é o estabelecimento de uma manutenção preventiva com qualidade e frequência adequadas.

    Ações precavidas conseguem gerar benefícios em toda a cadeia de prestação de serviços médicos e têm como objetivo prevenir possíveis falhas de peças e imprevistos operacionais — sejam eles automotivos, hidráulicos ou industriais.

    Neste artigo, você compreenderá por que a manutenção preventiva é fundamental e os principais benefícios que residem não somente na redução de custos, mas também na diminuição de riscos aos colaboradores e pacientes. Interessado? Então vamos lá.

    A manutenção preventiva deve ser periódica

    Para início de conversa, é importante atentar à periodicidade atribuída para cada equipamento. Normalmente ela é indicada pelo fabricante ou alguma norma (por exemplo, da Anvisa, do Inmetro, de uma IEC ou NBR).

    Além disso, os prestadores de serviço que fazem uma manutenção preventiva de qualidade podem utilizar ferramentas para definir a periodicidade de acordo com programas que criam pontuações referentes às seguintes características:

    • o risco de cada equipamento apresentar problemas e suas consequências para os pacientes;
    • o grau de invasibilidade do equipamento aos pacientes;
    • o histórico do equipamento.

    Desse modo, é possível elaborar um cronograma para os gestores do hospital se programarem. Isso é importante, pois sabemos que muitas vezes os equipamentos estão sendo usados, e é difícil realizar a manutenção preventiva sem agendamento. A seguir, você confere os principais benefícios dessa manutenção preventiva.

    Reduz os riscos de acidentes

    Paradoxalmente, acidentes de trabalho na área de saúde apresentam uma taxa 34% maior do que em outros setores, o que aumenta exponencialmente o risco de ocorrerem danos tanto para os colaboradores quanto para os pacientes.

    Mesmo que não contribuam com danos diretos, as falhas ou defeitos em equipamentos médicos podem induzir os profissionais da saúde a interpretarem resultados e situações erroneamente, chegando, por exemplo, em diagnósticos incorretos.

    Reduz e programa os custos hospitalares

    Isso mesmo. É possível reduzir os custos do hospital e programá-los e maneira mais eficaz. Isso acontece pois, quando a instituição de saúde não realiza a manutenção preventiva, pode ser que o aparelho falhe, requerendo gastos não programados para o momento.

    Sabemos que o funcionamento da maioria dos equipamentos médicos é crítico, quase sempre a manutenção corretiva será urgente. Pode acontecer, inclusive, o cancelamento de procedimentos cirúrgicos e clínicos, gerando perda de tempo e estresse na rotina dos colaboradores.

    Por outro lado, a manutenção preventiva consegue prever os custos de acordo com a programação previamente estabelecida. Se algum problema é detectado, é possível saná-lo antes que maiores complicações ocorram, o que acaba reduzindo os custos do hospital devido à previsibilidade orçamentária.

    Outro ponto importante a ser considerado é a checagem dos acessórios externos acoplados aos equipamentos. Se eles não receberem manutenção periódica, podem danificar os mecanismos conectados, o que aumenta os custos.

    Um exemplo disso são aparelhos que apresentam filtros de entrada. Se esses acessórios não forem trocados periodicamente, há grandes chances de entupimento e acúmulo de sujeira no interior do aparelho, o que pode danificar outras peças mais críticas e caras.

    Prolonga a vida útil dos aparelhos

    Equipamentos sempre funcionando em perfeito estado: esse é o objetivo de qualquer gestor dentro das instituições de saúde, não é mesmo? Por esse motivo a manutenção preventiva se faz tão imprescindível.

    Durante esse processo acontece a limpeza adequada e a checagem (quantitativa e qualitativa) de vários itens do material. A checagem quantitativa avalia o desempenho do equipamento e garante uma visão geral da qualidade operacional.

    Já a checagem qualitativa é realizada minuciosamente. Analisa-se, por exemplo, se há algum cabo solto, se o alarme está funcionando perfeitamente ou se o display está se apresentando como as especificações adequadas do fabricante.

    Ademais, é preciso ponderar sobre o prolongamento desnecessário da vida útil e verificar se algum equipamento está demandando muitas manutenções corretivas. Nesse caso, o custo deve ser colocado em pauta, assim como uma possível troca da tecnologia.

    Reduz a necessidade de substituição dos equipamentos

    Essa é uma consequência direta do último tópico. Se a vida útil aumenta, o estado operacional também aumenta, o que reduz a necessidade de reposições constantes. Afinal, equipamentos bem cuidados não precisam ser trocados com tanta frequência.

    Vejamos uma analogia: se você tem um carro e realiza manutenções a cada 10 mil quilômetros rodados (frequência recomendada pela maioria dos fabricantes), você trocará itens necessários, fará o rodízio de pneus e a vida do automóvel será naturalmente prolongada.

    No entanto, se você não realiza manutenções preventivas, há grandes chances de ocorrerem falhas inesperadas, como danificações no motor ou avarias no sistema hidráulico. Ações corretivas constantes farão com que você precise trocar de veículo, e a mesma coisa acontece com equipamentos médicos.

    Otimiza parâmetros de segurança e confiabilidade

    Instalações seguras apresentam menor probabilidade de se portarem indevidamente em qualquer tipo de procedimento. Nesse contexto, é imprescindível checar se os prestadores de serviços têm analisadores e simuladores calibrados para serem utilizados como referência.

    Com isso é possível obter padrões certificados e atestar se o equipamento médico está dentro das especificações do fabricante, monitorando, diagnosticando e respondendo aos comandos adequadamente.

    Além disso, a norma brasileira NBR IEC 60601 preconiza o teste de análise de instalações elétricas de equipamentos médicos com o objetivo de garantir a segurança de usuários e pacientes. Assim, escolher por empresas que prestam esse serviço realizando o teste de segurança elétrica certamente faz toda a diferença.

    Viu como é fundamental que os gestores hospitalares se conscientizem sobre os benefícios que a manutenção preventiva exerce na gestão e controle dos equipamentos médicos?

    Além de reduzir custos desnecessários e garantir experiências mais seguras aos pacientes e colaboradores, outra vantagem é que as consequências são percebidas a curto e longo prazo. Os procedimentos são então realizados com muito mais qualidade, sem perdas em função de falhas ou desligamentos.

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    Quando deve ser feita a manutenção de equipamentos hospitalares?

    Atualmente, nenhum hospital consegue operar sem bons equipamentos. Por isso mesmo, uma gestão adequada também deve se preocupar com a manutenção de equipamentos hospitalares, de modo a garantir que tudo funcionará perfeitamente, facilitando o trabalho dos médicos e enfermeiros, além de oferecer um bom atendimento aos pacientes.

    Mas você sabe exatamente quais preceitos essas manutenções devem seguir? E a periodicidade? Continue a leitura deste artigo e saiba tudo sobre o assunto!

    Qual a importância da manutenção de equipamentos hospitalares?

    Embora a manutenção dos equipamentos médico-hospitalares seja extremamente importante, essa ainda não é a realidade da maioria dos hospitais brasileiros.

    No Distrito Federal, por exemplo, uma pesquisa do SindSaúde revelou que 80% dos equipamentos médicos não passam por manutenções periódicas. Esse é um risco enorme que pode tanto trazer prejuízos aos profissionais de saúde quanto aos pacientes e à saúde financeira do hospital.

    Veja alguns benefícios de incluir a manutenção no seu calendário.

    Redução de custos

    Muitos equipamentos médicos são caros e usam tecnologia de ponta. Isso significa que, ao realizar manutenções periódicas, você não terá de lidar com quebras, trocas de peças e paralisações de serviços.

    Tampouco, terá que arcar com os custos indiretos dessas máquinas faltosas, como elevação nas contas de energia, desvalorização do equipamento danificado no mercado, remanejamento das agendas etc.

    Assim, para as contas do hospital, é muito mais vantajoso financeiramente programar manutenções periódicas e preventivas do que apenas lembrar da situação quando os equipamentos começarem a dar problema.

    Aumento da segurança

    Se os equipamentos passam por inspeções periódicas, as chances de eles estarem calibrados e de funcionarem de acordo com os padrões de qualidade exigidos são maiores. Isso significa mais segurança para os profissionais desempenharem seus serviços e também para os pacientes, que terão a garantia de um laudo adequado, de qualidade e correto.

    Aumento da vida útil

    A vida útil dos equipamentos é uma informação extremamente importante para o gestor quando ele ainda está planejando a compra desses itens. Afinal, é essencial saber por quanto tempo ele terá retorno sobre aquele investimento.

    Mas, se as manutenções não são feitas da forma e nem no tempo programado, o equipamento poderá render menos do que o esperado, dar mais gastos e até parar de funcionar antes do previsto, exigindo uma compra nova fora do período programado e, claro, gerando um aumento desnecessário nas demandas financeiras do hospital.

    Quais os tipos de manutenção e suas diferenças?

    Já está convencido de que é mais barato e seguro investir em manutenções periódicas dos equipamentos do que apenas se preocupar com o assunto quando esses aparelhos pararem de funcionar?

    Pois saiba que existem basicamente dois tipos de manutenções que podem ser realizadas: a preventiva e a corretiva. Conheça mais sobre cada uma delas.

    Manutenção preventiva

    É aquela que deve ser realizada antes de surgirem as falhas, objetivando prolongar a vida útil do equipamento. Geralmente, ela é feita por meio de um roteiro produzido pelo setor de engenharia do hospital com a relação de todas as peças dos aparelhos, de modo a avaliar a produtividade, a segurança e o desempenho.

    Manutenção corretiva

    É a que acontece quando o equipamento já apresentou alguma falha devido à utilização inadequada ou sobrecarga, por exemplo. Assim, são realizadas ações para corrigir a falha já instalada.

    Quais as dicas mais importantes para organizar um programa de manutenção preventiva?

    A manutenção preventiva é a mais indicada para quem quer garantir o bem-estar dos pacientes, a acuidade dos equipamentos e a redução de custos. Mas é também a que costuma gerar mais dúvidas nos gestores. Por isso, separamos algumas dicas importantes sobre ela. Confira logo abaixo!

    Priorização dos equipamentos

    Para implementar uma metodologia de priorização dos equipamentos, é importante levantar algumas informações básicas, como:

    • identificação do equipamento;
    • setor ao qual pertence;
    • estado do equipamento;
    • grau de utilização;
    • obsolescência tecnológica.

    A partir de então, é possível priorizar os equipamentos por meio de alguns critérios, como:

    • risco: priorizar aqueles que apresentam risco alto à vida dos pacientes ou aos operadores caso falhem;
    • importância estratégica: equipamentos cuja paralisação ocasiona receita cessante ou os equipamentos reservas têm alto grau de utilização;
    • recomendação: equipamentos sujeitos às normas de fiscalização ou às recomendações dos fabricantes.

    Elaboração de roteiro

    Muitos hospitais sofrem com a falta de indicações dos fabricantes sobre o que inspecionar nas manutenções. Para criar roteiros, sugerimos alguns procedimentos de fácil compreensão, mas bastante importantes, que são:

    • inspeção geral: inspeção visual e limpeza do equipamento;
    • troca de peças e acessórios com a vida útil vencida: instruções presentes nos manuais dos equipamentos;
    • lubrificação geral: descrição dos lubrificantes, periodicidade, locais de aplicação e ferramentas usadas também se encontram nos manuais;
    • aferição e calibração: incluir no roteiro dados sobre como e onde fazer a leitura, e verificar indicadores e níveis, quando for necessário;
    • testes de desempenho de segurança: explicar a execução dessa tarefa por meio da leitura e verificação dos níveis de líquidos lubrificantes e indicadores em geral.

    Além desses itens, sempre considere as recomendações dos fabricantes e as normas governamentais. Também é importante observar os históricos de manutenção corretiva, de modo a identificar as falhas mais frequentes e, assim, criar procedimentos específicos para reduzir a ocorrência desses problemas.

    É possível também dividir as manutenções em duas categorias:

    1. Abrangentes: realiza-se uma avaliação geral do desempenho e da segurança dos equipamentos, o que pode ser feito todos os anos;
    2. Específicas: verificação e troca dos itens que se degradam entre as inspeções abrangentes, e devem seguir às normas de funcionamento ou recomendações dos fabricantes.

    Periodicidade

    Essa é uma das tarefas mais complexas de qualquer programa de manutenção e não existe uma fórmula única capaz de resolver todas as questões. A sugestão mais usada é estabelecer a periodicidade de acordo com a frequência das falhas que as manutenções periódicas tentam evitar. Para isso, vale considerar:

    • as condições de operação dos equipamentos, como o risco em caso de falha e a probabilidade de falhas devido às condições inseguras de utilização;
    • a facilidade de se realizar a manutenção preventiva;
    • a frequência de utilização do equipamento;
    • a experiência do pessoal clínico e técnico.

    Normalmente, uma boa frequência de manutenção é aquela em que menos de 5% dos equipamentos incluídos nos programas de manutenção preventiva apresentam falhas ou necessitam de conserto entre as manutenções.

    Como você viu, a manutenção de equipamentos hospitalares é um assunto extremamente importante e que deve sempre ser considerado para garantir a boa gestão dos recursos, a segurança dos trabalhadores e, claro, a qualidade do atendimento aos pacientes.

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