Hospital digital: entenda o que é e quais os benefícios

Você já deve ter ouvido falar nos termos “hospital digital”, não é mesmo? Mas você sabe o que isso realmente quer dizer? Será isso uma tendência ou uma realidade já vivenciada em instituições de saúde?

Bom, considerando que a tecnologia avança de maneira acelerada no setor, sistemas de digitalização e informatização se fazem cada vez mais presentes e, o mais importante: operam de forma integrada. Afinal, todos os dados gerados na instituição devem ser analisados com o apoio da inteligência artificial, para promover uma medicina mais preditiva e eficiente.

Nesse cenário, então, como o hospital digital funciona? É o que veremos a seguir! Continue acompanhando e se surpreenda com os benefícios, características e expectativas para o futuro da saúde.

O que é o hospital digital?

Basicamente, esse hospital se difere dos demais devido à sua implementação intensa de práticas que se baseiam na tecnologia da informação (TI). Logo, para que seja 100% digital, ele não deve utilizar papel, e toda a submissão e troca de dados deve ser realizada de maneira digital.

Quando imagina um hospital tradicional, você pensa em prontuários físicos destinados a cada paciente, documentos e resultados de exames impressos? E a gestão de cadastro individual, que não se interliga com o estoque e o método de faturamento? Pois bem, em um hospital digital, existe uma integração total entre os sistemas interno e externo.

Assim, níveis altos de tecnologia da informação clínica e mecanismos de segurança promovem cuidados médicos com muito mais eficiência operacional e qualidade de atendimento.

Como é o processo de informatizar o hospital?

A Healthcare Information and Management System Society (HIMMS) estabelece critérios e sete níveis que classificam esse processo de informatização dos hospitais, de acordo com a inserção de certas soluções. Dependendo de alguns sistemas já implementados, a instituição pode iniciar na classificação um, em que as informações do paciente e das principais atividades de administração são digitalizadas.

A partir disso, o hospital vai evoluindo até o nível seis — em que existe uma interoperabilidade interna, ou seja, todo e qualquer sistema interno é integrado — ou o sete, que abrange a condição de interoperabilidade externa. Em outras palavras, a instituição consegue se comunicar com outros parceiros (como laboratórios, fornecedores e operadoras) sem a utilização de papel.

O hospital digital que atinge o nível sete compartilha absolutamente todas as informações entre os setores. Assim, emergência, ambulatórios blocos cirúrgicos conversam e se atualizam em tempo real, além de alimentarem dados que geram relatórios com análises de atendimento e do serviço prestado.

Alguns exemplos de ferramentas que promovem essa extinção do uso do papel são os softwares de gestão hospitalar, os sistemas de armazenamento e o compartilhamento de imagens e exames, bem como prontuários eletrônicos integrados.

Como é realizada essa implementação?

Como primeiro passo, os gestores devem traçar planos e metas de acordo com o nível de digitalização que pretendem alcançar — e, claro, que a estrutura do hospital consegue comportar. Então, devem solicitar uma avaliação prévia, que pode ser realizada por consultorias parceiras da HIMSS.

Depois que a situação é analisada, inicia-se o projeto de digitalização com o apoio de estudos da infraestrutura de tecnologia da informação. Para suportar a troca intensa e massiva de informações, redes e equipamentos de qualidade devem ser obtidos. Dependendo do nível em que o hospital já está classificado, ações como a implementação de prontuários eletrônicos, sistemas de certificação digital, controle do fluxo de medicamentos e checagem eletrônica à beira-leito também são adotadas.

Quais são os diferenciais e benefícios do hospital digital?

Considerando os avanços tecnológicos que constituem a informatização, não é difícil perceber que os seus benefícios também são inúmeros, certo? Eles abrangem aspectos que proporcionam desde uma maior segurança para os pacientes até a própria redução de custos. Vejamos, a seguir, os principais deles!

Inteligência na integração

Quando o corpo clínico recebe alertas em tempo real, as intervenções são realizadas com mais precisão. Isso porque o acesso integrado às informações permite que elas sejam obtidas no prontuário e analisadas nos monitores de sinais vitais, otimizando qualquer procedimento de urgência.

Redução de custos

É possível reduzir gastos, por exemplo, com cirurgias canceladas de última hora. Com a digitalização, a rotatividade é analisada todo o tempo, o que diminui a ocorrência de centros cirúrgicos parados.

Nesse contexto, o retorno financeiro da instituição também é bastante relevante, uma vez que, além de economizar papel e gastos com transações burocráticas, o tempo de estadia do paciente também diminui.

Segurança do paciente

Esse é outro ponto fundamental entre as vantagens: como todos os processos são circuitos fechados, operações como a prescrição e liberação de medicamentos são checados pela inteligência do sistema. Não é nenhuma surpresa, inclusive, o fato de que em um hospital digital os erros médicos são reduzidos significativamente.

Conhecimento aprofundado sobre os pacientes

Você sabia que quanto mais o perfil dos pacientes é conhecido pela instituição, mais fácil é fazer campanhas efetivas e oferecer serviços que, realmente, atendem o seu público? Além disso, aspectos como a sazonalidade e outros períodos de sobrecarga no atendimento ambulatorial ficam mais previsíveis, permitindo que o hospital tome ações para suprir essa demanda de antemão.

Quais são as expectativas do hospital digital?

O processo para obter a certificação como hospital digital é complexo e pode durar alguns anos. No entanto, essa é uma tendência que, certamente, ainda será bastante explorada — principalmente se a instituição adotar tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Big Data e telemedicina.

Hoje, no Brasil, existem três hospitais de nível sete (Hospital Unimed Recife III, Hospital Márcio Cunha de Ipatinga e Unimed Volta Redonda), mas as expectativas de implementação para o futuro próximo são bem positivas. Até porque esse é um ponto de partida para inovações e benefícios que a medicina do futuro consegue promover.

É imprescindível ressaltar, por fim, que de nada adianta implementar sistemas tecnológicos e informatizados se a cultura interna dos colaboradores não acompanhar esse processo. O hospital digital exige mudanças importantes nesse sentido, e é preciso existir uma sinergia com a revolução digital na saúde para que os seus benefícios sejam realmente obtidos.

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    A Medicalway tem o orgulho de apresentar o seu atleta patrocinado de Mountain Bike, João Francisco Zelaski. 2017 foi um ano cheio de desafios para o nosso atleta, mas os resultados vieram e nós temos imensa satisfação em fazer parte dessa trajetória de sucesso. No ano passado, João ganhou o campeonato Soul de Mountain Bike, na categoria Light – de 13 a 17 anos – e outros prêmios.
    E que este ano de 2018 traga muitos novos desafios e premiações, você merece, João! Seguimos fortes nessa parceria, esporte é saúde e a Medicalway apoia todas as causas que melhorem a qualidade de vida.

    Confira a carta do atleta Medicalway:

    “Gostaria de agradecer o apoio da Medicalway Equipamentos Médicos nesses últimos meses de 2017, e da Academia Força Livre, que possibilitaram várias conquistas antes inalcançáveis, como o sonho de correr em outro estado e testar meu desempenho com atletas de nível nacional, onde fiquei com a sexta colocação em uma prova de 44km (pró), sendo esta a minha estreia em distâncias maiores e em um terreno de areia.
    Além disso, tive resultados expressivos nas competições paranaenses, garantindo um bom desempenho nos três campeonatos que participei.
    Começando 2018 focado nos treinamentos e com grandes expectativas, irei continuar os campeonatos no Paraná, agora na categoria Sport Cadete, com 40km e um nível técnico maior, assim como a concorrência. Também espero estar presente na Praia do Rosa Marathon novamente, para baixar meu tempo, e participar mais uma vez da Serra da Graciosa e do Desafio Morretes.
    Pretendo realizar o Brasil Ride Warm Up Botucatu ou o desafio Haka Bike, provas com mais de um dia de duração com longas distâncias e nível sul-americano, e também participar de desafios como: Serra do Rio do Rastro100km Mauro Ribeiro e Bike Marathon 113km.
    O meu muito obrigado à toda equipe da Medicalway e dos profissionais da Academia Força Livre, pelo apoio que estou recebendo, vejo minha evolução dentro do esporte, os objetivos começam a serem cumpridos e as metas chegaram mais perto de serem batidas,  2017 foi um ano incrível e com certeza 2018 estaremos mais fortes e preparados para as competições.”

    Confira algumas fotos da trajetória do atleta em 2017:


     
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    Os tratamentos da medicina chinesa são diferentes, pois o seu conceito também é diferente daquilo que estamos acostumados. O papel do médico aqui não é apenas curar, mas também instruir os seus pacientes para que eles entendam como ficaram doentes e como podem voltar a se sentir bem. Dessa forma, ele se foca não apenas na solução do problema, mas, principalmente, na sua prevenção. Alguns dos tratamentos mais conhecidos são: fisioterapia, acupuntura e cupping, todos eles são eficazes para diversos problemas de saúde.
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    O intuito do uso de tecnologia na área da cardiologia é fazer com que os procedimentos se tornem cada vez menos invasivos. Assim, a robótica passou a ser utilizada para aumentar a precisão dos movimentos humanos na hora da cirurgia, diminuindo as possibilidades de erros cometidos por médicos. Nesse procedimento, o cirurgião utiliza um controle para movimentar os braços do robô e uma microcâmera, que capta imagens em 3d, é inserida no tórax do paciente. Dessa forma, a cirurgia passa a ter muito mais precisão, e o paciente se beneficia de um pós-operatório mais rápido e menos dolorido.

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