Junho Vermelho: conheça a campanha que movimenta doação de sangue no Brasil

Quem precisa de sangue depende da generosidade da população. Isso porque não existe nenhum medicamento que substitua a doação ou uma forma de fabricar sangue. Nesse contexto, é fundamental que a sociedade se conscientize sobre a necessidade de ajudar.

Para alertar as pessoas a respeito da importância de aumentar o número de doadores no Brasil existe a campanha Junho Vermelho. O movimento visa envolver governo e população para aumentar os bancos de sangue no país.

Atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde, são feitas 3,4 milhões de doações de sangue ao ano no país. É preciso aumentar esse número e esse é o objetivo do Junho Vermelho. Quer saber mais sobre o movimento? Confira o nosso post!

Qual a origem do Junho Vermelho?

A campanha Junho Vermelho é uma iniciativa do movimento Eu Dou Sangue, criado em 2015. O mês de junho foi escolhido por dois motivos. Um deles é por conta do dia 14 desse mês, em que é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue.

A outra questão é de ordem mais prática: os meses mais frios, como junho, julho e agosto, registram uma baixa de doações nos hemocentros. O fato de este ser um período de férias escolares, em que mais famílias viajam, também contribui para a redução das bolsas de sangue.

O movimento, além de homenagear os doadores de sangue, busca chamar a atenção de mais pessoas para a necessidade de também realizar esse gesto de generosidade. As cidades, aos poucos, começam a aderir à campanha, iluminando de vermelho seus principais monumentos e prédios no mês de junho.

Como funciona o movimento?

Assim como ocorre com outros movimentos de conscientização para questões de saúde, como o Outubro Rosa, a ideia do Junho Vermelho é trazer a questão da doação de sangue à tona no mês de junho.

Dessa maneira, é fundamental que as pessoas, empresas e instituições de saúde participem do movimento. A população pode divulgar a campanha por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens e as organizações podem pensar em eventos voltados para a campanha.

Uma ideia é realizar palestras sobre a importância da doação, como ocorre o procedimento, explicações de quem pode doar etc. É essencial mostrar que as bolsas de sangue vão ajudar pacientes doentes, internados, em tratamento de anemia ou ainda quem sofreu algum acidente, destacando que uma única doação é capaz de salvar 4 vidas.

É possível também envolver os colaboradores e escolher um dia para todos vestirem vermelho e, assim, ajudarem a destacar a necessidade de mais doadores de sangue.

Para um resultado mais efetivo, as empresas podem organizar grupos de colaboradores para se dirigirem ao hemocentro mais próximo e, desse modo, realizarem a doação. Muitos profissionais até querem doar, mas ficam com receio de faltar no serviço (apesar de ser um direito garantido na legislação).

Como os profissionais de saúde podem participar?

Consultórios, clínicas, laboratórios e hospitais podem fazer a diferença no movimento Junho Vermelho. Como participar? Existem várias maneiras:

  • incentivar os profissionais de saúde a se tornarem doadores de sangue;
  • distribuir material informativo sobre o tema para pacientes e acompanhantes, explicando quem pode doar e por que esse ato é tão importante;
  • divulgar vídeos e mensagens da campanha em suas redes sociais;
  • organizar eventos, como cafés da manhã ou caminhadas, para lembrar a data e conscientizar a comunidade.

Como é feita a doação de sangue e quem pode doar?

Muitas pessoas sabem da importância de doar sangue, mas têm medo de agulha ou desconhecem a forma como é feita a doação. É preciso esclarecer que o procedimento é totalmente seguro, realizado com materiais descartáveis. Sem contar que o doador estará assistido por uma equipe treinada em hemocentros e hospitais.

A cada coleta são retirados 450 ml de sangue, quantidade que o corpo é capaz de repor em até 72 horas. Assim, não há risco de qualquer problema para o doador. A única recomendação é respeitar o intervalo entre as doações:

  • homens devem esperar 60 dias entre uma coleta e outra ou realizar, no máximo, 4 doações em um ano;
  • mulheres devem esperar 90 dias para doarem sangue novamente ou realizar, no máximo, 3 doações no ano.

Requisitos para doadores

Acompanhe abaixo os requisitos para fazer a doação:

  • ter entre 16 e 69 anos — para aqueles com 16 a 18 anos incompletos é exigida a autorização dos responsáveis;
  • ter mais de 50 kg e estar em boas condições de saúde;
  • ter se alimentado antes do procedimento — mas é preciso evitar o consumo de comidas mais gordurosas 3 horas antes da doação;
  • estar descansado — a pessoa deve ter dormido pelo menos 6 horas no último dia;
  • levar um documento oficial com foto, como RG, CNH, Carteira de Trabalho etc.

Situações temporárias que impedem a doação

Há alguns casos em que a doação não pode ser realizada temporariamente, como:

  • pessoas com sintomas de resfriado devem aguardar 7 dias;
  • quem ingeriu bebidas alcoólicas deve aguardar 12 horas;
  • quem fez maquiagem definitiva ou tatuagem só pode realizar a doação de sangue depois de 1 ano;
  • gestantes;
  • mulheres que tiveram filhos — após a realização de parto normal é necessário esperar 90 dias e da cesárea, 180 dias;
  • mulheres que amamentam só podem doar depois de 12 meses do parto;
  • quem tomou vacina contra a gripe precisa esperar 48 horas.

Na dúvida, é sempre bom se informar no hemocentro mais próximo. A campanha é um alerta também para que as doações ocorram o ano todo. Assim, caso não seja possível fazer a coleta no mês de junho, por exemplo, o importante é a pessoa se programar e realizar a doação o quanto antes.

É necessário que as organizações e profissionais, principalmente os da área da saúde, incluam em seus eventos ações voltadas para o Junho Vermelho. As pessoas precisam ser informadas sobre a necessidade de ajudar para, dessa maneira, se tornarem doadoras de sangue.

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    PAV: o que é e quais são as ações de prevenção?

    Você sabe o que é a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV)? Pois, se trata de uma infecção pulmonar hospitalar que ocorre em indivíduos em ventilação mecânica, associada aos casos em que o paciente se encontra entubado no momento ou nas 48 horas que antecederam ao começo do quadro infeccioso.

    Por se tratar de uma das principais causas dos índices de óbito relacionados às infecções hospitalares, é uma condição que requer muita atenção nas instituições e equipe da saúde, especialmente nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).

    Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para apresentar as principais informações do assunto, além de apresentar medidas eficazes de prevenção. Confira!

    Quais são os fatores de risco da PAV?

    Entre os principais fatores em que a PAV está relacionada podemos apontar:

    • idade acima de 70 anos;
    • quadros de como;
    • intubação e reintubação traqueal;
    • ventilação mecânica por prazo superior a 7 dias;
    • aspiração de secreções contaminadas;
    • choque;
    • antecedência da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
    • uso de medicações imunossupressoras;
    • colonização microbiana;
    • presença do tubo endotraqueal, já que afeta as defesas do hospedeiro e possibilita que as partículas inaladas acessem às vias inferiores etc.

    Quais são os principais sintomas?

    Os principais sintomas ligados aos casos de PAV são:

    • febre;
    • dispneia;
    • aumento da secreção traqueal purulenta;
    • leucopenia;
    • leucocitose;
    • hemograma com cultura do líquido pleural e hemocultura positiva.

    Como o diagnóstico é realizado?

    Para realizar o diagnóstico da PAV podem ser usados critérios clínicos com base em exames laboratoriais, temperatura, gasometria arterial, exame físico e radiológicos que apontem novo infiltrado sugestivo de pneumonia. Nesse caso, é considerado o período antecedente à suspeita de PAV.

    Um grande desafio ao diagnosticar a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica está associada ao fato de que alguns sintomas, como a febre, também podem ser causados devido a reação medicamentosa, outra infecção extrapulmonar e demais aspectos. Sendo assim, é importante investir em coleta de amostras de material do trato respiratório inferior, com a execução de culturas quantitativas para que as causas seja detectada de forma precisa.

    Como é feita a reabilitação do quadro?

    A fisioterapia respiratória é uma grande aliada para a reabilitação ou cura dos pacientes acometidos pela PAV. Também, é utilizada para a prevenção de complicações pulmonares, tendo em vista que estimula a função pulmonar, levando à minimização da infecção pulmonar e período de uso da ventilação mecânica, além de contribuir para evitar o risco de uma eventual traqueostomia.

    Quais sãos as ações de prevenção da PAV?

    O cuidado com o paciente em ventilação mecânica deve ser uma prioridade. Dessa forma, é fundamental implementar um conjunto de boas práticas com o intuito de reduzir a ocorrência de eventos adversos e prevenir a PAV. Por exemplo:

    • manter a técnica adequada de higienização das mãos por parte dos profissionais de saúde;
    • adaptar diariamente o nível de sedação e fazer teste de respiração espontânea;
    • manter o paciente na posição de decúbito elevado (média de 30º a 45º);
    • dar preferência pelo uso de ventilação mecânica não-invasiva;
    • realizar a utilização criteriosa de bloqueadores neuromusculares;
    • aspirar a secreção subglótica de forma periódica;
    • evitar extubação não programada e reintubação do paciente;
    • estar atento às recomendações e cuidados com os umidificadores e sistemas de respiração;
    • acompanhar os períodos de troca do circuito do ventilador.

    Como pode perceber, a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV), é um aspecto de grande preocupação nas unidades de saúde, principalmente pela sua contribuição nos casos de óbitos ocorridos por infecções hospitalares. A entender melhor sobre os seus fatores de risco, sintomas, diagnóstico e demais informações, fica mais fácil empregar as ações adequadas e, assim, evitar ao máximo o acometimento desse quadro nos pacientes.

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    Quando a intervenção respiratória é indicada e como tem sido feita?

    A respiração adequada é indispensável para que cada pessoa consiga realizar as trocas gasosas ao fazer o ar entrar e sair do pulmão, fornecendo sangue e nutrientes para todas as células. Caso contrário, se esse processo não ocorrer, além do alto risco de morte, existe o prejuízo para a qualidade de vida na realização das atividades mais básicas do dia a dia. Nesses casos, pode ser necessário realizar uma intervenção respiratória.

    Esse processo consiste na ventilação mecânica, que costuma ser utilizada em pacientes com necessidade de tratamentos intensivos, ressuscitação cardiopulmonar e processos anestésicos. A adoção dessa prática pode ser discutível, em situações menos rígidas, ou indiscutível, quando ocorre a falência cardiorrespiratória, comum em quadros graves da Covid-19, por exemplo.

    Quer entender mais sobre a intervenção respiratória e o papel do fisioterapeuta nessas situações? Continue a leitura e se aprofunde no assunto!

    O que é a intervenção respiratória?

    A intervenção respiratória é uma prática utilizada em quadros clínicos graves que comprometem significativamente a respiração do paciente — o que eleva as chances de óbito. Além de quando existe um consenso da equipe médica envolvida de que essa é a melhor medida a ser adotada no paciente.

    Isso porque pode ser possível diminuir os riscos de sequela, reduzir a perda de massa muscular, fortalecer a musculatura esquelética e muitos outros benefícios que minimizam os sintomas dos problemas respiratórios. E ainda, existem casos em que a intervenção respiratória, realizada com atuação do fisioterapeuta, auxilia na execução de procedimentos mais invasivos para pacientes de UTI.

    Como ocorre a intervenção respiratória?

    O primeiro passo envolve a análise das condições do paciente pelo profissional de saúde, que inclui:

    • sistema respiratório: concentração do oxigênio inalado, pressão expiratória, frequência respiratória, saturação do oxigênio no sangue;
    • sistema cardiovascular: ausência de sinais, como arritmia, embolia pulmonar, trombose venosa instável, choque etc. E ainda, a pressão arterial sistólica e média, e a frequência cardíaca;
    • sistema nervoso: Escala de Agitação;
    • outros: ausência de fraturas na coluna vertebral e nos membros, temperatura corporal, nenhum sangramento ativo, nenhuma doença grave no rim ou fígado.

    Após a análise das condições citadas, se o paciente for considerado apto para a intervenção respiratória, o funcionamento do procedimento deve seguir os seguintes passos:

    • administração da postura: se as condições fisiológicas dos pacientes permitirem, é recomendado o gerenciamento da postura, elevando a cabeceira da cama até 60º na posição sentada;
    • atividades: treinamento ativo ou passivo (de acordo com o nível de sedação), transferências, trocas posturais, alongamento e estimulação elétrica e movimento articular completo;
    • manejo respiratório: descarga de escarro e recrutamento pulmonar.

    Qual o papel do fisioterapeuta na intervenção respiratória?

    Diante dos fatos citados, é possível notar a importância do fisioterapeuta junto a equipe médica para minimizar os sintomas cardiorrespiratórios, especialmente em quadros de Covid-19, sejam em casos leves ou graves. 

    No primeiro caso, o profissional previne o agravamento dos sintomas, auxilia no tratamento adequado — como nos exercícios respiratórios — e na educação sobre a doença. Em quadros graves, há o apoio no correto manejo respiratório, gerenciamento da postura e outros pontos que evitam complicações decorrentes da imobilidade do paciente.

    Percebeu como a intervenção respiratória pode ser decisiva para os pacientes, juntamente com o apoio dos fisioterapeutas? Para isso, é importante investir em equipamentos médicos de qualidade, como os da Medicalway, que contribuem para esse e outros casos. 

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    Qual a importância dos exames de imagem em tempos de pandemia?

    Como o próprio nome sugere, exames de imagem são representações do que ocorre no interior do nosso corpo, possibilitando uma análise e consequentemente diagnóstico mais completo de possíveis problemas de saúde, além do tratamento adequado.

    Essa prática se torna especialmente recomendada em tempos da Covid-19, já que se trata de uma doença cujo efeitos ainda são pouco conhecidos e precisam ser estudados a partir de exames de quem foi diagnosticado. Além do mais, os exames de imagem são úteis ao identificar doenças graves, como o câncer, ainda na forma prematura, possibilitando um tratamento mais eficaz.

    Quer entender mais sobre a importância dos exames de imagem especialmente durante a pandemia? Continue a leitura e saiba mais sobre o assunto!

    O que são exames de imagem?

    Conforme mencionado, os exames de imagem são meios que permitem uma visualização mais ampla do organismo humano. Para isso, são utilizadas diferentes tecnologias que oferecem cada vez mais imagens de alta definição e precisão, para que cada órgão e tecido possam ser analisados com detalhes, verificando o formato, textura e a possível existência de lesões ou alteração anatômica.

    As mais comuns são os sistemas energéticos, como ondas de som, radiação e campos magnéticos. Essas energias passam pelo corpo e reproduzem imagens do interior do organismo. Esse processo pode identificar diferentes patologias e avaliar órgãos e tecidos específicos — tudo depende do tipo de exame de imagem utilizado. Eles podem ser:

    • radiologia;
    • ultrassonografia;
    • mamografia;
    • densitometria óssea;
    • tomografia computadorizada.

    Por contarem com a presença de sistemas energéticos, muitos têm medo das consequências que a realização de exames de imagens pode ocasionar. Assim, é preciso deixar claro que existem regulamentações que estabelecem parâmetros de segurança, como a limitação do material radioativo, equipamentos a serem utilizados, tempo de exposição etc. 

    Além disso, no caso da pandemia da Covid-19, por exemplo, em que a realização desse exame se tornou mais comum, a Sociedade Fleischner recomenda que o exame de imagem não seja utilizado em pacientes com sintomas leves, a menos que haja riscos de progressão da doença.

    Por que são importantes em tempos de Covid-19?

    Como dito, os exames de imagem atuam no diagnóstico mais preciso de problemas de saúde, o que se tornou uma técnica aliada dos médicos para comprovar a intensidade da doença e seus efeitos no organismo, além de realizar o monitoramento, especialmente pela ampla visualização dos pulmões, diferentemente de muitos outros exames.

    Quer dizer, a tomografia não consegue realizar uma análise pulmonar eficaz, por não permitir a distinção dos diferentes tipos de pneumonias, e o raio-X tem dificuldades de visualizar criteriosamente quadros de infecção.

    Dessa maneira, adotar os exames de imagem em tempos de Covid-19 se torna a alternativa mais recomendada por:

    • servir como um complemento ao diagnóstico;
    • ser um exame não invasivo;
    • entender a ação do vírus no corpo;
    • auxiliar no descarte de outras infeções respiratórias.

    Percebeu como os exames de imagem é útil no diagnóstico, monitoramento e até tratamento de doenças, especialmente da Covid-19? Nesse sentido, os tipos de exames mais comuns são as radiografias e tomografias.

    Gostou do post e quer continuar se aprofundando no assunto? Confira nosso artigo sobre os equipamentos de ressonância magnética e fique por dentro!

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