Como melhorar o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares?

Manter um bom gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares é fundamental para evitar a suspensão dos atendimentos, assegurar a qualidade do hospital em meio à concorrência, conquistar renome na cidade e, principalmente, oferecer um atendimento de qualidade. 

Trata-se da aplicação de práticas capazes de identificar a necessidade de certo aparelho e seu tempo de utilização, além do cronograma de manutenção, da programação de novas aquisições e das demais medidas capazes de evitar problemas e riscos desnecessários.

Mas você sabe como realizar essa gestão de maneira eficaz e outros detalhes sobre a importância da manutenção de equipamentos hospitalares? Leia este conteúdo e descubra!

Qual é a importância da manutenção de equipamentos hospitalares?

Primeiro, saiba que é importante garantir a manutenção de equipamentos hospitalares por diversas razões, como evitar erros de diagnóstico, aumentar a segurança dos pacientes etc.

A seguir, saiba mais sobre os benefícios proporcionados!

Garantir maior segurança dos pacientes

Os maquinários hospitalares são essenciais para intervenções nos pacientes, sejam emergenciais ou não. Se eles não passaram por manutenções recentes, podem não operar como deveriam, o que compromete a segurança dos pacientes. 

Evitar erros de diagnóstico

Outro problema que a falta de manutenção de equipamentos hospitalares pode ocasionar é o erro no diagnóstico do quadro de saúde do paciente. Afinal, os itens precisam de ajuste ou lubrificação, troca periódica da bateria, calibração constante etc. 

Aumentar a vida útil dos equipamentos médicos

A manutenção é uma forma de lidar com o desgaste que os equipamentos médicos naturalmente podem sofrer com o passar do tempo. Em alguns casos, o manuseio inadequado, por falta de treinamento dos profissionais de saúde, pode desgastar ainda mais os aparelhos.

Conformidade com as normas

O Ministério da Saúde e a Anvisa têm normas que exigem a manutenção periódica dos equipamentos hospitalares. Isso porque você já entendeu que negligenciar essa etapa pode trazer insegurança e diagnósticos imprecisos, prejudicando o paciente.

Existem outros protocolos, como a Norma Técnica Brasileira NBR 15943:2011, que fala sobre o gerenciamento dos equipamentos hospitalares. Nesse sentido, é preciso que a gestão do hospital garanta uma ação coordenada por um profissional de nível superior para gerenciar fases de aquisição, manutenção preventiva e corretiva, implementação, gerenciamento de risco etc.

Quais tipos de manutenções podem ser aplicados na rotina hospitalar?

Veja quais são os diferentes tipos de manutenção que podem ser aplicados em um ambiente hospitalar:

Manutenção preventiva

Realizada de maneira programada, conforme a utilização de cada equipamento e as orientações do fabricante. Normalmente, a inspeção é agendada com antecedência e envolve testes de segurança, limpeza e detecção de problemas enquanto ainda são pequenos.

Manutenção corretiva 

Realizada para desenvolver formas de correção no caso de um dano no equipamento. Sendo assim, ele é devolvido, consertado e calibrado.

Manutenção preditiva 

Realizada de maneira planejada, com o intuito de averiguar minuciosamente, usando aparelhos específicos. Seu objetivo é antecipar, por meio de resultados da análise, manutenções preventivas e corretivas, elevando o tempo de vida útil e a segurança do aparelho.

RDC manutenção de equipamentos hospitalares: conheça as principais exigências

A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) é uma norma emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil e estabelece diretrizes sobre as boas práticas de fabricação de produtos para a saúde, incluindo equipamentos médicos:

  • Plano de manutenção: necessidade de desenvolver e implementar um plano de manutenção para os equipamentos médicos. O plano deve contemplar a manutenção preventiva, corretiva, preditiva e detectiva, conforme apropriado.
  • Treinamento e qualificação: estabelecer programas de treinamento para os profissionais responsáveis pela manutenção dos equipamentos e certificar-se de que os técnicos estão qualificados e atualizados para realizar as atividades de manutenção.
  • Registros e documentação: manter registros detalhados de todas as atividades de manutenção realizadas em cada equipamento, documentar as intervenções corretivas e preventivas, incluindo data, descrição do trabalho e peças substituídas, se aplicável.
  • Rastreabilidade: garantir a rastreabilidade das intervenções realizadas nos equipamentos e identificar claramente os registros de manutenção associados a cada equipamento.
  • Uso de peças e componentes originais: recomendação para utilizar peças e componentes originais ou aprovados pelo fabricante durante as atividades de manutenção.
  • Avaliação de riscos: realizar avaliações de risco associadas à manutenção de equipamentos médicos e considerar potenciais impactos na segurança do paciente e na eficácia do equipamento.
  • Calibração e verificação: realizar calibração e verificação regular dos equipamentos de medição utilizados durante as atividades de manutenção.

Como melhorar o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares?

Existem algumas práticas que podem ser implementadas como forma de promover um melhor gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares. Veja a seguir as principais!

Realize planejamentos

É preciso elaborar um planejamento para que os equipamentos possam ser revisados periodicamente, o que requer a obtenção de um aparelho reserva, já que a máquina deverá ser aberta para a realização dos procedimentos adequados.

Dessa forma, é preciso criar um plano, estabelecendo a melhor data e o melhor horário para a realização da revisão e da substituição do aparelho reserva, que pode ser um equipamento que já tem no hospital ou, no caso de instituições menores, o aluguel.

Compreenda a dinâmica de cada equipamento

Cada equipamento tem utilidades e características diferentes. Alguns são mais usados do que outros. Para que as manutenções sejam eficazes, é preciso conhecer a relevância de cada um e as demandas mais frequentes. Por esse motivo, estipule as prioridades de maneira consciente.

Mapeie os riscos hospitalares

Para reduzir as possibilidades de riscos biológicos, o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares deve estar em dia para assegurar a esterilização dos materiais, evitando a utilização de aparelhos infectados e a disseminação de doenças.

Defina o fluxo de trabalho

Entender o histórico de uso e conservação do equipamento hospitalar é essencial para identificar a situação da sua vida útil. Essa prática pode aperfeiçoar de maneira considerável o fluxo de trabalho dos profissionais de saúde para realizar exames de forma precisa e usar os aparelhos adequadamente, além de reduzir problemas.

Realize um controle eficiente

Outra prática indispensável é saber a quantidade correta de equipamentos hospitalares e garantir que estejam todos calibrados, lubrificados, conservados, com as peças trocadas no período adequado e com o funcionamento certo.

Um bom controle proporciona todos os aspectos, considerando que contribui para a elaboração de informações precisas a respeito dos aparelhos, o que promove uma gestão eficaz.

Principais itens que devem ser verificados na manutenção de equipamentos hospitalares

Aqui estão alguns dos principais itens que devem ser verificados durante a manutenção de equipamentos hospitalares:

  • Inspeção visual
  • Calibração
  • Verificação de segurança elétrica
  • Verificação de pressão e temperatura
  • Limpeza e desinfecção
  • Verificação de alarmes
  • Atualizações de software
  • Troca de peças desgastadas

Principais regulamentações na manutenção de equipamentos hospitalares

As regulamentações na manutenção de equipamentos hospitalares podem variar de acordo com o país e a região, mas algumas diretrizes gerais são comuns em muitas jurisdições. Aqui estão algumas das principais regulamentações e práticas recomendadas na manutenção de equipamentos hospitalares:

  • ISO 13485 – sistemas de gestão da qualidade para dispositivos médicos: esta norma estabelece requisitos para o sistema de gestão da qualidade em organizações que projetam, fabricam, distribuem ou prestam serviços relacionados a dispositivos médicos.
  • IEC 60601 – equipamento eletromédico: esta série de normas estabelece requisitos de segurança e desempenho para equipamentos eletromédicos. A manutenção adequada desses equipamentos é crucial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde.
  • Regulamentações locais de saúde: cada país tem suas próprias regulamentações e agências responsáveis pela supervisão e regulação de equipamentos médicos e de saúde. No Brasil, por exemplo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desempenha um papel importante nesse sentido.
  • Certificação de equipamentos: muitos países exigem que os equipamentos médicos sejam certificados antes de serem utilizados em ambientes hospitalares. Certificações como a Marcação CE, na União Europeia, ou a marcação da FDA, nos Estados Unidos, são exemplos.
  • Normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF): as BPF são diretrizes que garantem a qualidade e a conformidade na fabricação, instalação e manutenção de produtos e equipamentos médicos.

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    Fornecedor de equipamentos médicos: como acertar na escolha?

    Um hospital ou uma clínica médica não podem parar suas atividades, por isso, todos os setores devem estar com a infraestrutura em ordem para evitar contratempos ou riscos à saúde e segurança dos pacientes. Nesse sentido, é fundamental ser criterioso com a escolha do fornecedor de equipamentos médicos.

    Estamos falando de produtos altamente tecnológicos e que exigem um investimento alto. Por isso, é tão importante que o gestor hospitalar saiba como selecionar as melhores empresas, evitando dores de cabeça no futuro.

    Neste post, vamos ajudá-lo nessa escolha. Acompanhe e veja algumas dicas para que você encontre bons fornecedores desse setor e construa parcerias de sucesso!

    Avalie a qualidade dos equipamentos

    A medicina está em constante evolução, e a tecnologia, cada vez mais presente nas técnicas cirúrgicas, diagnósticos por imagem e em itens voltados para o cuidado do paciente. Dessa maneira, é importante que o fornecedor de equipamentos médicos acompanhe essa inovação e forneça produtos de alta tecnologia.

    Por isso, antes de fechar a compra, peça demonstração dos produtos e solicite à empresa os detalhes técnicos, como a tecnologia empregada e a origem dos equipamentos — a escolha por empresas que comercializam produtos de fornecedores mundiais de renome pode fazer a diferença no atendimento da sua clínica ou hospital.

    Além da tecnologia dos equipamentos, verifique, ainda, a diversidade da linha de produtos. Desse modo, você consegue adquirir mais itens de um mesmo fornecedor — além de economizar tempo, consegue condições melhores de preços e pagamentos.

    Veja a relação custo-benefício

    Não é segredo para ninguém que os equipamentos do segmento médico têm um custo mais elevado, principalmente pela alta tecnologia empregada. No entanto, antes de escolher o seu fornecedor, considere a relação custo-benefício do produto.

    Em primeiro lugar, faça uma pesquisa de mercado e compare os preços com a qualidade dos produtos oferecidos. Selecione as empresas que você considera que trabalham com valores competitivos e pesquise sobre:

    • tecnologia empregada;
    • durabilidade dos equipamentos;
    • gastos com manutenção.

    Condições de pagamento

    Verifique, ainda, a possibilidade de negociação e até de financiamento para que você tenha tranquilidade para fazer essa aquisição.

    Considere o tempo de mercado do fornecedor de equipamentos médicos

    Hoje, a concorrência é grande em qualquer segmento, por isso, é natural ficar perdido na hora de escolher uma empresa. A dica, nesse caso, é considerar o tempo de mercado do fornecedor.

    É um indicativo de solidez do negócio e também do bom atendimento prestado. Assim, você fica tranquilo ao adquirir o equipamento médico, porque tem a garantia de que a empresa é séria e vai oferecer todo o suporte necessário.

    Verifique a reputação e a experiência da empresa

    Além do tempo de mercado, verifique, ainda, a reputação do fornecedor de equipamentos médicos. Com o mundo conectado, você pode obter essas informações diretamente no seu computador de forma bastante rápida. Basta pesquisar na Internet e conferir se há reclamações contra a empresa.

    É uma maneira de descobrir se o fornecedor preza por um atendimento de excelência, se os produtos realmente são de qualidade, se há comprometimento com os prazos, como é o pós-venda etc.

    Peça referências

    É importante conhecer a experiência de outros clientes com o fornecedor em questão. Por isso, se possível, peça referências para gestores de outras clínicas médicas ou hospitais.

    Nessa conversa, você consegue descobrir, por exemplo, se a empresa honra com o que foi combinado, as possibilidades de negociação e o atendimento oferecido, caso surja algum problema.

    Participe de eventos desse segmento

    Uma maneira de conhecer de perto os fornecedores e os produtos oferecidos é participando de feiras e eventos voltados para esse segmento. Você terá a oportunidade de conversar com os representantes da empresa, conhecer de perto a tecnologia comercializada e tirar todas as suas dúvidas.

    Busque por diferenciais

    Você precisa encontrar um fornecedor de equipamentos médicos que vá facilitar a rotina dos seus serviços e elevar a qualidade do atendimento, certo? Então, busque empresas com alguns diferenciais, como:

    Padrão internacional

    A tecnologia empregada nos equipamentos deve ser atual, por isso, procure por empresas que trabalham com grandes fornecedores e marcas conceituadas, ou seja, que prezam por um padrão internacional de qualidade.

    Dessa maneira, você adquire um produto altamente diferenciado — o que vai aprimorar seus serviços médicos e causar uma boa impressão nos seus pacientes.

    Praticidade

    É importante que a empresa facilite a vida do gestor. Por isso, ganha pontos quem trabalha não só com os equipamentos médicos, mas também com os acessórios específicos desses produtos.

    Essa praticidade facilita a aquisição desses itens, visto que você já conhece o fornecedor, recebe a orientação necessária e não precisa perder tempo fazendo uma pesquisa.

    Comprometimento

    Você precisa ter certeza de que a empresa se compromete com o que foi acertado na venda, como a entrega no prazo. Afinal, estamos falando de equipamentos médicos — indispensáveis para o andamento dos trabalhos de uma clínica ou hospital.

    Por isso, valorize fornecedores que tenham uma postura transparente com o cliente, ou seja, que não vão deixar você na mão, prejudicando seu trabalho e o atendimento aos pacientes.

    Atendimento no pós-venda

    Em qualquer segmento de negócio, é muito comum encontrarmos empresas que oferecem um atendimento de primeira na pré-venda, mas abandonam os clientes assim que a venda é concretizada.

    No caso de equipamentos médicos, isso é inadmissível, já que a sua clínica ou hospital não podem parar suas atividades por uma falha técnica, por exemplo. Dessa forma, um ponto que merece atenção é o pós-venda.

    Confirme se há um atendimento depois da aquisição do produto — com um suporte técnico qualificado e ágil — para que você não tenha problemas no futuro. Empresas com sedes em diferentes localidades são uma garantia de um atendimento mais rápido.

    São vários os fatores que você precisa avaliar antes de escolher um fornecedor de equipamentos médicos. Faça uma pesquisa minuciosa e selecione uma empresa que acompanhe as novidades tecnológicas do setor, que tenha solidez no mercado e ofereça um atendimento diferenciado.

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    7 dicas para ter um controle financeiro na sua clínica

    Se você já possui uma clínica médica ou decidiu abrir seu próprio consultório, com certeza precisará de uma boa saúde financeira. Com ela, você mantém um atendimento eficiente aos pacientes e evita dificuldades extremas no futuro. Ter um controle financeiro pode parecer até complicado, porém com uma organização eficaz e alguns procedimentos simples sua gestão de finanças ficará mais tranquila.
    Para te ajudar nessa organização, listamos 7 dicas essenciais para garantir o seu controle financeiro. Confira a seguir!

    1. Separe as contas pessoais das contas da clínica

    Misturar as contas pessoais com algum negócio é um dos principais motivos que levam um empreendimento de pequeno ou médio porte ir a falência! Por isso, cuidado para não confundir e misturar contas próprias com as da sua clínica ou consultório.
    Para evitar esse problema, o ideal é separar a remuneração do proprietário, o pagamento das despesas fixas e variáveis da clínica e o lucro bruto. Por isso, não esqueça que as responsabilidades e o controle financeiro em relação a contabilidade de uma pessoa física e jurídica são diferentes.

    2. Registre as transações financeiras

    Essa primeira dica é essencial para ter um completo controle financeiro. Quando você registra todas as operações financeiras que ocorrem na clínica, fica mais fácil de identificar os gastos e lucros. Assim, você controla com mais eficiência a sua entrada e saída de caixa.
    O ideal é que esse registro seja diário e ocorra esse processo em todas as transações. Sendo as principais: o recebimento de pagamento de pacientes de consulta particular e de convênios de plano de saúde, pagamento de fornecedores, compra de materiais necessários e pagamento dos funcionários da clínica/consultório.

    3. Fluxo de Caixa eficiente 

    Assim que você começar a pôr em prática o registro de todas as operações financeiras da clínica, você estará mais qualificado a realizar um fluxo de caixa.
    O fluxo de caixa significa toda a movimentação financeira do caixa de uma empresa em um determinado período de tempo. Ou seja, é todo o fluxo da entrada e saída de dinheiro em certo tempo. Isso significa que se você faz um fluxo de caixa diário, você garante um maior controle de pagamentos. Assim,  você consegue planejar melhor as contas no próximo mês.

    4. Escolha rigorosamente seus fornecedores

    Para garantir um controle financeiro da sua clínica ou consultório, é muito importante escolher bem os seus fornecedores. Para isso é fundamental ter um relacionamento próximo e agradável com eles.
    Quando você cria um bom relacionamento com seus fornecedores, facilita que seus pedidos ocorram nas datas corretas e com isso, não irá atrapalhar o seu fluxo de caixa.
    Além disso, o seu controle financeiro fica mais claro quando você escolhe fornecedores parceiros. Para isso, é importante que eles tenham qualidade nos materiais e equipamentos, garantam os prazos de entrega e que tenham um equilíbrio na cotação dos preços e no suporte na negociação.

    5. Tenha um fundo de reserva

    Sabemos que a crise de nosso país afetou muitos empreendimentos devido as flutuações da economia e diminuição do consumo da população. Por isso, é ideal que o seu consultório tenha um fundo de reserva que possa cobrir os gastos quando o fluxo de pacientes for menor.
    Além disso, ter um fundo de caixa é essencial se você tiver uma necessidade de ter um gasto não planejado, por exemplo, para o conserto de algum equipamento ou compra de um material para auxiliar no atendimento.

    6. Use a tecnologia 

    A tecnologia é um fator que auxilia, e muito, na facilidade em otimizar alguns processos internos. Geralmente, algumas tarefas manuais de clínicas e consultórios afetam no atendimento e produtividade do colaboradores. Por exemplo, o excesso de ligações para agendar, remarcar ou cancelar uma consulta, podem tomar muito tempo do colaborador. Nesse caso, aplicar um sistema digital de agendamento de consultas, como o próprio e-mail, planilhas ou mensagens internas (intranet) facilitará o trabalho do seu funcionário.
    Além desse exemplo comum, a tecnologia e sistemas de informatização já oferecem programas que fornecem relatórios, gráficos e resultados sobre suas finanças. Assim, facilitando o seu controle financeiro e dando a possibilidade de você ter um olhar mais nítido dos custos.

    7. Faça bom uso dos planejamentos

    Como qualquer processo que demande uma organização, o planejamento é fundamental. Com ele, você mantém uma visão sobre futuros gastos e recebimentos. Por isso, você consegue ter um melhor controle financeiro.
    Quando você faz um fluxo de caixa e analisa relatórios, a realização de projeções de gastos para os próximos períodos é mais visível. Isto é, você conseguirá prever a receita da sua clínica, as oportunidades de lucro, momentos de maior incidência de gastos e programará novos investimentos.
    Essas dicas são fundamentais para você ter um controle financeiro eficiente. Com elas você poderá ter novos resultados e uma visão mais ampla das necessidades que sua clínica possui. Assim, estará mais propenso a resultados positivos, graças a sua organização, dedicação e esforço em planejar e compreender a necessidade da boa saúde financeira.
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    Quanto cobrar por consulta médica da minha clínica?

    Se você é um médico ou profissional de saúde e está prestes a abrir seu consultório particular, é primordial pensar no lucro para manter o seu negócio no mercado e também, gerar capital para investir na carreira. Para isso, definir o preço pela sua consulta médica é uma tarefa indispensável e desafiadora.
    A precificação de uma consulta médica é algo complexo, pois é um atendimento que engloba as condições da saúde física e emocional de uma pessoa. Por isso, é inevitável adotar estratégias que norteiem as necessidades iniciais do público. E o preço é uma necessidade que está inserida neste processo.
    Ao estipular o quanto cobrar pela consulta médica, devemos considerar, além da necessidade do seu paciente, alguns fatores primordiais para que o seu consultório não tenha prejuízos. Assim, não faltará capital para investir, aprimorar e melhorar os processos. Os principais fatores que devem ser levados em conta são:

    Análise de mercado

    Ao precificar qualquer produto ou serviço é necessário realizar uma pesquisa de mercado e competitividade do setor. Para a consulta médica, esse fator também deve ser levado em conta, pois fornecerá dados importantes a respeito da sua área de atuação.
    Essa pesquisa de mercado irá definir diversas questões, dentre elas:

    • Qual o preço praticado por médicos da região? 
    • Quanto os profissionais semelhantes a minha especialização cobram por consulta? 
    • Existem profissionais da mesma especialidade em regiões próximas a mim? 
    • Há possibilidade de diminuir o preço sem alterar a qualidade?
    • É possível aumentar o preço garantindo mais benefícios ao paciente?

    Essa etapa é fundamental para definir um preço competitivo e adequado em seu consultório. Por isso, as questões acima devem ser estudadas de forma eficiente.

    Poder aquisitivo do público

    Nesta etapa, é importante analisar quanto o seu paciente quer e pode pagar por sua consulta e especialidade médica. Para isso, você deve fazer uma pesquisa de público para captar as seguintes informações:

    • Renda média dos seus pacientes.
    • Necessidades principais e como o meu atendimento pode ajudá-lo?
    • Quanto o meu público paga por uma consulta?
    • Quanto ele está disposto a pagar?
    • Qual preço chamará mais atenção?
    • Qual o meu custo-benefício?
    • Poder de barganha dos seus pacientes (significa o poder de uma pessoa ao discutir preços e trocar de escolha)

    Essa é outra pesquisa que irá auxiliar na definição do valor cobrado para seu público. Sabendo essas informações e aplicando estratégias promocionais, o público com certeza terá mais interesse em conhecer o atendimento e serviço do seu consultório.

    Custos com a estrutura 

    A estrutura do seu consultório médico irá impactar diretamente no preço estipulado aos seus pacientes, pois é um investimento que considera fatores importantes para o êxito e sucesso do atendimento. Nessa consideração incluem fatores como:

    • A localização do consultório

    A região do seu consultório influencia diretamente do preço praticado. Por exemplo, se a região é de difícil acesso aos seus pacientes ou se o bairro for muito nobre. Portanto, é necessário analisar se a localidade está de acordo com o preço determinado para que não gere comentários negativos do público.

    • Comodidade do ambiente

    Ter um consultório que atenda o conforto do seu paciente também é importante. Ter uma sala de espera com móveis mais aconchegantes e uma decoração elegante, por exemplo, é um diferencial que muitos pacientes levam em consideração na hora de analisar o preço.

    • Serviços básicos

    Como todo e qualquer negócio, existem gastos fixos que devem estar presentes no planejamento financeiro. Conhecer o valor média de gastos com água, luz, telefone, internet e compras de materiais é fundamental para avaliar se o preço e média de consultas por mês são suficientes para quitar os custos da sua clínica.

    • Investimentos em padronização, gestão e tecnologia

    Alguns processos de gestão interna facilitam e melhoram o atendimento e tarefa dos funcionários do consultório. Padronizar processos rotineiros e informatizar tarefas manuais melhoram a gestão administrativa. Esses processos são investimentos que devem ser levados em conta para que o colaborador tenha uma melhor produtividade e assim, um melhor atendimento com seus pacientes.

    • Remuneração e capacitação dos colaboradores

    A remuneração dos colaboradores é um custo fixo que também deve estar presente no planejamento financeiro. Além disso, a capacitação desses profissionais é fundamental para que o seu consultório tenha uma boa imagem diante seus público e saia na frente dos concorrentes da região.

    Gastos com materiais e equipamentos médicos

    Para se obter lucro em um atendimento médico, é necessário ter um equilíbrio no negócio em relação aos ganhos e despesas. Por isso, os gastos com materiais utilizados e equipamentos médicos devem estar equilibrados, visando gerar lucro nas contas finais.
    Um fato importante para considerar é que, se você está abrindo o seu consultório particular recentemente, é natural que o valor da consulta seja mais baixo em relação aos concorrentes e que o investimento inicial será maior que o lucro. Esse fato irá, aos poucos se modificando, pois à medida que você consegue fidelizar mais clientes e o seu consultório passe a ser mais indicado na região, o lucro irá aumentar devido a demanda do público.

    Impostos

    Os impostos estão presentes em qualquer clínica ou consultório médico. O pagamento de impostos não é uma tarefa simples, pois engloba o faturamento do local que é estipulado pelas notas fiscais e que estão de acordo com a forma de tributação definida (pessoa física, jurídica, lucro real, entre outros).
    Por isso, a apuração e pagamento é sempre ideal que seja realizada e tenha auxílio de profissionais especialistas na área: contadores. Esses profissionais lhe indicarão a melhor forma de tributação e quais impostos estarão presentes no custo do seu consultório médico.
    Todos esses fatores são essenciais para que você defina um valor ideal para a sua consulta médica. Por isso, todas as etapas devem ser trabalhadas e planejadas de forma crucial para que no futuro você e o seu consultório tenham resultados positivos, maiores lucros e melhor relacionamento com o seu colaborador e pacientes.
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