Normas para recebimento de equipamento hospitalar

Indispensáveis em qualquer centro médico, desde clínicas a hospitais, os equipamentos hospitalares são essenciais para a saúde dos pacientes. No combate para salvar vidas, eles auxiliam os profissionais da saúde para oferecer diagnósticos e tratamentos com maior precisão em todo o processo médico – da sala de emergência à mesa de cirurgia.
E como esses equipamentos são tão importantes para manter vidas, é preciso tomar o maior cuidado possível com a manutenção deles e, principalmente, com a aquisição e instalação.
Dessa forma, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), criou um manual para boas práticas e cuidados de equipamentos hospitalares, que tem como função principal garantir a segurança tanto dos colaboradores e profissionais da saúde, quanto dos pacientes.
O manual de Boas Práticas de Aquisição de Equipamentos Médico-Hospitalares, visa oferecer procedimentos seguros para aquisição de equipamentos hospitalares para instituições de saúde públicas e privadas, que utilizem o processo de licitação, mas segundo o próprio documento, é possível adaptar para demais instituições de saúde.

Manual de recebimento de equipamento hospitalar

Então se você busca orientações para como realizar o correto procedimento de recebimento de equipamentos hospitalares, este trecho da Parte B, sobre procedimentos operacionais da instituição, irá te ajudar:

  1. Procedimentos de Recebimento e Aceitação.

    a)
    Inspeção de recebimento. Técnica designada para recebimento do equipamento. A equipe deverá realizar uma inspeção visual do equipamento entregue pelo fornecedor, para assegurar que:

  • 1. O equipamento corresponde àquele especificado no edital.
  • 2. O equipamento está completo, com todos acessórios e documentação técnica especificados no edital.
  • 3. Não existem partes do equipamento e seus acessórios danificados. E
  • 4. O equipamento está compatível com os requisitos de pré-instalação aprovados pelo fornecedor.

b) Formalização do recebimento. A equipe técnica comunicará à unidade competente da instituição, o recebimento formal do equipamento, para a adoção das providências necessárias ao cumprimento das condições e prazos previstos no contrato firmado entre o fornecedor e a instituição.
c) Identificação do equipamento. Após seu recebimento formal, o equipamento deve receber um código de identificação apropriado, a fim de incluí-lo no patrimônio e no sistema de gerência e manutenção da instituição.
d) Formalização da aceitação. A equipe técnica comunicará à unidade competente da instituição, o aceite final do equipamento, para adoção das providências necessárias ao cumprimento das condições e prazos previstos no contrato firmado entre o fornecedor e a instituição.

Mais a frente do mesmo documento, a Anvisa também fala sobre a instalação dos equipamentos. E segundo ela, “a instalação do equipamento médico-hospitalar deve ser realizada pelo fornecedor ou seu representante autorizado, devendo ser iniciada exclusivamente após seu recebimento formal e aprovação dos requisitos de pré-instalação.” Após isso, o fornecedor, ou representante autorizado, deve realizar testes no equipamento, demonstrando o seu funcionamento a equipe técnica, que deve acompanhar o processo de instalação.

Aumente sua eficiência

Seguir essas instruções da Anvisa é importante, pois garantem a entrega correta e o bom funcionamento dos equipamentos, evitando o risco de uma falha ou problema no momento de salvar uma vida.
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    O que compõe uma estação de trabalho de anestesia? Descubra!

    A estação de trabalho de anestesia é um equipamento bastante relevante nas instituições hospitalares. Isso porque ele é constituído de diversos itens integrados com a finalidade de gerenciar gases no decorrer da anestesia inalatória, o que melhora, de forma satisfatória, os cuidados prestados aos pacientes.

    Mas, para que o profissional qualificado possa fazer o manuseio correto do equipamento, é importante entender, da maneira mais detalhada possível, o seu funcionamento e os elementos que o compõem. E isso influenciará diretamente os resultados. Então, pensando nisso, elaboramos este conteúdo com as principais informações. Confira!

    O que compõe uma estação de trabalho de anestesia?

    Pelo fato de as estações de trabalho de anestesia estarem cada vez mais modernas, é necessário que o anestesiologista tenha o conhecimento adequado sobre o seu funcionamento e os itens que serão manuseados, por exemplo:

    • sistema respiratório: possibilita a ventilação artificial conforme as modalidades ventilatórias disponíveis;
    • fluxômetro: estabelece o volume de gases frescos que será administrado. Nesse tipo de situação, os gases usados são oxigênio, óxido nitroso e ar comprimido;
    • vaporizador anestésico: é responsável por transformar o anestésico líquido em vapor. Essa mudança é importante para que o anestésico tenha condições químicas apropriadas para ser absorvido pelas vias aéreas do indivíduo.

    Entre os outros elementos, podemos apontar os monitores, os ventiladores e os sistemas antipoluição. Esses componentes englobam desde estruturas de funcionamento pneumáticas a complexos conjuntos eletrônicos, mecânicos e componentes microprocessados. Com isso, o fito é elevar a segurança do paciente anestesiado.

    Quais são as soluções oferecidas pela Medicalway e seus diferenciais?

    A Medicalway tem, em sua lista de soluções, estações de trabalho com altas tecnologia e modernidade. Conheça os principais modelos a seguir!

    WATO EX-20 (Mindray)

    Esses são ideais para anestesia geral tanto em pacientes pediátricos quanto em adultos. O modelo proporciona segurança, estabilidade, desempenho confiável e interface amigável por meio de um monitoramento básico em tela LCD, incluindo VCe, etCO2, VM, pressão média, pico de pressão, com curvas de pressão e fluxo de forma simultânea.

    WATO EX-35 (Mindray)

    O WATO EX-35 possibilita que o usuário realize ajustes do modo de ventilação e das definições do monitor de maneira simples. Ademais, seu sistema inteligente de alarme em tempo real disponibiliza dados detalhados que alertam o médico de forma ágil e clara sobre fatos adversos, destacando a necessidade de intervenção.

    WATO EX-65 – PRO (Mindray)

    Desenvolvida com tecnologia de ventilação inteligente e com avançados recursos de monitoramento, essa máquina oferta uma linha completa de módulos de ventilação com controle e suporte. Ela insere PSV + Apnéia, PCV-VG, CPAP/PS, SIMV-VG, entre outros, com o objetivo de atender, de forma eficiente, aos critérios de ventilação de todos os pacientes.

    Como pode-se perceber, a transformação digital tem proporcionado uma série de opções de estação de trabalho de anestesia, cada uma com suas particularidades e funções. E, para que o profissional possa utilizar a máquina da melhor forma, priorizando a segurança e a qualidade nos procedimentos, é preciso entender quais são os itens que a compõem e o jeito de manuseá-los. Assim, é possível alcançar os melhores resultados possíveis.

    Quer conhecer melhor sobre os produtos de anestesia oferecidos pela Medicalway, suas funcionalidades e seus diferenciais? Então, aproveite para visitar a nossa página agora mesmo!

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    Descubra agora o que é e o que não pode faltar na NBR 17025

    Para uma maior precisão e qualidade nos resultados de exames laboratoriais, existe a NBR 17025, uma norma que regulamenta o setor a fim de promover mais qualidade e confiança nas operações realizadas.

    Caso contrário, se não houver um padrão de qualidade ou uma norma que regulamenta as operações, dificilmente é possível obter confiança quanto aos resultados obtidos por um laboratório. Basta imaginar a aplicação de vacinas, por exemplo, sem aprovação da qualidade por meio de normas específicas.

    Conseguiu entender do que se trata e a importância da NBR 17025? Continue a leitura e entenda como ela se aplica nos laboratórios, suas vantagens em relação a ISO 9001 e os cuidados a serem tomados nos laboratórios!

    O que não pode faltar na NBR 17025?

    Conforme mencionado, a atuação da NBR 17025 visa garantir a competência e resultados válidos dos laboratórios, o que exige o cumprimento de uma série de ações a partir de três atividades laboratoriais: calibração, ensaio e amostragem.

    Calibração

    É preciso que a calibração, ou ajustes dos equipamentos, siga padrões internacionais de confiança. Tais informações estão descritas com mais detalhes no requisito 5.19 da NBR 17025.

    Ensaio

    Para comprovar a capacidade técnica de um produto ou material, é necessário adotar uma série de técnicas e procedimentos que medem a qualidade a partir das informações que descrevem o ensaio, a classe do ensaio, o produto ensaiado e a área de atividade.

    Amostragem

    A amostragem é o processo de coleta de amostras nos níveis e nas condições adequadas, para que seja possível posteriormente realizar o ensaio.

    Ao seguir todos os requisitos e orientações da NBR 17025, o laboratório passa a ter um maior nível de qualidade e confiança nos resultados oferecidos, o que é indispensável para a satisfação e escolha dos clientes. Além do mais, muitos produtos só podem entrar em laboratórios que seguem normas e padrões mundiais de qualidade.

    Qual a relação da NBR 17025 com a ISO 9001?

    Assim como a NBR 17025, a ISO 9001 ajuda empresas e gestores na otimização da qualidade dos processos oferecidos. Porém, a ISO foca em empresas de diferentes setores e a norma em questão atua com exclusividade para laboratórios de amostragem e calibração. 

    Além disso, a ISO 9001 faz isso por meio de certificações do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), que sinaliza as empresas dentro dos padrões de qualidade e as que precisam corrigir falhas e implantar melhorias. Por exemplo, padronizar as operações, reduzir custos e desperdícios etc.

    Quais os benefícios da NBR 17025 e da ISO 9001?

    A ação da ISO 9001 também aumenta a vantagem competitiva e a busca por atualizações constantes nos laboratórios, a ponto de oferecer mais agilidade no desenvolvimento dos produtos e serviços e buscar satisfazer cada vez mais os pacientes.

    Esses benefícios se tornam ainda mais relevantes e significativos porque a adesão do SGQ não é uma obrigação ou pré-requisito, é uma ação voluntária para quem busca elevar o nível de qualidade e competência. 

    Como foi possível notar, por mais que tanto a NBR 1725 e a ISO 9001 não sejam obrigatórias, elas são essenciais e atuam como diferenciais para que laboratórios busquem constantemente por estruturas e equipamentos adequados e resultados confiáveis. 

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    Entenda para que serve a intubação traqueal e quais precauções tomar

    Embora não seja um método novo, durante a pandemia da COVID-19 a intubação traqueal tornou-se um procedimento muito popular nas UTIs.

    A técnica que visa preservar a respiração do indivíduo por meio da oxigenação ficou mundialmente conhecida, especialmente envolvendo pacientes com condições de complicação respiratória grave.

    Devido à importância desse assunto, preparamos este artigo para que você saiba o que é e como funciona a intubação traqueal, além de algumas precauções essenciais para o procedimento. Acompanhe!

    O que é a intubação traqueal?

    A intubação traqueal, também conhecida como orotraqueal ou endotraqueal (OIT) é um procedimento comumente utilizado em terapia intensiva. Dessa forma, a técnica consiste em inserir um tubo, através da boca ou nariz, com o auxílio do laringoscópio e levá-lo até a traqueia do paciente. Assim, a ventilação mecânica pulmonar fica instalada para resguardar a respiração do indivíduo.

    Para que serve a intubação traqueal?

    Essa técnica serve para qualquer problema de saúde ou situações que afetam as vias respiratórias, onde é necessário preservar por completo a via aérea do paciente, garantindo que os pulmões permaneçam recebendo oxigênio. Dentre alguns casos fundamentais, podemos citar:

    • tratamento intensivo em indivíduos em estado grave;
    • permanência sob anestesia geral para cirurgia;
    • obstrução da via aérea;
    • parada cardiorrespiratória.

    Mas, vale lembrar que, para o procedimento ser bem-sucedido devem-se considerar outros fatores, como hospitais com profissionais a disposição, todos os equipamentos necessários, habilidade dos enfermeiros e médicos, além da anatomia do paciente.

    Como funciona a Sequência Rápida de Intubação (SRI)?

    A técnica consiste em uma rápida hipnose com o intuito de bloquear o sistema neuromuscular para reduzir o risco de aspiração e evitar a distensão gástrica. Dessa forma, o método é realizado por dois profissionais, onde um efetua a preservação da estabilização da cabeça e coluna, enquanto o outro executa a inserção do tubo endotraqueal.

    No entanto, em alguns casos, como desconforto respiratório e hipoxemia, a intubação sem pré-oxigenação feita corretamente pode tornar o procedimento arriscado, além de falhas de repetições e desgaste físico do paciente, que pode apresentar vômitos, dessaturação, retorno do conteúdo gástrico e broncoaspiração.

    Quais são as precauções ao fazer a intubação traqueal?

    Ao realizar o procedimento de intubação traqueal é necessário ter alguns cuidados para minimizar os possíveis efeitos diversos e proporcionar maior segurança para o paciente. Diante disso, as principais precauções são:

    • retirar as próteses do indivíduo;
    • identificar o duto com diâmetro adequado à fisiologia da pessoa;
    • realizar a acomodação do paciente em decúbito dorsal;
    • utilizar o balonete para regular o duto em relação à traqueia;
    • fazer a hiperextensão da cabeça e novelar o duto com um equipamento bucal;
    • não passar o tubo se a inserção não estiver assegurada.

    Como tem funcionado a intubação traqueal em casos graves de COVID-19?

    No caso de falência respiratória causada pelo COVID-19, a intubação traqueal é a única técnica que pode estabilizar o quadro. O novo coronavírus é muito eficiente em causar aos pacientes graves processos inflamatórios, afetando principalmente o sistema cardiovascular e os pulmões. Desse modo, se faz necessário o uso da ventilação mecânica para garantir a correta oxigenação dos tecidos.

    Contudo, no contexto de tratamento para COVID-19, a intubação é um momento crítico, sendo fundamental seguir os protocolos que simplificam esse processo e garante segurança, assistência e qualidade. Em vista disso, os protocolos são:

    • preparação do paciente e da equipe médica;
    • posicionamento do paciente;
    • pré-oxigenação;
    • pré-tratamento e medicação;
    • paralisia com indução e bloqueio neuromuscular;
    • sequência rápida de intubação e a passagem do tubo;
    • pós intubação com parâmetros da ventilação mecânica protetora.

    Pensando em minimizar a rotina habitual e estressante de urgência e emergência associado ao risco de lidar com um agente altamente contaminante, a Associação Brasileira de Medicina Intensiva (AMIB) estabeleceu um manual com recomendações sobre o manuseio do paciente com insuficiência respiratória e pneumonia e insuficiência originado pela à infecção do COVID-19. Assim, é possível auxiliar os profissionais no procedimento de intubação traqueal de maneira adequada, evitando a falência respiratória.

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