O que é a máscara laríngea e em quais ocasiões ela deve ser utilizada?

O que é a máscara laríngea e em quais ocasiões ela deve ser utilizada? Seja para a aplicação de anestesias convencionais ou para o acesso das vias áreas para ventilação mecânica durante a internação de pacientes em UTI, a máscara laríngea (ML) é indispensável para o uso médico.

O item é desenvolvido especialmente para o manuseio da região entre a laringe, ficando na parte superior da epiglote, responsável pelo correto funcionamento do sistema digestivo e por permitir que o alimento transite pelo local correto.

Desse modo, é preciso que o processo realizado com a máscara laríngea seja breve, para que não haja uma broncoaspiração. Isso ocorre quando a traqueia é vedada pelo mau funcionamento da epiglote, e um sólido ou líquido desce em direção à laringe, obstruindo a traqueia e impedindo a passagem de ar pelos pulmões.

Então, para um correto uso da máscara laríngea, é preciso conhecer a fundo o assunto. Continue conosco e saiba mais informações!

Como funciona a máscara laríngea?

Como você pôde perceber, a incorreta aplicação da máscara pode oferecer sérios riscos. Assim, é preciso aprender a seguir os passos corretos:

  • siga as orientações de abertura de acordo com o correto local indicado;
  • posicione a face convexa posterior da ML em contato com a parede da faringe e acima das estruturas supraglóticas, permitindo a ventilação;
  • aloje a ponte da ML sobre o esfíncter esofagiano superior;
  • certifique-se de que não haja vazamento de ar ao testar o balonete ou ‘’cuff’’, comprometendo o produto, com auxílio de uma seringa;
  • garanta que a ML tenha sido corretamente esterilizada e limpa;
  • hiperestenda a região cervical do paciente, caso ele não seja vítima de trauma, para que a língua seja deslocada com mais facilidade e não haja obstrução da passagem de ar;
  • facilite a adaptação da máscara laríngea com o auxílio de um produto à base de água na parte posterior, que atue como um lubrificante;
  • impeça o fechamento da hipofaringe ao segurar a língua do paciente, durante a introdução da máscara;
  • insufle o ‘’cuff’’ ou balonete de acordo com o número da ML e a orientação do fabricante, e mantenha a testagem e o acompanhamento da ventilação do paciente;
  • posicione a máscara na entrada do esôfago e abaixo da valécula, de frente à via área, para que haja a ventilação adequada ao paciente.

Em quais ocasiões a máscara laríngea é utilizada?

Conforme mencionado, a máscara laríngea deve ser utilizada para acessar as vias aéreas. Isso pode ocorrer quando a região apresentar falhas no funcionamento ou em situações em que o paciente precisa ser entubado e ventilado. É o caso de adultos em quadros graves internados em UTI e que precisam do auxílio de aparelhos para respiração.

A princípio, esse grupo é ventilado a partir da introdução de um tubo endotraqueal na traqueia. Porém, a longo prazo, esse equipamento pode comprometer a laringe e a traqueia dos pacientes. Para evitar isso, os médicos devem realizar uma traqueostomia percutânea dilatacional (TPD). Durante esse procedimento e/ou até para aplicação da anestesia geral, a máscara laríngea deve ser fixada na garganta.

Outra circunstância a que os médicos devem ficar atentos quanto ao uso da ML é nas ocasiões em que todas as alternativas de ventilação do paciente foram esgotadas e é necessário utilizar um item que auxilie na recuperação das vias aéreas. Outras ocasiões incluem cirurgias eletivas, ambulatoriais, otorrinolaringológicas e em cantores e locutores profissionais.

Quais os tipos de máscara laríngea existentes no mercado hospitalar?

Existem as máscaras descartáveis, que como o próprio nome sugere deve ter uso único. Outro tipo de ML é a reutilizável, cujo material é isento de látex para evitar problemas de saúde — como alergias graves, uma reação cada vez mais comum. Sua fabricação leva um silicone especial nos padrões médicos.

Entretanto, mesmo com a permissão de reúso dessa ML, para que os pacientes tenham a máxima qualidade no atendimento, ela deve ser descartada após 2 anos do primeiro ou na 40ª vez, período em que as características do produto já estão desgastadas.

Como utilizar a máscara laríngea de forma adequada?

Como você viu, é importante ficar de olho nos critérios de uso da ML para garantir maior segurança aos pacientes. Além disso, existem outras recomendações que devem ser seguidas. Afinal de contas, diante das utilidades do produto, como a ventilação imediata — devido à confecção em tubo flexível, que se adapta com facilidade à hipofaringe do paciente — e a fácil manipulação, é natural que a máscara laríngea seja muito procurada nos ambientes médicos.

Apesar disso, é preciso conhecer os diferentes tipos de máscaras e as orientações para cada situação de uso, o que exige manuseios diferentes. Nesse sentido, existe uma tabela que melhor orienta o uso da ML, de acordo com alguns critérios. Por exemplo:

  • tamanho do balonete ou ‘’cuff’’ para o correto manuseio;
  • número da máscara laríngea;
  • peso do paciente.

Saber dessas informações e levar isso em consideração é essencial para maior segurança no uso da ML pelos profissionais. Além disso, ao inserir a máscara laríngea, procure se certificar de:

  • com auxílio de luvas, posicionar o produto adequadamente e de forma adaptada a anatomia da supraglótica;
  • manter o dedo indicador na junção do tubo e manguito, segurando a ML como se fosse uma caneta;
  • observar uma linha preta ao longo do tubo, isso indica o lado posterior da ML, desde que ela esteja corretamente posicionada;
  • posicionar a cabeça e o pescoço do paciente como se fosse realizar uma intubação traqueal;
  • manter a cabeça estendida com uma mão e o pescoço curvado, enquanto inicia a passagem da ML com a outra mão. Nesse caso, para facilitar o trabalho, o uso de um coxim para elevar a cabeça pode ser útil.

Percebeu como o uso da máscara laríngea é essencial para o melhor cuidado das vias aéreas do paciente e o quanto isso exige o correto manuseio do produto? Siga as recomendações, incluindo as dos fabricantes da máscara, quanto à desinfecção, descarte e aplicação para maior segurança de todos os envolvidos no processo.

Quer saber como adquirir a máscara laríngea? Entre em contato conosco e encontre esse e demais produtos da área médica!

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    Entenda como funciona o uso de ultrassom em UTI e centro cirúrgico

    Rapidez e versatilidade: dois fatores imprescindíveis para equipamentos hospitalares. Dentro das instituições de saúde, os métodos de diagnóstico e observação têm uma importância singular. Afinal, o tempo é um fator determinante para identificar e tratar as condições clínicas dos pacientes.

    Nesse contexto, o ultrassom em UTI e centro cirúrgico se faz presente como um dos equipamentos mais utilizados. Ele traz informações rápidas, por exemplo, no caso de emergências, o que permite traçar o plano de tratamento em menos de 5 minutos.

    Mais do que conhecer sobre o funcionamento geral desse equipamento, é fundamental estar por dentro das novas tecnologias e diferentes aplicações para cada setor do hospital, de modo a otimizar o seu uso e manutenção.

    Se você se interessa por esse assunto e quer fazer a diferença na gestão de equipamentos do seu hospital, continue conosco e aprofunde seus conhecimentos sobre os principais tipos, funcionamento e vantagens da utilização do ultrassom em UTI e centro cirúrgico. Boa leitura!

    Funcionamento e mecanismo do ultrassom

    Antes de abordarmos os tipos de ultrassom mais utilizados em hospitais, vamos compreender, de maneira geral, como esses equipamentos funcionam.

    Sabemos que o primeiro passo para realizar o exame é a aplicação do gel na superfície corporal da área a ser examinada. Mas para que serve o gel? Basicamente, é ele que conduz o ultrassom do transdutor para a pele, auxiliando na propagação das ondas sonoras.

    Já o transdutor é o dispositivo que encosta na pele e emite as ondas sonoras por meio da transformação de energia voltaica em vibração e pode ser representado por diversos formatos, de acordo com o objetivo do exame.

    Assim, acontece a propagação das ondas sonoras pelos tecidos da região do corpo determinada, sendo que as reflexões das ondas ocorrem de maneira diferente por cada tipo de estrutura corporal.

    O transdutor, então, recebe o eco (que nada mais é do que o reflexo da onda sonora) e calcula automaticamente o tempo gasto entre a emissão e recepção das ondas. Ou seja, quanto mais tempo gasto, mais longe se encontra a estrutura refletida.

    Os dados obtidos são processados internamente pelo equipamento e a imagem é exibida em uma tela, sendo que o médico pode manipular em tempo real todas essas informações.

    Tipos de ultrassom

    Os equipamentos de ultrassom podem ser portáteis ou transportáveis, dependendo da estrutura da UTI e centro cirúrgico. Confira:

    Ultrassom portátil

    O próprio nome já revela a comodidade e a versatilidade que o ultrassom portátil fornece. Ele é leve, prático e eficiente e, além de beneficiar a obtenção de diagnósticos, é vantajoso para o paciente que muitas vezes nem precisa se locomover para ser examinado.

    Ultrassom transportável

    Os ultrassons transportáveis são maiores e normalmente dependem de instalação técnica. Apesar de serem considerados como equipamentos de ultrassom mais tradicionais, ainda são bastante utilizados em UTI e centro cirúrgico, dependendo das especificidades e porte do hospital.

    Aplicações do ultrassom em UTI e centro cirúrgico

    Já mencionamos que o ultrassom é um equipamento versátil que possibilita a obtenção de diagnósticos em tempo hábil, principalmente, em situações emergenciais de UTI e centro cirúrgico. Para saber como o aparelho pode ser útil, na prática, é importante mapear as situações clínicas em que ele pode ser utilizado.

    Ultrassom em UTI

    Quando a estrutura hospitalar conta com um aparelho de ultrassom dentro da UTI, é possível agilizar diferentes rotinas e identificar rapidamente quadros clínicos específicos. Veja:

    • descobrimento de ascites;
    • derrame pleural ou derrame pericárdico;
    • fluxo transcraniano (muito utilizado para verificar possível morte cerebral);
    • auxílio visual para punções;
    • auxílio visual para colocação de acesso central.

    Ultrassom em centro cirúrgico

    Já no centro cirúrgico, as funções requeridas são ainda mais urgentes e podem fazer toda a diferença nos resultados dos procedimentos. Nesse setor, o ultrassom auxilia nas seguintes atividades:

    • suporte para a equipe de anestesia realizar bloqueios anestésicos;
    • indicação de intubação correta;
    • visualização de derrames pleurais e pericárdicos;
    • visualização da profundidade e posicionamento de nódulos em determinadas cirurgias;
    • cirurgias vasculares guiadas;
    • situações pós-cirúrgicas imediatas.

    Além disso, de forma geral, o ultrassom em centro cirúrgico também auxilia visualmente o procedimento de punções e a colocação de acessos, quando necessário.

    Manutenção e cuidados com o ultrassom

    Assim como qualquer outro equipamento hospitalar, a vida útil do aparelho de ultrassom depende da periodicidade de manutenções preventivas e cuidados constantes. Por apresentar uma série de componentes sensíveis à poeira e ao gel, a limpeza diária é imprescindível.

    Além de garantir que os exames sejam eficientes para o melhor diagnóstico possível, a manutenção é importante para evitar que o fluxo de pedidos de exame fiquem travados ou sobrecarregados devido a uma possível lentidão ou dano no equipamento.

    Precauções no manuseio e acondicionamento de transdutores

    Deve-se ter cuidado ao manusear e guardar os transdutores, pois são eles as fontes de emissão sonora para a formação da imagem e as partes mais sensíveis e vulneráveis a danos.

    A verificação das placas de contato dos transdutores também é importante. Elas precisam estar em perfeito funcionamento para evitar sombras que não estejam presentes na imagem captada do paciente.

    Assim, evita-se que a imagem fique ofuscada, com linhas alteradas ou sem formação, obtendo diagnósticos com muito mais precisão e acuidade.

    Vantagens de utilização do ultrassom

    As vantagens são significativas tanto para a equipe de profissionais da saúde, quanto para os pacientes. O ultrassom utiliza radiação não ionizante, sendo, portanto, minimamente invasivo e bastante seguro na maioria dos casos.

    Além de possibilitar que o paciente seja tratado rapidamente em casos de emergência, com o uso desse aparelho é possível evitar, por exemplo, o risco de erros relacionados a outros procedimentos, como perfurações na colocação de acessos.

    Ainda, quando em determinada cirurgia alguma área de nervos precisa ser bloqueada, o ultrassom consegue visualizar com clareza, o que permite mais segurança para o procedimento cirúrgico.

    Prático, acessível e sem riscos à saúde do paciente. Diante de todo o conteúdo exposto, podemos concluir que tanto a utilização quanto a manutenção de ultrassom em UTI e centro cirúrgico é de grande importância na estrutura hospitalar.

    Vale ressaltar que a qualidade do equipamento deve ser excelente, produzindo imagens em ótima resolução para a obtenção de exames mais fidedignos e rápidos. Com a inserção de novas tecnologias, não há dúvidas de que o ultrassom terá cada vez mais aplicações no futuro da medicina.

    Para tanto, lidar com fornecedores que disponibilizem tecnologias de qualidade com acompanhamento pós-venda e suporte técnico ágil faz toda a diferença. Que tal entrar em contato conosco? Podemos tirar todas as suas dúvidas e atender possíveis necessidades relacionadas ao assunto!

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    Preservação de equipamentos hospitalares: 7 cuidados essenciais

    Para que um hospital ofereça serviços de qualidade é fundamental — além de contar com uma equipe de saúde competente — que todos os aparelhos estejam nas melhores condições. Afinal, o trabalho desse setor envolve a saúde das pessoas. Dessa maneira, um ponto que merece atenção para uma boa gestão é a preservação dos equipamentos hospitalares.

    O maquinário de um hospital conta com tecnologia avançada, por isso apresenta peças delicadas, como chips e outros componentes, que precisam de atenção constante para evitar problemas. Dessa forma, garantir os cuidados necessários aos equipamentos aumentará a vida útil desses aparelhos, garantindo um atendimento completo ao paciente.

    Quer conhecer os 7 principais cuidados para a preservação de equipamentos hospitalares? Acompanhe este post!

    1. Transporte adequado

    Se você se preocupa com a preservação de equipamentos hospitalares, deve tomar cuidado no transporte do maquinário pela unidade de saúde. É importante avaliar o melhor trajeto para essas peças, bem como a inclinação e a textura do piso, a altura de portas e a largura de corredores por onde ele passará.

    Ao transportar o equipamento de modo inadequado, há o risco de danificar algum componente, o que pode significar um custo mais elevado de manutenção. A nossa dica é fazer movimentações somente quando necessário e escolher horários com menor fluxo de funcionários e pacientes para evitar qualquer imprevisto.

    2. Manuseio correto

    Operar o equipamento de forma correta também é muito importante para evitar qualquer dano, além de ser essencial para aumentar a vida útil dos aparelhos. Desse modo, certifique-se que a equipe de técnicos possui capacitação específica para manusear o aparelho e sabe identificar qualquer falha de funcionamento.

    Ao fazer isso, você garante que a manutenção dos equipamentos será feita o quanto antes, evitando a paralisação dos serviços do hospital. Profissionais treinados também são essenciais quando se trata da segurança do paciente no momento da realização de um exame, por exemplo.

    3. Condições adequadas de funcionamento

    Para adquirir um equipamento hospitalar é feito um investimento alto, já que se trata de tecnologia de ponta para auxiliar em tratamentos e diagnósticos de saúde. No entanto, o gestor pode pôr tudo a perder se não levar em conta a estrutura do local onde ficará esse aparelho.

    Cada máquina tem uma necessidade específica. Por isso, em primeiro lugar, consulte as especificações do manual. Em caso de dúvida, não hesite em entrar em contato com o fornecedor.

    É importante planejar todos os detalhes relativos às condições ambientais — como temperatura, umidade, fluxo de ar e luminosidade adequada. Assim, você garante um bom desempenho dos equipamentos, evita manutenções desnecessárias e faz valer o investimento realizado.

    4. Higienização em dia

    A higienização também é fundamental para a preservação dos equipamentos hospitalares. Além disso, esse também é um cuidado necessário para a segurança dos pacientes e dos profissionais que operam os aparelhos.

    Por isso, é importante fazer a sua descontaminação de forma periódica. Essa descontaminação consiste em limpeza, desinfecção e esterilização. Acompanhe os detalhes de cada etapa:

    • limpeza: é importante seguir as instruções do fabricante. Porém, de modo geral, usa água e sabão neutro para a remoção das sujeiras nas superfícies externas do aparelho;
    • desinfecção: consiste no uso de produtos específicos para a eliminação de microrganismos que podem causar alguma forma de contaminação;
    • esterilização: é a descontaminação mais completa, capaz de eliminar, inclusive, os esporos bacterianos (que são mais resistentes). Assim, garante o uso seguro do equipamento hospitalar.

    4. Calibração periódica

    A calibração é a análise do desempenho do equipamento hospitalar — com a coleta de dados que serão comparados a uma unidade de medição padrão, por isso deve ser realizada de forma periódica. É importante que todas as informações coletadas sejam registradas.

    Trata-se, na verdade, de um teste para garantir que o aparelho funcione de acordo com as especificações de fábrica e siga as regulamentações e normas vigentes.

    Ao adotar esse procedimento, você consegue fazer os ajustes necessários nos aparelhos, impedindo que eles apresentem falhas ou tenham o seu funcionamento interrompido — afetando de forma negativa toda a rotina hospitalar.

    A calibração, dependendo do aparelho, pode ser realizada pelos técnicos do próprio hospital, pelo suporte do fornecedor ou pelo laboratório certificado para esse fim.

    5. Manutenção preventiva

    Para que você consiga antecipar o surgimento de qualquer falha nos aparelhos é essencial ter um cronograma com as manutenções preventivas que precisa fazer. Podemos comparar essas manutenções com as revisões feitas nos automóveis.

    O serviço de engenharia do hospital deve fazer essa checagem cumprindo um roteiro para avaliar todos os componentes do maquinário, com o objetivo de analisar produtividade, desempenho e segurança. O procedimento também avalia as condições ambientais, que devem ser adequadas para evitar qualquer dano futuro aos equipamentos.

    É preciso destacar também que esse serviço pode ser contratado juntamente com a compra do equipamento, ou seja, com o próprio fornecedor. Assim, além de conseguir uma melhor negociação, o hospital não precisa arcar com os custos de ter uma equipe própria para isso e tem a certeza de que a manutenção será realizada por especialistas — que receberam treinamento diretamente do fabricante.

    Agora você entende por que é importante ter um planejamento para as manutenções preventivas, não é mesmo? Ao fazer isso, a prática não atrapalhará a rotina de atendimento e os pacientes.

    6. Manutenção corretiva

    Todos os cuidados para a preservação de equipamentos médicos que elencamos acima têm o objetivo de reduzir a ocorrência de manutenção corretiva — feita quando existe alguma falha ou algum problema já instalado. Nesse caso, são realizados os reparos necessários para que o equipamento volte a funcionar normalmente.

    É claro que chega um momento em que será necessária a substituição do aparelho, assim como acontece com as tecnologias de qualquer segmento. No entanto, é necessário que haja um planejamento de ações para prolongar o tempo de uso dessas máquinas.

    Com essa prática, o gestor passa a ter uma previsão de quando deverá fazer esse tipo de troca. Assim, é possível ter um controle de gastos de curto, médio e longo prazo — o que colabora para o equilíbrio financeiro da instituição.

    Os cuidados com a preservação de equipamentos hospitalares garantem que eles funcionarão de forma adequada e por mais tempo. Uma dica é ter atenção desde a aquisição desse maquinário, verificando a reputação do fornecedor para que você compre um produto em boas condições e que atenda às regulamentações.

    Gostou das nossas dicas para prolongar a vida útil dos equipamentos? Quer mais informações sobre boas práticas para a gestão hospitalar? Confira outro post sobre os benefícios de automação de processos em estabelecimentos de saúde!

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    Calibração de equipamentos médico-hospitalares: a importância dos analisadores e simuladores

    A calibração de equipamentos médico-hospitalares é uma prática imprescindível dentro das instituições de saúde e promove a confiabilidade das medidas analisadas em procedimentos, diagnósticos, tratamentos e acompanhamento de pacientes.

    E, para realizar uma calibração de qualidade, os simuladores e analisadores são fundamentais. Essas ferramentas permitem que os aparelhos sejam calibrados com muito mais segurança, credibilidade e precisão no desempenho.

    Se você deseja aprofundar seus conhecimentos sobre a prática da calibração, continue lendo este artigo. Elencamos os principais pontos pelos quais os analisadores e simuladores têm se tornado fundamentais no desempenho e segurança de equipamentos.

    Qual é a importância da calibração?

    Independentemente do setor — industrial, automobilístico ou médico —, a calibração é um item bastante relevante e vem se mostrando cada vez mais desenvolvida no Brasil.

    Assim, os hospitais e clínicas brasileiras estão se conscientizando gradualmente da necessidade de realizar essa prática com uma frequência adequada para garantir que os equipamentos médico-hospitalares apresentem a performance para a qual foram construídos.

    A diferença entre calibração e ajuste

    Antes de adentrarmos nos conceitos e características da técnica, é importante entender a diferença entre calibração e ajuste, uma vez que muitas pessoas da área técnica confundem os dois conceitos.

    O ajuste de um equipamento é feito, por exemplo, quando os profissionais realizam alguma intervenção via software ou hardware e ajustam a grandeza de determinado equipamento. Ou seja, essa operação é corretiva e tem o objetivo de fazer com que o desempenho do aparelho seja compatível com suas características de uso.

    Já a calibração configura a melhor maneira de avaliar o funcionamento dos equipamentos periodicamente. Em outras palavras, a calibração de equipamentos médico-hospitalares tem o objetivo de comparar as leituras sob teste com os valores gerados por um padrão que, no caso, é a referência.

    A partir disso, é possível gerar um laudo com os dados captados junto aos estudos que envolvam conhecimentos em metrologia para então demonstrar qual é o desvio padrão da medida que está sendo realizada.

    O hospital consegue, então, comparar esse laudo e analisar se os resultados atendem às especificações do sistema de qualidade interno.

    Compreendeu os conceitos e percebeu a relação entre eles? Os dois conceitos são distintos e desempenham operações com objetivos diferentes, entretanto, são dependentes. O ajuste somente pode ser realizado depois de um procedimento de calibração.

    A calibração deve ser realizada por qual profissional?

    Para manter a tarefa de geração de certificados de calibração centralizada, o ideal é que profissionais especializados — sejam eles técnicos ou engenheiros —, que tenham expertise em metrologia e estejam atualizados quanto às tecnologias da área da saúde desempenhem essa função.

    Veja os principais requisitos que o profissional deve ter:

    • conhecimento do mecanismo e características do equipamento que será testado para identificação de quaisquer níveis de alteração;
    • expertise em metrologia: assim que a calibração é executada, um laudo é gerado e ele deve ter informações completas como cálculo de erro e incertezas de medição para sustentar a avaliação de uso (ou não) do equipamento.

    Quais ferramentas e técnicas de calibração devem estar à disposição?

    Para que a empresa que presta esse tipo de serviço apresente resultados consistentes, é fundamental que ela tenha procedimentos padronizados. Dessa forma, é possível garantir que, independentemente do técnico ou engenheiro que realizar a calibração, a qualidade do trabalho será garantida.

    Nesse contexto, quando os profissionais estão munidos de ferramentas como analisadores e simuladores de qualidade e precisão, a garantia de que o ensaio terá êxito é muito mais significativa.

    Por que é importante utilizar analisadores e simuladores?

    Suponha que você esteja analisando uma bomba de infusão em que podemos ajustar a velocidade e quantidade de infusão do medicamento administrado. Quando o médico faz a prescrição, ele almeja obter resultados, certo?

    No entanto, se o medicamento for infundido indevidamente, ele não terá o resultado esperado e a terapia será ineficaz. Então, o médico ainda pode tomar decisões equivocadas e causar danos ao paciente.

    Por isso o uso de analisadores e simuladores se faz tão importante. Eles garantem o funcionamento ideal dos equipamentos e impedem que consequências graves ocorram, como no caso de uma infusão errada ou falhas em equipamentos de suporte à vida.

    Quais as principais características de analisadores e simuladores e como escolhê-los corretamente?

    O principal objetivo é, sem dúvidas, ter um equipamento robusto e confiável. E, para serem confiáveis, os analisadores e simuladores devem ser muito mais precisos do que os equipamentos médico-hospitalares.

    Afinal, essas ferramentas são utilizadas como referência. Se, por exemplo, um analisador é menos preciso do que um aparelho médico, não faz sentido realizar um ensaio de calibração. Devido a esses fatores, a qualidade das ferramentas também é um fator crucial.

    Além disso, o equipamento deve ser robusto, pois não se faz apenas uma medida de grandeza. Pelo contrário, ela é repetida algumas vezes para checar se existe repetibilidade e o fornecimento de análises e simulações iguais.

    É necessário, inclusive, ter um cuidado especial com o equipamento. Para fazer o procedimento de calibração adequado, ele deve ser enviado para um órgão, instituto ou empresa que seja certificada pelo Inmetro. Dessa forma, o hospital consegue acompanhar a rastreabilidade do analisador e simulador que serão utilizados, garantindo mais segurança para o hospital e os pacientes.

    Podemos observar que a calibração de equipamentos médico-hospitalares por uma equipe técnica qualificada tem o potencial de ir em direção contrária às falhas e erros de procedimentos nas instituições de saúde.

    É muito importante que os profissionais que cuidam da manutenção preventiva dos hospitais busquem participar ativamente de eventos e congressos de engenharia clínica, almejando atualizações contínuas na área sobre as normas e utilização adequada dos equipamentos.

    Isso reflete diretamente na prestação de serviços. Ou seja, o gestor consegue compreender mais profundamente sobre o assunto e cobrar o fornecimento de laudos completos e robustos da empresa que realiza a calibração de equipamentos médico-hospitalares.

    Viu como é importante escolher analisadores e simuladores corretamente? Além de optar por uma empresa que disponibilize tecnologias de excelência, o acompanhamento pós-venda e suporte técnico fazem toda a diferença. Entre em contato conosco e saiba mais sobre nossas condições e serviços!

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