O que podemos esperar do mercado de equipamentos médicos?

Acompanhar os recentes avanços no mercado de equipamentos médicos é muito importante para conseguir mais eficiência operacional e qualidade no seu hospital. Há uma série de inovações que podem melhorar o fluxo de processos na instituição hospitalar e promover melhorias na assistência oferecida aos pacientes.

Neste conteúdo especial, vamos mostrar as principais tendências no setor, para que a sua clínica não fique para trás. Para isso, vamos falar do estado atual do mercado de equipamentos médicos e também apresentar quais são as possibilidades para os próximos anos.

Ficou interessado? Continue acompanhando e saiba mais sobre o assunto!

Como está o mercado de equipamentos médicos?

Vamos apresentar o panorama atual do mercado de equipamentos médicos. Veja mais a seguir!

Crescimento da oferta de equipamentos médicos

O envelhecimento da população traz novas necessidades para a área da saúde, exigindo a amplificação do arsenal de recursos para lidar com patologias e questões associadas à maturidade da população. Além disso, diversas tecnologias vêm sendo incorporadas nos segmentos da saúde, gerando pesquisas com elevado potencial de proporcionar um melhor atendimento para a população mundial.

Os equipamentos médicos têm um papel decisivo nesses processos, sendo fundamentais para auxiliar os profissionais da saúde na manutenção da vida e preservação da integridade dos pacientes.

Novas tecnologias

As tecnologias avançam continuamente e novas possibilidades surgem a cada dia. No mercado de equipamentos médicos, podemos notar que há tendências promissoras.

A telemedicina, por exemplo, já é uma realidade. Ela é a realização de práticas médicas a distância, seja a emissão de laudos ou acesso a resultados de exames, por exemplo. Ela permite ampliar o acesso à medicina, viabilizando que pessoas de regiões mais remotas possam ter acesso a especialistas e recursos que se concentram em capitais ou grandes centros de referência em saúde.

Outro recurso que vem ganhando espaço na área de equipamentos é a inteligência artificial, que são os dispositivos capazes de realizar algumas das funções cognitivas humanas, como mensurar, tomar decisões e resolver problemas. Para isso, os aparelhos se baseiam em redes neurais artificiais que proporcionam o aprendizado das máquinas (conhecido como machine learning).

A robótica também já é utilizada na área de aparelhos para medicina, sendo importante para a realização de procedimentos cirúrgicos. Ela permite melhorar a precisão do cirurgião e viabiliza a realização de procedimentos menos invasivos.

Mudanças na gestão

As novas tecnologias no mercado de equipamentos médicos geram impactos sobre a gestão hospitalar. Elas exigem um aumento da eficiência no controle de manutenções, demandando o estabelecimento de cronogramas que envolvam todos os equipamentos e gerando a necessidade de priorização de uma abordagem preventiva nesse quesito.

A tecnologia insere um maior dinamismo para a gestão hospitalar, facilitando processos e promovendo novas possibilidades, como a supervisão de atendimento a distância. Ela permite ampliar o acesso a um corpo de profissionais mais qualificado para confirmação de diagnóstico, esclarecimento de dúvidas e fornecimento de um tratamento mais efetivo.

Ou seja, ela incrementa o hospital com um maior arsenal de saberes. Em termos de gestão, os dispositivos médicos geram a necessidade de administração das interações com médicos de fora, por exemplo.

Os equipamentos médicos baseados em cloud computing também oferecem mais segurança e integridade para o manejo de informação, evitando a perda de dados, invasões no sistema e quebras de sigilo médico.

O que é possível esperar para os próximos anos?

É possível esperar várias modificações para o mercado de equipamentos biomédicos para os próximos anos. Veja mais a seguir!

Expansão do mercado

Segundo pesquisa da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde, divulgada pelo portal Saúde Business, em 2018 o mercado de dispositivos médicos movimentou R$ 10,5 bilhões no Brasil. Com os avanços em pesquisas, a oferta de equipamentos hospitalares se amplia e a rede de hospitais pode contar com um parque tecnológico diversificado e que proporciona mais precisão e eficácia em diagnósticos e tratamentos.

Dados da mesma pesquisa apontam que em 2018 a alta da área de dispositivos médicos foi de 13,5%. Com a modernização e atualização constante da medicina, é essencial que os hospitais busquem incrementar seu parque tecnológico para oferecer tratamentos mais eficazes e para acompanhar as inovações que surgem nesse contexto.

Tendências em equipamentos

Uma importante tendência em equipamentos é a de integração de uma ampla variedade de dispositivos, o que é conhecido como Internet das Coisas. Ela amplia a rede de comunicação para o intercâmbio de informações e facilita a coleta de dados.

Isso ajuda a rotina de pacientes e também proporciona um arsenal de registros que contribuem para o monitoramento, análise e para as reflexões dos médicos. Em telemedicina, a Internet das Coisas possibilita conectar os equipamentos analógicos às plataformas, para facilitar o envio de informações sem necessitar de uploads manuais.

Melhoria da qualidade de vida do paciente

Os equipamentos médicos proporcionam melhora da qualidade de vida dos pacientes. A tecnologia permite ao médico fazer mais procedimentos com agilidade e precisão, além de possibilitar que o profissional tenha mais recursos disponíveis para oferecer um bom tratamento. Com isso, o médico tem mais tempo para se dedicar a um atendimento humanizado e a realizar uma avaliação profunda da pessoa que está sendo cuidada.

Além disso, o mercado conta com dispositivos que podem promover mais bem-estar para o paciente. Um exemplo é o biossensor transdérmico para diabéticos. Ele coleta dados sobre os níveis de glicose no sangue e evita que o paciente tenha que utilizar agulhas diariamente nessa aferição.

As pesquisas avançam e os equipamentos são aprimorados para proporcionar tratamentos menos invasivos e que minimizem a dor e o desconforto. Há também dispositivos inteligentes que possibilitam fazer uma análise mais eficaz dos processos para que o tratamento seja conduzido de forma a proporcionar uma recuperação mais rápida.

O mercado de equipamentos médicos está em constante atualização. Com o lançamento de novas tecnologias, a tendência é otimizar processos e promover uma maior humanização do cuidado. Os desafios da gestão hospitalar podem ser facilitados com o apoio de recursos modernos e projetados para terem melhor performance e eficiência operacional.

Há uma série de possibilidades para incrementar o hospital e construir um parque tecnológico que ofereça o que há de melhor para a vida do paciente. Se você gostou de aprender mais sobre o mercado de equipamentos médicos, aproveite e entre em contato com a Medicalway e conheça nossos produtos e serviços!

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    Quais os benefícios da tecnologia na área da saúde? Entenda aqui!

    As ferramentas digitais já fazem parte de vários aspectos da sociedade, conectando pessoas e otimizando processos. Na Medicina não é diferente — a tecnologia na saúde avança a passos largos, trazendo melhorias para profissionais, pacientes e também para a gestão das instituições.

    Inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), robótica, Big Data e outras inovações já são realidade no setor da saúde e impactam positivamente em diagnósticos, prevenção, atendimento, tratamentos e também na relação entre médico e paciente.

    Quer entender melhor os benefícios da tecnologia na área da saúde? Acompanhe este post e veja, inclusive, alguns exemplos de tecnologias aplicadas à medicina.

    Entenda os principais benefícios do uso da tecnologia na saúde

    Os avanços tecnológicos na medicina vêm impactando não só os cuidados com a saúde, mas também a relação médico-paciente com isso  a telemedicina rompeu barreiras geográficas.

    O monitoramento por wearables deu mais autonomia e responsabilidade aos pacientes e a presença digital de médicos e instituições de saúde aumentou o acesso à informação.

    É a transformação digital mudando desde a educação na área de saúde à prática clínica, promovendo saúde e prevenção no tratamento de doenças.

    Segundo pesquisa da Accenture, publicada pela Exame, 61% dos profissionais de saúde, no Brasil, usam ferramentas de TI para observar pacientes, e 38% utilizam processos eletrônicos na administração.

    Tais práticas otimizam o tempo de consulta e trazem ainda outras vantagens para médicos, pacientes e instituições de saúde. Confira!

    Diagnósticos mais precisos

    A tecnologia não para de avançar na Medicina, e uma das áreas em que a inovação é uma realidade é a de exames de imagem assim a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, por exemplo, permitem visualizar as estruturas internas do corpo em alta definição.

    Desse modo, é possível fazer a detecção de doenças graves em estágios iniciais, como o câncer, aumentando consideravelmente o sucesso nos tratamentos.

    Além disso, por meio da telemedicina, o médico consegue debater o caso com um especialista de outra localidade, que tem acesso ao exame e pode colaborar para a precisão do diagnóstico e direcionamento do tratamento.

    Melhora do atendimento

    A conectividade permite também a melhora do atendimento. O agendamento de consultas e exames online reduz os deslocamentos até clínicas e hospitais, além de diminuir o tempo do paciente ou seu familiar ao telefone — esperando a disponibilidade do atendente para fazer a marcação de horário.

    É possível verificar datas e horários disponíveis e fazer o agendamento por conta própria pela internet, em qualquer horário do dia. É uma praticidade para as pessoas que têm a rotina corrida e também para as clínicas, que, além de poderem trabalhar com um número menor de funcionários, ficam com a agenda mais organizada, reduzem as filas e conseguem oferecer um atendimento melhor ao paciente.

    Gestão mais eficiente

    O uso de softwares em hospitais e outras instituições de saúde permite uma gestão mais eficiente e a redução de custos, pois centralizam todas as informações. Alguns dos benefícios dessas ferramentas são:

    • controle financeiro ao permitir acompanhar despesas e faturamento e avaliar se os recursos estão sendo utilizados de forma correta;
    • organização das tarefas administrativas (recepção, financeiro, recursos humanos etc.);
    • gestão de pessoas, facilitando a divisão de tarefas e o controle de produtividade dos colaboradores;
    • controle de estoque, evitando desperdícios ou falta de materiais;
    • padronização dos procedimentos.

    Um sistema de gestão ainda melhora a logística interna da instituição de saúde, integrando de forma eficiente todos os setores. Essa integração se reflete em um atendimento de melhor qualidade, maior produtividade das equipes, otimização dos processos e diminuição de custos.

    Integração das informações

    A tecnologia na área da saúde permite a integração das informações, facilitando o trabalho dos profissionais envolvidos. O prontuário eletrônico, por exemplo, reúne histórico do paciente, tratamentos efetuados, exames realizados, diagnósticos, medicações prescritas, entre outros dados de saúde que ficam registrados de forma eletrônica.

    As informações ficam seguras na nuvem e podem ser acessadas por médicos e outros profissionais que cuidam do paciente, inclusive de forma remota. Essa é uma maneira de otimizar o trabalho de toda a equipe, ajudando o médico a propor o tratamento mais adequado.

    A tecnologia traz ainda mais segurança ao paciente por evitar interações medicamentosas e ajudar em situações de emergência — quando o indivíduo não tem condições de relatar o ocorrido, mas precisa ser atendido de forma imediata.

    Um hospital digital garante mais inteligência na integração e proporciona um conhecimento aprofundado dos pacientes. Além disso, reduz os custos da instituição de saúde, evitando, por exemplo, procedimentos desnecessários ou que já tenham sido realizados.

    Exatidão nas técnicas cirúrgicas

    A tecnologia na área de saúde também é marcada pelo uso de robôs em cirurgias, o que permite maior precisão e segurança nas intervenções médicas. O médico tem uma visão aumentada da área a ser trabalhada e comanda o equipamento com movimentos milimétricos — funcionalidade importante para áreas do corpo com muitos vasos sanguíneos ou nervos.

    Como as incisões são muito pequenas, a utilização da robótica nos procedimentos cirúrgicos garante ainda uma recuperação mais rápida dos pacientes. A tecnologia em cirurgia proporciona mais segurança e maior eficiência nos procedimentos.

    Prevenção em foco

    A prevenção pode ganhar mais destaque com a automação na Medicina. A Internet das Coisas (IoT) é um exemplo: o desenvolvimento de dispositivos vestíveis, que medem os batimentos cardíacos, pressão e outras informações biométricas, pode ser essencial nos cuidados preventivos dos pacientes.

    Essa tecnologia pode ser útil para monitorar o tratamento dos pacientes em casa com o uso de sensores, o que facilita o acompanhamento do médico à distância. Pode ser utilizada também para fazer o monitoramento e a regulagem de equipamentos hospitalares utilizando a internet.

    O uso de prontuários eletrônicos pelos hospitais também permite que a instituição atue de forma mais certeira na prevenção. Com os dados dos pacientes que frequentam a instituição, é possível identificar antecipadamente as condições de saúde desse grupo e pensar em programas preventivos, como de obesidade ou tabagismo, o que pode evitar gastos maiores com tratamentos no futuro.

    Redução de erros

    Exames com diagnósticos mais precisos, técnicas cirúrgicas mais acuradas com o uso da robótica, informações completas do paciente no prontuário eletrônico, entre outros fatores, colaboram para a redução de erros que, como sabemos, podem ter sérias consequências quando se trata de saúde.

    Só o fato de eliminar o uso de papel para a realização dos procedimentos pode diminuir consideravelmente as falhas.

    O uso da inteligência artificial na Medicina também pode trabalhar nesse sentido, alertando o médico, por exemplo, em tempo real sobre as mudanças no quadro clínico do paciente. Isso é fundamental em situações de emergência.

    Conheça alguns exemplos

    A tecnologia na saúde não está presente apenas nos sofisticados aparelhos eletrônicos que realizam exames e procedimentos, mas principalmente nos processos operacionais que envolvem a rotina médica e hospitalar, agregando mais valor ao atendimento e tratamento. Veja alguns exemplos de como essa dinâmica funciona na prática.

    Telemedicina

    Como o próprio nome já diz, refere-se à medicina praticada à distância, ou seja, trata-se da possibilidade de monitorar pacientes, emitir laudos de exames e trocar informações entre profissionais remotamente. Na prática, é viabilizada pelo acesso a informações e imagens em plataformas digitais, a qualquer hora e lugar, com conexão à internet.

    Especialistas não precisam mais estar presentes no local onde é realizado um exame para emitir seu parecer, assim como podem ser realizadas teleconsultas para uma segunda opinião, ou para orientações de um outro profissional em um caso de emergência, por exemplo.

    A telemedicina vem viabilizando a oferta de exames mais sofisticados e específicos em localidades remotas, além de baratear os custos aumentando o acesso à saúde. Isso acontece porque não há mais a necessidade de manter determinados especialistas na equipe, uma vez que os exames podem ser laudados à distância.

    Prontuário eletrônico

    É a substituição das velhas fichas médicas em papel por registros digitais dos dados dos pacientes. O uso de prontuário eletrônico não só agiliza o atendimento médico como minimiza erros de transcrição e digitação de nomes e outras informações e facilita a integração entre a equipe.

    Com ele, todas as informações relativas ao paciente e ao tratamento são armazenadas e atualizadas em tempo real, ficando acessíveis para todos os profissionais envolvidos no atendimento, remota e simultaneamente. Além disso, os registros podem ser cruzados com bancos de dados epidemiológicos, facilitando o acompanhamento estatístico e auxiliando o diagnóstico.

    Softwares de gestão

    Embora muitas vezes não pareça, um consultório é um negócio como outro qualquer. Sendo assim, a gestão administrativa tem influencia direta sobre a qualidade do atendimento prestado.

    O uso de softwares organiza os fluxos de informações e otimiza processos administrativos, auxiliando na gestão do corpo funcional, das finanças, suprimentos etc. Além disso, podem ser integrados a outros sistemas e fornecem maior segurança das informações.

    Funcionalidades, como agendamento online, integração com plataformas de marketing, controle de fluxo de caixa, emissão de relatórios e outras, facilitam o planejamento e controle dos processos administrativos. Essas ferramentas padronizam as operações, integram setores e reduzem custos, agilizando e melhorando a qualidade dos serviços de saúde.

    Impressora 3D

    Parece coisa de ficção científica, mas a impressão 3D já é realidade em fábricas e empresas de design. Na medicina, um bom exemplo de seu uso é a produção de órteses e próteses ortopédicas, como membros robóticos.

    Nesse sentido, há ainda muitos estudos e pesquisas para a reprodução de órgãos humanos, vasos sanguíneos, tecidos, ossos e até pele sintética. A possibilidade de sintetizar essas estruturas artificialmente representa um avanço inominável na área de transplantes. Além disso, o desenvolvimento de exoesqueletos equipados com sensores para detecção de movimentos musculares, refletindo nos membros, representa uma oportunidade de auxílio a pacientes com mobilidade reduzida.

    Cloud Computing

    A possibilidade de compartilhar serviços de TI em nuvem abriu uma série de oportunidades de acesso à tecnologia de ponta. Isso porque, com o Cloud Computing, as instituições não precisam investir na construção e manutenção de um parque tecnológico para o desenvolvimento e suporte a sistemas internos.

    Com a revolução digital, é possível terceirizar a infraestrutura, viabilizando o uso de sistemas mais complexos. Tratam-se de soluções mais acessíveis, viabilizando o uso de hardwares de alta performance, com mecanismos de segurança da informação e de recuperação de desastres.

    Os serviços são personalizáveis, o que significa que cada instituição pode contratar de acordo com a sua demanda, em termos de capacidade de armazenamento, velocidade de processamento, quantidade de usuários, tráfego de rede etc. Sem dúvida esse tipo de recurso vem viabilizando a implementação de diversos avanços tecnológicos em clínicas e hospitais.

    Internet das Coisas

    Por fim, destacamos a Internet das Coisas, também chamada de IoT (Internet of Things, em inglês). Trata-se da conexão de objetos comuns do dia a dia com a internet. Nessa categoria estão os Wearables, dispositivos vestíveis conectados, tais como relógios e roupas.

    Esses dispositivos podem coletar dados como pressão sanguínea, glicemia, batimentos cardíacos, contar passos etc, atuando como monitores de saúde. O uso dos wearables dá ao paciente maior participação no controle da sua saúde. Além disso, os dados podem ser enviados para plataformas médicas, onde os profissionais têm acesso para realizar o monitoramento de seus pacientes, ou seja, há muito mais controle sobre o tratamento.

    Outro exemplo são os marcapassos cardíacos com sensores IoT. Integrados a uma central, esses aparelhos são capazes de identificar anomalias e emitir alertas, permitindo uma rápida intervenção médica. Esse tipo de tecnologia ainda pode ser integrada ao Big Data — sistema capaz de analisar grandes volumes de dados.

    A tecnologia na área da saúde não para de avançar e tem como resultado mais agilidade nos processos, otimização da rotina do médico e outros profissionais de saúde e eficiência na gestão de hospitais e clínicas.

    É fundamental acompanhar essas tendências para aumentar a qualidade do atendimento, reduzir custos e proporcionar mais segurança e bem-estar para os pacientes.

    Já que estamos falando em inovação no setor da saúde, descubra também o que esperar da inteligência artificial na Medicina em nosso post especial sobre o assunto!

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    Uber médico: veja como a tecnologia está transformando o atendimento na saúde

    Tecnologia e medicina sempre andaram de mãos dadas, proporcionando inovação dentro e fora dos centros cirúrgicos. Os avanços englobam desde novos equipamentos e técnicas até formas de melhorar a relação médico-paciente. Nesse sentido, o destaque da vez é o chamado Uber médico — agendamento de consultas domiciliares por um aplicativo.

    Como tudo que envolve a saúde digital, logo despontam preocupações em relação à qualidade e à segurança do atendimento prestado. Assim, surgem dúvidas quanto à regulamentação e fiscalização do serviço, bem como à preservação da ética médica.

    Assim, neste post abordamos o assunto explicando como funciona o Uber médico, quais são os aplicativos disponíveis no Brasil e o que diz o Conselho Federal de Medicina a respeito. Acompanhe!

    Como funciona o Uber médico?

    Nomeado assim em função da semelhança com a plataforma de transporte, é um serviço que permite o agendamento de atendimento médico familiar por meio de aplicativo. Além de buscar facilitar a marcação de consultas, o conceito do Uber médico visa humanizar a medicina, resgatando antigo médico de família, porém, com mais tecnologia.

    Além de consultas médicas, o serviço pode ser utilizado para a vacinação e também coleta de exames. Trata-se de uma boa opção para idosos, mães com crianças muito pequenas e pessoas com mobilidade reduzida, por exemplo. No entanto, é importante ressaltar que as visitas são indicadas para casos de baixa complexidade, não englobando urgências e emergências médicas.

    O aplicativo funciona conectando médico e pacientes. Os primeiros devem se cadastrar, apresentando os devidos documentos, e aguardar a aprovação. No perfil de um médico, ficam disponíveis diversas informações, como foto, formação, especialidade e experiência profissional. Além disso, o profissional deve informar as localidades e horários em que está disponível para realizar atendimento.

    Já os pacientes devem fazer um cadastro como usuários e para solicitar uma consulta precisam informar os sintomas, especialidade requerida e endereço em que deseja ser atendido. Após essa etapa, deverá escolher a data e horário, solicitando o agendamento.

    As consultas têm um preço pré-determinado, podendo variar entre dias úteis e fins de semana e feriados, médico, especialidade e localidade. Os pagamentos são feitos pela plataforma que costuma aceitar cartões de crédito. Os aplicativos ficam com uma porcentagem do valor pago pelo paciente.

    Quais são os principais aplicativos disponíveis?

    No Brasil há, pelo menos, três aplicativos que oferecem esse tipo de serviço em funcionamento, sendo o primeiro deles o Docway, desde 2015. Além da Docway, as empresas Doctor Engage e Doutor Já disponibilizam serviço semelhante.

    De acordo com o Conselho Federal de Medicina, os aplicativos oferecem mais de 50 especialidades médicas, sendo pediatria e clínica geral as mais solicitadas.

    Docway

    Trata-se do primeiro aplicativo de Uber médico do Brasil, conta com mais de 3 mil médicos cadastrados. Criado pelo curitibano Fábio Tiepolo, o aplicativo surgiu da ideia de conectar médicos e pacientes, estimulando a realização de consultas domiciliares. O serviço já está presente em mais de 250 cidades do país.

    Disponível para iPhone e Android, o aplicativo oferece um histórico das suas consultas, solicitação de recibos e permite a criação de sub-perfis para familiares. Uma das grandes vantagens que o aplicativo oferece é a flexibilidade e autonomia para a marcação de consultas.

    Entretanto, os preços podem não ser muito atrativos. Os valores são definidos pelos próprios médicos e podem variar bastante, porém o ticket médio é de R$ 250 a R$ 300.

    O que você precisa saber sobre a regulamentação pelo CFM?

    Embora o primeiro aplicativo já esteja em atividade no país desde 2015, somente fevereiro de 2018 o CFM regulamentou e declarou ético o serviço de Uber médico. Para tal, o Conselho elaborou uma série de resoluções que dispõem sobre as exigências para o funcionamento dos aplicativos.

    Há uma grande preocupação com a preservação da ética na relação médico-paciente e também com a publicidade desse tipo de serviço, gerando uma concorrência desleal em detrimento da qualidade. Assim, listamos aqui algumas regras que devem ser seguidas tanto pelos aplicativos quanto pelos profissionais. Veja:

    • os médicos cadastrados devem ter o Registro de Qualificação e Especialidade (RQE), ou seja, aquele que comprova terem feito residência ou passado em prova específica da especialidade que exercem;
    • os profissionais devem fazer o registro físico e digital da consulta realizada, possibilitando o acesso ao prontuário, tanto pelo paciente quanto por outros médicos;
    • cada plataforma deve ter um diretor técnico médico, a fim de garantir que os serviços sejam prestados com a devida qualidade;
    • é vedada e divulgação do valor das consultas em anúncios publicitários. Assim, o paciente só deve ter acesso ao preço da consulta ao abrir a ficha do médico.

    Como é a aceitação dos pacientes que usam o serviço?

    Para os médicos, as principais vantagens são definir seus horários de atendimento e valores cobrados, além de economizar com infraestrutura e reduzir o índice de absenteísmo — grande desafio nos consultórios.

    Já para os pacientes, a praticidade e a agilidade de marcar uma consulta sem burocracia, fila de espera e de ser atendido em casa são os maiores atrativos. Por isso, os serviços vêm ganhando mais e mais usuários ano a ano, porém, os especialistas alertam para algumas questões.

    Por exemplo, os aplicativos não são obrigados a mostrar a avaliação dos profissionais em suas fichas, e também não ficam claras as responsabilidades do aplicativo pelo atendimento prestado, já que não há punição prevista. Além disso, os valores praticados podem ser um entrave a popularização do serviço.

    De toda forma, é importante estar atento às tendências tecnológicas na área da saúde, sobretudo as que buscam melhorar a experiência do paciente. Afinal, um médico precisa se manter atualizado tanto tecnicamente quanto em relação à gestão de sua carreira.

    Nesse sentido, o Uber médico vem sido cada vez mais procurado por médicos recém-formados que não ainda não têm consultório, mas também por profissionais mais experientes que buscam renovar suas formas de exercer a profissão e estreitar a relação com seus pacientes.

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    Hospital digital: entenda o que é e quais os benefícios

    Você já deve ter ouvido falar nos termos “hospital digital”, não é mesmo? Mas você sabe o que isso realmente quer dizer? Será isso uma tendência ou uma realidade já vivenciada em instituições de saúde?

    Bom, considerando que a tecnologia avança de maneira acelerada no setor, sistemas de digitalização e informatização se fazem cada vez mais presentes e, o mais importante: operam de forma integrada. Afinal, todos os dados gerados na instituição devem ser analisados com o apoio da inteligência artificial, para promover uma medicina mais preditiva e eficiente.

    Nesse cenário, então, como o hospital digital funciona? É o que veremos a seguir! Continue acompanhando e se surpreenda com os benefícios, características e expectativas para o futuro da saúde.

    O que é o hospital digital?

    Basicamente, esse hospital se difere dos demais devido à sua implementação intensa de práticas que se baseiam na tecnologia da informação (TI). Logo, para que seja 100% digital, ele não deve utilizar papel, e toda a submissão e troca de dados deve ser realizada de maneira digital.

    Quando imagina um hospital tradicional, você pensa em prontuários físicos destinados a cada paciente, documentos e resultados de exames impressos? E a gestão de cadastro individual, que não se interliga com o estoque e o método de faturamento? Pois bem, em um hospital digital, existe uma integração total entre os sistemas interno e externo.

    Assim, níveis altos de tecnologia da informação clínica e mecanismos de segurança promovem cuidados médicos com muito mais eficiência operacional e qualidade de atendimento.

    Como é o processo de informatizar o hospital?

    A Healthcare Information and Management System Society (HIMMS) estabelece critérios e sete níveis que classificam esse processo de informatização dos hospitais, de acordo com a inserção de certas soluções. Dependendo de alguns sistemas já implementados, a instituição pode iniciar na classificação um, em que as informações do paciente e das principais atividades de administração são digitalizadas.

    A partir disso, o hospital vai evoluindo até o nível seis — em que existe uma interoperabilidade interna, ou seja, todo e qualquer sistema interno é integrado — ou o sete, que abrange a condição de interoperabilidade externa. Em outras palavras, a instituição consegue se comunicar com outros parceiros (como laboratórios, fornecedores e operadoras) sem a utilização de papel.

    O hospital digital que atinge o nível sete compartilha absolutamente todas as informações entre os setores. Assim, emergência, ambulatórios blocos cirúrgicos conversam e se atualizam em tempo real, além de alimentarem dados que geram relatórios com análises de atendimento e do serviço prestado.

    Alguns exemplos de ferramentas que promovem essa extinção do uso do papel são os softwares de gestão hospitalar, os sistemas de armazenamento e o compartilhamento de imagens e exames, bem como prontuários eletrônicos integrados.

    Como é realizada essa implementação?

    Como primeiro passo, os gestores devem traçar planos e metas de acordo com o nível de digitalização que pretendem alcançar — e, claro, que a estrutura do hospital consegue comportar. Então, devem solicitar uma avaliação prévia, que pode ser realizada por consultorias parceiras da HIMSS.

    Depois que a situação é analisada, inicia-se o projeto de digitalização com o apoio de estudos da infraestrutura de tecnologia da informação. Para suportar a troca intensa e massiva de informações, redes e equipamentos de qualidade devem ser obtidos. Dependendo do nível em que o hospital já está classificado, ações como a implementação de prontuários eletrônicos, sistemas de certificação digital, controle do fluxo de medicamentos e checagem eletrônica à beira-leito também são adotadas.

    Quais são os diferenciais e benefícios do hospital digital?

    Considerando os avanços tecnológicos que constituem a informatização, não é difícil perceber que os seus benefícios também são inúmeros, certo? Eles abrangem aspectos que proporcionam desde uma maior segurança para os pacientes até a própria redução de custos. Vejamos, a seguir, os principais deles!

    Inteligência na integração

    Quando o corpo clínico recebe alertas em tempo real, as intervenções são realizadas com mais precisão. Isso porque o acesso integrado às informações permite que elas sejam obtidas no prontuário e analisadas nos monitores de sinais vitais, otimizando qualquer procedimento de urgência.

    Redução de custos

    É possível reduzir gastos, por exemplo, com cirurgias canceladas de última hora. Com a digitalização, a rotatividade é analisada todo o tempo, o que diminui a ocorrência de centros cirúrgicos parados.

    Nesse contexto, o retorno financeiro da instituição também é bastante relevante, uma vez que, além de economizar papel e gastos com transações burocráticas, o tempo de estadia do paciente também diminui.

    Segurança do paciente

    Esse é outro ponto fundamental entre as vantagens: como todos os processos são circuitos fechados, operações como a prescrição e liberação de medicamentos são checados pela inteligência do sistema. Não é nenhuma surpresa, inclusive, o fato de que em um hospital digital os erros médicos são reduzidos significativamente.

    Conhecimento aprofundado sobre os pacientes

    Você sabia que quanto mais o perfil dos pacientes é conhecido pela instituição, mais fácil é fazer campanhas efetivas e oferecer serviços que, realmente, atendem o seu público? Além disso, aspectos como a sazonalidade e outros períodos de sobrecarga no atendimento ambulatorial ficam mais previsíveis, permitindo que o hospital tome ações para suprir essa demanda de antemão.

    Quais são as expectativas do hospital digital?

    O processo para obter a certificação como hospital digital é complexo e pode durar alguns anos. No entanto, essa é uma tendência que, certamente, ainda será bastante explorada — principalmente se a instituição adotar tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Big Data e telemedicina.

    Hoje, no Brasil, existem três hospitais de nível sete (Hospital Unimed Recife III, Hospital Márcio Cunha de Ipatinga e Unimed Volta Redonda), mas as expectativas de implementação para o futuro próximo são bem positivas. Até porque esse é um ponto de partida para inovações e benefícios que a medicina do futuro consegue promover.

    É imprescindível ressaltar, por fim, que de nada adianta implementar sistemas tecnológicos e informatizados se a cultura interna dos colaboradores não acompanhar esse processo. O hospital digital exige mudanças importantes nesse sentido, e é preciso existir uma sinergia com a revolução digital na saúde para que os seus benefícios sejam realmente obtidos.

    Gostou de aprofundar seus conhecimentos sobre os conceitos e expectativas do hospital digital? Nós produzimos constantemente conteúdos sobre avanços tecnológicos na área médica, então, siga nossas as redes sociais para ficar por dentro das próximas atualizações! Estamos no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.

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