Quais os impactos da pandemia na saúde dos animais e como ajudá-los?

É natural que o isolamento social e a crise humanitária e social ocasionada pela COVID-19 gere estresse nos seres humanos, mas eles não foram os únicos a sofrer com os impactos da pandemia. As consequências citadas e muitas outras, como o abandono pelos tutores por medo de transmissão e incapacidade de continuar os cuidados, também afetam gravemente os animais. 

Por exemplo, devido ao estresse e ansiedade, muitos adotaram pets impulsivamente, o que levou ao abandono pelo despreparo e incapacidade de lidar com as demandas dos bichos, como mostra uma reportagem da CNN

Afinal de contas, do mesmo modo que inúmeras pessoas tiverem medo, ansiedade, raiva e muitos outros problemas de saúde mental, os impactos da pandemia também afetaram os animais. Entenda mais sobre os sintomas a seguir!

Impactos da pandemia na saúde dos animais

Muitos animais, como cachorros e gatos, gostam de rotina, o que torna as mudanças bruscas no dia a dia muito impactantes na percepção deles, o que pode levar ao estresse e até depressão. Ao considerar que os rumos da pandemia, que intensifica tais sensações, ainda são indefinidos, é importante entender as reações dos bichos e como ajudá-los.

Além disso, é comum que eles absorvam as emoções dos tutores: se você aumentou seus níveis de ansiedade, é natural que eles se sintam de modo similar. Os principais sintomas que refletem esses problemas você acompanha a seguir.

Cachorros: latidos em excesso

Não é natural que os cães latem em excesso, já que isso demonstra irritação ou incômodo com alguma situação. E ainda, isso pode ser uma tentativa de chamar atenção do tutor para algo, como medo, frustração, tédio, solidão e ansiedade. Afinal, o latido é um dos modos de comunicação canino. 

Cachorros: queda de pelos

Você passou por esse problema ou conhece alguém que teve queda de cabelo durante a pandemia? A situação se tornou comum durante esse período e uma das principais causas é a ansiedade.

Da mesma maneira, os cachorros podem reagir ao estresse pandêmico, ou até mesmo a depressão ocasionada, com a maior queda de pelos. Além disso, existem outras causas que podem ter associação com o problema, como infecções, sarna e alergia. 

Cachorros e gatos: lambidas compulsivas

É natural que o cão e gato lambam pessoas e objetos, mas quando isso ocorre de modo compulsivo, tende a ser uma alerta para o estresse e depressão que o pet pode estar lidando, especialmente se esse comportamento se tornou repentino.

Cachorros e gatos: agressividade

Você já se tornou agressivo enquanto lidava com situações de extremo estresse? O mesmo pode ocorrer com o pet, que demonstra isso com rosnados, mordidas e arranhões de modo inesperado, 

Esse sintoma em especial tem sido uma das razões frequentes para o aumento do abandono de pet na pandemia. Felizmente, existem técnicas que podem ser adotadas para atenuar o problema e ajudar tanto o animal quanto os tutores.

Como preservar a saúde dos animais na pandemia?

  • programe dias e horários para passeio — espaços ao ar livre tem baixo risco de contágio pela COVID-19 — e alimentação, o que ajuda na manutenção de uma rotina;
  • se não puder sair de casa, invista em brinquedos apropriados para liberar energia;
  • faça uma boa massagem e escovação para ajudar no relaxamento;
  • ensine novos truques para que o pet se distraia e se sinta acolhido.

Como foi possível notar, os impactos da pandemia não se restringem aos seres humanos, mas é possível atenuá-los com uma série de cuidados. Ao fazer isso, os benefícios trazidos servem tanto para o pet quanto para quem convive com ele.

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    Por que as taxas de vacinação têm diminuído no Brasil?

    Na contramão do que ocorre no resto do mundo, a redução da taxa de vacinação no Brasil nos últimos anos acende um alerta vermelho para a saúde pública no país. Recentes surtos de sarampo, por exemplo, demostram como doenças controladas ou mesmo erradicadas correm o risco de voltar e até provocar epidemias.

    A queda de alguns pontos percentuais na taxa de imunização já pode levar a um aumento exponencial do número de casos da doença. Por isso a vacina tem grande importância, não só como proteção individual, mas também coletiva. Cada pessoa imunizada protege não apenas a si mesma, mas também as demais — inclusive aquelas que, por alguma razão, não podem receber a vacina.

    De fato, o Brasil tem um dos mais avançados programas de vacinação do mundo, oferecendo um extenso rol de imunobiológicos pelo Sistema Único de Saúde. Com essa recente queda nos resultados das campanhas, no entanto, podemos pagar um alto preço em nome desse sucesso.

    Então, para entender melhor por que isso está acontecendo e quais são os riscos envolvidos, continue lendo este post!

    Por que a taxa de vacinação está caindo no Brasil?

    Até 2010, os resultados da imunização no cenário global eram bastante insatisfatórios. A taxa de vacinação contra rubéola e sarampo, por exemplo, era apenas de 35%. Já no Brasil, a situação era outra. O país estava a frente no que diz respeito à imunização, tendo realizado grandes campanhas, como a da rubéola em 2018 — a maior do mundo.

    Esse cenário mundial, segundo a Unicef e a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem melhorado bastante. O Brasil, no entanto, enfrenta um fenômeno contrário. Conforme dados do Ministério da Saúde, publicados no Estadão, nossos números (embora ainda sejam relativamente altos) vêm caindo nos últimos anos.

    Se em 2014 tínhamos uma taxa de vacinação próxima de 100% contra a tríplice viral, em 2017 chegamos a 85%. Já contra a polio, houve uma queda de 94,5%, em 2015, para 78,5% em 2017. Embora esses números ainda sejam relativamente altos, a situação preocupa, pois a proteção adequada gira em torno de 95%, havendo risco de retorno dessas e de outras doenças se a queda de imunização da população continuar.

    O sucesso das campanhas, aliás, é uma das possíveis causas para essa queda da taxa de vacinação no Brasil, como veremos a seguir.

    Percepção enganosa de que o perigo acabou

    Doenças que já foram erradicadas no país — como a poliomelite, por exemplo — ainda podem voltar, uma que vez que persistem em outros lugares do mundo. Essa erradicação por aqui, no entanto, acabou causando na população brasileira uma falsa sensação de segurança e, principalmente, a perda do senso de urgência em vacinar as crianças.

    A despeito das campanhas de imunização lançadas e divulgadas pelo governo, muitos pais e familiares acabam se esquecendo de levar seus filhos para vacinação. Além disso, vários nunca ouviram falar em polio, sarampo etc., por isso, não entendem a gravidade do risco. Em suma, temos um cenário de negligência e procrastinação.

    Falta de confiança e informação

    Também é preocupante o número crescente de pessoas que deixa de vacinar seus filhos por falta de confiança e informação sobre o assunto. Isso, na verdade, é fruto de um movimento mundial antivacinas, que chega ao Brasil especialmente por meio de fake news espalhadas pelas redes sociais.

    Grosso modo, paira no ar uma ideia de que as vacinas não são seguras ou não têm eficácia, sendo desnecessárias ou perigosas para a saúde. Um exemplo disso ocorre com a vacina contra a gripe, que muitas pessoas deixam de tomar por medo de reações adversas, achando que podem ficar doentes.

    Crise econômica

    Por fim, temos a crise econômica, que afeta a ida da população aos postos de saúde — seja pelo gasto com transporte, seja por falta de tempo em função do trabalho (medo de perder o emprego ou deixar de produzir o suficiente etc.) ou mesmo pela redução do acesso à informação.

    Além disso, na década passada houve uma popularização das clínicas particulares entre a classe mais alta, oferecendo vacinas mais completas e outras que não fazem parte do calendário do SUS. Então, com a crise atual, muitas dessas famílias deixaram de pagar por esse serviço, mas não criaram, por outro lado, o hábito de se vacinar na rede pública.

    O que os médicos podem fazer para reverter esse quadro?

    Quando se trata de campanhas de vacinação e conscientização das pessoas, uma boa comunicação é essencial. E, nesse sentido, o médico é uma peça chave para reverter o cenário atual de queda. Vejamos, a seguir, o que pode ser feito.

    Divulgar campanhas

    A exemplo do que acontece com outras campanhas de conscientização, como o Outubro Rosa, é essencial que os médicos participem da divulgação. Isso deve ser feito não apenas em seus consultórios, mas também nas suas redes sociais e demais canais de comunicação, em seus círculos de convivência etc.

    Aliás, essa atenção à promoção da saúde e da vacinação também faz parte da humanização do atendimento, tão em alta na medicina atual. Médicos são vistos como autoridades em saúde, o que garante à sua opinião um peso maior. Por isso, independentemente de haver ou não uma relação direta entre a sua especialidade e as doenças em questão, esses profissionais precisam se posicionar em favor das vacinas.

    Alertar sobre a importância da prevenção

    Mesmo quando não há nenhuma campanha em andamento, é dever do médico alertar a população sobre a importância da prevenção, incluindo a vacinação como medida fundamental para isso. Além do pediatra, que lida com carteiras de vacinação em seu dia a dia, outros médicos precisam se engajar nessa luta.

    Levar essa informação aos jovens e adultos é um dos desafios do Programa Nacional de Imunização (PIN), por exemplo, até porque o calendário de vacinação do SUS inclui todas as faixas etárias. Afinal, se não imunizarmos pessoas adultas, há um risco de deslocamento de faixa — quando uma doença tipicamente da infância passa a ocorrer na fase adulta, a exemplo da caxumba.

    Enfim, como vimos, recuperar os índices de imunização é uma das preocupações primordiais do Ministério da Saúde, tanto que, este ano, foi lançado o Movimento Vacina Brasil. É essencial, portanto, que os médicos estejam atualizados sobre o calendário de vacinação e ajam como multiplicadores dessa informação, para melhorar a taxa de vacinação em todo o país.

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    Veja os avanços da tecnologia para a prevenção e tratamento do câncer de mama

    Veja os avanços da tecnologia para a prevenção e tratamento do câncer de mama. Na década de 1990, o Outubro Rosa — mês de conscientização sobre o câncer de mama — ganhou força nos Estados Unidos e, hoje, é destaque no mundo todo, inclusive no Brasil.

    O principal mote da campanha é alertar as mulheres para a importância do cuidado com a saúde das mamas, orientando quanto às alterações habituais das diferentes fases do ciclo de vida e quanto aos sinais e sintomas da doença.

    Nesse sentido, a alta tecnologia veio engrossar o time nessa batalha contra o câncer, fornecendo ferramentas que vão desde aparelhos radiológicos mais precisos à terapia gênica. Isso sem falar na robótica aplica à medicina.

    Para ressaltar a importância dessa campanha, entenda os progressos da tecnologia para a prevenção e tratamento do câncer de mama, reunimos neste post os principais avanços da tecnologia. Confira!

    O que é Outubro Rosa e qual sua importância?

    Trata-se de uma campanha realizada no mundo todo em prol da conscientização da população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Dessa maneira, o mês de outubro é inteiramente dedicado à causa, com a promoção de ações por diversas entidades.

    Na década de 1990, iniciaram-se ações isoladas em diversos estados americanos, o que levou o Congresso a aprovar outubro como mês nacional de prevenção contra o câncer de mama.

    O símbolo da campanha, o laço cor-de-rosa, foi, inicialmente, usado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, que os distribuiu durante a primeira “Corrida pela Cura”, em Nova Iorque, na década de 1990. A partir daí, passou a ser entregue em desfiles de moda, locais públicos e outros eventos.

    Com o passar dos anos, o movimento ganhou alcance mundial e, no Brasil, em 2002, diversos monumentos ganharam iluminação em rosa para alertar a população sobre a campanha.

    Como a tecnologia pode ajudar no combate ao câncer de mama?

    Veja e entenda os avanços da tecnologia para a prevenção e tratamento do câncer de mama. O tratamento do câncer de mama se baseia principalmente na extensão da doença (estadiamento), nas características biológicas do tumor e nas condições clínicas do paciente. Sendo assim, o diagnóstico precoce tem um grande impacto sobre as chances de sucesso da abordagem terapêutica e de cura.

    Hoje, classificamos os tratamentos conforme dois tipos de abordagem:

    • local: cirurgia (retirada do tumor ou mastectomia) e radioterapia;
    • sistêmica: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

    Nos últimos anos, houve uma evolução tanto no sentido de cirurgias menos agressivas quanto de terapias mais individualizadas. Nesse sentido, os avanços tecnológicos aplicados à prática médica têm muito a contribuir com a luta contra o câncer de mama. De acordo com relatório da American Cancer Society, a mortalidade por câncer caiu 27% em 25 anos, nos EUA.

    Cirurgia robótica

    Graças a esse tipo de cirurgia, os procedimentos vêm se tornando a cada dia menos invasivos, abandonando cirurgias mutiladoras. Assim, a dor e a perda sanguínea são menores, são necessários menos analgésicos e também menos dias de internação, tornando a recuperação mais tranquila.

    Infelizmente, o custo dessa tecnologia ainda inviabiliza seu uso em grande escala, porém, espera-se que, na velocidade que os avanços ocorrem, o procedimento se torne mais acessível em alguns anos.

    Medicina personalizada

    Dentre os avanços mais importantes estão a possibilidade de personalizar o tratamento. Se, antes, as opções se restringiam à cirurgia, quimioterapia e radioterapia, hoje se fala em mutações específicas capazes de direcionar a individualização da terapia por meio de inibidores da tirosina quinases, além de bloqueio hormonal, iodoterapia, imunoterapia, entre outros.

    Além disso, a abordagem multidisciplinar — nutrição, psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia — praticada em centros de atendimento tem garantido bons resultados no que dia respeito à sobrevida, qualidade de vida e experiência do paciente. Diagnóstico precoce, estudo molecular e suporte ao paciente, associados às novas tecnologias, garantem um tratamento muito mais individualizado e eficaz.

    Quimioterapia menos agressiva

    Avanços científicos vêm impactando também a quimioterapia. Os inibidores, por exemplo, tais como o CDK4/6, permitem adiar o início da quimioterapia no tratamento. Além deles, o uso da assinatura genética — propriedades moleculares específicas — permite a escolha dos melhores quimioterápicos de acordo com tipo de tumor.

    Essa especificidade diminui o número de aplicações, e a chamada “terapia alvo” age apenas nas células doentes, sem comprometer outros órgãos e células saudáveis. Assim, com medicações menos agressivas, o tratamento se torna menos penoso, reduzindo efeitos colaterais, como a queda de cabelo, diarreia e náuseas. Inclusive, em alguns casos, os remédios já podem até ser tomados em casa.

    Evolução radiológica

    A evolução tecnológica também tem beneficiado muito a área de radiologia, com aparelhos mais modernos e sofisticados. Imagens de melhor qualidade e o surgimento do Pet Scan possibilitam o diagnóstico por imagem molecular dos tumores, antecipando o risco de metástases e recidivas, o que orienta o médico no direcionamento do tratamento.

    No campo da radioterapia, como comentamos, equipamentos mais precisos vêm viabilizando uma aplicação mais localizada, tratando apenas a área cancerosa, conservando a integridade dos órgãos adjacentes. Por ser localizada, podem ser usadas doses maiores de radiação e mais eficazes contra o tumor.

    Por que é preciso a conscientização do diagnóstico precoce?

    Segundo dados do INCA, o câncer de mama é o segundo mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo. A cada ano, o número de pessoas afetadas por esse tipo de câncer corresponde a 29% dos novos casos da doença no Brasil.

    Os números alarmantes alertam para a importância da conscientização, principalmente no que diz respeito ao diagnóstico precoce. A doença tem tratamento, porém, como já mencionado, o prognóstico é diretamente associado ao estadiamento do tumor. Por isso, quanto antes for detectado, maiores são as chances de cura, chegando até 90%.

    O diagnóstico do câncer de mama está apoiado em três pilares: exame clínico, exame por imagem e análise histopatológica. Assim, a detecção precoce se dá pela abordagem de pessoas que apresentem sinais e sintomas e o rastreamento.

    Portanto, o primeiro passo é a educação de mulheres e profissionais de saúde no sentido de identificar esses sinais e sintomas, especialmente por meio da palpação das mamas. No entanto, é a mamografia o exame mais eficaz na detecção precoce no tumor.

    Assim, o Ministério da Saúde mantém um programa de rastreamento, com a realização de exames de diagnóstico preventivo, mesmo sem que haja qualquer sintoma da doença, em mulheres com mais de 50 anos.

    Felizmente, as últimas décadas têm sido de grandes avanços na luta contra o câncer, tanto em função das novidades tecnológicas quanto do aumento do nível de informação e conscientização da população, graças a iniciativas como o Outubro Rosa. O modelo, inclusive, tem servido de inspiração para outras campanhas, como o abril azul e o junho vermelho.

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    Setembro Verde: entenda o panorama da doação de órgãos no Brasil

    A campanha “Setembro Verde” busca promover a conscientização sobre a doação de órgãos, reunindo esforços do Ministério da Saúde e de diversas ONGs. No Brasil, as filas de espera são longas, e o número de doações ainda é bem inferior à demanda. Mas há muitos trabalhos importantes sendo feitos, beneficiando várias pessoas que necessitam de um novo órgão para viver.

    Conhecer o cenário da doação de órgãos no país é fundamental para se conscientizar e também encontrar formas de contribuir com a campanha. Ficou interessado? Continue acompanhando o conteúdo e entenda mais sobre o tema!

    Como é o panorama de doação de órgãos no Brasil?

    Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2018 foram realizados 26.518 transplantes. Desses, 8.853 são dos chamados órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim), sendo que parte desse número envolve mais de um órgão. Os transplantes de córnea no mesmo ano foram 14.778, e os de medula óssea foram de 2.877. Entre os órgãos sólidos, os maiores índices são de transplante de rim (5.999).

    Cerca de 96% dos transplantes são realizados pelo SUS. O orçamento federal destinado para a área em 2018 foi de R$ 1,036 bilhão. Mesmo assim, as filas de espera ainda são bastante longas, devido ao baixo índice de doadores.

    Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, em dados publicados pelo G1, em 2018, a lista de espera para doação de órgãos contava com 32.716 pessoas. O órgão mais aguardado é o rim, com um total de 21.962 indivíduos esperando. A córnea vem em segundo lugar, com 8.574 pacientes na esperança de uma doação.

    No Registro Brasileiro de Transplantes e Estatísticas de Transplantes, foi notificado que, no primeiro trimestre de 2019, houve ingresso de 7.974 pacientes na lista de espera por doação. Desses, 806 faleceram esperando. É um cenário complexo, e conscientizar a população sobre a importância da doação é fundamental.

    Quais os principais desafios para a doação de órgãos?

    Há vários desafios para a doação de órgãos no Brasil. Veja quais são eles a seguir!

    Rejeição das famílias em doar

    Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, a taxa de recusa da família em fazer a doação é em torno de 43% no Brasil, enquanto a média mundial é de 25%.

    De janeiro a março de 2019, foram notificados 2.722 doadores potenciais, de acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes e Estatísticas de Transplantes. Foram realizadas 1.588 entrevistas com famílias e houve recusa em 621 delas, o que significa 39% do total. Há também casos em que a não efetivação da doação aconteceu por razão de contraindicação médica (15%), morte encefálica não confirmada (7%) e parada cardíaca (9%).

    A recusa das famílias em efetuar a doação pode ocorrer por vários motivos, como religião, crenças, falta de conhecimento sobre o tema e medo de o corpo sofrer deformação com a retirada do órgão.

    Quanto à deformação, é importante lembrar que o velório não é prejudicado. Em casos de transplante de osso e córnea, os médicos colocam próteses no lugar, para que o doador falecido não seja visualmente afetado. Quando a doação é de pele, realizam-se cortes nas costas, e com órgãos internos, as incisões são pequenas.

    Desconhecimento sobre o assunto

    O gesto de doar envolve solidariedade, à medida que o órgão cedido vai para uma pessoa desconhecida, dependendo de critérios como gravidade e tempo de espera. A falta de conhecimento sobre o assunto é um dos principais motivos para o baixo índice de doações e para uma fila de espera tão extensa. A informação adequada permite abrir possibilidades para pacientes que aguardam há anos por uma nova chance.

    Culturalmente, é muito difícil falar sobre a morte, e talvez essa seja uma das razões para a dificuldade em relação à conscientização sobre doação de órgãos. Há doações que podem acontecer em vida, como no caso de medula óssea, de um pulmão e de um dos rins. Para isso, é necessária autorização judicial e um adequado acompanhamento médico.

    Baixo tempo de isquemia de cada órgão

    O tempo de isquemia é o período entre a retirada de um órgão e a implantação dele em outra pessoa. As diferentes partes do corpo apresentam isquemias aceitáveis distintas. Veja a seguir quais são os tempos de isquemia de cada órgão:

    • coração: 4 horas;
    • rim: 48 horas;
    • fígado: 12 horas;
    • pulmão: 4 a 6 horas;
    • pâncreas: 12 horas.

    Como os períodos no geral são muito curtos, o sistema de saúde precisa mobilizar uma série de serviços para que as doações sejam realizadas com sucesso. A Força Aérea Brasileira e as companhias aéreas comerciais têm um papel muito importante nesse processo, para viabilizar a entrega das doações a tempo para os receptores.

    Qual a importância da ação de hospitais e da campanha setembro verde para a conscientização da população?

    Conscientizar a população sobre a doação de órgãos é fundamental para aumentar o número de doadores e promover a recuperação da saúde para as pessoas que estão aguardando esse gesto de solidariedade. A campanha setembro verde tem um papel decisivo para trazer o tema para discussão e fornecer informações adequadas para a população.

    A ação de hospitais também é muito importante. A mobilização dessas instituições permite alcançar um número maior de pessoas e fornecer dados e esclarecimentos para a coletividade.

    Nas UTIs ou em quadros graves, o diálogo humanizado com famílias com antecedência ajuda na realização de uma tomada de decisão ágil caso aconteça falecimento do paciente, o que é fundamental para que uma doação tenha sucesso. A demora na escolha pode até mesmo gerar a perda do órgão.

    Com a adesão dos hospitais na campanha setembro verde, fica mais fácil prover informação e contribuir para a melhora do cenário de doações de órgãos em nosso país. A soma de esforços e a busca de conscientização podem trazer uma série de benefícios para pacientes, com melhores perspectivas para as pessoas na fila de espera por um órgão.

    Um gesto de solidariedade salva muitas vidas e promove saúde à população. Para isso, é fundamental a mobilização das instituições hospitalares e profissionais da saúde, buscando divulgar mais os benefícios da doação de órgãos, sobretudo com a campanha promovida pelo setembro verde.

    E então? Gostou de aprender sobre o setembro verde e o cenário da doação de órgãos no Brasil? Assine a nossa newsletter e receba mais conteúdos valiosos em seu e-mail!

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