Prescrição digital, como funciona essa tendência e quais são os benefícios?As prescrições médicas são parte importante das rotinas dos estabelecimentos de saúde, reunindo as recomendações dadas por profissionais habilitados para que o paciente se recupere de quadros patológicos. Nesse contexto,a prescrição digital é uma tecnologia inovadora que ganha cada vez mais adesão das instituições de cuidado.
Na plataforma Memed, por exemplo, foram realizadas mais de 3 milhões de prescrições em 2018, contando com 60 mil médicos inscritos no mesmo ano. Os ganhos com a implementação dessa tecnologia, que é uma das vertentes da telemedicina, são muitos, proporcionando redução de custos, otimização de processos e aumento da segurança do paciente.
Preparamos este conteúdo especial com informações sobre prescrição digital como funciona essa tendência e quais são os benefícios? Mostrando como esse recurso funciona e quais são as possibilidades que ele abarca para o hospital ou clínica. Ficou interessado? Continue acompanhando e entenda mais sobre o tema!
A prescrição digital é a emissão de receita médica ou recomendação de procedimentos por via informatizada. Isso significa que o profissional de saúde pode inserir as informações em uma plataforma especializada, equipada com assinatura digital, e o paciente poderá acessar o conteúdo por meio de dispositivo eletrônico.
Há também possibilidades de intercomunicação entre o sistema do médico e a rede de farmácias. Assim, quando o paciente fornecer os dados, o farmacêutico pode abrir a receita no computador do estabelecimento e consultar as informações necessárias para que o paciente adquira os remédios necessários e saiba as dosagens corretas.
A prescrição digital funciona por meio de softwares em nuvem. O profissional se cadastra na plataforma e insere as informações das rotinas de cuidado na página. Ele pode consultar bancos de dados acerca de medicações e disponibilidades de remédios, pois o software se conecta aos sistemas de farmácias. Com a finalização da composição do documento, o doutor pode enviar o link do registro informatizado para o paciente, que pode então fazer a compra dos itens recomendados.
A farmácia também pode acessar ao sistema e abrir o documento elaborado pelo médico. Isso significa que o paciente pode ir até a farmácia, fornecer o CPF e o registro será acessado. O processo é realizado sem uso de papel e com facilidades logísticas. Afinal, o profissional pode emitir a receita de onde estiver e o paciente não precisa se deslocar para o consultório para buscar o documento.
A prescrição digital traz vários benefícios para pacientes e médicos. Vamos mostrar quais são essas vantagens a seguir. Veja mais!
Papéis e carimbos representam um custo relevante para o orçamento do estabelecimento de saúde. Eles podem não representar um grande valor unitário, mas pesam no orçamento quando há um grande volume de atendimentos, pois o número de prescrições emitidas por dia é realmente alto.
Com a prescrição digital, o impacto positivo nas despesas é considerável. Além disso, outro fator importante que afeta diretamente a experiência do paciente é que ele tem acesso à receita com mais facilidade, com reduzidos custos de deslocamento.
Um profissional de saúde tem diversas preocupações durante a consulta. O fornecimento de uma boa escuta, atendimento humanizado, preenchimento de prontuário, acompanhamento adequado do caso, escuta de questões subjetivas e clínicas e também a logística dos processos são alguns exemplos.
Preencher uma receita à mão envolve papel carbono, escrita legível, clareza, explicação detalhada. Em alguns casos, é necessário emitir mais de um registro, pois uma medicação é adquirida em farmácia e a outra no posto de saúde. Acrescentamos que essa rotina não acontece só uma vez. Ela se repete em vários momentos ao longo do expediente. Isso torna os procedimentos demorados e desgastantes para o médico.
Com a prescrição digital, o profissional pode fazer as recomendações e indicações mais rápido e com facilidade. Isso simplifica a rotina e permite que o médico tenha mais tempo disponível para oferecer um melhor atendimento. Os bancos de dados integrados à plataforma em nuvem também permitem o acesso à informações sobre remédios e dosagens com agilidade e precisão. Isso otimiza atividades e proporciona melhores possibilidades para o colaborador da saúde.
O sistema de prescrição digital é altamente seguro e criptografado. Com ele, o paciente terá acesso aos itens necessários para fazer uma boa rotina de cuidados, sem riscos com erros de dados ou medicações equivocadas. A perda do documento físico também se torna nula, o que evita retrabalho.
Além disso, problemas com ações de pessoas mal-intencionadas, que podem tentar falsificar prescrições ou obter medicamentos de forma ilegal, são minimizados. Isso favorece a proteção do paciente e da integridade do profissional de medicina.
As plataformas de prescrição digital se integram aos sistemas de prontuário eletrônico. Com isso, o médico pode acompanhar de perto todas as atividades de saúde realizadas pelo paciente. A medida evita as repetições de exames por falta de comunicação entre equipes de tratamento e atendimento, pois todas as informações estão registradas em sistemas seguros em nuvem. Isso reduz custos para os pacientes e facilita a rotina de profissionais.
Adotar a prescrição digital no hospital é uma ótima alternativa para facilitar a rotina de profissionais e oferecer mais comodidade aos pacientes. Com esse sistema, os processos na instituição ficam mais rápidos e precisos, com diminuição dos erros e do retrabalho.
Além disso, esse recurso informatizado cria condições para fortalecer a rede de atendimento com a conectividade, por meio de uma comunicação sólida e precisa entre as instituições de saúde. Isso contribui para melhorar a imagem da organização de saúde diante de pacientes e colaboradores.
A prescrição digital no hospital é uma excelente alternativa para otimizar processos e simplificar a rotina da equipe e dos pacientes. Com esse recurso, os procedimentos ganham agilidade, qualidade e eficácia. Além disso, a estrutura de segurança da informação é fortalecida, proporcionando condições para a melhora da proteção dos pacientes e dos profissionais da saúde.
E então, gostou de aprender sobre a prescrição digital como funciona essa tendência e quais são os benefícios? Confira também o nosso post especial sobre os benefícios da tecnologia na área da saúde!
Conheça as 6 principais redes sociais para divulgação de médicos. Com o crescimento e a popularização das redes sociais, essas plataformas deixaram de ser apenas um espaço de interação e passaram a ser utilizadas para fins profissionais e comerciais. Isso vale também para a área de saúde, mas você sabe quais as melhores redes sociais para médicos?
A presença digital se tornou essencial na medicina, tanto para atrair novos pacientes quanto para gerar autoridade na sua área de atuação. No entanto, há que se ter atenção às questões éticas e legais regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para a prática do marketing médico.
Confira as 6 principais redes sociais para divulgação de médico, para profissionais da área divulgarem o seu trabalho e melhorarem a experiência dos seus pacientes!
Ainda que tenha perdido o posto de rede social mais utilizada pelos brasileiros, já que foi ultrapassado pelo YouTube, o Facebook ainda conta com cerca de 130 milhões de usuários no Brasil. Por isso, você não pode desconsiderá-la.
Trata-se de um canal essencial para divulgar conteúdo relevante sobre sua área de atuação, criar autoridade e engajamento tanto com novos seguidores quanto com antigos pacientes.
A vantagem da plataforma é permitir a publicação de vários formatos. Logo, é possível compartilhar artigos médicos e do seu próprio blog, notícias sobre a área de saúde, infográficos informativos, campanhas de conscientização e até vídeos com dicas e orientações para pacientes.
O ideal é manter separados o seu perfil social e uma página para assuntos profissionais, até para preservar a sua privacidade e atuar com mais profissionalismo.
Além disso, a fanpage (página institucional) oferece uma série de recursos como a criação de anúncios, inclusão de links e monitoramento de métricas, além de ser pré-requisito para transformar o seu Instagram em um perfil comercial.
Em 2019, a plataforma de vídeos ultrapassou o Facebook em número de usuários: 95% dos internautas brasileiros estão no YouTube. Os dados são do relatório Digital in 2019.
O fato é que o vídeo é um formato que vem se popularizando cada vez mais, tanto pela praticidade de consumo quanto pelos avanços tecnológicos que vÇem facilitando sua produção. Hoje, você não precisa mais de grande recursos técnicos, é possível criar conteúdo com um celular e alguns aplicativos de edição simples de usar.
De acordo com o Estadão, uma pesquisa do Google revelou que 26% dos brasileiros recorrem primeiramente ao site de busca e ao YouTube quando se deparam com um problema de saúde, antes mesmo de procurar um médico. Por isso, vale a pena investir em um canal.
A maior rede social profissional do mundo se tornou obrigatória para qualquer um que esteja no mercado de trabalho, inclusive médicos. Nela, é possível ampliar sua rede de contatos, fazer networking, entrar em grupos de discussão e publicar artigos, sendo uma ótima alternativa para quem ainda não tem um blog.
É o espaço ideal para conteúdos mais técnicos e um excelente ambiente para construir sua autoridade digital na área de atuação. Além disso, você pode disponibilizar seu currículo completo, permitindo aos pacientes conhecerem a sua formação acadêmica, assim como detalhes da sua atuação clínica e científica.
Diferente das outras redes sociais, o Twitter tem características bem específicas, como o limite de 280 caracteres por postagem e uma quantidade de recursos mais limitada. No entanto, os seus Trending Topics (assuntos mais comentados) ainda têm grande influência sobre o que é sucesso nas outras redes.
O dinamismo é a principal característica do Twitter. Por isso, a velocidade de interação é muito maior que outras redes sociais para médicos. Assim, é preciso avaliar se o seu público está presente nesse canal, mas de toda forma é importante ficar de olho no que acontece por ali.
O Instagram é a rede preferida de grandes marcas e empreendedores para se aproximar dos clientes. Seus números não param de crescer e novas ferramentas são constantemente lançadas.
Trata-se de uma rede em que o visual tem muita importância, pois são as imagens que têm maior destaque no feed. Dessa forma, é importante apostar em fotos de boa qualidade e em um design limpo, no caso de usar artes gráficas nos posts. Tenha cuidado com imagens sensíveis, como de cirurgias e doenças, já que podem ser censuradas em virtude dos termos de uso do aplicativo.
As hashtags são muito utilizadas para marcar as publicações e devem ser usadas por médicos para se posicionar e aumentar as visualização, indicando especialidade, tratamentos, procedimentos etc. Você pode ainda usar a ferramenta Stories e seus variados recursos — enquetes, perguntas, GIFs e filtros — para estreitar o relacionamento médico-paciente e gerar engajamento.
O Instagram é um ótimo caminho para humanizar o médico, mostrando bastidores da sua atuação e um pouco da sua vida privada nos Stories, que é um conteúdo temporário, saindo do ar em 24 horas.
Por fim, o WhatApp vem sendo largamente utilizado por médicos para se comunicar com pacientes, mas é preciso tomar alguns cuidados para não ter problemas com o CFM, que regulamenta a realização de consultas online de acordo com algumas regras.
Apesar disso, o aplicativo pode facilitar muito o contato, sendo usado para marcação e confirmação de consultas, esclarecimentos de dúvidas pontuais sobre o tratamento e envio de resultados de exame. Embora muito útil, o uso desse canal pode se tornar um pouco inconveniente, por isso, é importante esclarecer os pacientes sobre como você pretende usá-lo, em quais horários etc.
Além das redes sociais em que os pacientes estão presentes, existem aquelas exclusivas para médicos. Nelas, o objetivo principal não é divulgar os serviços prestados, mas aumentar a rede de relacionamento, trocar experiências e, por que não, conseguir novos pacientes por meio de indicações. Conheça algumas opções!
Com uma rede ainda pequena no Brasil, a iMeds é dedicada a médicos, professores e estudantes de medicina. Nela, você cadastra um minicurrículo e pode montar um site para divulgar seu trabalho. As ferramentas incluem discussão de casos clínicos, fóruns de debates e pasta para artigos científicos.
Criada em 2011, é a principal rede de médicos americanos, com meio milhão de usuários. O objetivo é criar uma conexão entre profissionais de saúde, incluindo enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas e outros. Além disso, é possível ter acesso a periódicos e encontrar oportunidades de trabalho.
Trata-se de uma rede social para facilitar o dia a dia do médico. Para isso, conta com funcionalidades como recursos sociais, uma rede profissional, englobando o contato com instituições de saúde, e ferramentas médicas — calculadoras, prescrição eletrônica, videoconferência etc.
Essa é a maior rede social para médicos do Brasil, com cerca de 15 mil usuários, tendo sido criada para expandir a relação entre os profissionais da área e oferecer funcionalidades úteis, como perfil profissional, banco de artigos comentados, perguntas e respostas, calculadoras e notícias.
Como vimos, quando bem escolhidas e gerenciadas, as redes sociais para médicos podem trazer notoriedade e encher sala de espera do consultório, desde que utilizadas com inteligência, ética e bom-senso.
Já que estamos falando em redes sociais, que tal seguir nossos perfis no LinkedIn, Facebook e Instagram?
As ferramentas digitais já fazem parte de vários aspectos da sociedade, conectando pessoas e otimizando processos. Na Medicina não é diferente — a tecnologia na saúde avança a passos largos, trazendo melhorias para profissionais, pacientes e também para a gestão das instituições.
Inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), robótica, Big Data e outras inovações já são realidade no setor da saúde e impactam positivamente em diagnósticos, prevenção, atendimento, tratamentos e também na relação entre médico e paciente.
Quer entender melhor os benefícios da tecnologia na área da saúde? Acompanhe este post e veja, inclusive, alguns exemplos de tecnologias aplicadas à medicina.
Os avanços tecnológicos na medicina vêm impactando não só os cuidados com a saúde, mas também a relação médico-paciente com isso a telemedicina rompeu barreiras geográficas.
O monitoramento por wearables deu mais autonomia e responsabilidade aos pacientes e a presença digital de médicos e instituições de saúde aumentou o acesso à informação.
É a transformação digital mudando desde a educação na área de saúde à prática clínica, promovendo saúde e prevenção no tratamento de doenças.
Segundo pesquisa da Accenture, publicada pela Exame, 61% dos profissionais de saúde, no Brasil, usam ferramentas de TI para observar pacientes, e 38% utilizam processos eletrônicos na administração.
Tais práticas otimizam o tempo de consulta e trazem ainda outras vantagens para médicos, pacientes e instituições de saúde. Confira!
A tecnologia não para de avançar na Medicina, e uma das áreas em que a inovação é uma realidade é a de exames de imagem assim a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, por exemplo, permitem visualizar as estruturas internas do corpo em alta definição.
Desse modo, é possível fazer a detecção de doenças graves em estágios iniciais, como o câncer, aumentando consideravelmente o sucesso nos tratamentos.
Além disso, por meio da telemedicina, o médico consegue debater o caso com um especialista de outra localidade, que tem acesso ao exame e pode colaborar para a precisão do diagnóstico e direcionamento do tratamento.
A conectividade permite também a melhora do atendimento. O agendamento de consultas e exames online reduz os deslocamentos até clínicas e hospitais, além de diminuir o tempo do paciente ou seu familiar ao telefone — esperando a disponibilidade do atendente para fazer a marcação de horário.
É possível verificar datas e horários disponíveis e fazer o agendamento por conta própria pela internet, em qualquer horário do dia. É uma praticidade para as pessoas que têm a rotina corrida e também para as clínicas, que, além de poderem trabalhar com um número menor de funcionários, ficam com a agenda mais organizada, reduzem as filas e conseguem oferecer um atendimento melhor ao paciente.
O uso de softwares em hospitais e outras instituições de saúde permite uma gestão mais eficiente e a redução de custos, pois centralizam todas as informações. Alguns dos benefícios dessas ferramentas são:
Um sistema de gestão ainda melhora a logística interna da instituição de saúde, integrando de forma eficiente todos os setores. Essa integração se reflete em um atendimento de melhor qualidade, maior produtividade das equipes, otimização dos processos e diminuição de custos.
A tecnologia na área da saúde permite a integração das informações, facilitando o trabalho dos profissionais envolvidos. O prontuário eletrônico, por exemplo, reúne histórico do paciente, tratamentos efetuados, exames realizados, diagnósticos, medicações prescritas, entre outros dados de saúde que ficam registrados de forma eletrônica.
As informações ficam seguras na nuvem e podem ser acessadas por médicos e outros profissionais que cuidam do paciente, inclusive de forma remota. Essa é uma maneira de otimizar o trabalho de toda a equipe, ajudando o médico a propor o tratamento mais adequado.
A tecnologia traz ainda mais segurança ao paciente por evitar interações medicamentosas e ajudar em situações de emergência — quando o indivíduo não tem condições de relatar o ocorrido, mas precisa ser atendido de forma imediata.
Um hospital digital garante mais inteligência na integração e proporciona um conhecimento aprofundado dos pacientes. Além disso, reduz os custos da instituição de saúde, evitando, por exemplo, procedimentos desnecessários ou que já tenham sido realizados.
A tecnologia na área de saúde também é marcada pelo uso de robôs em cirurgias, o que permite maior precisão e segurança nas intervenções médicas. O médico tem uma visão aumentada da área a ser trabalhada e comanda o equipamento com movimentos milimétricos — funcionalidade importante para áreas do corpo com muitos vasos sanguíneos ou nervos.
Como as incisões são muito pequenas, a utilização da robótica nos procedimentos cirúrgicos garante ainda uma recuperação mais rápida dos pacientes. A tecnologia em cirurgia proporciona mais segurança e maior eficiência nos procedimentos.
A prevenção pode ganhar mais destaque com a automação na Medicina. A Internet das Coisas (IoT) é um exemplo: o desenvolvimento de dispositivos vestíveis, que medem os batimentos cardíacos, pressão e outras informações biométricas, pode ser essencial nos cuidados preventivos dos pacientes.
Essa tecnologia pode ser útil para monitorar o tratamento dos pacientes em casa com o uso de sensores, o que facilita o acompanhamento do médico à distância. Pode ser utilizada também para fazer o monitoramento e a regulagem de equipamentos hospitalares utilizando a internet.
O uso de prontuários eletrônicos pelos hospitais também permite que a instituição atue de forma mais certeira na prevenção. Com os dados dos pacientes que frequentam a instituição, é possível identificar antecipadamente as condições de saúde desse grupo e pensar em programas preventivos, como de obesidade ou tabagismo, o que pode evitar gastos maiores com tratamentos no futuro.
Exames com diagnósticos mais precisos, técnicas cirúrgicas mais acuradas com o uso da robótica, informações completas do paciente no prontuário eletrônico, entre outros fatores, colaboram para a redução de erros que, como sabemos, podem ter sérias consequências quando se trata de saúde.
Só o fato de eliminar o uso de papel para a realização dos procedimentos pode diminuir consideravelmente as falhas.
O uso da inteligência artificial na Medicina também pode trabalhar nesse sentido, alertando o médico, por exemplo, em tempo real sobre as mudanças no quadro clínico do paciente. Isso é fundamental em situações de emergência.
A tecnologia na saúde não está presente apenas nos sofisticados aparelhos eletrônicos que realizam exames e procedimentos, mas principalmente nos processos operacionais que envolvem a rotina médica e hospitalar, agregando mais valor ao atendimento e tratamento. Veja alguns exemplos de como essa dinâmica funciona na prática.
Como o próprio nome já diz, refere-se à medicina praticada à distância, ou seja, trata-se da possibilidade de monitorar pacientes, emitir laudos de exames e trocar informações entre profissionais remotamente. Na prática, é viabilizada pelo acesso a informações e imagens em plataformas digitais, a qualquer hora e lugar, com conexão à internet.
Especialistas não precisam mais estar presentes no local onde é realizado um exame para emitir seu parecer, assim como podem ser realizadas teleconsultas para uma segunda opinião, ou para orientações de um outro profissional em um caso de emergência, por exemplo.
A telemedicina vem viabilizando a oferta de exames mais sofisticados e específicos em localidades remotas, além de baratear os custos aumentando o acesso à saúde. Isso acontece porque não há mais a necessidade de manter determinados especialistas na equipe, uma vez que os exames podem ser laudados à distância.
É a substituição das velhas fichas médicas em papel por registros digitais dos dados dos pacientes. O uso de prontuário eletrônico não só agiliza o atendimento médico como minimiza erros de transcrição e digitação de nomes e outras informações e facilita a integração entre a equipe.
Com ele, todas as informações relativas ao paciente e ao tratamento são armazenadas e atualizadas em tempo real, ficando acessíveis para todos os profissionais envolvidos no atendimento, remota e simultaneamente. Além disso, os registros podem ser cruzados com bancos de dados epidemiológicos, facilitando o acompanhamento estatístico e auxiliando o diagnóstico.
Embora muitas vezes não pareça, um consultório é um negócio como outro qualquer. Sendo assim, a gestão administrativa tem influencia direta sobre a qualidade do atendimento prestado.
O uso de softwares organiza os fluxos de informações e otimiza processos administrativos, auxiliando na gestão do corpo funcional, das finanças, suprimentos etc. Além disso, podem ser integrados a outros sistemas e fornecem maior segurança das informações.
Funcionalidades, como agendamento online, integração com plataformas de marketing, controle de fluxo de caixa, emissão de relatórios e outras, facilitam o planejamento e controle dos processos administrativos. Essas ferramentas padronizam as operações, integram setores e reduzem custos, agilizando e melhorando a qualidade dos serviços de saúde.
Parece coisa de ficção científica, mas a impressão 3D já é realidade em fábricas e empresas de design. Na medicina, um bom exemplo de seu uso é a produção de órteses e próteses ortopédicas, como membros robóticos.
Nesse sentido, há ainda muitos estudos e pesquisas para a reprodução de órgãos humanos, vasos sanguíneos, tecidos, ossos e até pele sintética. A possibilidade de sintetizar essas estruturas artificialmente representa um avanço inominável na área de transplantes. Além disso, o desenvolvimento de exoesqueletos equipados com sensores para detecção de movimentos musculares, refletindo nos membros, representa uma oportunidade de auxílio a pacientes com mobilidade reduzida.
A possibilidade de compartilhar serviços de TI em nuvem abriu uma série de oportunidades de acesso à tecnologia de ponta. Isso porque, com o Cloud Computing, as instituições não precisam investir na construção e manutenção de um parque tecnológico para o desenvolvimento e suporte a sistemas internos.
Com a revolução digital, é possível terceirizar a infraestrutura, viabilizando o uso de sistemas mais complexos. Tratam-se de soluções mais acessíveis, viabilizando o uso de hardwares de alta performance, com mecanismos de segurança da informação e de recuperação de desastres.
Os serviços são personalizáveis, o que significa que cada instituição pode contratar de acordo com a sua demanda, em termos de capacidade de armazenamento, velocidade de processamento, quantidade de usuários, tráfego de rede etc. Sem dúvida esse tipo de recurso vem viabilizando a implementação de diversos avanços tecnológicos em clínicas e hospitais.
Por fim, destacamos a Internet das Coisas, também chamada de IoT (Internet of Things, em inglês). Trata-se da conexão de objetos comuns do dia a dia com a internet. Nessa categoria estão os Wearables, dispositivos vestíveis conectados, tais como relógios e roupas.
Esses dispositivos podem coletar dados como pressão sanguínea, glicemia, batimentos cardíacos, contar passos etc, atuando como monitores de saúde. O uso dos wearables dá ao paciente maior participação no controle da sua saúde. Além disso, os dados podem ser enviados para plataformas médicas, onde os profissionais têm acesso para realizar o monitoramento de seus pacientes, ou seja, há muito mais controle sobre o tratamento.
Outro exemplo são os marcapassos cardíacos com sensores IoT. Integrados a uma central, esses aparelhos são capazes de identificar anomalias e emitir alertas, permitindo uma rápida intervenção médica. Esse tipo de tecnologia ainda pode ser integrada ao Big Data — sistema capaz de analisar grandes volumes de dados.
A tecnologia na área da saúde não para de avançar e tem como resultado mais agilidade nos processos, otimização da rotina do médico e outros profissionais de saúde e eficiência na gestão de hospitais e clínicas.
É fundamental acompanhar essas tendências para aumentar a qualidade do atendimento, reduzir custos e proporcionar mais segurança e bem-estar para os pacientes.
Já que estamos falando em inovação no setor da saúde, descubra também o que esperar da inteligência artificial na Medicina em nosso post especial sobre o assunto!
Tecnologia e medicina sempre andaram de mãos dadas, proporcionando inovação dentro e fora dos centros cirúrgicos. Os avanços englobam desde novos equipamentos e técnicas até formas de melhorar a relação médico-paciente. Nesse sentido, o destaque da vez é o chamado Uber médico — agendamento de consultas domiciliares por um aplicativo.
Como tudo que envolve a saúde digital, logo despontam preocupações em relação à qualidade e à segurança do atendimento prestado. Assim, surgem dúvidas quanto à regulamentação e fiscalização do serviço, bem como à preservação da ética médica.
Assim, neste post abordamos o assunto explicando como funciona o Uber médico, quais são os aplicativos disponíveis no Brasil e o que diz o Conselho Federal de Medicina a respeito. Acompanhe!
Nomeado assim em função da semelhança com a plataforma de transporte, é um serviço que permite o agendamento de atendimento médico familiar por meio de aplicativo. Além de buscar facilitar a marcação de consultas, o conceito do Uber médico visa humanizar a medicina, resgatando antigo médico de família, porém, com mais tecnologia.
Além de consultas médicas, o serviço pode ser utilizado para a vacinação e também coleta de exames. Trata-se de uma boa opção para idosos, mães com crianças muito pequenas e pessoas com mobilidade reduzida, por exemplo. No entanto, é importante ressaltar que as visitas são indicadas para casos de baixa complexidade, não englobando urgências e emergências médicas.
O aplicativo funciona conectando médico e pacientes. Os primeiros devem se cadastrar, apresentando os devidos documentos, e aguardar a aprovação. No perfil de um médico, ficam disponíveis diversas informações, como foto, formação, especialidade e experiência profissional. Além disso, o profissional deve informar as localidades e horários em que está disponível para realizar atendimento.
Já os pacientes devem fazer um cadastro como usuários e para solicitar uma consulta precisam informar os sintomas, especialidade requerida e endereço em que deseja ser atendido. Após essa etapa, deverá escolher a data e horário, solicitando o agendamento.
As consultas têm um preço pré-determinado, podendo variar entre dias úteis e fins de semana e feriados, médico, especialidade e localidade. Os pagamentos são feitos pela plataforma que costuma aceitar cartões de crédito. Os aplicativos ficam com uma porcentagem do valor pago pelo paciente.
No Brasil há, pelo menos, três aplicativos que oferecem esse tipo de serviço em funcionamento, sendo o primeiro deles o Docway, desde 2015. Além da Docway, as empresas Doctor Engage e Doutor Já disponibilizam serviço semelhante.
De acordo com o Conselho Federal de Medicina, os aplicativos oferecem mais de 50 especialidades médicas, sendo pediatria e clínica geral as mais solicitadas.
Trata-se do primeiro aplicativo de Uber médico do Brasil, conta com mais de 3 mil médicos cadastrados. Criado pelo curitibano Fábio Tiepolo, o aplicativo surgiu da ideia de conectar médicos e pacientes, estimulando a realização de consultas domiciliares. O serviço já está presente em mais de 250 cidades do país.
Disponível para iPhone e Android, o aplicativo oferece um histórico das suas consultas, solicitação de recibos e permite a criação de sub-perfis para familiares. Uma das grandes vantagens que o aplicativo oferece é a flexibilidade e autonomia para a marcação de consultas.
Entretanto, os preços podem não ser muito atrativos. Os valores são definidos pelos próprios médicos e podem variar bastante, porém o ticket médio é de R$ 250 a R$ 300.
Embora o primeiro aplicativo já esteja em atividade no país desde 2015, somente fevereiro de 2018 o CFM regulamentou e declarou ético o serviço de Uber médico. Para tal, o Conselho elaborou uma série de resoluções que dispõem sobre as exigências para o funcionamento dos aplicativos.
Há uma grande preocupação com a preservação da ética na relação médico-paciente e também com a publicidade desse tipo de serviço, gerando uma concorrência desleal em detrimento da qualidade. Assim, listamos aqui algumas regras que devem ser seguidas tanto pelos aplicativos quanto pelos profissionais. Veja:
Para os médicos, as principais vantagens são definir seus horários de atendimento e valores cobrados, além de economizar com infraestrutura e reduzir o índice de absenteísmo — grande desafio nos consultórios.
Já para os pacientes, a praticidade e a agilidade de marcar uma consulta sem burocracia, fila de espera e de ser atendido em casa são os maiores atrativos. Por isso, os serviços vêm ganhando mais e mais usuários ano a ano, porém, os especialistas alertam para algumas questões.
Por exemplo, os aplicativos não são obrigados a mostrar a avaliação dos profissionais em suas fichas, e também não ficam claras as responsabilidades do aplicativo pelo atendimento prestado, já que não há punição prevista. Além disso, os valores praticados podem ser um entrave a popularização do serviço.
De toda forma, é importante estar atento às tendências tecnológicas na área da saúde, sobretudo as que buscam melhorar a experiência do paciente. Afinal, um médico precisa se manter atualizado tanto tecnicamente quanto em relação à gestão de sua carreira.
Nesse sentido, o Uber médico vem sido cada vez mais procurado por médicos recém-formados que não ainda não têm consultório, mas também por profissionais mais experientes que buscam renovar suas formas de exercer a profissão e estreitar a relação com seus pacientes.
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