Por que as taxas de vacinação têm diminuído no Brasil?

Na contramão do que ocorre no resto do mundo, a redução da taxa de vacinação no Brasil nos últimos anos acende um alerta vermelho para a saúde pública no país. Recentes surtos de sarampo, por exemplo, demostram como doenças controladas ou mesmo erradicadas correm o risco de voltar e até provocar epidemias.

A queda de alguns pontos percentuais na taxa de imunização já pode levar a um aumento exponencial do número de casos da doença. Por isso a vacina tem grande importância, não só como proteção individual, mas também coletiva. Cada pessoa imunizada protege não apenas a si mesma, mas também as demais — inclusive aquelas que, por alguma razão, não podem receber a vacina.

De fato, o Brasil tem um dos mais avançados programas de vacinação do mundo, oferecendo um extenso rol de imunobiológicos pelo Sistema Único de Saúde. Com essa recente queda nos resultados das campanhas, no entanto, podemos pagar um alto preço em nome desse sucesso.

Então, para entender melhor por que isso está acontecendo e quais são os riscos envolvidos, continue lendo este post!

Por que a taxa de vacinação está caindo no Brasil?

Até 2010, os resultados da imunização no cenário global eram bastante insatisfatórios. A taxa de vacinação contra rubéola e sarampo, por exemplo, era apenas de 35%. Já no Brasil, a situação era outra. O país estava a frente no que diz respeito à imunização, tendo realizado grandes campanhas, como a da rubéola em 2018 — a maior do mundo.

Esse cenário mundial, segundo a Unicef e a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem melhorado bastante. O Brasil, no entanto, enfrenta um fenômeno contrário. Conforme dados do Ministério da Saúde, publicados no Estadão, nossos números (embora ainda sejam relativamente altos) vêm caindo nos últimos anos.

Se em 2014 tínhamos uma taxa de vacinação próxima de 100% contra a tríplice viral, em 2017 chegamos a 85%. Já contra a polio, houve uma queda de 94,5%, em 2015, para 78,5% em 2017. Embora esses números ainda sejam relativamente altos, a situação preocupa, pois a proteção adequada gira em torno de 95%, havendo risco de retorno dessas e de outras doenças se a queda de imunização da população continuar.

O sucesso das campanhas, aliás, é uma das possíveis causas para essa queda da taxa de vacinação no Brasil, como veremos a seguir.

Percepção enganosa de que o perigo acabou

Doenças que já foram erradicadas no país — como a poliomelite, por exemplo — ainda podem voltar, uma que vez que persistem em outros lugares do mundo. Essa erradicação por aqui, no entanto, acabou causando na população brasileira uma falsa sensação de segurança e, principalmente, a perda do senso de urgência em vacinar as crianças.

A despeito das campanhas de imunização lançadas e divulgadas pelo governo, muitos pais e familiares acabam se esquecendo de levar seus filhos para vacinação. Além disso, vários nunca ouviram falar em polio, sarampo etc., por isso, não entendem a gravidade do risco. Em suma, temos um cenário de negligência e procrastinação.

Falta de confiança e informação

Também é preocupante o número crescente de pessoas que deixa de vacinar seus filhos por falta de confiança e informação sobre o assunto. Isso, na verdade, é fruto de um movimento mundial antivacinas, que chega ao Brasil especialmente por meio de fake news espalhadas pelas redes sociais.

Grosso modo, paira no ar uma ideia de que as vacinas não são seguras ou não têm eficácia, sendo desnecessárias ou perigosas para a saúde. Um exemplo disso ocorre com a vacina contra a gripe, que muitas pessoas deixam de tomar por medo de reações adversas, achando que podem ficar doentes.

Crise econômica

Por fim, temos a crise econômica, que afeta a ida da população aos postos de saúde — seja pelo gasto com transporte, seja por falta de tempo em função do trabalho (medo de perder o emprego ou deixar de produzir o suficiente etc.) ou mesmo pela redução do acesso à informação.

Além disso, na década passada houve uma popularização das clínicas particulares entre a classe mais alta, oferecendo vacinas mais completas e outras que não fazem parte do calendário do SUS. Então, com a crise atual, muitas dessas famílias deixaram de pagar por esse serviço, mas não criaram, por outro lado, o hábito de se vacinar na rede pública.

O que os médicos podem fazer para reverter esse quadro?

Quando se trata de campanhas de vacinação e conscientização das pessoas, uma boa comunicação é essencial. E, nesse sentido, o médico é uma peça chave para reverter o cenário atual de queda. Vejamos, a seguir, o que pode ser feito.

Divulgar campanhas

A exemplo do que acontece com outras campanhas de conscientização, como o Outubro Rosa, é essencial que os médicos participem da divulgação. Isso deve ser feito não apenas em seus consultórios, mas também nas suas redes sociais e demais canais de comunicação, em seus círculos de convivência etc.

Aliás, essa atenção à promoção da saúde e da vacinação também faz parte da humanização do atendimento, tão em alta na medicina atual. Médicos são vistos como autoridades em saúde, o que garante à sua opinião um peso maior. Por isso, independentemente de haver ou não uma relação direta entre a sua especialidade e as doenças em questão, esses profissionais precisam se posicionar em favor das vacinas.

Alertar sobre a importância da prevenção

Mesmo quando não há nenhuma campanha em andamento, é dever do médico alertar a população sobre a importância da prevenção, incluindo a vacinação como medida fundamental para isso. Além do pediatra, que lida com carteiras de vacinação em seu dia a dia, outros médicos precisam se engajar nessa luta.

Levar essa informação aos jovens e adultos é um dos desafios do Programa Nacional de Imunização (PIN), por exemplo, até porque o calendário de vacinação do SUS inclui todas as faixas etárias. Afinal, se não imunizarmos pessoas adultas, há um risco de deslocamento de faixa — quando uma doença tipicamente da infância passa a ocorrer na fase adulta, a exemplo da caxumba.

Enfim, como vimos, recuperar os índices de imunização é uma das preocupações primordiais do Ministério da Saúde, tanto que, este ano, foi lançado o Movimento Vacina Brasil. É essencial, portanto, que os médicos estejam atualizados sobre o calendário de vacinação e ajam como multiplicadores dessa informação, para melhorar a taxa de vacinação em todo o país.

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    Stress: entenda a importância de conscientizar sobre o problema

    O stress é fruto da rotina corrida enfrentada por grande parte das pessoas. Um levantamento da Isma-BR (International Stress Management Association), associação que estuda o stress, mostrou que 70% da população economicamente ativa do Brasil sofre com as consequências desse problema.

    O trabalho é o maior causador desse transtorno, isso porque a concorrência, pressão e cobranças excessivas tornam-se motivos de tensão no ambiente corporativo, afetando a saúde física e emocional.

    Neste post, vamos mostrar por que o stress atinge atualmente tantas pessoas e quais os males que ele pode causar. Acompanhe e veja também o que fazer para prevenir e diminuir o excesso de tensão no dia a dia!

    Por que o stress atinge tantas pessoas?

    Não há como negar que o stress é o mal da sociedade contemporânea. As razões para isso podem ser sociais, como o aumento das taxas de desemprego, mas também têm uma forte relação com o estilo de vida atual.

    A Isma-BR fez uma pesquisa que aponta que nove em cada dez brasileiros no mercado de trabalho sofrem com os sintomas de ansiedade, uma das consequências dessa tensão constante. As pessoas estão sempre correndo contra o relógio para dar conta de todos os compromissos, trabalham em excesso, enfrentam pressão, prazos apertados e cobrança por resultados. Além disso, não conseguem equilibrar vida pessoal e profissional.

    A tecnologia, que deveria ser uma aliada, entrega uma avalanche diária de informações, deixando qualquer um bastante agitado.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 9,3% dos brasileiros sofrem com ansiedade e 5,8% com depressão. No caso dos profissionais da saúde, a questão é ainda mais alarmante. Uma pesquisa da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto apontou que 40% deles sofrem com stress e depressão.

    Quais as consequências de conviver com essa tensão?

    É necessário se conscientizar sobre o stress porque ele não é um problema passageiro. Pode trazer consequências para a saúde física e emocional e causar afastamentos no trabalho. De acordo como INSS, o stress será um dos principais motivos para faltas e afastamentos até 2020.

    Confira a seguir as principais consequências causadas por esse problema.

    Baixa da produtividade

    O stress é sentido no trabalho, pois o profissional fica desmotivado, tem dificuldade de concentração ou até mesmo de raciocínio. Dessa forma, não executa suas funções como deveria.

    Além disso, o stress deixa o corpo mais cansado e pode atrapalhar o sono, o que também contribui para um baixo desempenho nas atividades laborais. Tudo isso acaba gerando mais tensão e ansiedade, pois o indivíduo tem consciência de que não está cumprindo seu papel e pode até mesmo ser dispensado.

    Problemas físicos

    O stress que sentimos em uma situação de perigo é uma reação natural do organismo e deixa o corpo em alerta, pronto para o combate. Nessa situação, libera hormônios, que atuam no cérebro, musculatura e circulação sanguínea.

    Mas quando essa tensão é constante, essa reação do organismo é bastante prejudicial. O aumento do hormônio cortisol, por exemplo, pode levar ao ganho de peso, alterações na pressão arterial e no coração, como crises de angina que acarretam o infarto.

    A pessoa pode também sentir:

    • dores no estômago;
    • dor de cabeça;
    • tontura;
    • dores musculares;
    • cansaço excessivo;
    • taquicardia.

    Sem contar que a tensão vivida no dia a dia afeta em cheio o sistema imunológico. Por isso, o indivíduo pode ficar doente com mais facilidade, perceber as unhas fracas e queda de cabelo. Pode provocar ainda distúrbios de sono e alergias na pele.

    Problemas mentais

    Além de afetar o corpo, o stress afeta o cérebro, causando nervosismo, irritação e desequilíbrio emocional. Mas não é só: dificulta a atenção e a memorização, deixa o pensamento acelerado e pode causar esquecimento, impactando negativamente no trabalho e em atividades corriqueiras. Ademais, o quadro pode levar a crises de ansiedade, de pânico e até depressão.

    Como prevenir e diminuir o stress no dia a dia?

    O stress não pode ser negligenciado ou tratado com uma simples irritação. Quando a pessoa começa a sentir os sintomas físicos e emocionais, é importante tomar algumas atitudes para reduzir a sobrecarga.

    Confira o que você pode fazer para diminuir e também prevenir o excesso de tensão.

    Realize exercícios físicos

    A prática da atividade física e esportiva, além de melhorar o sistema cardiorrespiratório e contribuir para a perda de peso, ajuda a aliviar as tensões. Isso porque o corpo libera endorfina, hormônio que traz a sensação de bem-estar. Ao realizá-lo, você assume o compromisso de cuidar de si mesmo, o que eleva a autoestima.

    Gerencie o tempo de trabalho

    É essencial, diante de tantos compromissos, aprender a gerenciar o tempo de trabalho. Estipule as prioridades, se concentre em cada atividade e tente evitar as distrações. Em muitos casos, é preciso saber falar “não” de vez em quando para que você consiga cumprir suas obrigações sem atropelos. O importante é conseguir respirar e manter um equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

    Delegue tarefas

    Muitos profissionais querem dar conta de tudo sozinhos. Acreditam que outra pessoa não fará tão bem o trabalho como eles, mas, com isso, podem se estressar. Então, tenha mais confiança na sua equipe e aprenda a delegar tarefas. Você terá um dia mais produtivo e tranquilo.

    Relaxe

    O trabalho é importante, mas é necessário aproveitar a vida. Assim, separe um período do dia para não pensar em nada e escute uma música que você goste, faça meditação, assista a um filme, pratique um hobby. É necessário também se divertir com a família e amigos, nunca adiar as férias e também viajar quando possível. Tudo isso reduz os níveis de cortisol e deixa seu corpo e mente relaxados.

    É fundamental estar atento ao stress que, em grande parte dos casos, surge no ambiente de trabalho. O transtorno não se trata de uma irritação ou nervosismo passageiro e afeta todo o organismo. Em casos mais graves, não hesite em procurar ajuda médica. Importante ressaltar também que as empresas devem estar atentas a seus colaboradores e oferecer apoio quando necessário.

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    Abril Azul: saiba mais sobre o mês da conscientização do autismo

    O autismo é um transtorno de desenvolvimento que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge 1 em cada 160 crianças no mundo. No Brasil, estima-se que existam cerca de 2 milhões de autistas. O diagnóstico ocorre geralmente entre os 2 anos e meio a 3 anos, e não existe cura para essa condição. Para dar visibilidade ao tema, foi escolhido o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo e, para que as ações ocorram no mês todo, foi criada a campanha Abril Azul. A ideia é mostrar as características e as dificuldades do transtorno, incentivando, dessa maneira, a inclusão do autista em sociedade, bem como a criação de políticas públicas voltadas para esse grupo.

    Quer entender melhor os objetivos do Abril Azul, a importância de dar destaque para o transtorno e como sua clínica ou hospital pode participar dessa campanha? Acompanhe nosso post e comece a planejar ações para a data!

    O que é Abril Azul?

    A Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo para dar visibilidade ao tema, já que o transtorno ainda é bastante desconhecido pela população. Assim, criou-se também a campanha Abril Azul para que o mês inteiro seja marcado com diversas ações voltadas para o autismo.

    Por que a cor azul? Porque o autismo atinge muito mais os meninos do que as meninas (proporção de 4:1), fato que a ciência ainda não consegue explicar.

    Qual a importância de conscientizar a sociedade sobre o autismo?

    O Abril Azul é importante porque dá destaque ao transtorno do espectro autista (TEA), um distúrbio neurológico que pode afetar as áreas de comunicação, comportamento e interação social. Além disso, o autista pode ou não ter alguma deficiência intelectual. Em alguns casos, pessoas com o transtorno chegam a surpreender pela inteligência e são chamadas de autistas de alto funcionamento.

    A campanha tem o papel de mostrar as características dessa condição especial, destacando que não é uma doença, ou seja, ninguém precisa se afastar de um autista. Pelo contrário: é preciso entender para incluir e ajudar.

    Causas

    Ainda não se sabe ao certo quais as causas para o distúrbio. Acredita-se que a maioria dos casos seja de origem genética: alguns genes seriam responsáveis por essa condição, mas os pesquisadores ainda buscam respostas mais claras sobre essa correlação. Porém, é fato que famílias com um filho autista têm mais chances de ter outro filho com o TEA.

    A ciência trabalha ainda com causas ambientais, como complicações no parto ou o uso de medicamentos pela mãe durante a gravidez.

    Criou-se um mito que determinadas vacinas, como a de sarampo, caxumba e rubéola, seriam responsáveis pelo autismo. No entanto, não há nenhuma pesquisa que comprove isso, e as famílias devem continuar vacinando seus filhos para não criarem um problema de saúde pública.

    Sintomas

    As ações da campanha devem deixar claro para a sociedade os sintomas do autismo, que podem variar de indivíduo a indivíduo. É possível que o autista tenha dificuldade para ficar em ambientes muito barulhentos e movimentados, não atenda quando chamado, seja muito agitado, goste de ficar sozinho ou ainda tenha o hábito de fazer movimentos repetitivos. Muitas pessoas no espectro têm ainda seletividade alimentar ou dificuldades para dormir.

    Alguns sinais podem surgir logo nos primeiros meses, como bebês que não fazem contato visual, ficam quietos demais quando sozinhos, não estranham quando vão para o colo de estranhos, demoram a falar as primeiras palavras ou a engatinhar e andar. Por isso, é importante que os pais estejam informados para que possam procurar ajuda médica caso notem esses sintomas e investigar se é alguma característica do TEA.

    Não existe um exame específico que detecta o transtorno. O diagnóstico é feito a partir do relato dos pais e avaliação médica. No entanto, em alguns casos, pode ser difícil fechar esse diagnóstico, ainda mais em crianças pequenas.

    Tratamento

    O TEA não tem cura, mas, com sessões de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, entre outras terapias, é possível ajudar a criança a participar da rotina diária e também, aos poucos, se tornar independente. Em casos mais severos, de autistas que se batem ou ficam muito nervosos, por exemplo, a medicação prescrita pelo neurologista ou psiquiatra pode ajudar.

    Em resumo, é essencial dar voz ao autismo, levando informação para a população e, desse modo, reduzir o preconceito. O Abril Azul também tem o papel de pressionar governos para que mais políticas públicas se voltem para esse grupo — como acesso às terapias e serviços de saúde, apoio às famílias, inclusão escolar e também ao mercado de trabalho.

    Além disso, é preciso que os profissionais de saúde, como médicos e terapeutas, recebam um treinamento para que consigam identificar o TEA de forma precoce. Pesquisas científicas para trazer mais respostas sobre o autismo também devem ser incentivadas.

    Como participar da campanha?

    O Abril Azul já é celebrado em organizações e entidades voltadas para a causa autista. Mas é preciso mais engajamento, principalmente por instituições de saúde, como clínicas e hospitais. São espaços importantes, que devem dar destaque a temas de saúde como esse.

    Como participar e, assim, se engajar nessa causa? É possível criar ações simples para colaboradores, pacientes e comunidade, como:

    • oferecimento de palestras com médicos, terapeutas e até pais de autistas que expliquem o que é o TEA;
    • elaboração de cartazes e panfletos informativos conscientizando sobre o autismo;
    • divulgação de vídeos nas redes sociais da instituição que tenham como tema o transtorno;
    • organização de caminhadas junto à comunidade para dar visibilidade ao distúrbio.

    O Abril Azul deve ser divulgado para a sociedade, a fim de que o autismo ganhe cada vez mais visibilidade. Assim, as entidades do setor público e privado devem se mobilizar e participar dessa campanha para que as pessoas com TEA tenham voz, sejam respeitadas e consigam fazer parte da sociedade, bem como ter os seus direitos garantidos.

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    Quais equipamentos no mercado hospitalar ajudam no diagnóstico cardíaco?

    No Brasil, uma das principais causas de óbito ainda é a morte por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). Estudos recentes mostram que mesmo com o avanço do diagnóstico cardíaco, até 30% dos óbitos sem causa aparente foram diagnosticados após a morte por IAM. Calcula-se que 40% dos pacientes acometidos por IAM falecem após a primeira hora de evolução do infarto e mais de 50% morrem sem atendimento hospitalar especializado.

    Cateterismo Cardíaco

    O método analítico de diagnóstico do cateterismo cardíaco ainda é um dos mais precisos para se confirmar a presença de obstrução das artérias coronárias ou avaliar o funcionamento das valvas e do próprio miocárdio, músculo do coração, mas – por ser um método invasivo – causa insegurança em alguns pacientes. Os riscos do exame são mínimos, porém existem, como o sangramento no local de acesso do cateter, edema agudo de pulmão e/ou arritmias, infarto agudo do miocárdio e derrame cerebral (AVC). Esse risco mínimo é proveniente de pacientes que já apresentam algum problema cardíaco, renal ou coágulo nas artérias.

    Diagnóstico por Imagem

    Outras alternativas para a avaliação cardíaca são a tomografia e ressonância magnética, exames que produzem imagens de alta qualidade a partir de um equipamento que analisa o corpo inteiro de uma pessoa por meio de várias radiografias produzidas dentro de um túnel, de modo a separá-lo em diferentes “fatias” de imagens. Desse modo, a ressonância magnética tornou-se o mais moderno e perfeito exame de diagnóstico por imagem, fornecendo imagens em alta definição dos órgãos internos, tornando mais preciso o diagnóstico. Contudo, o exame deixa o paciente exposto à radiação – pouca – oriunda do equipamento, por isso o exame é feito por partes, evitando assim que o paciente sofra algum efeito causado por essa exposição.

    ECG

    O Exame de Eletrocardiograma (ECG) é um diagnóstico diferente que permite a avaliação elétrica da atividade cardíaca (eletricidade que ele produz e transmite na pele), registrada em gráficos que são comparados com gráficos padrão e que indicam, assim, o estado de normalidade ou de alteração dos músculos e nervos do coração. Apesar de ser de execução muito simples, o eletrocardiograma é um exame muito importante na cardiologia, pois ele permite diagnosticar desde condições normais de nascença até outras muito graves, como os infartos, crescimento de cavidades e disritmias, por exemplo.
    Em um centro médico – seja ele hospitalar ou clínico – equipamentos de diagnóstico cardíaco são indispensáveis, pois, como dito no início, cerca de 30% das mortes sem causa aparente depois são diagnosticadas como mortes por IAM. A avaliação desses pacientes com antecedência é essencial para salvar vidas. A Medicalway é referência na comercialização de equipamentos modernos e tecnológicos aos hospitais e clínicas médicas. Acompanhe a nossa página do Facebook para saber mais sobre o nosso trabalho!

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