Como melhorar o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares?

Manter um bom gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares é fundamental para evitar a suspensão dos atendimentos, assegurar a qualidade do hospital em meio à concorrência, conquistar renome na cidade e, principalmente, oferecer um atendimento de qualidade. 

Trata-se da aplicação de práticas capazes de identificar a necessidade de certo aparelho e seu tempo de utilização, além do cronograma de manutenção, da programação de novas aquisições e das demais medidas capazes de evitar problemas e riscos desnecessários.

Mas você sabe como realizar essa gestão de maneira eficaz e outros detalhes sobre a importância da manutenção de equipamentos hospitalares? Leia este conteúdo e descubra!

Qual é a importância da manutenção de equipamentos hospitalares?

Primeiro, saiba que é importante garantir a manutenção de equipamentos hospitalares por diversas razões, como evitar erros de diagnóstico, aumentar a segurança dos pacientes etc.

A seguir, saiba mais sobre os benefícios proporcionados!

Garantir maior segurança dos pacientes

Os maquinários hospitalares são essenciais para intervenções nos pacientes, sejam emergenciais ou não. Se eles não passaram por manutenções recentes, podem não operar como deveriam, o que compromete a segurança dos pacientes. 

Evitar erros de diagnóstico

Outro problema que a falta de manutenção de equipamentos hospitalares pode ocasionar é o erro no diagnóstico do quadro de saúde do paciente. Afinal, os itens precisam de ajuste ou lubrificação, troca periódica da bateria, calibração constante etc. 

Aumentar a vida útil dos equipamentos médicos

A manutenção é uma forma de lidar com o desgaste que os equipamentos médicos naturalmente podem sofrer com o passar do tempo. Em alguns casos, o manuseio inadequado, por falta de treinamento dos profissionais de saúde, pode desgastar ainda mais os aparelhos.

Conformidade com as normas

O Ministério da Saúde e a Anvisa têm normas que exigem a manutenção periódica dos equipamentos hospitalares. Isso porque você já entendeu que negligenciar essa etapa pode trazer insegurança e diagnósticos imprecisos, prejudicando o paciente.

Existem outros protocolos, como a Norma Técnica Brasileira NBR 15943:2011, que fala sobre o gerenciamento dos equipamentos hospitalares. Nesse sentido, é preciso que a gestão do hospital garanta uma ação coordenada por um profissional de nível superior para gerenciar fases de aquisição, manutenção preventiva e corretiva, implementação, gerenciamento de risco etc.

Quais tipos de manutenções podem ser aplicados na rotina hospitalar?

Veja quais são os diferentes tipos de manutenção que podem ser aplicados em um ambiente hospitalar:

Manutenção preventiva

Realizada de maneira programada, conforme a utilização de cada equipamento e as orientações do fabricante. Normalmente, a inspeção é agendada com antecedência e envolve testes de segurança, limpeza e detecção de problemas enquanto ainda são pequenos.

Manutenção corretiva 

Realizada para desenvolver formas de correção no caso de um dano no equipamento. Sendo assim, ele é devolvido, consertado e calibrado.

Manutenção preditiva 

Realizada de maneira planejada, com o intuito de averiguar minuciosamente, usando aparelhos específicos. Seu objetivo é antecipar, por meio de resultados da análise, manutenções preventivas e corretivas, elevando o tempo de vida útil e a segurança do aparelho.

RDC manutenção de equipamentos hospitalares: conheça as principais exigências

A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) é uma norma emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil e estabelece diretrizes sobre as boas práticas de fabricação de produtos para a saúde, incluindo equipamentos médicos:

  • Plano de manutenção: necessidade de desenvolver e implementar um plano de manutenção para os equipamentos médicos. O plano deve contemplar a manutenção preventiva, corretiva, preditiva e detectiva, conforme apropriado.
  • Treinamento e qualificação: estabelecer programas de treinamento para os profissionais responsáveis pela manutenção dos equipamentos e certificar-se de que os técnicos estão qualificados e atualizados para realizar as atividades de manutenção.
  • Registros e documentação: manter registros detalhados de todas as atividades de manutenção realizadas em cada equipamento, documentar as intervenções corretivas e preventivas, incluindo data, descrição do trabalho e peças substituídas, se aplicável.
  • Rastreabilidade: garantir a rastreabilidade das intervenções realizadas nos equipamentos e identificar claramente os registros de manutenção associados a cada equipamento.
  • Uso de peças e componentes originais: recomendação para utilizar peças e componentes originais ou aprovados pelo fabricante durante as atividades de manutenção.
  • Avaliação de riscos: realizar avaliações de risco associadas à manutenção de equipamentos médicos e considerar potenciais impactos na segurança do paciente e na eficácia do equipamento.
  • Calibração e verificação: realizar calibração e verificação regular dos equipamentos de medição utilizados durante as atividades de manutenção.

Como melhorar o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares?

Existem algumas práticas que podem ser implementadas como forma de promover um melhor gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares. Veja a seguir as principais!

Realize planejamentos

É preciso elaborar um planejamento para que os equipamentos possam ser revisados periodicamente, o que requer a obtenção de um aparelho reserva, já que a máquina deverá ser aberta para a realização dos procedimentos adequados.

Dessa forma, é preciso criar um plano, estabelecendo a melhor data e o melhor horário para a realização da revisão e da substituição do aparelho reserva, que pode ser um equipamento que já tem no hospital ou, no caso de instituições menores, o aluguel.

Compreenda a dinâmica de cada equipamento

Cada equipamento tem utilidades e características diferentes. Alguns são mais usados do que outros. Para que as manutenções sejam eficazes, é preciso conhecer a relevância de cada um e as demandas mais frequentes. Por esse motivo, estipule as prioridades de maneira consciente.

Mapeie os riscos hospitalares

Para reduzir as possibilidades de riscos biológicos, o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares deve estar em dia para assegurar a esterilização dos materiais, evitando a utilização de aparelhos infectados e a disseminação de doenças.

Defina o fluxo de trabalho

Entender o histórico de uso e conservação do equipamento hospitalar é essencial para identificar a situação da sua vida útil. Essa prática pode aperfeiçoar de maneira considerável o fluxo de trabalho dos profissionais de saúde para realizar exames de forma precisa e usar os aparelhos adequadamente, além de reduzir problemas.

Realize um controle eficiente

Outra prática indispensável é saber a quantidade correta de equipamentos hospitalares e garantir que estejam todos calibrados, lubrificados, conservados, com as peças trocadas no período adequado e com o funcionamento certo.

Um bom controle proporciona todos os aspectos, considerando que contribui para a elaboração de informações precisas a respeito dos aparelhos, o que promove uma gestão eficaz.

Principais itens que devem ser verificados na manutenção de equipamentos hospitalares

Aqui estão alguns dos principais itens que devem ser verificados durante a manutenção de equipamentos hospitalares:

  • Inspeção visual
  • Calibração
  • Verificação de segurança elétrica
  • Verificação de pressão e temperatura
  • Limpeza e desinfecção
  • Verificação de alarmes
  • Atualizações de software
  • Troca de peças desgastadas

Principais regulamentações na manutenção de equipamentos hospitalares

As regulamentações na manutenção de equipamentos hospitalares podem variar de acordo com o país e a região, mas algumas diretrizes gerais são comuns em muitas jurisdições. Aqui estão algumas das principais regulamentações e práticas recomendadas na manutenção de equipamentos hospitalares:

  • ISO 13485 – sistemas de gestão da qualidade para dispositivos médicos: esta norma estabelece requisitos para o sistema de gestão da qualidade em organizações que projetam, fabricam, distribuem ou prestam serviços relacionados a dispositivos médicos.
  • IEC 60601 – equipamento eletromédico: esta série de normas estabelece requisitos de segurança e desempenho para equipamentos eletromédicos. A manutenção adequada desses equipamentos é crucial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde.
  • Regulamentações locais de saúde: cada país tem suas próprias regulamentações e agências responsáveis pela supervisão e regulação de equipamentos médicos e de saúde. No Brasil, por exemplo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desempenha um papel importante nesse sentido.
  • Certificação de equipamentos: muitos países exigem que os equipamentos médicos sejam certificados antes de serem utilizados em ambientes hospitalares. Certificações como a Marcação CE, na União Europeia, ou a marcação da FDA, nos Estados Unidos, são exemplos.
  • Normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF): as BPF são diretrizes que garantem a qualidade e a conformidade na fabricação, instalação e manutenção de produtos e equipamentos médicos.

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    NPS em hospitais: qual sua importância e como aplicá-la?

    NPS em hospitais: qual sua importância e como aplicá-la? Como saber como está o atendimento da sua instituição de saúde? Uma estratégia eficaz é se valer das pesquisas de satisfação dos pacientes, como o NPS em hospitais. Com isso, é possível ter uma percepção do público quanto ao serviço oferecido e avaliar quais melhorias podem ser feitas a partir dessas opiniões.

    Quer entender o que é pesquisa NPS, como funciona essa metodologia e como aplicar esse questionário? Acompanhe nosso post e descubra ainda as vantagens de obter esses dados!

    O que é pesquisa NPS?

    É um tipo de pesquisa de satisfação do público voltado para diferentes áreas e que pode ter um bom uso no ramo da saúde. NPS é a sigla para Net Promoter Score, uma metodologia reconhecida internacionalmente.

    A dinâmica é muito simples, pois se resume em uma pergunta: em uma escala de 0 a 10, o quanto você recomendaria os serviços do nosso hospital para um amigo ou familiar?

    Dessa maneira, de uma forma bem rápida, você obtém um feedback do público e consegue saber o que precisa ser mantido ou modificado para trazer mais qualidade ao atendimento.

    Como funciona essa metodologia?

    A partir da resposta do público à pergunta do NPS, a gestão hospitalar deve analisar as respostas de acordo com a nota:

    • 10 e 9 — aqui está a avaliação dos pacientes promotores, que vão indicar os serviços do hospital a um familiar, amigo ou outra pessoa próxima;
    • 8 e 7 — com essas notas, estão os pacientes neutros, que não conseguem opinar ao certo se preferem os seus serviços ou se escolhem a concorrência. Eles até indicariam o hospital, mas fariam algumas ressalvas;
    • 6 a 0 — nessa escala, estão os pacientes detratores, que nunca indicariam os serviços que você oferece. Eles avaliaram que há falhas e podem, inclusive, fazer uma divulgação negativa até mesmo nas redes sociais, impactando na reputação do hospital.

    Análise dos resultados

    A análise dos resultados do NPS é uma etapa essencial da pesquisa. A partir das notas obtidas, chega o momento de determinar o percentual dos pacientes promotores, neutros e detratores.

    Para fazer esse cálculo, subtraia o percentual de detratores do percentual de promotores. Os resultados vão variar de –100 a 100, o que indica:

    • de 75 a 100 — nível de excelência;
    • de 50 a 75 — nível de qualidade;
    • de 0 a 50 — nível de aperfeiçoamento;
    • de –100 a 0 — nível crítico.

    O ideal é que seu hospital esteja entre os níveis de excelência e qualidade. Caso obtenha o nível de aperfeiçoamento, é preciso reavaliar os processos e treinar os colaboradores para melhorar os serviços.

    Se a instituição estiver no nível crítico, é urgente a adoção de transformações nas diversas etapas de atendimento para não perder pacientes. Pode ser necessário, por exemplo, reduzir atrasos ou comprar novos equipamentos médicos.

    Quais os cuidados na hora de aplicar o NPS em hospitais?

    É importante pensar em formas de aplicar o NPS em hospitais que sejam bem aceitas pelos pacientes, o que não é o caso de formulários em papel, que ainda dificultam a apuração dos resultados.

    Precisamos entender que, muitas vezes, o paciente quer ir embora logo do hospital, e não ficar preenchendo um questionário. Por isso, os meios digitais podem ser mais eficazes para isso. As opções são:

    • Google Forms;
    • SurveyMonkey;
    • Typeform.

    Para divulgar a pesquisa de NPS, a dica é sempre manter um cadastro completo do público para conseguir enviar a pesquisa de satisfação com facilidade, o que pode ser feito por e-mail, WhastApp ou SMS.

    A pesquisa NPS em hospitais consegue mensurar, de forma simplificada, como está o serviço de saúde. Tem ainda a vantagem de possibilitar ao gestor fazer comparativos de tempos e tempos para avaliar se houve melhorias na percepção do público sobre o atendimento prestado.

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    Entenda por que se preocupar com a saúde mental dos profissionais de saúde

    Entenda por que se preocupar com a saúde mental dos profissionais de saúde. Cuidar da saúde mental dos profissionais de saúde deve ser um cuidado constante, tendo em vista que esse aspecto está diretamente ligado às principais causas de perda de qualidade e produtividade no trabalho, o que influencia diretamente nos resultados.

    O estresse, a ansiedade e a depressão estão entre os problemas mais comuns, principalmente em tempos de pandemia, onde esses colaboradores estão na linha de frente, tendo que passar várias horas em locais de trabalho exaustivos, correndo o risco de serem contaminados por uma doença pouco conhecida.

    Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para mostrar a importância desse assunto e as práticas que podem ser aplicadas para promover saúde, bem-estar e integridade física aos profissionais da saúde. Confira!

    Qual a importância de cuidar da saúde mental dos profissionais de saúde?

    Os transtornos mentais estão entre as principais causas de afastamento do trabalho. Esse tipo de situação pode levar às mais variadas reações e distúrbios no corpo humano, como depressão, síndrome de Burnout, insônia, estresse, ansiedade, dores, esgotamento, sensação de incapacidade, entre outros.

    Por esse motivo, prezar pela saúde mental da sua equipe de trabalho tem sido um grande desafio para os gestores da área da saúde, já que as doenças desencadeadas têm levado a um índice preocupante de turnover, sinistralidade e absenteísmo. Nesse caso, é fundamental que a saúde seja preservada de forma preventiva, e não apenas nos momentos de crise.

    Uma saúde mental em dia possibilidade que o funcionário consiga aplicar todas as suas habilidades e competências de forma produtiva, além de ter a capacidade emocional necessária para suportar todas as adversidades e situações de estresse que fazem parte do exercício da profissão.

    Quais práticas podem ser adotadas para se chegar ao cuidado eficiente da saúde mental?

    Existem algumas medidas que podem ser aplicadas como forma de acertar no cuidado à saúde mental dos profissionais que atuam na área da saúde. Veja algumas dicas!

    Ofereça um ambiente seguro para os profissionais

    Quando um ambiente laboral seguro é oferecido, os colaboradores se sentem mais confortáveis e motivados para exercer suas atividades. Assim, os dois lados só têm a ganhar, afinal, a estrutura física disponibilizada também faz toda a diferença em relação à saúde mental no local de trabalho. Para isso, alguns investimentos são necessários, como:

    • temperatura adequada;
    • local ergonomicamente confortável;
    • fornecimento de todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletivos (EPCs);
    • espaço ou sala reservados para as horas de pausa, como almoço, e relaxamento, o que vai ajudar no alívio da tensão e fazer com que os membros do time retornem às suas funções de forma revigorada;
    • decoração agradável, como quadros com mensagens positivas;
    • todo material necessário para que o serviço seja realizado com qualidade;
    • ambiente hospitalar organizado e limpo;
    • entre outros.

    Incentive os hábitos saudáveis

    Outra medida bastante importante é o incentivo aos trabalhadores para que mantenham hábitos saudáveis no dia a dia, como a prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada.

    Nesse caso, os descansos entre os turnos são primordiais. O profissional precisa reconhecer suas limitações e não exigir tanto de si mesmo. Práticas como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cigarros ou quaisquer outros tipos de vício também precisam ser deixados de lado.

    Ofereça acompanhamento psicológico

    Grande parte dos empregados tem vergonha de buscar ajuda psicológica com medo de perderem seus empregos ou passarem por qualquer tipo de preconceito ou julgamento.

    Oferecer esse acompanhamento por meio da empresa pode ser uma saída, tendo em vista que o apoio de um profissional especialista e as conversas sobre o dia a dia que ocorrem nos atendimentos são fundamentais para ajudar o indivíduo a saber como agir em meios aos problemas rotineiros, além de gerar confiança, força e inteligência mental para atravessar esses eventos.

    Promova um programa de saúde mental

    Após realizar uma análise minuciosa da realidade do local de trabalho e identificar os principais problemas relacionados à saúde mental dos profissionais de saúde, é o momento de desenvolver um programa efetiva direcionado a esse ponto. Essa ação deve ser ligada a um conjunto de iniciativas com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos colaboradores.

    O recomendável é que as estratégias aplicadas sejam voltadas para as formas de enfrentar as situações de estresse e adversidades que podem surgir, sem prejudicar ao próprio trabalhador e, também, a empresa e demais pessoas envolvidas — sejam colegas de trabalho, pacientes, entre outros.

    Disponibilize um canal eficiente de feedback

    A saúde mental ainda é vista como um tabu para várias pessoas. Na maioria dos casos, a própria pessoa não consegue identificar que está passando por esse tipo de problema, tendo que sobreviver com condições que influenciar negativamente em todas as ações que fazem parte da sua vida, como depressão, ansiedade e demais.

    Ao oferecer um canal eficiente para que os funcionários consigam dialogar, fica mais fácil combater essas doenças, já que muitos empregados não estão confortáveis e seguros para uma conversa aberta, mas estão dispostos a desabafar em outros meios, como e-mail, chats, fóruns, entre outros.

    Promova a oferta de benefícios

    Um benefício diretamente ligado ao cuidado com a saúde mental dos profissionais é um plano de saúde que tenha cobertura de psicólogos e psiquiatras. Outra alternativa é optar pela contratação de um profissional qualificado para atender aos funcionários em um período determinando, por exemplo, mensalmente.

    Também é possível inserir na lista de benefícios descontos com parceiros ligados ao auxílio à prevenção contra doenças mentais, como academias, nutricionistas, aulas de meditação, massagens, entre outras atividades entendidas como eficazes nesse processo.

    Apoie os funcionários

    Uma boa ideia é promover eventos no ambiente de trabalho com o intuito de incentivar uma relação próxima em a equipe, fazendo com que todos estejam integrados e conectados, evitando conflitos, panelinhas e outras práticas que podem influenciar na convivência saudável.

    Aproveite esse momento para mostrar à equipe que a empresa se preocupa com a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de cada um. Dialogue com eles para identificar quem precisa de ajudar por meio dessa relação mais próxima.

    Agora que você entende a importância de cuidar da saúde mental dos profissionais de saúde e os problemas podem surgir quando não há essa preocupação, não deixe de aplicar as dicas apresentadas em práticas para contribuir para que todos estejam bem de saúde e produtivos.

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    Acreditação ONA: o que é e como conseguir essa certificação hospitalar?

    Acreditação ONA: o que é e como conseguir essa certificação hospitalar? No momento em que um hospital, serviço de diagnóstico por imagem, laboratório ou outra organização do setor de saúde conquista a acreditação ONA, a instituição comprova que adota um padrão de qualidade e segurança em seus processos. Com isso, ela consegue melhorar sua credibilidade para o mercado, para os profissionais de saúde e também para os pacientes.

    Dessa forma, é uma certificação de grande importância, pois demonstra a excelência na parte de assistência e de gestão. Tem interesse em entender melhor o que é a acreditação ONA, as principais vantagens em conquistá-la, os níveis de certificação e quais etapas precisam ser cumpridas para obtê-la? Todas essas informações você encontra neste post. Boa leitura!

    Afinal, o que é acreditação ONA?

    Desde 1999, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) — entidade não governamental e sem fins lucrativos — atua para que hospitais, clínicas e outras instituições de saúde possam alcançar um alto padrão de assistência, especialmente nos quesitos qualidade e segurança.

    Sendo assim, a ONA é responsável pelo desenvolvimento e pela gestão dos padrões brasileiros nesses aspectos. A entidade conta com uma metodologia internacional, já que é integrante da International Society for Quality in Health Care (ISQua) — parceira da Organização Mundial de Saúde (OMS). Da ISQua, fazem parte instituições de qualidade à saúde dos Estados Unidos, do Canadá, da França e do Reino Unido.

    Princípios

    A acreditação serve para avaliar e certificar a qualidade dos processos de locais que prestam assistência à saúde, tendo como objetivo a melhoria contínua desses serviços. Ela segue três princípios:

    • voluntário: a entidade de saúde é que demonstra o interesse em passar pela avaliação;
    • periódico: é feita a avaliação para a acreditação e também durante o tempo de validade do certificado;
    • confidencial: os dados coletados nos serviços de saúde durante o processo de avaliação não são divulgados.

    Entidades acreditadoras

    O processo para a obtenção da certificação é realizado apenas por entidades acreditadoras credenciadas pela ONA e que utilizam como referência as diretrizes do Sistema Brasileiro de Acreditação e o Manual Brasileiro de Acreditação.

    Quais os principais pontos avaliados?

    Em geral, para serem acreditadas, as instituições têm o desempenho organizacional avaliados. Assim, elas precisam apresentar:

    • gestão por processos;
    • desenvolvimento de pessoas;
    • ética e transparência;
    • visão sistêmica;
    • exercício da liderança;
    • cuidado centrado no paciente, ou seja, adoção de uma abordagem humanizada;
    • foco na questão da segurança;
    • responsabilidade socioambiental;
    • cultura da inovação;
    • melhoria contínua.

    Quais os benefícios de alcançar a acreditação?

    Ao conseguir a acreditação, o hospital demonstra que modificou seus processos para atingir um alto padrão de qualidade definido pela ONA. Como são instituições que lidam com a vida das pessoas, torna-se um selo importante, uma garantia de que os pacientes vão receber um atendimento seguro e de excelência.

    No decorrer de todo o processo para obter o certificado, há ainda uma mudança na cultura da organização, que passa a envolver todos os colaboradores para que aumentem sua produtividade, a identificar erros e riscos, e a atuar de acordo com boas práticas. Desse modo, além de aperfeiçoar o atendimento ao público, há uma melhora no ambiente de trabalho.

    Nessa questão, é preciso destacar também a adequação do local com novas tecnologias, como equipamentos médicos e também softwares de gestão para integrar o trabalho das equipes e melhorar a comunicação entre os profissionais. Com isso, há agilidade nos fluxos de trabalho, o que pode até mesmo significar melhores resultados financeiros para a organização no futuro.

    Em resumo, as principais vantagens de ter esse selo de qualidade são:

    • satisfação dos pacientes e confiança nos serviços prestados;
    • credibilidade da instituição de saúde;
    • educação dos profissionais;
    • integração maior entre os setores;
    • adoção das melhores ferramentas de gestão;
    • criação de uma cultura de melhoria contínua;
    • impulso para o aprimoramento tecnológico;
    • possibilidade de sair na frente da concorrência.

    Quais os níveis de acreditação?

    A acreditação da ONA pode ser conquistada em três níveis:

    • 1 (Acreditado): é válido por dois anos e concedido às entidades de saúde que cumprem os quesitos de segurança do paciente em todas as áreas, incluindo estruturais e assistenciais;
    • 2 (Acreditado Pleno): é valido por dois anos e concedido às entidades de saúde que, além da segurança, apresentam uma gestão integrada;
    • 3 (Acreditado de Excelência): é válido pelo período de três anos e concedido às entidades que cumprem os quesitos segurança, gestão integrada e também demonstrem a excelência em gestão.

    Esse é um aspecto importante, pois permite que a organização de saúde se adapte gradativamente até conquistar o nível de excelência. Em outras palavras, pode ser considerado um programa educacional continuado, já que é revisto periodicamente.

    Quais os principais passos para conseguir a certificação ONA?

    Como dissemos, a participação no processo de avaliação é voluntário, sendo que instituições do setor da saúde de diferentes níveis, portes e complexidades podem conseguir a acreditação ONA. Para que a organização seja elegível, é preciso seguir os critérios:

    • estar legalmente constituída há, no mínimo, um ano;
    • ter alvará de funcionamento;
    • ter licença sanitária e licenças exigidas de acordo com a atividade que realiza;
    • apresentar registro do responsável técnico, segundo o perfil da instituição.

    Além disso, é necessário arcar com as taxas de visita de acreditação ONA e das taxas de manutenção dessa certificação.

    Ao concluir que sua entidade é elegível, ou seja, está com a documentação regularizada, o próximo passo é entrar em contato com uma instituição acreditadora credenciada pela ONA, que vai dar andamento a todos os processos de avaliação, elaborando, inicialmente, um plano de visitas.

    Para se preparar e alcançar os quesitos exigidos, as organizações de saúde podem contar com o trabalho de auditoria interna e externa.

    Hospitais, laboratórios, ambulatórios e outras organizações que prestam serviços de saúde podem melhorar seus processos de gestão e oferecer mais qualidade e segurança na assistência ao cumprir o que é exigido pela acreditação ONA. É, portanto, um selo muito valorizado no setor e que pode trazer uma série de benefícios para a instituição.

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