Como melhorar o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares?

Manter um bom gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares é fundamental para evitar a suspensão dos atendimentos, assegurar a qualidade do hospital em meio à concorrência, conquistar renome na cidade e, principalmente, oferecer um atendimento de qualidade. 

Trata-se da aplicação de práticas capazes de identificar a necessidade de certo aparelho e seu tempo de utilização, além do cronograma de manutenção, da programação de novas aquisições e das demais medidas capazes de evitar problemas e riscos desnecessários.

Mas você sabe como realizar essa gestão de maneira eficaz e outros detalhes sobre a importância da manutenção de equipamentos hospitalares? Leia este conteúdo e descubra!

Qual é a importância da manutenção de equipamentos hospitalares?

Primeiro, saiba que é importante garantir a manutenção de equipamentos hospitalares por diversas razões, como evitar erros de diagnóstico, aumentar a segurança dos pacientes etc.

A seguir, saiba mais sobre os benefícios proporcionados!

Garantir maior segurança dos pacientes

Os maquinários hospitalares são essenciais para intervenções nos pacientes, sejam emergenciais ou não. Se eles não passaram por manutenções recentes, podem não operar como deveriam, o que compromete a segurança dos pacientes. 

Evitar erros de diagnóstico

Outro problema que a falta de manutenção de equipamentos hospitalares pode ocasionar é o erro no diagnóstico do quadro de saúde do paciente. Afinal, os itens precisam de ajuste ou lubrificação, troca periódica da bateria, calibração constante etc. 

Aumentar a vida útil dos equipamentos médicos

A manutenção é uma forma de lidar com o desgaste que os equipamentos médicos naturalmente podem sofrer com o passar do tempo. Em alguns casos, o manuseio inadequado, por falta de treinamento dos profissionais de saúde, pode desgastar ainda mais os aparelhos.

Conformidade com as normas

O Ministério da Saúde e a Anvisa têm normas que exigem a manutenção periódica dos equipamentos hospitalares. Isso porque você já entendeu que negligenciar essa etapa pode trazer insegurança e diagnósticos imprecisos, prejudicando o paciente.

Existem outros protocolos, como a Norma Técnica Brasileira NBR 15943:2011, que fala sobre o gerenciamento dos equipamentos hospitalares. Nesse sentido, é preciso que a gestão do hospital garanta uma ação coordenada por um profissional de nível superior para gerenciar fases de aquisição, manutenção preventiva e corretiva, implementação, gerenciamento de risco etc.

Quais tipos de manutenções podem ser aplicados na rotina hospitalar?

Veja quais são os diferentes tipos de manutenção que podem ser aplicados em um ambiente hospitalar:

Manutenção preventiva

Realizada de maneira programada, conforme a utilização de cada equipamento e as orientações do fabricante. Normalmente, a inspeção é agendada com antecedência e envolve testes de segurança, limpeza e detecção de problemas enquanto ainda são pequenos.

Manutenção corretiva 

Realizada para desenvolver formas de correção no caso de um dano no equipamento. Sendo assim, ele é devolvido, consertado e calibrado.

Manutenção preditiva 

Realizada de maneira planejada, com o intuito de averiguar minuciosamente, usando aparelhos específicos. Seu objetivo é antecipar, por meio de resultados da análise, manutenções preventivas e corretivas, elevando o tempo de vida útil e a segurança do aparelho.

RDC manutenção de equipamentos hospitalares: conheça as principais exigências

A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) é uma norma emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil e estabelece diretrizes sobre as boas práticas de fabricação de produtos para a saúde, incluindo equipamentos médicos:

  • Plano de manutenção: necessidade de desenvolver e implementar um plano de manutenção para os equipamentos médicos. O plano deve contemplar a manutenção preventiva, corretiva, preditiva e detectiva, conforme apropriado.
  • Treinamento e qualificação: estabelecer programas de treinamento para os profissionais responsáveis pela manutenção dos equipamentos e certificar-se de que os técnicos estão qualificados e atualizados para realizar as atividades de manutenção.
  • Registros e documentação: manter registros detalhados de todas as atividades de manutenção realizadas em cada equipamento, documentar as intervenções corretivas e preventivas, incluindo data, descrição do trabalho e peças substituídas, se aplicável.
  • Rastreabilidade: garantir a rastreabilidade das intervenções realizadas nos equipamentos e identificar claramente os registros de manutenção associados a cada equipamento.
  • Uso de peças e componentes originais: recomendação para utilizar peças e componentes originais ou aprovados pelo fabricante durante as atividades de manutenção.
  • Avaliação de riscos: realizar avaliações de risco associadas à manutenção de equipamentos médicos e considerar potenciais impactos na segurança do paciente e na eficácia do equipamento.
  • Calibração e verificação: realizar calibração e verificação regular dos equipamentos de medição utilizados durante as atividades de manutenção.

Como melhorar o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares?

Existem algumas práticas que podem ser implementadas como forma de promover um melhor gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares. Veja a seguir as principais!

Realize planejamentos

É preciso elaborar um planejamento para que os equipamentos possam ser revisados periodicamente, o que requer a obtenção de um aparelho reserva, já que a máquina deverá ser aberta para a realização dos procedimentos adequados.

Dessa forma, é preciso criar um plano, estabelecendo a melhor data e o melhor horário para a realização da revisão e da substituição do aparelho reserva, que pode ser um equipamento que já tem no hospital ou, no caso de instituições menores, o aluguel.

Compreenda a dinâmica de cada equipamento

Cada equipamento tem utilidades e características diferentes. Alguns são mais usados do que outros. Para que as manutenções sejam eficazes, é preciso conhecer a relevância de cada um e as demandas mais frequentes. Por esse motivo, estipule as prioridades de maneira consciente.

Mapeie os riscos hospitalares

Para reduzir as possibilidades de riscos biológicos, o gerenciamento de manutenção de equipamentos hospitalares deve estar em dia para assegurar a esterilização dos materiais, evitando a utilização de aparelhos infectados e a disseminação de doenças.

Defina o fluxo de trabalho

Entender o histórico de uso e conservação do equipamento hospitalar é essencial para identificar a situação da sua vida útil. Essa prática pode aperfeiçoar de maneira considerável o fluxo de trabalho dos profissionais de saúde para realizar exames de forma precisa e usar os aparelhos adequadamente, além de reduzir problemas.

Realize um controle eficiente

Outra prática indispensável é saber a quantidade correta de equipamentos hospitalares e garantir que estejam todos calibrados, lubrificados, conservados, com as peças trocadas no período adequado e com o funcionamento certo.

Um bom controle proporciona todos os aspectos, considerando que contribui para a elaboração de informações precisas a respeito dos aparelhos, o que promove uma gestão eficaz.

Principais itens que devem ser verificados na manutenção de equipamentos hospitalares

Aqui estão alguns dos principais itens que devem ser verificados durante a manutenção de equipamentos hospitalares:

  • Inspeção visual
  • Calibração
  • Verificação de segurança elétrica
  • Verificação de pressão e temperatura
  • Limpeza e desinfecção
  • Verificação de alarmes
  • Atualizações de software
  • Troca de peças desgastadas

Principais regulamentações na manutenção de equipamentos hospitalares

As regulamentações na manutenção de equipamentos hospitalares podem variar de acordo com o país e a região, mas algumas diretrizes gerais são comuns em muitas jurisdições. Aqui estão algumas das principais regulamentações e práticas recomendadas na manutenção de equipamentos hospitalares:

  • ISO 13485 – sistemas de gestão da qualidade para dispositivos médicos: esta norma estabelece requisitos para o sistema de gestão da qualidade em organizações que projetam, fabricam, distribuem ou prestam serviços relacionados a dispositivos médicos.
  • IEC 60601 – equipamento eletromédico: esta série de normas estabelece requisitos de segurança e desempenho para equipamentos eletromédicos. A manutenção adequada desses equipamentos é crucial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde.
  • Regulamentações locais de saúde: cada país tem suas próprias regulamentações e agências responsáveis pela supervisão e regulação de equipamentos médicos e de saúde. No Brasil, por exemplo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desempenha um papel importante nesse sentido.
  • Certificação de equipamentos: muitos países exigem que os equipamentos médicos sejam certificados antes de serem utilizados em ambientes hospitalares. Certificações como a Marcação CE, na União Europeia, ou a marcação da FDA, nos Estados Unidos, são exemplos.
  • Normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF): as BPF são diretrizes que garantem a qualidade e a conformidade na fabricação, instalação e manutenção de produtos e equipamentos médicos.

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    Entenda como funciona um hospital de campanha

    Entenda como funciona um hospital de campanha. Nos últimos meses, você já deve ter ouvido o termo “colapso no sistema de saúde”, não é? Por causa da pandemia do novo coronavírus, essa se tornou uma preocupação bastante comum. Afinal, diante do crescimento de casos, passou a ser necessário oferecer mais atendimento. É nesse contexto que vale a pena saber como funciona um hospital de campanha.

    Afinal, essa estrutura se mostrou uma ótima solução para o enfrentamento da crise. Com projetos adequados e uma atuação focada nas necessidades de cada local, especialmente, eles se tornaram indispensáveis no momento mais crítico.

    Para que você não tenha dúvidas, mostramos como funciona um hospital de campanha de forma completa. Venha conferir!

    Em quais situações o hospital de campanha é erguido?

    Podemos dizer que o hospital de campanha é uma unidade de atendimento médico temporário. Ele serve, principalmente, para situações de emergência e de aumento na demanda por atendimento.

    O principal objetivo de erguer uma estrutura do tipo é impedir o colapso da saúde devido à taxa de ocupação elevada. Afinal, um fluxo muito grande de pacientes pode resultar em longas filas e na falta de capacidade para atender a todos.

    Inclusive, há algumas “regras” que ajudam a definir quando é o momento de usá-lo. O indicado é, primeiramente, reforçar os leitos e a estrutura dos hospitais públicos. Depois, se necessário, é o momento de contratar leitos na rede privada.

    Se mesmo assim o fluxo for tão grande para ser absorvido, aí, sim, é o momento de recorrer a essa solução.

    Quais foram erguidos no Brasil?

    Diante da pandemia do novo coronavírus, diversos estados brasileiros inauguraram hospitais de campanha. Em vários locais, inclusive, eles foram os responsáveis por evitar um colapso em todo o sistema de saúde. Em abril de 2020, eram mais de 100 hospitais do tipo, divididos em 19 estados e no Distrito Federal.

    Em São Paulo, a maior cidade do Brasil, os principais ficaram no Complexo do Anhembi e no Pacaembu. No Rio de Janeiro, as duas unidades inauguradas foram no Maracanã e em São Gonçalo. O Amazonas, que foi amplamente afetado pela doença, teve uma unidade de campanha na cidade de Manaus.

    Entre as estruturas utilizadas, houve o aproveitamento de estádios de futebol, espaços culturais e até de hospitais privados desativados.

    Quais são as principais instruções para hospitais de campanha?

    Pensando em como funciona um hospital de campanha, é preciso entender, primeiramente, como deve acontecer sua construção. Nesse momento, é essencial utilizar elementos que permitam a esterilização, como pisos e revestimentos móveis, mas que garantam o isolamento e a limpeza.

    Também é necessário dispor corretamente os leitos e, inclusive, criar áreas de isolamento para pacientes graves ou contagiosos — como foi o caso das estruturas abertas na pandemia.

    Além disso, temos que considerar os protocolos para garantir o melhor aproveitamento no tratamento. Cada hospital tem liberdade para definir o melhor modo de agir, de acordo com as necessidades locais.

    No geral, entretanto, há indicações sobre o tempo mínimo de permanência do paciente no hospital de origem e como deve ocorrer a admissão de outras pessoas. Também são definidas ações diversas, como a testagem inicial, a realização de exames, os procedimentos que podem ser feitos, os critérios de internação na UTI e assim por diante.

    O objetivo é criar um “roteiro” completo para que os profissionais ganhem eficiência e agilidade na atuação. Como o fluxo de pacientes pode ser muito grande, a padronização ajuda a evitar erros ou dificuldades no atendimento a todos.

    Quais profissionais são chamados para trabalhar?

    Além dos leitos e dos recursos, os profissionais são parte essencial do funcionamento de um hospital de campanha. Afinal, são os grandes responsáveis por executar os protocolos de atendimento e realizar as atividades que garantem apoio completo.

    Para que isso seja possível, é obrigatório ter uma equipe de assistência e de apoio. Médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos são os principais profissionais nesses ambientes.

    Independentemente da quantidade ou das especializações, é indispensável que sejam pessoas totalmente treinadas para a atuação nessa estrutura temporária. Inclusive, esse é um dos motivos que justificam a importância dos protocolos de atendimento.

    Como a contratação é feita pelo setor público e em caráter de urgência, ela tem um regime especial. Os profissionais não precisam ser aprovados em concursos, já que o objetivo é ter agilidade.

    Quais são os tipos de pacientes que podem ser enviados?

    Entre as questões sobre como funciona um hospital de campanha, também é preciso entender quais são os pacientes que podem ser atendidos. No geral, há um público-alvo que é atendido, o que deixa de pressionar o restante do setor de saúde.

    Novamente, esse é um protocolo que depende de cada hospital criado, bem como das demandas que a região apresenta. É bem comum que pacientes oncológicos, imunossuprimidos e que tenham dificuldades de estabilidade sejam transferidos para instituições com mais estrutura.

    Também é comum que pacientes que vão receber alta sejam transferidos para que recebam os cuidados finais antes da liberação. Isso aumenta o número de vagas disponíveis no sistema de saúde tradicional, sem que haja a falta de cuidado para os outros pacientes.

    Em outros locais, um hospital desse tipo é construído para dar apoio a cidades e regiões menores e com menos estrutura. Então, é possível que as vagas sejam destinadas a pessoas que estejam dentro de determinado raio.

    Quando ocorre o fechamento desses hospitais?

    Para entender como funciona um hospital de campanha, também é essencial considerar quando ele deixa de atuar. Basicamente, ocorre o fechamento da instituição diante de uma estabilidade de casos da situação que motivou a sua abertura.

    Em geral, quando o sistema de saúde tradicional deixa de estar tão pressionado, ocorre o fechamento das unidades. Depois disso, os profissionais podem ser realocados em outras instituições e os equipamentos e insumos também são aproveitados em outros pontos da estrutura.

    Saber como funciona um hospital de campanha permite ter uma dimensão da importância dessa estrutura. No Brasil e em plena pandemia do Coronavírus, estruturas como essa se mostraram excelentes ferramentas para evitar que o sistema de saúde entrasse em colapso.

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    Saiba como preparar o hospital para conseguir a certificação HIMSS

    Saiba como preparar o hospital para conseguir a certificação HIMSS. A certificação HIMSS é bastante valorizada na área da saúde, sendo direcionada para a elevação da qualidade e do fluxo de processos por meio da implementação de tecnologia. O certificado é referência para o alcance de um patamar de integração e informatização elevado, que desencadeia na maximização da efetividade dos procedimentos hospitalares.

    Preparamos este conteúdo especial com várias informações sobre a certificação e sobre como consegui-la na sua instituição de saúde. Continue acompanhando e aprenda mais sobre o tema, saiba como preparar o hospital para conseguir a certificação HIMSS!

    O que é a certificação HIMSS e quais são os seus estágios?

    A Health Information and Management Systems Society (HIMSS), traduzido para Sociedade de Sistemas de Informação e Gerenciamento em Saúde, é uma entidade sem fins lucrativos que tem o objetivo de melhorar a prestação de serviços em saúde em termos de qualidade e segurança por meio da Tecnologia da Informação (TI).

    A HIMSS estabelece vários níveis de certificação, em termos de densidade tecnológica da instituição e capacidade de interoperabilidade interna e externa. Veja mais sobre esses estágios a seguir!

    • Nível 0: a instituição não conta com sistema clínico-departamental, nem gestão de informações online ou softwares para auxiliar na assistência.
    • Nível 1: o laboratório, a radiologia e a farmácia contam com sistemas informatizados de apoio.
    • Nível 2: há um sistema médico unificado para repositório dos dados clínicos, vocabulário médico, apoio à decisão dos profissionais, promovendo a interoperabilidade de dados em nível interno.
    • Nível 3: o hospital conta com documentação clínica no prontuário eletrônico do paciente (PEP) para anotações gerais, suporte às decisões e checagem de erros.
    • Nível 4: as prescrições médicas são feitas por vias digitalizadas.
    • Nível 5: o estabelecimento de saúde conta com PACS e as imagens médicas são transmitidas diretamente para sistemas, dispensando o uso de filmes e tornando a instituição filmless.
    • Nível 6: todos os sistemas internos do hospital são integrados. Há softwares para suporte à decisão clínica no geral propositivo, gestão de medicação em circuito fechado, modelos para documentação médica, tecnologias para beira-leito, entre outros.
    • Nível 7: o hospital consegue se comunicar com parceiros, fornecedores, laboratórios e operadoras de planos de saúde sem o uso de papel. Ou seja, ele tem interoperabilidade interna e externa. As informações são utilizadas para Business Intelligence e o hospital é 100% paperless. É o grau de maior complexidade e que exige diversos investimentos.

    Por que a certificação HIMSS é tão importante para o hospital?

    A certificação HIMSS traz uma série de benefícios para o hospital. Para consegui-la, é preciso realizar diversas adaptações, que conferem mais agilidade e efetividade ao cotidiano da instituição.

    Os custos são otimizados, pois a rotatividade é analisada em tempo real, permitindo manejos e intervenções rápidas em caso de imprevistos. Dessa forma, o tempo de estadia diminui e a instituição tem condições de atender a um público maior.

    Há um conhecimento mais profundo do perfil dos pacientes, gerando intervenções e medidas mais precisas. Outra vantagem é a economia com papel e transações burocráticas, contribuindo para uma gestão mais inteligente dos recursos. Esses fatores contribuem para a credibilidade da instituição de saúde e para um fluxo de trabalho otimizado.

    Como o hospital pode conseguir essa certificação?

    Para o hospital conseguir a certificação HIMSS, ele deve realizar alguns esforços e investimentos. Veja as dicas que reunimos sobre o assunto a seguir!

    Faça um planejamento preciso

    É necessário planejar bem o processo de certificação para evitar equívocos e colocações abaixo do esperado. Após a inscrição, há um questionário para extrair o provável estágio em que a empresa se encontra. Caso a instituição atinja o nível 6, ela passa por procedimentos para averiguação das estruturas tecnológicas exigidas, como uma videoconferência e vários questionários aprofundados. Se o hospital é classificado como provável 6 ou 7, há uma última etapa, em que os profissionais da HIMSS vão até o hospital para fazer a avaliação.

    Assim, é visível que é um processo complexo e trabalhoso, sendo necessário um planejamento sólido e estruturado, para minimizar os equívocos e promover as adaptações adequadas. Isso contribui para a implementação das mudanças necessárias de forma coerente, evitando ruídos na comunicação e facilitando a inserção de modificações.

    Realize os investimentos certos

    Uma das vantagens da certificação é que ela contribui para uma melhor canalização dos investimentos. A proposta é que o que era aplicado e perdido em papéis, burocracias e itens obsoletos seja redirecionado para tecnologias avançadas e otimizadas. Dessa forma, além de planejar bem, é preciso utilizar os recursos tecnológicos mais funcionais e ágeis, promovendo a digitalização dos processos e a minimização do uso de recursos manuais.

    Adote sistemas

    Os softwares médicos são excelentes ferramentas para integrar processos, facilitar a comunicação entre profissionais e promover agilidade e qualidade no gerenciamento. As informações entre setores circulam de forma facilitada, sendo que alterações em um módulo geram as modificações necessárias em todos os outros itens relacionados, contribuindo para otimizar o fluxo de trabalho e minimizar ruídos.

    Os sistemas médicos também favorecem a gestão de informação do paciente, nivelando o acesso à informação entre profissionais nos prontuários eletrônicos, garantindo a segurança de dados e o acesso aos registros necessários aos profissionais habilitados. Há softwares avançados, baseados em inteligência artificial e Business Intelligence, que contribuem para análises de variáveis e tomadas de decisão.

    Integre os dados

    Os sistemas informatizados são essenciais na integração de dados. A tecnologia contribui para a integração de processos, promove a facilidade no manejo de informação e auxilia nos estudos epidemiológicos para atividades de prevenção.

    Conheça os requisitos

    É importante conhecer bem os requisitos da certificação HIMSS para preparar o hospital adequadamente para a entrada no processo. São diversas exigências sobre o tema, sendo o Electronic Medical Record Adoption Model (ENRAM) um modelo de adoção do PEP desenvolvido pela entidade que é referência mundial em qualidade para as instituições de saúde. Consultar esse registro e conhecer bem todas as condições envolvidas no processo é essencial para ter melhores resultados na certificação.

    Realize a autoavaliação pela internet até o estágio 5

    Grande parte do procedimento de certificação é realizado por vias virtuais. Dessa forma, é imprescindível responder a todos os questionários relativos ao processo e seguir as etapas de forma coerente.

    Adote a tecnologia paperless

    É fundamental minimizar o uso de papel na instituição para obter a certificação HIMSS. Destacamos que, para chegar aos patamares elite da certificação, é necessário ser totalmente digital (paperless). Há diversos recursos que permitem promover integração e facilitar a circulação da informação pelo hospital sem a necessidade de folhas.

    A certificação HIMSS é um excelente avanço para o estabelecimento de saúde, contribuindo para a modernização, a integração e a credibilidade. A proposta do certificado é estimular o hospital a se digitalizar, em uma dinâmica paperless que é benéfica para o fluxo de trabalho e para a qualidade dos serviços de saúde prestados.

    O objetivo de todo o processo é direcionar a tecnologia para a otimização do fluxo de trabalho, para que os colaboradores possam desempenhar suas funções com qualidade e com atendimento humanizado. Gostou de aprender sobre a certificação HIMSS? Aproveite e confira também o nosso post especial sobre o hospital digital!

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    Entenda a importância de acompanhar a taxa de ocupação hospitalar

    Entenda a importância de acompanhar a taxa de ocupação hospitalar. A gestão hospitalar envolve diversos desafios, não é mesmo? O hospital é uma instituição com algumas especificidades, pois é uma empresa, mas tem como missão o cuidado, a assistência e o salvamento de vidas.

    Nesse contexto, um processo de gerenciamento eficiente permite maximizar a capacidade de atenção da instituição e fornecer uma estrutura robusta para que os profissionais realizem suas funções em condições favoráveis. Assim, dentro desse contexto, a taxa de ocupação hospitalar é um dos indicadores que deve ser monitorado com regularidade.

    Entenda a importância de acompanhar a taxa de ocupação hospitalar

    Neste conteúdo especial que preparamos, vamos oferecer diversas informações sobre a taxa de ocupação e explicar por que ela é tão importante para a instituição de saúde. Ficou interessado? Continue acompanhando para aprender mais sobre o assunto!

    O que é a taxa de ocupação hospitalar e para que ela serve?

    A taxa de ocupação hospitalar é um indicador de gestão que disponibiliza informação sobre a capacidade de atendimento do hospital, ajudando a avaliar se há leitos em falta ou vazios e a saber sobre a usabilidade dos espaços. Com esse índice, é possível dimensionar o perfil de utilização, os intervalos de substituição e a média de permanência dos usuários no estabelecimento.

    Destacamos que a taxa de ocupação hospitalar é calculada pelo percentual da quantidade de pacientes atendidos diariamente e o número de leitos disponíveis no hospital. É preciso lembrar que os leitos bloqueados são excluídos desse cálculo.

    Qual a importância de acompanhar o indicador taxa de ocupação hospitalar?

    A taxa de ocupação hospitalar é um índice que fornece informações importantes para as avaliações e tomada de decisão. Vamos explicar a seguir quais são os principais motivos para o monitoramento dessa variável. Veja mais!

    Conhecimento da capacidade de ocupação do hospital

    É muito importante que os gestores saibam da capacidade de atendimento que o hospital tem. O controle e monitoramento dessa informação auxilia na avaliação da possibilidade de entrada de novos pacientes e das movimentações de usuários entre os diversos setores do hospital, como enfermaria, UTI e salas de cirurgia. Dessa forma, é possível realizar as atividades e oferecer autorização com segurança, contribuindo para a qualidade do atendimento e acolhimento ao usuário.

    Redução de custos com manutenção

    A manutenção de leitos é um processo caro para o hospital, envolvendo custos com limpeza, desinfecção e manutenção. Nesse contexto, é importante contar com informações precisas e de qualidade, para garantir que os investimentos envolvidos sejam melhor aproveitados e reduzidos dentro dos limites possíveis. Quanto mais se souber sobre o recurso, melhor é a realização do gerenciamento.

    Oferecimento de um serviço de maior eficiência para os pacientes

    A gestão hospitalar demanda a análise de diversos indicadores em conjunto. Ao comparar a taxa de ocupação de leitos com os índices de óbitos, infecções e tempo de internação, é possível avaliar se as internações estão muito prolongadas, se é necessário investir mais em desinfecção, capacitação e equipamentos de proteção, por exemplo. Dessa forma, ao acompanhar o índice ocupação hospitalar, é viável propor estratégias para remediar problemas e oferecer melhores serviços para os pacientes.

    Análise da qualidade de leitos

    Para fazer a análise da qualidade dos leitos, é importante avaliar diversos indicadores em conjunto, tanto quantitativos quanto qualitativos. O objetivo é verificar se há disponibilidade adequada e se os tratamentos estão sendo eficazes. Para isso, é preciso observar a taxa de ocupação de leitos, o intervalo de substituição, o tempo médio de permanência, a taxa de infecção, o índice de alta, a taxa de readmissão, entre muitos outros.

    Melhora da utilização da estrutura

    Falta de avaliação e estabelecimento de planos e desorganização podem resultar em atrasos, leitos ociosos e uma má gestão dos recursos, havendo faltas e excessos que prejudicam a logística da instituição e a prestação dos serviços de saúde. Com uma gestão concisa e um adequado acompanhamento da taxa de ocupação, é possível planejar melhor a reposição de estoque.

    Isso contribui para que os colaboradores sempre tenham em mãos os itens necessários para o atendimento das demandas e para oferecerem a resposta precisa para as questões apresentadas. Dessa forma, o atendimento é otimizado, evitando atrasos e imprevistos.

    Melhor aproveitamento das possibilidades que a estrutura oferece

    O monitoramento da taxa de ocupação hospitalar contribui para fortalecer o planejamento e a gestão dos processos de cuidado. Dessa forma, é possível, por exemplo, observar em quais setores há mais rotatividade de pacientes, em quais há leitos ociosos e as alternativas viáveis para um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis. Alterações no espaço podem ser feitas para garantir um uso otimizado do ambiente e dos recursos, com segurança e priorização da saúde.

    Aumento da credibilidade do hospital

    O acompanhamento adequado de indicadores como a taxa de ocupação hospitalar contribui para uma gestão mais eficiente, com atendimento rápido das demandas e com elevada qualidade. A medida proporciona rapidez na mudança de leitos quando o paciente recebe alta de um setor para outro. Além da redução do tempo de espera, há diminuição dos erros e do retrabalho. Esses fatores contribuem para o fortalecimento da credibilidade do hospital.

    Otimização da tomada de decisões

    A tomada de decisões em gestão de uma instituição de saúde deve ser baseada em dados sólidos e estruturados, atualizados e monitorados cuidadosamente. Isso é importante para evitar equívocos e ações que se baseiam somente em intuições e imprecisões. Um planejamento sólido e robusto se estrutura a partir da análise de indicadores como a taxa de ocupação hospitalar, contribuindo para o entendimento do estado global do hospital e as variáveis associadas a cada contexto.

    Quais são os dados que o indicador taxa de ocupação hospitalar apresenta?

    O indicador taxa de ocupação hospitalar ajuda no entendimento de variáveis como a rotatividade, o tempo de ocupação e a ociosidade. Isso permite um planejamento mais preciso sobre todos os processos.

    Na pandemia de coronavírus, por exemplo, os gestores de hospitais podem tomar providências para evitar escassez de leitos na instituição por meio da análise desse indicador. A COVID-19 é uma doença que demanda um longo tempo de internação em UTI, elevando os índices de ocupação hospitalar na medicina intensiva. Dessa forma, é possível planejar ampliações de estrutura e compra de equipamentos para acolher os pacientes.

    Acompanhar a taxa de ocupação hospitalar é essencial para uma gestão sólida e adequada do estabelecimento. Os indicadores de gerenciamento contribuem para uma compreensão adequada da realidade da instituição, auxiliando na tomada de decisões condizentes com as necessidades. Isso contribui para melhorar a estrutura, de modo que os colaboradores desempenhem suas funções nas melhores condições possíveis.

    Gostou de aprender sobre a taxa de ocupação hospitalar? Aproveite e confira nosso post especial sobre indicadores de gestão em hospitais para ficar expert no tema!

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