PAV: o que é e quais são as ações de prevenção?

Você sabe o que é a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV)? Pois, se trata de uma infecção pulmonar hospitalar que ocorre em indivíduos em ventilação mecânica, associada aos casos em que o paciente se encontra entubado no momento ou nas 48 horas que antecederam ao começo do quadro infeccioso.

Por se tratar de uma das principais causas dos índices de óbito relacionados às infecções hospitalares, é uma condição que requer muita atenção nas instituições e equipe da saúde, especialmente nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).

Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para apresentar as principais informações do assunto, além de apresentar medidas eficazes de prevenção. Confira!

Quais são os fatores de risco da PAV?

Entre os principais fatores em que a PAV está relacionada podemos apontar:

  • idade acima de 70 anos;
  • quadros de como;
  • intubação e reintubação traqueal;
  • ventilação mecânica por prazo superior a 7 dias;
  • aspiração de secreções contaminadas;
  • choque;
  • antecedência da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
  • uso de medicações imunossupressoras;
  • colonização microbiana;
  • presença do tubo endotraqueal, já que afeta as defesas do hospedeiro e possibilita que as partículas inaladas acessem às vias inferiores etc.

Quais são os principais sintomas?

Os principais sintomas ligados aos casos de PAV são:

  • febre;
  • dispneia;
  • aumento da secreção traqueal purulenta;
  • leucopenia;
  • leucocitose;
  • hemograma com cultura do líquido pleural e hemocultura positiva.

Como o diagnóstico é realizado?

Para realizar o diagnóstico da PAV podem ser usados critérios clínicos com base em exames laboratoriais, temperatura, gasometria arterial, exame físico e radiológicos que apontem novo infiltrado sugestivo de pneumonia. Nesse caso, é considerado o período antecedente à suspeita de PAV.

Um grande desafio ao diagnosticar a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica está associada ao fato de que alguns sintomas, como a febre, também podem ser causados devido a reação medicamentosa, outra infecção extrapulmonar e demais aspectos. Sendo assim, é importante investir em coleta de amostras de material do trato respiratório inferior, com a execução de culturas quantitativas para que as causas seja detectada de forma precisa.

Como é feita a reabilitação do quadro?

A fisioterapia respiratória é uma grande aliada para a reabilitação ou cura dos pacientes acometidos pela PAV. Também, é utilizada para a prevenção de complicações pulmonares, tendo em vista que estimula a função pulmonar, levando à minimização da infecção pulmonar e período de uso da ventilação mecânica, além de contribuir para evitar o risco de uma eventual traqueostomia.

Quais sãos as ações de prevenção da PAV?

O cuidado com o paciente em ventilação mecânica deve ser uma prioridade. Dessa forma, é fundamental implementar um conjunto de boas práticas com o intuito de reduzir a ocorrência de eventos adversos e prevenir a PAV. Por exemplo:

  • manter a técnica adequada de higienização das mãos por parte dos profissionais de saúde;
  • adaptar diariamente o nível de sedação e fazer teste de respiração espontânea;
  • manter o paciente na posição de decúbito elevado (média de 30º a 45º);
  • dar preferência pelo uso de ventilação mecânica não-invasiva;
  • realizar a utilização criteriosa de bloqueadores neuromusculares;
  • aspirar a secreção subglótica de forma periódica;
  • evitar extubação não programada e reintubação do paciente;
  • estar atento às recomendações e cuidados com os umidificadores e sistemas de respiração;
  • acompanhar os períodos de troca do circuito do ventilador.

Como pode perceber, a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV), é um aspecto de grande preocupação nas unidades de saúde, principalmente pela sua contribuição nos casos de óbitos ocorridos por infecções hospitalares. A entender melhor sobre os seus fatores de risco, sintomas, diagnóstico e demais informações, fica mais fácil empregar as ações adequadas e, assim, evitar ao máximo o acometimento desse quadro nos pacientes.

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    O ECG

    O Eletrocardiograma é um exame já muito conhecido que avalia a atividade do músculo cardíaco e detecta alterações que podem indicar doenças cardiovasculares. Ele faz parte do check-up cardiológico que deve ser realizado em pessoas com histórico familiar de doenças no coração a partir dos 30/35 anos (podendo ser mais tarde para pacientes que realizam atividades físicas regularmente).
    O doutor Carlos Alberto Pastore, em entrevista ao blog do Dr. Drauzio Varella, explicou como esse exame é feito: “O eletrocardiograma é realizado com a pessoa em repouso. É um exame tecnicamente muito simples, mas sua interpretação requer algum cuidado. Graças a Deus, os cardiologistas estão percebendo que esse recurso do consultório pode dar informações muito boas, se bem avaliadas.
    Para executá-lo, utilizam-se doze eletrodos colocados nas pernas, braços e no tórax, na região do precórdio. Eles captam a atividade elétrica do coração que passa para os tecidos vizinhos e chega até a pele. Essa informação é enviada para um aparelho (eletrocadiógrafo) que as registra num papel. Analisando seu traçado, é possível saber se há sequência de batimentos, se o ritmo é normal e a atividade cardíaca, rápida ou lenta.”

    Qual é a importância de obter resultados rápidos?

    Apesar de ser considerado um exame simples, o ECG exige uma boa interpretação de resultados, pois seus dados por si só não apontam automaticamente o problema do paciente. Dessa forma, as análises de ECG são tão importantes quanto a realização dos exames, e a sua rapidez pode significar muitas vezes salvar a vida de pacientes, pois quanto mais cedo são descobertos os riscos de doenças cardíacas, mais fácil será de tratá-las.
    O doutor Carlos menciona a tecnologia como uma grande aliada na interpretação desses resultados: ” Nos últimos vinte anos, a informatização ajudou muito a interpretar os dados obtidos no eletrocardiograma, um exame que existe há aproximadamente cem anos. Eu diria até que uma boa consulta clínica e um eletrocardiograma bem interpretado permitem afastar a possibilidade de doença cardiológica em 90% dos casos” 
    Portanto, além de uma prevenção por parte do paciente, é necessário que os hospitais sejam modernizados, e os profissionais  estejam aptos a utilizar a tecnologia para auxiliar o seu trabalho.

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